{"id":10111,"date":"2026-04-15T07:18:34","date_gmt":"2026-04-15T10:18:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=10111"},"modified":"2026-04-15T07:20:10","modified_gmt":"2026-04-15T10:20:10","slug":"xiv-jornadas-abertura","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiv-jornadas-bem-feito-supereu\/xiv-jornadas-abertura\/","title":{"rendered":"XIV JORNADAS &#8211; Abertura"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\"><p style=\"text-align: justify;\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;10108&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Camila Popadiuk<br \/>\n<\/strong><em>Membro da EBP\/AMP<br \/>\nCoordenadora Geral das XIV Jornadas da EBP-SP<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDo amor \u00e0 morte\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> \u00e9 o t\u00edtulo de uma confer\u00eancia de Miller, na qual ele se apoia em dois textos freudianos \u2013 \u201cPsicologia das massas e an\u00e1lise do eu\u201d e \u201cMal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 para destacar a forte liga\u00e7\u00e3o entre o amor e a puls\u00e3o. Neste caminho de Freud, do amor \u00e0 morte, como pontua Miller, percorremos a g\u00eanese do supereu: inicialmente articulada \u00e0 depend\u00eancia do amor<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> e \u00e0 \u201cintroje\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do Outro\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> e, posteriormente, retomada do lado do gozo<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Esta \u00faltima perspectiva ser\u00e1 desenvolvida por Lacan, que inclui a voz insensata como condi\u00e7\u00e3o para a constitui\u00e7\u00e3o do supereu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00edtulo das Jornadas \u2013 <strong>Bem-feito, supereu! <\/strong>\u2013 joga com um equ\u00edvoco homof\u00f4nico entre <em>bem feito\/bem-feito<\/em>. Por um lado, <em>bem feito!<\/em> pode ser entendido como express\u00e3o de uma satisfa\u00e7\u00e3o punitiva, revelando o lado s\u00e1dico do supereu, sua dimens\u00e3o maldosa e cruel. Por outro, <em>bem-feito<\/em> remete \u00e0 qualidade de algo bem realizado. No entanto, quando colocado ao lado do supereu, surge a pergunta: seria poss\u00edvel conceber uma fun\u00e7\u00e3o ou um efeito do supereu nessa perspectiva, isto \u00e9, atribui-lhe algo da ordem do bem-feito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Bem-feito!<\/em> \u2013 seguido do ponto de exclama\u00e7\u00e3o \u2013 pode ainda adquirir o valor de uma ordem quando lhe acrescentamos o <em>tu deves<\/em>, uma \u201cmodalidade do supereu\u201d,<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> resultando na seguinte f\u00f3rmula: <em>Tu deves fazer bem-feito!<\/em> Temos, assim, duas leituras que condensam certos pontos nodais do supereu: a \u201cneutralidade nociva\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, a fun\u00e7\u00e3o de \u201cregra de conduta\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> e sua dimens\u00e3o de voz de comando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 leitura que afasta o supereu de sua fun\u00e7\u00e3o punitiva e de seu imperativo de gozo, aproximando-o do <em>bem-feito<\/em>, poder\u00edamos talvez conceb\u00ea-lo como aliado do analista, como prop\u00f5e Adriana Campos. Apoiada em Lacan, ela destaca que a prescri\u00e7\u00e3o \u2013 <em>Diga tudo o que se passa na sua cabe\u00e7a <\/em>\u2013 comporta um imperativo que convida \u00e0 associa\u00e7\u00e3o livre. Ao suspender a cr\u00edtica e a vigil\u00e2ncia, a regra fundamental abre a via para o gozo da fala<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> e produz, como efeito, uma atenua\u00e7\u00e3o da pot\u00eancia superegoica. Na mesma dire\u00e7\u00e3o, pode-se considerar que o ato criativo, no campo da arte, \u00e9 um imperativo que impulsiona e faz o artista agir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de sua obra<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. A regra fundamental e o ato criativo implicam, portanto, em uma injun\u00e7\u00e3o, mas que n\u00e3o conduz necessariamente ao gozo mort\u00edfero. Coloca-se ent\u00e3o a pergunta: esses imperativos t\u00eam a mesma natureza que o imperativo superegoico?<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu texto \u201cO humor\u201d, Freud j\u00e1 indicava que h\u00e1 \u201cmuito a aprender sobre a natureza do Super-eu\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>, ao lhe atribuir tamb\u00e9m um \u201cmodo carinhoso e consolador ao Eu amedrontado\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. Ele diz:<\/p>\n<blockquote>[&#8230;] conhecemos o Super-eu como um senhor severo. Talvez se diga que n\u00e3o harmoniza muito bem com isso o fato dele consentir em possibilitar um pequeno ganho de prazer ao Eu. [&#8230;] Mas atribu\u00edmos \u2013 sem saber exatamente por qu\u00ea \u2013 um alto valor a esse prazer n\u00e3o t\u00e3o intenso, sentimo-lo como particularmente libertador e exaltador<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, prop\u00f5e-se, por um lado, interrogar a natureza do supereu e de certos imperativos que parecem ir em dire\u00e7\u00e3o ao <em>bem-feito;<\/em> e, por outro, consider\u00e1-lo a partir dos tr\u00eas registros indicados por Miller: no imagin\u00e1rio, como \u201cfigura obscena e feroz\u201d; no simb\u00f3lico, como \u201clei insensata\u201d; e no real, como n\u00e3o sendo \u201coutra coisa sen\u00e3o o objeto <em>a<\/em> como voz\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retomo a f\u00f3rmula <em>tu deves fazer bem-feito!<\/em> para sublinhar que, na perspectiva do supereu ligada ao gozo, n\u00e3o se trata de ir em dire\u00e7\u00e3o ao bem. Ao contr\u00e1rio: quanto mais o sujeito se submete a essa ordem, mais o supereu vocifera e o sentimento de culpa que surge como mal-estar \u00e9 justamente a express\u00e3o de que n\u00e3o se alcan\u00e7a tal exig\u00eancia e que ela n\u00e3o cessa de reclamar mais. Esse \u00e9 o circuito do supereu: um movimento perp\u00e9tuo que retorna sempre ao ponto de partida e cuja \u00e9tica \u00e9 a de fazer o sujeito ceder de seu desejo<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 precisamente nesse sentido que Miller coloca em evid\u00eancia a descoberta freudiana de que \u201co supereu engorda com a satisfa\u00e7\u00e3o pulsional \u00e0 qual se renunciou: [&#8230;] quanto mais se renuncia, o gozo pulsional, longe de se desvanecer, nutre o supereu, e se goza nesse lugar\u201d.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> Esse \u00e9 o paradoxo do supereu, ponto ao qual Miller nos conduz, n\u00e3o sem nos advertir que a \u00e9tica da psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 a \u00e9tica do supereu e que esta, por sua vez, tampouco \u00e9 a \u00e9tica do bem. Como ele afirma, \u201co paradoxo do supereu reside no fato de que o sujeito est\u00e1 ligado a alguma coisa que n\u00e3o lhe faz bem e que n\u00e3o contribui ao seu bem-estar. O supereu deve ent\u00e3o ser inclu\u00eddo na mesma s\u00e9rie da puls\u00e3o de morte e do masoquismo primordial\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posta essa breve abertura do t\u00edtulo das Jornadas, n\u00e3o pude deixar de notar que o caminho tra\u00e7ado pela Diretoria da Se\u00e7\u00e3o SP coincide com o caminho de Freud: do amor, tema das jornadas precedentes, \u00e0 morte, que se apresenta aqui sob a forma do supereu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 nesse horizonte que se situam estas Jornadas: demonstrar, a partir da cl\u00ednica, as formas de incid\u00eancia do supereu: suas diferentes vertentes, injun\u00e7\u00f5es e paradoxos, bem como suas formas contempor\u00e2neas de tirania, e mostrar como, sob transfer\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel operar um deslocamento nesse modo de satisfa\u00e7\u00e3o para que o sujeito n\u00e3o fique a sua merc\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se tamb\u00e9m de interrogar, como assinala Carolina Koretsky, quais s\u00e3o as \u201cconsequ\u00eancias no social de um supereu que n\u00e3o \u00e9 mais pensado a partir da introje\u00e7\u00e3o parental \u2013 supereu que caminharia lado a lado com o ideal \u2013 mas um supereu ligado ao gozo que se nutre da ren\u00fancia pulsional que exige sempre mais\u201d<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a>. Nessa perspectiva, busca-se ent\u00e3o elucidar os efeitos do funcionamento superegoico na constitui\u00e7\u00e3o do sintoma<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> nos dias de hoje. A este respeito, destaco uma orienta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de Lacan:<\/p>\n<blockquote><p>Todo analista ser\u00e1 solicitado a dar [\u00e0 voz do Outro] seu lugar e a seguir suas encarna\u00e7\u00f5es diversas, tanto no campo da psicose como, no mais extremo do normal, na forma\u00e7\u00e3o do supereu. Ao situar a fonte <em>a<\/em> do supereu, talvez muitas coisas fiquem mais claras<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esperamos que esse trabalho possa trazer novas ilumina\u00e7\u00f5es sobre o tema do supereu!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As XIV Jornadas Bem-feito, supereu! acontecer\u00e3o nos dias <strong>16 e 17 de outubro de 2026<\/strong> no Hotel Meli\u00e3-Paulista. \u00c9 uma grande alegria anunciar Carolina Koretzky, (AME, membro da ECF e da AMP) como nossa convidada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daqui at\u00e9 l\u00e1, teremos tr\u00eas preparat\u00f3rias, nas quais ser\u00e3o apresentados os tr\u00eas eixos tem\u00e1ticos que servir\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o para a escrita dos casos cl\u00ednicos, a serem enviados at\u00e9 o dia <strong>12 de setembro<\/strong> para a Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o. Os textos selecionados compor\u00e3o as mesas simult\u00e2neas da Jornada cl\u00ednica que acontecer\u00e1 na sexta-feira, 16 de outubro, no per\u00edodo da tarde. A forma\u00e7\u00e3o de cart\u00e9is, como dispositivo de trabalho, \u00e9 sempre muito bem-vinda. Inscrevam-se nesses pequenos grupos! Enviem suas contribui\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Arte escolheu a obra <strong>Fratura, <\/strong>de Fernanda Leal, para compor o cartaz das Jornadas. Uma escolha que convida a refletir sobre o supereu como aquilo que surge do furo e, ao mesmo tempo, como uma defesa frente a ele, tal como indica Miller, \u00e0 luz do \u00faltimo ensino de Lacan quando ele afirma que o lugar do sujeito \u00e9 o lugar do gozo e que \u00e9 precisamente a\u00ed que surge a defesa primordial frente a ele<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\"><sup>[21]<\/sup><\/a>. \u00c9 tamb\u00e9m, como ele diz, o \u201clugar de onde podem se elevar, se inscrever e se construir as outras inst\u00e2ncias da t\u00f3pica freudiana: o eu e o supereu\u201d<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\"><sup>[22]<\/sup><\/a>, bem como o lugar \u201conde, eventualmente, se alojar\u00e1 o sujeito suposto saber\u201d<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\"><sup>[23]<\/sup><\/a>. A obra do cartaz evoca ainda o ato criativo como um saber-fazer com isso e faz alus\u00e3o ao bom uso do supereu como um efeito da experi\u00eancia anal\u00edtica, j\u00e1 que dele n\u00e3o nos livramos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tu deves &#8211; <\/em>uma das express\u00f5es do supereu, que a Comiss\u00e3o de Boletim tomou emprestada para dar nome ao boletim das Jornadas. Ao acrescentar as retic\u00eancias, <strong>Tu deves&#8230;<\/strong> ganha o valor de um convite&#8230; \u00e0 leitura, \u00e0 escrita, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o. O primeiro n\u00famero de <strong>Tu deves&#8230;<\/strong> estar\u00e1 dispon\u00edvel a partir de 16 de abril de 2026.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tu deves&#8230;<\/em> se inscrever nas XIV Jornadas da Se\u00e7\u00e3o SP: as inscri\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o abertas. Para maiores informa\u00e7\u00f5es, sigam nossas p\u00e1ginas no Instagram (@jornadasebpsp) e no Facebook (Jornadas Ebp-Sp), ou acessem o site da Se\u00e7\u00e3o SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tu deves&#8230; <\/em>ir \u00e0 festa, se divertir, dan\u00e7ar, cantar. A festa <strong>Cante com Sade<\/strong> ser\u00e1 no s\u00e1bado, <strong>17 de outubro<\/strong>, das <strong>20h \u00e0s 2h<\/strong> da manh\u00e3, na Casa Bartira, em Perdizes. Em breve, a Comiss\u00e3o de Acolhimento e Festa divulgar\u00e1 mais informa\u00e7\u00f5es sobre a venda dos ingressos e de tudo que <strong>Cante com Sade<\/strong> nos reserva!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, agrade\u00e7o \u00e0 Diretoria da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo pela confian\u00e7a depositada em mim ao me convidar para coordenar estas Jornadas. Expresso tamb\u00e9m minha satisfa\u00e7\u00e3o em trabalhar com Maria do Carmo Dias Batista, coordenadora da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7o tamb\u00e9m um agradecimento muit\u00edssimo especial a todos os setenta e cinco colegas que aceitaram compor as nove comiss\u00f5es de trabalho e que, certamente, tornar\u00e3o poss\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o destas Jornadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que a exig\u00eancia de um trabalho <em>bem-feito<\/em> seja nossa aliada!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obrigada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. Do amor \u00e0 morte. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on-line<\/em>, [<em>s. l.<\/em>], n. 2, ano 1, jul. 2010.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ibid.<\/em>, p. 2.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ibid.<\/em>, p. 12.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 CAMPOS, S. <em>Supereu\/Uerepus:<\/em> das origens aos seus destinos. Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2015. p. 161.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 3<\/em>: as psicoses (1955-1956). Rio de Janeiro: Zahar, 1988. p. 319.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ibid.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 CAMPOS, A. Le surmoi, un alli\u00e9 de l\u00b4analyste. <em>La cause du d\u00e9sir<\/em>, n. 118, p. 43-48, 2024. (Tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 REINOSO, V. H. L\u00b4imp\u00e9ratif de l\u00b4acte cr\u00e9atif. <em>Menta<\/em>l, n. 50, p. 107-112, nov. 2024. (Tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ibidem., (Tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 FREUD, S. O humor (1927). <em>In<\/em>: Freud, S. <em>Obras completas<\/em>, volume 17: Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia, O futuro de uma ilus\u00e3o e outros textos (1926-1929). S\u00e3o Paulo: Companhia das letras, 2014. p. 330.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ibid<\/em>, p. 239.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. La clinique du surmoi. <em>Menta<\/em>l, n. 50, p. 20-22, nov. 2024. (Tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. Jogar a partida. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 90, p. 16-17, out. 2025.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. Do amor \u00e0 morte. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on-line<\/em>, [<em>s. l.<\/em>], n. 2, ano 1, p. 13, jul. 2010.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. La clinique du surmoi. <em>Mental<\/em>, n. 50, p. 18, nov. 2024. (Tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 KORETSKY, C. Du nougae par le social. <em>Mental<\/em>, n. 50, p. 72, nov. 2024. (Tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. Jogar a partida. Jogar a partida. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 90, p. 17, out. 2025.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 LACAN, J. Introdu\u00e7\u00e3o aos Nomes-do-Pai. <em>In:<\/em> LACAN, J. <em>Nomes-do-Pai<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. p. 71.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\"><sup>[21]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. <em>Todo mundo es loco<\/em>. Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2015. p. 322. (Tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\"><sup>[22]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\"><sup>[23]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Ibid<\/em>, p. 323. (Tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;10108&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text] Camila Popadiuk Membro da EBP\/AMP Coordenadora Geral das XIV Jornadas da EBP-SP \u201cDo amor \u00e0 morte\u201d[1] \u00e9 o t\u00edtulo de uma confer\u00eancia de Miller, na qual ele se apoia em dois textos freudianos \u2013 \u201cPsicologia das massas e an\u00e1lise do eu\u201d e \u201cMal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 para destacar a forte liga\u00e7\u00e3o entre o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":10104,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-10111","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10111","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10111"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10111\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10114,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10111\/revisions\/10114"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10111"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}