{"id":13878,"date":"2025-08-13T10:22:19","date_gmt":"2025-08-13T13:22:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/?p=13878"},"modified":"2025-08-13T15:53:41","modified_gmt":"2025-08-13T18:53:41","slug":"o-real-e-a-nossa-aspiracao-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/o-real-e-a-nossa-aspiracao-parte-ii\/","title":{"rendered":"O real \u00e9 a nossa aspira\u00e7\u00e3o (PARTE II)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 13px;\">Pierre Sidon<\/span><\/p>\n<p><strong>Alienados e separados<\/strong><\/p>\n<p>Para J.-A. Miller, o gozo tem a estrutura da toxicomania: &#8220;A linguagem introduz neste registo de gozo [&#8230;] a repeti\u00e7\u00e3o do Um que celebra uma irrup\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel de gozo. O sujeito v\u00ea-se, ent\u00e3o, preso a um ciclo de repeti\u00e7\u00f5es [&#8230;] cujas experi\u00eancias nada lhe ensinam. \u00c9 o que chamamos hoje de adic\u00e7\u00e3o [&#8230;] porque as experi\u00eancias n\u00e3o se adicionam.&#8221; (20) O que \u00e9 este Um que a experi\u00eancia da adic\u00e7\u00e3o revela? Trata-se da ubiquidade do desprezo e est\u00e1 a c\u00e9u aberto. A dimens\u00e3o melanc\u00f3lica \u00e9 universal, nestes casos, e n\u00e3o depende das modalidades pr\u00e1ticas da adic\u00e7\u00e3o, do produto consumido ou da atividade compulsiva em quest\u00e3o: a verdade est\u00e1 no sujeito, n\u00e3o no produto.\u00a0 H\u00e1 bem pouco sujeito, \u00e9 muito mais um objeto dejeto, que \u00e9 o que a adic\u00e7\u00e3o ajuda a conseguir numa divers\u00e3o inicial que acaba por acelerar o seu destino fatal.<\/p>\n<p>As modalidades de desprezo podem ser decompostas segundo as nuances da l\u00edngua: ter sido desprezado, no sentido de abje\u00e7\u00e3o, ou ignorado corresponde \u00e0s modalidades de rejei\u00e7\u00e3o que determinaram as circunst\u00e2ncias de acolhimento do sujeito na vida. As posi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas relativas ao lugar no discurso do Outro situam-se neste continuum: entre o objeto do fantasma, na melancolia \u2013 que faz dela a raiz da paranoia, que ela testemunha um esfor\u00e7o de rea\u00e7\u00e3o \u2013 e o abandono radical, na esquizofrenia.<\/p>\n<p>Mas se, para Jacques-Alain Miller, &#8220;Lacan apresenta a sua articula\u00e7\u00e3o da aliena\u00e7\u00e3o e da separa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, da aliena\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e da separa\u00e7\u00e3o real, da separa\u00e7\u00e3o pulsional&#8221; (21), a petrifica\u00e7\u00e3o do desprezo testemunha uma n\u00e3o-separa\u00e7\u00e3o do gozo: a aliena\u00e7\u00e3o encontra, a\u00ed, a sua raz\u00e3o e esta escolha &#8220;insond\u00e1vel&#8221;, e &#8220;a escolha da psicose&#8221;, diz Jacques-Alain Miller (&#8230;) \u00e9 a escolha (&#8230;) de um sujeito que faz obje\u00e7\u00e3o \u00e0 falta a ser que o constitui na linguagem. \u00c9 uma escolha que \u00e9 exatamente uma des-escolha.&#8221; (22) Des-escolha, livre, &#8220;livre como uma queda&#8221;, como diz Jean-Claude Milner. (23) O adicto est\u00e1 alienado, alienado ao gozo. Simplesmente tentou substitu\u00ed-lo, n\u00e3o sem alguns efeitos de separa\u00e7\u00e3o, alguma pr\u00e1tica compulsiva, algum expediente: um falso real&#8230; efeitos n\u00e3o menos reais: por vezes para pior.<\/p>\n<p><strong>Todos alienados<\/strong><\/p>\n<p>A &#8220;chuva de objetos&#8221;, como escreve Jacques-Alain Miller (24), submerge os corpos de pr\u00f3teses, <em>latusas<\/em>, dos quais \u00e9 imposs\u00edvel escapar. A t\u00e9cnica \u00e9 o c\u00e2ncer do real. \u00c9 assim que somos todos obrigados, de uma forma ou de outra, a estarmos preparados para isto. O <em>marketing<\/em> e a publicidade fazem de tudo para sugerir pr\u00e1ticas que podem ser enxertadas no aparelho de realidade de cada um de n\u00f3s. \u00c9 &#8220;a mentira da civiliza\u00e7\u00e3o, escreve \u00c9ric Laurent, nesta troca entre a singularidade da extra\u00e7\u00e3o [do objeto <em>a<\/em>] e o que \u00e9 oferecido industrialmente&#8221;. (25) Algumas pessoas entregam-se ao entretenimento da promessa, enquanto, na aus\u00eancia da intercess\u00e3o do fantasma ou de uma supl\u00eancia s\u00f3lida, outras sucumbem \u00e0 adic\u00e7\u00e3o na medida dos efeitos de al\u00edvio que dela obtiveram.<\/p>\n<p>Na teoriza\u00e7\u00e3o de Lacan, as f\u00f3rmulas dos Discursos sucedem ao par aliena\u00e7\u00e3o-separa\u00e7\u00e3o. A nova escrita teoriza, agora, a f\u00f3rmula do fora do discurso inscrita pelo Discurso Capitalista: o curto-circuito entre $ e <em>a<\/em> indica a n\u00e3o separa\u00e7\u00e3o dos sujeitos do gozo e a deprecia\u00e7\u00e3o do circuito da fala: &#8220;N\u00f3s vivemos numa zona de civiliza\u00e7\u00e3o onde, como se diz, a fala \u00e9 livre, o que significa que nada do que se diz pode ter consequ\u00eancias.\u201d (26)<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m uma teoriza\u00e7\u00e3o muito mais convincente da intui\u00e7\u00e3o genial de Marx concernente \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o \u00e0 mercadoria: a identifica\u00e7\u00e3o ao objeto produzido, nos <em>Manuscritos<\/em>, de 1944, e a eleva\u00e7\u00e3o do objeto contra o seu produtor, em <em>A Ideologia Alem\u00e3.<\/em> \u00c9 tamb\u00e9m mais convincente que as dos seus sucessores, fil\u00f3sofos sociais da Escola de Frankfurt, cujo m\u00e9rito n\u00e3o \u00e9 menor que o de terem, mesmo assim, popularizado os significantes da reifica\u00e7\u00e3o e do desprezo, que s\u00e3o meton\u00edmicos. Em consequ\u00eancia, tamb\u00e9m, surge a cota de arrog\u00e2ncia do <em>wokismo <\/em>e dos <em>prides<\/em> (orgulhosos) que s\u00e3o a sua forma\u00e7\u00e3o reativa. Nas adic\u00e7\u00f5es, as comunidades de An\u00f4nimos destacaram, de forma conclusiva, a necessidade de lidar com o orgulho, que \u00e9 tamb\u00e9m uma emana\u00e7\u00e3o. Mas, tamb\u00e9m aqui, \u00e9 preciso notar, pela primeira vez, a \u00eanfase de Lacan ao desprezo como &#8220;rejei\u00e7\u00e3o do ser&#8221;, na sua li\u00e7\u00e3o de 20 de mar\u00e7o de 1973, no Semin\u00e1rio Mais Ainda (27), que Jacques-Alain Miller comentou nas suas Cartas \u00e0 opini\u00e3o esclarecida (28). O que \u00e9 que Freud, Marx, L\u00e9nin e Lacan t\u00eam em comum quanto ao desprezo? A orienta\u00e7\u00e3o para o real.<\/p>\n<p>O desprezo \u00e9 generalizado no discurso capitalista: onde cresce o real, cresce tamb\u00e9m a aliena\u00e7\u00e3o&#8230; mas n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mercadorias. Os &#8220;monumentos de debilidade mental&#8221;, para usar a express\u00e3o de Serge Cottet, encontram a\u00ed seu combust\u00edvel. As consequ\u00eancias s\u00e3o os impasses pol\u00edticos e o confronto generalizado. O capitalismo ter\u00e1 que integrar, como fez no s\u00e9culo XIX com a medicina do trabalho, os efeitos devastadores que gera e que o amea\u00e7am. H\u00e1 uma outra ecologia: a do falasser.<\/p>\n<p><strong>Libertar o real?<\/strong><\/p>\n<p>Para Goodman, a ideia de perda de controle faz parecer atraente um tratamento simples que poderia ser simplesmente aplicado&#8230; por simples operadores. As <em>fast-th\u00e9rapies<\/em> (terapias-breves), que n\u00e3o escapam ao mercado do bem-estar, ao &#8220;mercado do mental&#8221;, como diz Jacques-Alain Miller (29), prosperam com esta esperan\u00e7a de recuperar o controle. Thomas Insel \u2013 que deixou o NIMH e depois a <em>Alphabet<\/em> para fundar a sua pr\u00f3pria <em>start-up<\/em> com o objetivo de criar um aplicativo para <em>smartphone<\/em> \u2013 n\u00e3o traz, com isso, um sintoma menor, pois, a intelig\u00eancia artificial poderia ser suficiente se a causalidade fosse linear e simples: A \u00e8 B. Entretanto, na pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 assim, pois n\u00e3o \u00e9 um pensamento que passa ao ato, mas um real que performa, ataca. Aqui, o eixo imagin\u00e1rio a-a&#8217;, outrora em causa no confronto especular, revela-se real: \u00e9 o dejeto, a v\u00edtima, que ataca. A atualidade ilustra isso claramente.<\/p>\n<p>O simb\u00f3lico, que engolfa o obsessivo, s\u00f3 \u00e9 performativo no seu limite, onde entra em contato com o real, como significante sozinho, no real: &#8220;o ato tem sempre lugar de um dizer. Isto significa que n\u00e3o basta um fazer para que haja ato, n\u00e3o basta que haja movimento, a\u00e7\u00e3o, h\u00e1 de haver tamb\u00e9m um dizer que enquadre e fixe esse ato (30). Quando este dizer est\u00e1 impregnado de imagin\u00e1rio, como nota Cl\u00e9rambault a prop\u00f3sito da erotomania, &#8220;a intensidade afetiva \u00e9 menos intensa, ele apresenta ao sentimento todas as degrada\u00e7\u00f5es da paix\u00e3o; o desenvolvimento l\u00f3gico \u00e9 tamb\u00e9m, nestes casos, menos implac\u00e1vel, a passagem aos atos menos imperiosa, a evolu\u00e7\u00e3o menos rigorosa&#8221; (31). \u00c9, de fato, a oposi\u00e7\u00e3o entre o real e o semblante (imagin\u00e1rio e simb\u00f3lico) que melhor exemplifica a performatividade do real, pois trata-se de um furo \u2014 como nos explica Lacan: \u201cTrata-se de partir da ideia de furo, de dizer n\u00e3o \u201cfiat lux\u201d, mas \u201cfiat furo\u201d, e pensem que Freud, ao avan\u00e7ar a ideia de inconsciente, n\u00e3o fez outra coisa. Muito cedo, ele disse haver algo que faz furo e \u00e0 sua volta se reparte o inconsciente. E este inconsciente tem a propriedade de n\u00e3o ser mais que aspirado por esse furo, t\u00e3o bem aspirado que n\u00e3o se tem o h\u00e1bito \u2013 cabe diz\u00ea-lo \u2013 de reter sequer um pedacinho dele, ele se safa por completo dentro desse furo.\u201d (32)<\/p>\n<p>Se a civiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aquilo que se agrega a uma religi\u00e3o, como afirmava idealmente Malraux, mas a &#8220;evacua\u00e7\u00e3o da merda&#8221; (33) e o &#8220;esgoto&#8221; (34), como Lacan o formulava de maneira inaudita no final dos anos 1970, ent\u00e3o \u00e9 a vergonha que acompanha o indiv\u00edduo contempor\u00e2neo como a sua sombra e indexa o dejeto que o caracteriza. As chamadas identidades que invadem a pol\u00edtica s\u00e3o assim afins \u00e0 inj\u00faria que prolifera e se conjuga com a identifica\u00e7\u00e3o dos seres a seus corpos, uma vez que o des-ser dos indiv\u00edduos, no Discurso Capitalista, os priva de &#8220;terem&#8221; seus corpos (35). Outra forma de dizer que est\u00e3o alienados.<\/p>\n<p>Da\u00ed o clima de melancolia que caracteriza a nossa \u00e9poca. Vejamos a recente necessidade de inscri\u00e7\u00e3o \u2013 no Direito, do Conselho Constitucional (36) \u2013 do princ\u00edpio constitucional da salvaguarda da dignidade da pessoa humana contra todas as formas de escravatura e degrada\u00e7\u00e3o (37): quando o axioma j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio, precisa de ser escrito.<\/p>\n<p>Lacan nos ensina que o ato anal\u00edtico, \u00e0 semelhan\u00e7a da passagem ao ato, tamb\u00e9m extrai uma energia, tal como a nuclear, do real (38). O \u00f3dio e a loucura do la\u00e7o social s\u00e3o, assim, o efeito do <em>empowerment<\/em> (empoderamento) desse real, continuamente alimentado pela ci\u00eancia e pela t\u00e9cnica (39). A psican\u00e1lise prop\u00f5e um tratamento totalmente diferente deste real: enquanto os <em>prides <\/em>procuram positivar o dejeto que subiu ao z\u00e9nite da civiliza\u00e7\u00e3o sob o estatuto de v\u00edtima, o psicanalista usinou longamente a &#8220;sujeira&#8221; \u00edntima percebida na sua pr\u00f3pria an\u00e1lise. O n\u00facleo incur\u00e1vel que disso lhe resta, refinado, reduzido, circunscrito, talhado e comprimido, \u00e9 o diamante negro que alimenta a for\u00e7a do seu ato. Ele o desaloja do &#8220;saldo c\u00ednico\u201d (40), da &#8220;solid\u00e3o subjetiva da rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Coisa&#8221; e impulsionando-o &#8220;de novo para o Outro, como experi\u00eancia feita de sua pr\u00f3pria falha.\u201d (41)<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que estamos \u00e0 altura do real que nos aspira? Esperamos que sim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Anna Rog\u00e9ria N. de Oliveira (EBP\/AMP)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Primeira revis\u00e3o: Juliana Bressanelli L\u00f3ra<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Revis\u00e3o final: Bartyra Ribeiro de Castro (EBP\/AMP)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">20 Miller J.-A., &#8220;<em>L&#8217;orientation lacanienne. <\/em><em>L&#8217;Un tout seul<\/em>&#8220;, confer\u00eancia proferida no departamento de psican\u00e1lise da Universidade de Paris 8, 23 de mar\u00e7o de 2011, in\u00e9dito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">21 Miller J.-A. <em>Cours l&#8217;orientation lacanienne<\/em>, realizado no \u00e2mbito do Departamento de Psican\u00e1lise da Universidade de Paris 8, 1612.98, in\u00e9dito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">22 Miller J.-A., &#8220;<em>Produire le sujet<\/em>?&#8221;, Actes de l&#8217;ECF, revue de psychanalyse No. 4, maio de 1983: &#8220;La clinique psychanalytique des psychoses&#8221;, p. 50.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">23 Milner J.-C., <em>Le juif de savoir<\/em>, Verdier, Grasset, 2007 p. 204.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">24 Miller J.-A., &#8220;<em>Tombeau de l&#8217;homme-de-gauche<\/em>&#8220;, Le Monde, 3 de dezembro de 2002.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">25 Laurent \u00c9., &#8220;<em>M\u00e9tamorphose et extraction de l&#8217;objet a<\/em>&#8220;, La Cause freudienne, n\u00b0 69, setembro de 2008, p. 43.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">26 Lacan J., O semin\u00e1rio: o ato psicanal\u00edtico (1967-1968). Livro 15. (s.d., vers\u00e3o an\u00f4nima)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">27 Lacan J., O semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">28 Miller J.-A. Cartas \u00e0 Opini\u00e3o Esclarecida (trad.), de Jacques-Alain Miller (2000).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">29 Miller J.-A., &#8220;Autodialogue imaginaire sur la vraie question des th\u00e9rapies comportementales&#8221;, Rebonds, Journal Lib\u00e9ration, 28 de setembro de 2005, p\u00e1gina 32.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">30 Miller J.-A., &#8220;Lacan, remarques sur son concept de passage \u00e0 l&#8217;acte Mental&#8221;, n\u00b0 17, abril de 2006, p. 25.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">31 Cl\u00e9rambault G.-G., \u0152uvre psychiatrique, PUF, Tomo 1, 1942, p. 400.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">32 Lacan J., Encerramento das Jornadas de Estudos de Cart\u00e9is da Escola Freudiana, in <a href=\"https:\/\/pharmakondigital.com\/encerramento-das-jornadas-de-estudos-de-carteis-da-escola-freudiana\/\">https:\/\/pharmakondigital.com\/encerramento-das-jornadas-de-estudos-de-carteis-da-escola-freudiana\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">33 Lacan J., Mon enseignement, Paris, Seuil, 2005, p. 82-85.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">34 Lacan J., &#8220;Lituraterre&#8221;, Autres \u00e9crits, Paris, Seuil, 2001, p. 11.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">35 Lacan J. &#8220;Joyce le sympt\u00f4me&#8221;, Autres \u00e9crits, Paris, Seuil, 2001, p. 565.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">36 &#8220;A dignidade humana s\u00f3 recentemente surgiu como conceito no direito positivo. Como vimos, o termo &#8220;dignidade&#8221; n\u00e3o aparece nas declara\u00e7\u00f5es adoptadas pelos Estados Unidos e pela Fran\u00e7a no final do s\u00e9culo XVIII, nem nos textos subsequentes durante quase dois s\u00e9culos. Tradicionalmente, as cartas e as declara\u00e7\u00f5es de direitos baseavam-se mais nas no\u00e7\u00f5es de liberdade e de igualdade do que na dignidade&#8221;, in &#8220;La dignit\u00e9 en Droit : un axiome&#8221;, Fabre-Magnan M., Revue interdisciplinaire d&#8217;\u00e9tudes juridiques, 2007\/1 (Volume 58), pp. 1-30.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">37 Decis\u00e3o &#8220;Bio\u00e9tica&#8221; de 27 de julho de 1994, na Internet: <a href=\"https:\/\/www.conseil-constitutionnel.fr\/la-constitution\/la-dignite-dela-personne-humaine\">https:\/\/www.conseil-constitutionnel.fr\/la-constitution\/la-dignite-dela-personne-humaine<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">38 Cf. Miller J.-A., &#8220;Jacques Lacan, remarques sur son concept de passage \u00e0 l&#8217;acte&#8221;, Mental n\u00b017, 2006.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">39 Lacan J., Le S\u00e9minaire, livre xi, Les quatre concepts fondamentaux de la psychanalyse, Paris, Seuil, 1973, p. 232.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">40 Lacan J., &#8220;L&#8217;acte psychanalytique. Compte rendu du S\u00e9minaire 1967-68&#8221; (1969), Autres \u00e9crits, Paris, Le Seuil, 2001, p. 380.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">41 Miller J.-A., L&#8217;orientation lacanienne, Extimit\u00e9, confer\u00eancia proferida no departamento de psican\u00e1lise da Universidade de Paris VIII, curso de 15 de janeiro de 1986, in\u00e9dito.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pierre Sidon Alienados e separados Para J.-A. Miller, o gozo tem a estrutura da toxicomania: &#8220;A linguagem introduz neste registo de gozo [&#8230;] a repeti\u00e7\u00e3o do Um que celebra uma irrup\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel de gozo. O sujeito v\u00ea-se, ent\u00e3o, preso a um ciclo de repeti\u00e7\u00f5es [&#8230;] cujas experi\u00eancias nada lhe ensinam. \u00c9 o que chamamos hoje&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-13878","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-desequilibrio","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13878"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13878\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13890,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13878\/revisions\/13890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13878"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=13878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}