{"id":12124,"date":"2022-05-18T10:26:19","date_gmt":"2022-05-18T13:26:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?p=12124"},"modified":"2022-05-18T10:26:19","modified_gmt":"2022-05-18T13:26:19","slug":"quando-o-ideal-de-amor-faz-sintoma1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/quando-o-ideal-de-amor-faz-sintoma1\/","title":{"rendered":"Quando o ideal de amor faz sintoma<sup>1<\/sup>"},"content":{"rendered":"<h6><strong><em>S\u00f4nia Vicente<\/em><\/strong><em> <strong>(EBP\/AMP)<\/strong><\/em><\/h6>\n<figure id=\"attachment_12111\" aria-describedby=\"caption-attachment-12111\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12111\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/boletim_004_008.png\" alt=\"Fonte pixabay\" width=\"370\" height=\"254\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12111\" class=\"wp-caption-text\">Fonte pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao enunciar o seu enigm\u00e1tico aforisma \u2013 n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual \u2013, Lacan demonstra topologicamente que na estrutura\u00e7\u00e3o de todo falasser h\u00e1 um furo imposs\u00edvel de ser preenchido. Da\u00ed ele dizer que a topologia \u00e9 a estrutura<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> . Aqui, trata-se, precisamente do recalque origin\u00e1rio, da <em>Urverdr\u00e4ngung<\/em> freudiana, que n\u00e3o se anula jamais.<\/p>\n<p>Se a realidade do inconsciente, independentemente da estrutura, demonstra que a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o existe, uma resposta a esse vazio de significantes precisa, ent\u00e3o, ser criada. Isto \u00e9, o final de uma an\u00e1lise exigiria do falasser uma inven\u00e7\u00e3o singular, algo que n\u00e3o tem mais valor de semblante f\u00e1lico com o qual, durante todo tempo, o falasser tentou tamponar o furo da estrutura.<\/p>\n<p>Ao dizer que numa an\u00e1lise deve-se \u201cir mais-al\u00e9m do Pai na condi\u00e7\u00e3o de servir-se dele\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, Lacan faz uma equival\u00eancia entre o Pai simb\u00f3lico e a pr\u00f3pria linguagem. Ou seja, aponta a dire\u00e7\u00e3o de um tratamento anal\u00edtico ao recomendar servir-se da linguagem, passar por uma opera\u00e7\u00e3o discursiva para tentar alcan\u00e7ar a primariedade do real do gozo.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa via que, desde sempre, o falasser tenta dar conta da sua rela\u00e7\u00e3o com o Outro, dar conta da sua parceria sintom\u00e1tica. Referir ao parceiro sintoma \u00e9 afirmar que aquilo pelo que o falasser se interessa, procura, \u00e9 o gozo, a partir do Outro. Isso quer dizer que entre falasseres, tanto na posi\u00e7\u00e3o feminina quanto na posi\u00e7\u00e3o masculina, h\u00e1 sintoma. N\u00e3o devemos esquecer que o inconsciente n\u00e3o se mostra claramente, ou seja, adv\u00e9m somente de forma emba\u00e7ada, o que permite apontar que o sintoma se reveste de duas modalidades de gozo: o sentido gozado produzido pelo significante e o gozo do corpo pr\u00f3prio que incide sobre o objeto a, modalidades de mais-de-gozar que se reportam ao Outro.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 preciso estar atento ao fato de ser somente pela via do amor que a abertura ao Outro torna-se poss\u00edvel, o que leva a concluir ser o amor tecido no gozo. O amor n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na busca de significantes, ele busca tamb\u00e9m gozo. Essa indissoci\u00e1vel mistura de amor e gozo pode levar o nome de devasta\u00e7\u00e3o, que significa conduzir a um estado de deslumbramento, mas tamb\u00e9m a um aniquilamento<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. \u00c9 nesse sentido que apreendemos que o amor n\u00e3o se det\u00e9m no \u00e2mbito imagin\u00e1rio e simb\u00f3lico, ele se dirige ao ser. De modo mais preciso, ao ser do outro<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, raz\u00e3o pela qual se quer destruir isso que supomos que o outro \u00e9. Vamos, assim, da fascina\u00e7\u00e3o narc\u00edsica para a puls\u00e3o de morte, para o real.<\/p>\n<p>Freud alertava: \u201co amor \u00e9 a forma mais prim\u00e1ria de la\u00e7o social, no entanto, o estado amoroso pode conduzir a romper os la\u00e7os sociais, ao implicar fascina\u00e7\u00e3o ou servid\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Aqui, j\u00e1 podemos entrever uma alus\u00e3o a um mais-de-gozar devastador.<\/p>\n<p>Essas assertivas s\u00e3o constatadas, principalmente, na cl\u00ednica com mulheres, o que me leva a ressaltar um ponto espec\u00edfico: a fascina\u00e7\u00e3o que uma outra mulher produz em alguns falasseres femininos. Uma adora\u00e7\u00e3o que evidencia a face do amor, que se apresenta fora de sentido, fora sexo, um fen\u00f4meno que n\u00e3o conhece limite, cuja resson\u00e2ncia se traduz na express\u00e3o: voc\u00ea \u00e9 apenas o que eu sou. Pela ilus\u00e3o de ter o objeto (a)sexuado, tampona o furo estrutural, denega a castra\u00e7\u00e3o e d\u00e1 sentido \u00e0 sua exist\u00eancia, obtendo, ao mesmo tempo, o gozo do se bastar. Uma maneira de estar pr\u00f3xima daquilo de que mais tem horror, seu desejo, no que ele expressa sua falta. Na procura de uma an\u00e1lise, n\u00e3o manifesta nenhuma grande queixa, evidenciando ang\u00fastia somente quando o objeto lhe escapa.<\/p>\n<p>Lacan articula o desejo da m\u00e3e ao enigma do feminino, dizendo que a mulher se encontra com um ponto enigm\u00e1tico desse desejo que se presentifica, para ela, na rela\u00e7\u00e3o com o Outro. Esse encontro com o Outro da falta, reafirmando que o Outro n\u00e3o pode ser encontrado, d\u00e1 o car\u00e1ter louco e enigm\u00e1tico ao amor observado, principalmente, na histeria. O que, clinicamente, se assemelha a alguns casos de psicose, sobretudo aqueles em que a erotomania \u00e9 pregnante.<\/p>\n<p>O enigma instalado pelo objeto que n\u00e3o permite ser pego deixa a mulher perplexa frente ao que aquele corpo lhe suscita, sem possibilidade de dar um sentido \u00e0s resson\u00e2ncias de seu pr\u00f3prio corpo. Esse objeto a horroriza e a fascina: possu\u00ed-lo, torna-se uma obsess\u00e3o. Consumida pela imagem adorada, torna-se ref\u00e9m do fasc\u00ednio ao dar a ilus\u00e3o de exist\u00eancia aos corpos, fazendo existir o que n\u00e3o existe. \u00c9 por esse caminho que uma mulher faz sua escolha amorosa sacrificando o que tem de mais precioso: seu ser.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso entender que se o sentimento amoroso pode ser qualificado de narc\u00edsico, \u00e9 porque vai al\u00e9m da imagem, direcionando-se ao ser daquele que \u00e9 amado, o qual advir\u00e1 no lugar da falta estrutural e se alojar\u00e1 nesse ponto inomin\u00e1vel. O amor por um corpo localiza um tra\u00e7o obscuro que \u00e9 mudo e surdo \u00e0 fala. Dessa maneira \u00e9 que o amor se apega a um corpo, ao qual o falasser feminino pede que testemunhe o seu ser mulher, possibilitando-a construir seu \u201cdel\u00edrio\u201d sobre a outra, com o qual vela o vazio da inexist\u00eancia d\u2019A Mulher.<\/p>\n<p>O corpo da mulher amada oferece o segredo provocado pelo furo irredut\u00edvel. Sua presen\u00e7a atrai o am\u00f3dio<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, uma enamora\u00e7\u00e3o de amor e \u00f3dio, por trazer aquilo que n\u00e3o pode ser nomeado. Quando o falasser ocupa o lugar de amante, legitima sua pr\u00f3pria falta no Outro, advindo, ent\u00e3o, o \u00f3dio que logo \u00e9 semblantizado em amor. Ela, como amante permanece sendo aquela que n\u00e3o \u00e9, mas faz-se possuidora de um saber sobre a amada, dom\u00ednio dos significantes, na tentativa de se colocar na ordem do todo.<\/p>\n<p>Dessa forma, se devota a um amor digno do registro da experi\u00eancia masculina. Trata-se do amor cort\u00eas<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, com seu culto ao amor e \u00e0 exalta\u00e7\u00e3o da \u201cDama\u201d como ideal, colocando em evid\u00eancia o car\u00e1ter especular dessa rela\u00e7\u00e3o. Louva uma Mulher definida como \u201cuma cria\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, por isso sublime, sagrada, n\u00e3o visando outra satisfa\u00e7\u00e3o al\u00e9m do servi\u00e7o \u00e0 \u201cDama\u201d. Imagem perfeita do amor terrestre idealizado, no qual A\/ mulher \u00e9 erigida na condi\u00e7\u00e3o de puro inv\u00f3lucro do nada, o que a torna desej\u00e1vel.<\/p>\n<p>O amor cort\u00eas, margeando o vazio da rela\u00e7\u00e3o, encontra sua satisfa\u00e7\u00e3o que \u00e9 obtida pelo modo de sublima\u00e7\u00e3o, ou seja, elegendo um objeto, um parceiro desumano. Um amor que busca o que \u00e9 desejado e que est\u00e1 para al\u00e9m da \u201cDama\u201d. \u00c9 nisto mesmo que o falasser idolatra seu sentimento ao nada, que est\u00e1 mais al\u00e9m do objeto do amor, o qual se realiza como imagem. Nesse sentido, demanda o amor, mas se satisfaz tendo o objeto como idealizado. Amor absoluto de uma paix\u00e3o, miragem do encontro com o imposs\u00edvel. Uma tentativa falha de fazer supl\u00eancia ao \u2018n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u2019.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o lacaniana indica, na sexualidade feminina, um matiz referido ao falo, assinalando o aspecto do dano sofrido por n\u00e3o t\u00ea-lo, colocando o falasser em um lugar reivindicat\u00f3rio, posi\u00e7\u00e3o ocupada pela mulher na histeria. Ela, numa posi\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria viril, ao inv\u00e9s de colocar o homem como conector, interroga a outra mulher como seu duplo, o que a faz permanecer aferrada ao seu narcisismo.<\/p>\n<p>O narcisismo freudiano foi relido por Lacan como est\u00e1dio do espelho, que \u00e9 uma experi\u00eancia de j\u00fabilo e de horror diante da imagem \u00e0 qual o sujeito se aliena. O espelho permite que se afirme a imagem ilus\u00f3ria de totaliza\u00e7\u00e3o, no lugar onde algo permanece irreconhec\u00edvel. A identifica\u00e7\u00e3o com o outro \u00e9 imediata e, por n\u00e3o haver a media\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico, o Outro \u00e9 a um s\u00f3 tempo rival e igual. N\u00e3o h\u00e1 um investimento libidinal no significante do gozo \u2013 o falo, mas na imagem, no corpo da outra mulher, na satisfa\u00e7\u00e3o narc\u00edsica, evidenciada no esgar de gozo que surge ao falar do sublime do objeto.<\/p>\n<p>Lacan assinala tamb\u00e9m um outro aspecto no qual uma mulher ama a partir de sua posi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o-toda, mais al\u00e9m da ordem f\u00e1lica, que corresponde \u00e0 falta de um significante que possa represent\u00e1-la, o que implica na espera imposs\u00edvel de uma identifica\u00e7\u00e3o feminina. Isto traz consequ\u00eancias uma vez que impulsiona mais a voracidade do amor que o desejo, evidenciando que a media\u00e7\u00e3o f\u00e1lica se imp\u00f5e para limitar os desvarios. Em outras palavras, \u201cquando para o falasser o limite, a barra ao gozo adv\u00e9m sob a forma de ideal ou de cren\u00e7a, d\u00e1 a ilus\u00e3o de que a rela\u00e7\u00e3o sexual para de n\u00e3o se escrever\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p>Esse falasser feminino, surpresa de ser presa da imagem de uma mulher, substituta da m\u00e3e, ilustra uma modalidade de la\u00e7o amoroso que, fazendo com o eu ideal um par, exclui o sexo, delira estar a salvo da castra\u00e7\u00e3o, imaginariza um \u201cfelizes para sempre\u201d, mas, paradoxalmente, abre lugar para a solid\u00e3o e para o gozo aut\u00edstico. Um corpo se goza.<\/p>\n<p>Sendo assim, l\u00e1 onde o gozo se tece como amor, das mais dignas formas \u00e0s mais devastadas, passando pelas mais ou menos satisfat\u00f3rias, o que h\u00e1? N\u00e3o h\u00e1. S\u00f3 h\u00e1 quando h\u00e1 par, quando se p\u00f5e o Outro a par, recusado ou vacilante, encoberto ou fugidio, l\u00e1 onde o enigma tenta fazer par com a itera\u00e7\u00e3o que aparece l\u00e1 onde o gozo acon-tece, tece&#8230;acontecimento de corpo: eis o sinthoma presente!<\/p>\n<p>\u00c9 nessa orienta\u00e7\u00e3o que, frente ao enigma que a quest\u00e3o do ser mulher encarna, frente \u00e0 pergunta que embara\u00e7a &#8211; \u201co que quer uma mulher?\u201d &#8211; afirmamos, com Freud: um analista! Que lhe responda com uma palavra vazia modelada sobre seu del\u00edrio de cada dia e que empreste seu corpo para fazer resson\u00e2ncia aos significantes de gozo, levando o falasser a apreender que s\u00f3 h\u00e1 gozo do corpo pr\u00f3prio e da sua fantasia. Talvez o vazio deixado pelo analista possa proporcionar um encontro, fazer nascer um novo amor! A\u00ed encontramos o que Lacan aspira como \u201camor mais digno\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>\u2013 amar o seu tra\u00e7o-letra &#8211; seu <em>sinthoma<\/em>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Texto originalmente publicado em Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie, Ano 7, N\u00famero 19, mar\u00e7o 2016.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> LACAN, J. (2003[1972]). O aturdito. Em: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J. (2007[1975-1976]). O semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> MILLER, J.-A. (1998). O osso de uma an\u00e1lise. Bahia: EBP.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> DESSAL, G. (2010). \u201cComo amam as mulheres no s\u00e9culo XXI\u201d. Madrid: Instituto del Campo Freudiano.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> FREUD, S. (1969[1921]). \u201cPsicologia de grupo e a an\u00e1lise do ego\u201d. In: Edi\u00e7\u00e3o standard das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud, vol. XVIII. Rio de Janeiro: Editora Imago.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> LACAN J. (1982[1972-1973]). O semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> IDEM. (1988[1959-1960]). O semin\u00e1rio, livro 7: a \u00e9tica da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> IDEM. Ibidem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> IDEM. (1982[1972-1973]). O semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda. Op. cit.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> IDEM. (1979[1964]). O semin\u00e1rio, livro 11: os quatros conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f4nia Vicente (EBP\/AMP) Ao enunciar o seu enigm\u00e1tico aforisma \u2013 n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual \u2013, Lacan demonstra topologicamente que na estrutura\u00e7\u00e3o de todo falasser h\u00e1 um furo imposs\u00edvel de ser preenchido. Da\u00ed ele dizer que a topologia \u00e9 a estrutura[2] . 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