{"id":12545,"date":"2022-09-09T09:12:24","date_gmt":"2022-09-09T12:12:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?p=12545"},"modified":"2022-09-09T09:12:24","modified_gmt":"2022-09-09T12:12:24","slug":"o-misterio-da-nao-sexuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/o-misterio-da-nao-sexuacao\/","title":{"rendered":"O mist\u00e9rio da n\u00e3o-Sexua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h6><strong><em>Por Ord\u00e1lia A Junqueira-EBP\/AMP<\/em><\/strong><\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12537 alignnone\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/arranjos09-003.jpg\" alt=\"\" width=\"998\" height=\"573\" \/><\/p>\n<p>A <em>Sexua\u00e7\u00e3o<\/em>, processo de subjetiva\u00e7\u00e3o da sexualidade, implica em uma escolha, sendo um processo complexo, que combina arranjos singulares e contingentes, conte\u00fados inconscientes vindos do Outro e experi\u00eancias subjetivas de gozo, prazer e desprazer. Ianini<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> destaca a utiliza\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico para as <em>nomea\u00e7\u00f5es-senten\u00e7as<\/em>, a exemplo: \u201c\u00e9 menino!\u201d ou \u201c\u00e9 menina!\u201d; nomea\u00e7\u00f5es essas que desencadeiam outras <em>acostumadas<\/em> \u00e0 s\u00e9rie: \u201cJos\u00e9!\u201d ou \u201cMaria!\u201d. <em>N\u00e3o gosto de palavra acostumada<\/em>, retruca o poeta<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. O retrucar tamb\u00e9m \u00e9 pr\u00f3prio da psican\u00e1lise e, na medida em que o processo de <em>desidentifica\u00e7\u00e3o <\/em>est\u00e1 no alvo da <em>dire\u00e7\u00e3o do tratamento<\/em>, considerando que a identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que o sujeito se <em>acostuma<\/em>: \u201csou isso\u201d ou \u201csou aquilo\u201d, ent\u00e3o, o analista, na contram\u00e3o do gozo, pode retrucar: <em>consegue ser outra coisa?<\/em> No caso a caso, prop\u00f5e-se avan\u00e7ar nisso.<\/p>\n<p>Vale destacar que, com o advento do conceito de <em>psicose ordin\u00e1ria<\/em>, abre-se uma nova cl\u00ednica, uma <em>cl\u00ednica muito delicada<\/em> na qual o analista \u00e9 convocado a uma nova posi\u00e7\u00e3o, a pesquisar os <em>pequenos ind\u00edcios<\/em>, norteados para o que Lacan chamou em seu texto <em>De uma quest\u00e3o preliminar<\/em>&#8230; de \u201cuma desordem provocada na jun\u00e7\u00e3o mais \u00edntima do sentimento de vida no sujeito\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. E Lacan adverte quanto ao uso de certos termos na interpreta\u00e7\u00e3o que pode acarretar graves preju\u00edzos se n\u00e3o for esclarecido por rela\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas que se pode considerar determinantes<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Mas, o que \u00e9 o simb\u00f3lico em Lacan?<\/p>\n<p>Considerando que a primeira estrutura do mundo prim\u00e1rio do sujeito \u00e9 muito inst\u00e1vel, sem consist\u00eancia, um mundo de sombras, um \u201cmundo de areias movedi\u00e7as\u201d, como aponta Miller<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, a ordem simb\u00f3lica vem no segundo tempo, como a pot\u00eancia que imp\u00f5e a ordem nesse mundo, at\u00e9 ent\u00e3o, imagin\u00e1rio. Assim, a estrutura lacaniana introduz a linguagem \u2013 a met\u00e1fora paterna \u2013 como impondo a ordem que estabiliza o mundo imagin\u00e1rio inst\u00e1vel, condensando essa for\u00e7a ordenadora do simb\u00f3lico no NP, um (+) que tem como consequ\u00eancia um (-), um gozo a menos. Destarte, a ideia de Lacan \u00e9 a de que o gozo \u00e9 evacuado pelo simb\u00f3lico: \u201cquando se introduz o elemento ordenador do NP, obt\u00e9m-se uma subtra\u00e7\u00e3o no n\u00edvel da libido, do gozo e das puls\u00f5es\u201d; sendo que do lado do falo temos, de um lado, o falo completo (\u03a6) e, do outro, o <em>menos-phi<\/em> (- \u03c6) ou seja, a <em>castra\u00e7\u00e3o<\/em>, termo freudiano para essa subtra\u00e7\u00e3o de gozo (-J). A partir daqui, Lacan constr\u00f3i a psicose como a falta do NP (P0), sendo que a falta desse falo castrado ele escreve \u03a60. Se o gozo \u201ca mais\u201d continua a existir o NP, o <em>menos-phi,<\/em> n\u00e3o \u00e9 operante, \u00e9 <em>menos-phi<\/em> zero (-\u03c60)<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>No Eixo III \u2013 das Jornadas\/EBP-LO, R\u00f4mulo destaca isso e traz uma quest\u00e3o importante:<\/p>\n<blockquote><p><em>Se a foraclus\u00e3o do NP <\/em>(P0)<em> n\u00e3o possibilita ao sujeito a incid\u00eancia da significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica <\/em>(F0)<em>, ele n\u00e3o se situa simbolicamente na partilha dos sexos, ou seja, no drama entre ser ou ter o falo. Na aus\u00eancia dessa opera\u00e7\u00e3o o objeto <strong>a<\/strong> n\u00e3o sofre extra\u00e7\u00e3o. Como pensar a sexualidade nesses casos sem a conforma\u00e7\u00e3o da fantasia fundamental? <a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><strong>[7]<\/strong><\/a> <\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Norteado no sem. 20, R\u00f4mulo escreve, a prop\u00f3sito do psic\u00f3tico: <em>O gozo sexual se organiza a partir do imagin\u00e1rio, da experi\u00eancia de um corpo sem refer\u00eancia ao falo, requerendo inven\u00e7\u00f5es singulares na constitui\u00e7\u00e3o da vida sexual. \u00c9 poss\u00edvel localizar o psic\u00f3tico no quadro da Sexua\u00e7\u00e3o de Lacan<\/em>? <a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> Quest\u00e3o crucial que norteia o Eixo III.<\/p>\n<p>Assim, como a <em>Sexua\u00e7\u00e3o <\/em>n\u00e3o se orienta pelo par bin\u00e1rio homem-mulher, a <em>Psicose Ordin\u00e1ria<\/em> surge questionando a cl\u00ednica que se orientava pelo bin\u00e1rio neurose-psicose.\u00a0 Como dito inicialmente, com o conceito de <em>Psicose Ordin\u00e1ria<\/em> a cl\u00ednica avan\u00e7a. A partir disso, Miller<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> nos ajuda a pin\u00e7ar algo importante na <em>dire\u00e7\u00e3o do tratamento<\/em>. Enquanto uma neurose \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, onde h\u00e1 elementos bem definidos, bem recortados, com repeti\u00e7\u00f5es regulares em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 psicose, pode n\u00e3o haver n\u00edtidos fen\u00f4menos de psicose extraordin\u00e1ria e, mesmo assim, pode-se dizer que \u00e9 uma psicose, ou seja, mesmo que n\u00e3o seja manifesta, pode estar dissimulada. Miller traz que, frente \u00e0 delicadeza dessa cl\u00ednica, faz-se necess\u00e1rio pesquisar todos os pequenos ind\u00edcios dessa \u201cdesordem provocada na jun\u00e7\u00e3o mais \u00edntima do sentimento de vida no sujeito\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Quest\u00f5es sobre sua exist\u00eancia, concernente ao sexo, a ser ele homem ou mulher, por exemplo. Lacan ensina:<\/p>\n<blockquote><p><em>[&#8230;] uma verdade da experi\u00eancia, para a an\u00e1lise, \u00e9 que a quest\u00e3o de sua exist\u00eancia coloca-se para o sujeito, n\u00e3o sob a fei\u00e7\u00e3o da ang\u00fastia que ela suscita no n\u00edvel do eu [&#8230;] mas como uma pergunta articulada: \u201cQue sou eu nisso?\u201d, concernente a seu sexo e sua conting\u00eancia no <strong>ser<\/strong>, isto \u00e9, a ele ser homem ou mulher, [&#8230;] Que a quest\u00e3o de sua exist\u00eancia inunde o sujeito, suporte-o, invada-o ou at\u00e9 o dilacere por completo, \u00e9 o que testemunham ao analista as tens\u00f5es, as suspens\u00f5es e as fantasias com que ele depara; [&#8230;] \u00e9 sob a forma de elementos do discurso particular que essa quest\u00e3o do Outro se articula. Pois \u00e9 por esses fen\u00f4menos se ordenarem nas figuras desse discurso que eles t\u00eam fixidez de sintomas, que s\u00e3o leg\u00edveis e se resolvem ao serem decifrados <a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><strong>[11]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Retomando a quest\u00e3o inicial, se, diante do \u201csou isso\u201d ou \u201csou aquilo\u201d do discurso do paciente, o analista, na contram\u00e3o do gozo, possa retrucar: <em>consegue ser outra coisa?,\u00a0 <\/em>vale lembrar que o mist\u00e9rio da <em>Sexua\u00e7\u00e3o<\/em>, no campo da psicose \u2013 extraordin\u00e1ria ou ordin\u00e1ria \u2013 exige dos analistas considerar esse mist\u00e9rio como sendo da ordem da <em>n\u00e3o-Sexua\u00e7\u00e3o<\/em>, por tocar um campo \u00e9tico importante da n\u00e3o escolha, pr\u00f3prio da psicose, como pontua R\u00f4mulo: \u201c[&#8230;] n\u00e3o \u00e9 do lado homem, no sentido do gozo f\u00e1lico, nem do lado mulher, no sentido do gozo <em>n\u00e3o-todo<\/em> f\u00e1lico. \u00c9 uma <em>n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o<\/em> com o falo e, portanto, um gozo que se encontra sem limites\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>Enfim, uma <em>n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o<\/em> na qual o gozo \u201ca mais\u201d continua a existir, na qual o NP, o <em>menos-phi,<\/em> n\u00e3o \u00e9 operante: (-\u03c60)<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Portanto, caber\u00e1 ao sujeito <em>inven\u00e7\u00f5es singulares na constitui\u00e7\u00e3o da vida sexual<\/em>. Aprender a fazer com sua <em>desordem mais \u00edntima<\/em>&#8230; E nessa empreitada, o encontro com o analista, sob transfer\u00eancia, poder\u00e1 ser crucial.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> IANINI, G. <em>Libido n\u00e3o tem g\u00eanero<\/em>. In: <strong>Boletim arranjos#03. EBP-LO<\/strong>. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/index.php\/2022\/04\/25\/boletim-arranjos03\/\">https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/index.php\/2022\/04\/25\/boletim-arranjos03\/<\/a>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Manoel de BARROS.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J. (1957-1958). <em>De uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose<\/em>. In: <strong>Escritos<\/strong>. RJ: Zahar, 1998, p. 565.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Ibid., p. 575.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> MILLER, J-A (2008). <em>Efeito de retorno \u00e0 psicose ordin\u00e1ria<\/em>. In: <strong>A psicose ordin\u00e1ria. Conven\u00e7\u00e3o de Antibes<\/strong>. BH: Scriptum, 2012, p. 406.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> MILLER, J-A (2008). op. cit., p. 407.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> FERREIRA, R.S. <em>Eixo III- O sexo na psicose<\/em>. IIIas Jornadas da EBP-LO: \u201c<strong>O mist\u00e9rio da Sexua\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong>. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/index.php\/jornadas\/iii-jornadas-ebp-secao-lo-o-misterio-da-sexuacao\/eixos-de-trabalho\/\">https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/index.php\/jornadas\/iii-jornadas-ebp-secao-lo-o-misterio-da-sexuacao\/eixos-de-trabalho\/<\/a>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> MILLER, J-A (2008), op. cit., p. 410-411.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> LACAN, J. (1957-1958). op. cit., p. 565.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> LACAN, J. (1957-1958). op. cit., p. 555-556.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> FERREIRA, R.S. <em>Entrevista sobre o Eixo III- O sexo na psicose<\/em>. In: <strong>Boletim arranjos#08<\/strong>. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/index.php\/2022\/08\/23\/entrevista-com-romulo-ferreira-da-silva-sobre-o-eixo-tematico-3-sexo-nas-psicoses\/\">Entrevista com R\u00f4mulo Ferreira da Silva sobre o Eixo tem\u00e1tico 3 \u2013 Sexo nas Psicoses \u2013 Se\u00e7\u00e3o Leste Oeste (ebp.org.br)<\/a>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> MILLER, J-A (2008). op. cit., p. 407.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ord\u00e1lia A Junqueira-EBP\/AMP A Sexua\u00e7\u00e3o, processo de subjetiva\u00e7\u00e3o da sexualidade, implica em uma escolha, sendo um processo complexo, que combina arranjos singulares e contingentes, conte\u00fados inconscientes vindos do Outro e experi\u00eancias subjetivas de gozo, prazer e desprazer. Ianini[1] destaca a utiliza\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico para as nomea\u00e7\u00f5es-senten\u00e7as, a exemplo: \u201c\u00e9 menino!\u201d ou \u201c\u00e9 menina!\u201d; nomea\u00e7\u00f5es&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-12545","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-arranjos","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12545"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12545\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12545"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=12545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}