{"id":13882,"date":"2025-08-13T10:25:40","date_gmt":"2025-08-13T13:25:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/?p=13882"},"modified":"2025-08-13T16:18:41","modified_gmt":"2025-08-13T19:18:41","slug":"diante-da-mulher-que-nao-existe-fazer-do-parceiro-um-sintoma-ou-pior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/diante-da-mulher-que-nao-existe-fazer-do-parceiro-um-sintoma-ou-pior\/","title":{"rendered":"Diante d\u2019A mulher que n\u00e3o existe: fazer do parceiro um sintoma&#8230; ou pior!"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Henrique Lopes<br \/>\n<\/em><em>(62)985569326<br \/>\n<\/em><a href=\"mailto:henriqueal4@hotmail.com\"><em>henriqueal4@hotmail.com<\/em><\/a><\/span><\/p>\n<p>No Boletim 1, Elisa Alvarenga (2025) comenta um conto que \u201ccontradiz a teoria anal\u00edtica\u201d das cl\u00e1ssicas reparti\u00e7\u00f5es sexuais: a mulher-sintoma e o homem-devasta\u00e7\u00e3o. Nos tempos do Outro que n\u00e3o existe, a devasta\u00e7\u00e3o \u00e9 democratizada a todo g\u00eanero e o gozo dito feminino \u00e9 generalizado a todo ser falante. Cabe a cada um se haver com ele! Segundo Miller (2013), diferentemente dos planetas, os corpos falantes n\u00e3o sabem que dist\u00e2ncia manter entre si no registro da gravita\u00e7\u00e3o sexual. Ou como Marcelo Veras disse em certa ocasi\u00e3o: n\u00e3o \u00e9 que os homens sejam de marte e as mulheres de v\u00eanus, somos todos marcianos diante de uma v\u00eanus inacess\u00edvel.<\/p>\n<p>A inexist\u00eancia do significante d\u2019A mulher, por sua vez, \u00e9 um dado estrutural do inconsciente e, portanto, independe do sexo biol\u00f3gico do parceiro. Isso quer dizer que, mesmo nas parcerias entre dois homens, onde n\u00e3o h\u00e1 uma mulher do sexo biol\u00f3gico, a inexist\u00eancia desse significante ter\u00e1 consequ\u00eancias cl\u00ednicas. No melhor dos casos, h\u00e1 o consentimento de que \u023a\u00a0mulher n\u00e3o existe e com isso a abertura para se fazer do parceiro um sintoma. No pior dos casos, h\u00e1 uma tentativa de faz\u00ea-la existir. J\u00e1 sabemos a diferen\u00e7a entre os <em>tipos cl\u00ednicos<\/em> (obsess\u00e3o e histeria) nessa tentativa neur\u00f3tica de fazer existir \u023a mulher, mas tamb\u00e9m haveria diferen\u00e7as no n\u00edvel da <em>elei\u00e7\u00e3o de objeto<\/em>? Como seriam as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da tentativa de fazer existir \u023a mulher numa parceria entre dois homens? Levando em conta que n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa tomar fantasmaticamente um parceiro que fazer dele seu sintoma, quais diferen\u00e7as poder\u00edamos pensar para o amor pela via da resigna\u00e7\u00e3o na regularidade do fantasma para o amor pela via do sintoma? O que nossa cl\u00ednica pode transmitir sobre tais quest\u00f5es?<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>REFER\u00caNCIAS<br \/>\n<\/strong><\/span><span style=\"font-size: 13px;\">ALVARENGA, E. <em>Parceiro-sintoma ou parceiro-devasta\u00e7\u00e3o?<\/em> (Des)equil\u00edbrio, Boletim 1 das VI jornadas SLO, 2025.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, J. A. <em>Piezas sueltas<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Lopes (62)985569326 henriqueal4@hotmail.com No Boletim 1, Elisa Alvarenga (2025) comenta um conto que \u201ccontradiz a teoria anal\u00edtica\u201d das cl\u00e1ssicas reparti\u00e7\u00f5es sexuais: a mulher-sintoma e o homem-devasta\u00e7\u00e3o. Nos tempos do Outro que n\u00e3o existe, a devasta\u00e7\u00e3o \u00e9 democratizada a todo g\u00eanero e o gozo dito feminino \u00e9 generalizado a todo ser falante. 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