{"id":12749,"date":"2023-07-03T16:05:40","date_gmt":"2023-07-03T19:05:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?p=12749"},"modified":"2023-07-03T16:05:40","modified_gmt":"2023-07-03T19:05:40","slug":"boletim-devaneios-extra-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/boletim-devaneios-extra-02\/","title":{"rendered":"Boletim Devaneios EXTRA #02"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;12714&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Boletim\u00a0<em>DEVANEIOS<\/em> Extra #02<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Editorial<\/strong><\/p>\n<h6>Jaqueline Coelho (EBP\/AMP)<br \/>\n<em>Coordenadora da Comiss\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/h6>\n<p>Lacan, definitivamente, tomou a m\u00e3o de Joyce em seu ultim\u00edssimo ensino, se deixando ensinar pelo escritor. No seu encal\u00e7o, as IV Jornadas da EBP-LO, intituladas por meio da interroga\u00e7\u00e3o \u201cQue loucura \u00e9 essa?\u201d, aproveitaram a deixa do Bloomsday para convidar Ary Farias (EBP\/AMP), para uma conversa sobre Ulysses e seu autor.<\/p>\n<p>Ary n\u00e3o somente nos concedeu uma entrevista, que pode ser acessada por meio do bot\u00e3o abaixo, como produziu o texto que segue.<\/p>\n<p>Leiam! Assistam! E inspirem-se para o nosso encontro, nos pr\u00f3ximos 15 e 16 de setembro!<\/p>\n<p>At\u00e9 breve!<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Um amor com data e local de nascimento<\/strong><\/p>\n<p>Ary Farias (EBP\/AMP)<\/p>\n<p>Dublin, 16 de junho de 1904.<\/p>\n<p>Foi nessa quinta-feira trivial que James Joyce foi ter com Nora Barnacle seu primeiro encontro.<\/p>\n<p>Esse acontecimento corrobora uma imagem inaugural ocorrida alguns dias antes, quando Joyce experimenta a repercuss\u00e3o de uma cena que o sideraria para sempre. V\u00ea atrav\u00e9s de uma janela (num hotel) uma m\u00e3o feminina puxando a corda de descarga de um vaso sanit\u00e1rio. Era Nora, que nessa \u00e9poca, trabalhava como camareira no hotel onde Joyce se hospedara. Ao que parece, essa cena ser\u00e1 a marca d\u2019\u00e1gua, a r\u00e9stia de gozo que, posteriormente, far\u00e1 a borda desse amor louco e carregado de erotismo. Uma cena cujos efeitos de saber ultrapassam o que o sujeito, efetivamente, v\u00ea. Provavelmente, uma antecipa\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria do tra\u00e7o de gozo.<\/p>\n<p>Posteriormente Joyce ir\u00e1 eternizar essa data no seu romance Ulisses, considerado por muitos, o maior romance do s\u00e9culo XX. De algum modo, Ulisses preambula aquilo que viria a ser a mais vertiginosa aventura com a palavra, ou seja, Finnegans Wake. Uma opera\u00e7\u00e3o de carpintaria liter\u00e1ria que se erige no delicado c\u00e1lculo de um caos milim\u00e9trico. Essas duas aventuras de escrita s\u00e3o suficientes para al\u00e7ar Joyce ao pante\u00e3o dos grandes escritores da humanidade.<\/p>\n<p>Ulisses foi escrito numa perspectiva de par\u00f3dia \u00e0 Odisseia de Homero. Aqui um protagonista adornado de qualidades incorrupt\u00edveis, uma mulher fiel e, entre eles, um amor sublime.<\/p>\n<p>Na desconstru\u00e7\u00e3o operada por Joyce em Ulisses, temos um her\u00f3i demasiadamente humano, alforriado dos c\u00f3digos \u00e9picos, vivendo na ang\u00fastia de um amor sem garantias, no la\u00e7o com uma f\u00eamea evadida das contri\u00e7\u00f5es morais e f\u00e1licas. Uma mulher n\u00e3o orientada pela recusa, que sempre diz sim&#8230;\u00a0Pen\u00e9lope \u00e0s avessas, autorizada de si, consagrada \u00e0 carne, ao prazer, ao excesso e ao gozo.<\/p>\n<p>Personagens prosaicos, Leopold Bloom e Molly Bloom, escrevem um amor absolutamente profano, vi\u00e1vel e sem o peso das sublimidades do ideal social.<\/p>\n<p>Joyce em seu Ulisses, consumiu mil p\u00e1ginas para trazer ao lume um dia apenas, de um homem comum, desestabilizado pelas dores do amor, palmilhando a borda do abismo que \u00e9 o enfrentamento do feminino.<\/p>\n<p>16 de junho, \u00e9 o dia do amor: Bloomsday![\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;black&#8221; border_width=&#8221;2&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;12748&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;custom_link&#8221; link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/T8qoWV4mai4&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_btn title=&#8221;INSCRI\u00c7\u00d5ES&#8221; color=&#8221;primary&#8221; align=&#8221;center&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.ebp.org.br%2Fslo%2Findex.php%2Fjornadas%2Fiv-jornadas-ebp-secao-lo-que-loucura-e-essa%2Finscricoes%2F&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;12714&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Boletim\u00a0DEVANEIOS Extra #02 Editorial Jaqueline Coelho (EBP\/AMP) Coordenadora da Comiss\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o Lacan, definitivamente, tomou a m\u00e3o de Joyce em seu ultim\u00edssimo ensino, se deixando ensinar pelo escritor. 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