{"id":12247,"date":"2022-06-11T10:34:15","date_gmt":"2022-06-11T13:34:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?p=12247"},"modified":"2022-06-11T10:34:15","modified_gmt":"2022-06-11T13:34:15","slug":"o-sexo-e-a-psicose-amor-e-gozo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/o-sexo-e-a-psicose-amor-e-gozo\/","title":{"rendered":"O sexo e a psicose: amor e gozo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_12226\" aria-describedby=\"caption-attachment-12226\" style=\"width: 297px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12226\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/003.png\" alt=\"Fonte: pizabay\" width=\"297\" height=\"212\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12226\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: pizabay<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong><em>Por Juliana Bressanelli L\u00f3ra<\/em><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h6>\n<p>O afamado axioma lacaniano \u201cN\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d, apresenta justamente esta falta de uma contiguidade na rela\u00e7\u00e3o entre os sexos, partindo, a princ\u00edpio, da diferen\u00e7a macho\/f\u00eamea, homem\/mulher, feminino\/masculino, ou seus equivalentes. Isto implica dizer, citando Miquel Bassols, que \u201cn\u00e3o h\u00e1 nada no ser humano que assegure a exist\u00eancia de uma diferen\u00e7a entre os sexos para estabelecer, depois, uma rela\u00e7\u00e3o, normativa ou n\u00e3o, entre eles\u201d (BASSOLS, M., 2021). Quando se trata da sexualidade e dos diferentes modos de gozo, tomados um a um, a tentativa de identifica\u00e7\u00e3o sexual do ser humano fracassa, j\u00e1 que, no inconsciente, a diferen\u00e7a sexual n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Ainda assim, o ser humano encontra-se sempre referenciado a uma l\u00edngua, como um sistema simb\u00f3lico de diferen\u00e7as. O ser falante se situa a partir de uma aus\u00eancia, ou seja, \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de que ele reconhe\u00e7a a falta estrutural inerente \u00e0 linguagem, de forma que a sexua\u00e7\u00e3o humana est\u00e1 de alguma forma referida \u00e0 norma f\u00e1lica, mesmo que seja para n\u00e3o se servir dela.<\/p>\n<p>O que se constata (e teoriza) na cl\u00ednica lacaniana das psicoses \u00e9 que o psic\u00f3tico se situa no mundo do falante a partir do recha\u00e7o, da foraclus\u00e3o desta falta. Na psicose, n\u00e3o h\u00e1 regula\u00e7\u00e3o pela norma f\u00e1lica e isso aponta consequ\u00eancias cl\u00ednicas substanciais. Quando o psic\u00f3tico \u00e9 convocado a responder a partir de seu lugar como sexuado, frequentemente um embara\u00e7o se manifesta, que por vezes d\u00e1 lugar ao del\u00edrio. Como pensar, assim, a constitui\u00e7\u00e3o da vida sexual nas psicoses? Como o sujeito psic\u00f3tico se situa frente \u00e0 diferen\u00e7a sexual? Qual a sua posi\u00e7\u00e3o na partilha entre os sexos? De forma mais espec\u00edfica, quais os ordenamentos poss\u00edveis para o psic\u00f3tico frente ao amor e ao gozo?<\/p>\n<p>A come\u00e7ar pelo amor, ele est\u00e1 implicado nas parcerias, nas transfer\u00eancias. Frente aos impasses estabelecidos pelo encontro com o Outro, enquanto a resposta do neur\u00f3tico \u00e9 tentar circunscrev\u00ea-lo simbolicamente, desdobr\u00e1-lo, interpretar esse enigma gerado por esse encontro com o signo do amor, signo que demanda incessantemente uma interpreta\u00e7\u00e3o (LACAN, 1982), na psicose essa resposta pode dar-se pela via da erotomania.<\/p>\n<p>A cl\u00e1ssica descri\u00e7\u00e3o da s\u00edndrome proposta por Cl\u00e9rambault, na d\u00e9cada de 1920, objeto da tese de doutorado de Lacan (1934), apontava para a rela\u00e7\u00e3o delirante do psic\u00f3tico com o amor. O texto de Cl\u00e9rambault nos traz uma contribui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica psiqui\u00e1trica a respeito da erotomania, compreendida juntamente com os del\u00edrios de reivindica\u00e7\u00e3o e de ci\u00fame dentro do grupo dos estados passionais m\u00f3rbidos. As psicoses passionais seriam paix\u00f5es m\u00f3rbidas que se caracterizariam por uma perturba\u00e7\u00e3o fundamental que produziria a cristaliza\u00e7\u00e3o delirante. Na erotomania, o <em>Postulado Fundamental<\/em> \u2013 \u201co outro me ama\u201d \u2013 \u00e9 o elemento que une todos os outros e \u00e9 aquele em torno do qual giram as interpreta\u00e7\u00f5es delirantes. \u00c9 o artif\u00edcio essencial, por ser determinante de todos os racioc\u00ednios, atos e comportamentos. Funcionando como um n\u00facleo estrutural do del\u00edrio, \u00e9 a partir dele que toda a constru\u00e7\u00e3o delirante a respeito de sua rela\u00e7\u00e3o amorosa se dar\u00e1. Ao mesmo tempo, \u00e9 isto o que condiciona as atitudes do sujeito na dire\u00e7\u00e3o de seu <em>objeto de amor<\/em>, onde persegui\u00e7\u00f5es e importuna\u00e7\u00f5es s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es t\u00edpicas. A interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos e acontecimentos que se d\u00e3o ao seu redor \u00e9 incessante, obedecendo \u00e0 ideia de que o outro dirige a ele seu amor.<\/p>\n<p>Lacan aponta que o signo do amor difere dos outros signos, pois demanda mais que uma interpreta\u00e7\u00e3o. Ele tem uma demanda cont\u00ednua por algo mais, um \u201cmais-al\u00e9m\u201d. Ele acena para outro signo num movimento incessante, mas que nunca encontra uma solu\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<p>O amor demanda o amor, indefinida e incessantemente, mais&#8230;ainda. \u201cMais&#8230;ainda\u201d, segundo Lacan, no Semin\u00e1rio que leva esse t\u00edtulo (LACAN, 1972-73), \u00e9 o nome pr\u00f3prio dessa falha de onde, no Outro, parte a demanda de amor. N\u00e3o h\u00e1, no Outro, algo que responda a ela. O amor seria um signo ininterpret\u00e1vel, pois corresponde \u00e0 tentativa de ignorar o fato de que n\u00e3o h\u00e1 unidade poss\u00edvel que aplaque a separa\u00e7\u00e3o entre os sexos, n\u00e3o h\u00e1 nada que redima essa separa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmula simb\u00f3lica, no registro do significante, que possa dar conta desse encontro.<\/p>\n<p>O amor visa o imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual, na tentativa de fazer um s\u00f3, \u00e9 a tens\u00e3o para fazer <em>Um<\/em>. Como o objeto de desejo nos remete a uma impossibilidade \u2014 pois este diz respeito ao inalcan\u00e7\u00e1vel, \u00e0quilo que est\u00e1 sempre al\u00e9m ou aqu\u00e9m da demanda \u2014, o amor demonstra a sua insatisfa\u00e7\u00e3o. Ele tenta ignorar essa possibilidade de estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o un\u00edvoca entre os dois sexos. O discurso anal\u00edtico se sustenta justamente nesse pilar, j\u00e1 que o amor \u00e9 o m\u00f3vel de todo o processo da an\u00e1lise. \u00c9 algo que a experi\u00eancia anal\u00edtica testemunha a todo o momento.<\/p>\n<p>O sujeito psic\u00f3tico d\u00e1 \u00e0 quest\u00e3o do amor uma solu\u00e7\u00e3o outra, diferentemente da neurose, onde o amor \u00e9 demanda de ser amado pelo Outro. O psic\u00f3tico n\u00e3o ignora a exist\u00eancia dessa dimens\u00e3o contingente, desse aspecto arbitr\u00e1rio do encontro. Ao contr\u00e1rio, ele d\u00e1 a isso seu lugar no sistema simb\u00f3lico. Contrariamente ao neur\u00f3tico, ele n\u00e3o se esfor\u00e7a em construir um sistema explicativo que possa dar conta do que n\u00e3o existe. A partir da certeza enigm\u00e1tica em torno da qual se organiza o del\u00edrio na psicose, o sujeito tem uma verdade revelada atrav\u00e9s do <em>Postulado <\/em>\u2015 como nos mostrava Cl\u00e9rambault em sua descri\u00e7\u00e3o da S\u00edndrome Erotoman\u00edaca \u2015 a partir do qual v\u00e3o se desenvolver todas as outras interpreta\u00e7\u00f5es. Neste sentido, \u00e9 interessante pensar nas consequ\u00eancias cl\u00ednicas dessas diferentes posi\u00e7\u00f5es que podem ser assumidas pelo sujeito frente \u00e0 quest\u00e3o do amor, pois, se nos pautarmos clinicamente, podemos afirmar que \u00e9 comum que o encontro amoroso provoque o desencadeamento da psicose.<\/p>\n<p>A obra freudiana nos ofereceu v\u00e1rios direcionamentos para a associa\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca entre amor e \u00f3dio, nas suas obras sobre as puls\u00f5es (Puls\u00f5es e seus destinos, 1905), assim como aquelas sobre o amor e o amor de transfer\u00eancia (Observa\u00e7\u00f5es sobre o amor transferencial, 1914-15). No trabalho sobre o caso cl\u00ednico do Presidente Schreber (1911), ao desenvolver a teoria sobre o mecanismo de forma\u00e7\u00e3o dos sintomas na paranoia, Freud mostra que, com frequ\u00eancia, o objeto de amor se torna o principal perseguidor do paranoico.<\/p>\n<p>Schreber nos mostra a necessidade implicada nessa erotomania divina: \u00e9 Deus quem o ama e que dele quer gozar, transformando-o em sua mulher e que, mais ainda, pode abandon\u00e1-lo sem mais nem menos, o que causava nele grande ang\u00fastia. Por mais penosa que fosse essa rela\u00e7\u00e3o, ela precisava ser mantida, j\u00e1 que sem isso, sem essa rela\u00e7\u00e3o er\u00f3tica e de di\u00e1logo, ele corria o risco de desaparecer. E assim, ele dava testemunho dessa conversa interior travada sem cessar.<\/p>\n<p>Se nos referirmos ao paradigma da erotomania divina, no caso do Presidente Schreber, \u00e9 poss\u00edvel perceber como, neste caso, a erotomania diz mais do gozo do Outro (Deus) que propriamente de uma quest\u00e3o com o amor. Neste caso, Schreber parece responder a isso, a partir da sua transforma\u00e7\u00e3o em mulher. O empuxo-\u00e0-mulher, del\u00edrio de transforma\u00e7\u00e3o de seu corpo em um corpo feminino, que se oferece \u00e0 fun\u00e7\u00e3o da procria\u00e7\u00e3o com ningu\u00e9m menos que Deus para a cria\u00e7\u00e3o da nova humanidade. Na leitura da obra \u00e9 poss\u00edvel perceber que aquilo que aparece como um pensamento fugaz antes do adoecimento, uma ideia aparentemente sem muita import\u00e2ncia de \u201ccomo seria prazeroso copular como uma mulher\u201d, reaparece no desenvolvimento do del\u00edrio na forma de sua transforma\u00e7\u00e3o. Modifica\u00e7\u00e3o corporal vivenciada, experimentada corporalmente, com todas as caracter\u00edsticas de uma experi\u00eancia sensorial real. Neste caso, o empuxo-\u00e0-mulher parece ser a posi\u00e7\u00e3o de gozo na qual o psic\u00f3tico se situa para responder ao gozo mort\u00edfero do Outro. Ou ainda, gozo da ordem da vol\u00fapia, marcado pelas sensa\u00e7\u00f5es corporais, como um gozo pr\u00f3prio para responder ao Outro (gozador ou n\u00e3o), levando em conta a sua dimens\u00e3o autoer\u00f3tica. Consentir com a sua transforma\u00e7\u00e3o em mulher, n\u00e3o em uma mulher qualquer, mas A \u201cMulher de Deus\u201d, provoca uma estabiliza\u00e7\u00e3o (ainda que prec\u00e1ria) e funciona como uma supl\u00eancia \u00e0 falta de inscri\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da diferen\u00e7a sexual.<\/p>\n<p>O del\u00edrio de Schreber, de ser transformado em mulher, nos faz notar como as puls\u00f5es podem tomar rumos tortuosos na busca pela satisfa\u00e7\u00e3o e sua versatilidade, no que diz respeito ao objeto sobre o qual se fixam. Quando nos referimos a Freud, al\u00e9m de sua descri\u00e7\u00e3o da Erotomania, a partir do caso Schreber, \u00e9 essencialmente como esse autor nos aponta a conting\u00eancia que \u00e9 pr\u00f3pria aos destinos das puls\u00f5es, como isso tem consequ\u00eancia na sexualidade humana e, no que diz respeito \u00e0 forma como o homem vai em busca de seus objetos de amor, seus pares sexuais.<\/p>\n<p>O amor toca a loucura em algum ponto<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Ele nos remete \u00e0 parceira sintom\u00e1tica, que implica n\u00e3o apenas uma rela\u00e7\u00e3o com o objeto, mas, essencialmente, uma rela\u00e7\u00e3o com o gozo. A erotomania aponta para um amor imposs\u00edvel. O empuxo-\u00e0-mulher aponta para um gozo sem limites, por defini\u00e7\u00e3o autoer\u00f3tico, sem d\u00favida, da ordem de uma inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h6>\n<h6>BASSOLS, M. <em>La diferencia de los sexos no existe en el inconsciente. <\/em>Olivos: Grama Ediciones, 2021.<\/h6>\n<h6>CL\u00c9RAMBAULT, G. G. <em>L\u2019\u00e9rotomanie. <\/em>France: D\u00e9p\u00f4t Legal, 1993.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. <em>Notas psicanal\u00edticas sobre um relato autobiogr\u00e1fico de um caso de paran\u00f3ia <\/em>(1911). Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. XII.<\/h6>\n<h6>_____. <em>Observa\u00e7\u00f5es sobre o amor transferencial (novas recomenda\u00e7\u00f5es sobre a t\u00e9cnica da psican\u00e1lise III) <\/em>(1915 [1914])<em>. <\/em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. XII.<\/h6>\n<h6>_____. <em>A hist\u00f3ria do movimento psicanal\u00edtico <\/em>(1914). Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. XIV.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio \u2013 livro 20: Mais, ainda <\/em>(1972-1973). Tradu\u00e7\u00e3o de M.D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1982.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.A. <em>L\u00b4Amour dans les psychoses. <\/em>Fran\u00e7a: \u00c9ditions du Seuil, 2004.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MILLER, J.A. (Org.) <em>L\u00b4amour dans les psychoses <\/em>(2004).<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Juliana Bressanelli L\u00f3ra\u00a0 O afamado axioma lacaniano \u201cN\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d, apresenta justamente esta falta de uma contiguidade na rela\u00e7\u00e3o entre os sexos, partindo, a princ\u00edpio, da diferen\u00e7a macho\/f\u00eamea, homem\/mulher, feminino\/masculino, ou seus equivalentes. 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