{"id":11767,"date":"2021-08-31T05:44:23","date_gmt":"2021-08-31T08:44:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?p=11767"},"modified":"2021-08-31T05:44:23","modified_gmt":"2021-08-31T08:44:23","slug":"a-opiniao-lacaniana1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/a-opiniao-lacaniana1\/","title":{"rendered":"A opini\u00e3o lacaniana[1]"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Christiane Alberti (AME\u2013AMP\/ECF)<\/strong><\/h6>\n<figure id=\"attachment_11768\" aria-describedby=\"caption-attachment-11768\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11768\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/amurados_006_002-300x170.jpg\" alt=\"Instagram: @cendrinerobelin\" width=\"300\" height=\"170\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11768\" class=\"wp-caption-text\">Instagram: @cendrinerobelin<\/figcaption><\/figure>\n<p>O que nos ensina a palavra das mulheres na era do #MeToo?<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do atentado sexual invadiu a atualidade atrav\u00e9s de uma tomada de palavra de mulheres, cuja enuncia\u00e7\u00e3o concreta tocou, acertou no alvo. Esse acontecimento planet\u00e1rio constituiu inegavelmente uma brecha no discurso, estilha\u00e7ando a capa de chumbo de um sil\u00eancio que remonta a muito longe.<\/p>\n<p>O eco viral que acompanha esse movimento denota, em suas sequ\u00eancias, uma extens\u00e3o do dom\u00ednio do atentado com toda a gama do ass\u00e9dio f\u00edsico, verbal, moral. Ele mostra que o feminismo enquanto discurso mudou: passamos do feminismo pol\u00edtico no sentido moderno, ou seja, um feminismo dos sujeitos (universalismo dos direitos), a um feminismo dos corpos. A guerra dos sexos passou ao espa\u00e7o p\u00fablico e a guerra pol\u00edtica ao n\u00edvel do \u00edntimo com a nota de sataniza\u00e7\u00e3o dos homens, o que n\u00e3o era novidade no feminismo do outro lado do Atl\u00e2ntico, como o atesta a posi\u00e7\u00e3o de Catharine MacKinnon<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> que, nos anos 1980, considera que entre a rela\u00e7\u00e3o sexual normal e o estupro, \u201ch\u00e1 menos que a espessura de uma folha de papel de cigarro\u201d.<\/p>\n<p>Um passo \u00e9 franqueado na ordem de uma cultura do contrato, onde os direitos e os deveres de cada um s\u00e3o codificados em dispositivos regulamentares estritos, notadamente para se assegurar do consentimento, a inten\u00e7\u00e3o sendo sempre a de buscar uma prote\u00e7\u00e3o contratual do \u201cfraco\u201d face ao \u201cforte\u201d. A tend\u00eancia ativista tende a trazer essa afronta a um face a face corporal que apela \u00e0 lei do mais forte.<\/p>\n<p>Um neofeminismo radical, que pode ir at\u00e9 o separatismo lesbiano<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>, traz de volta assim cada mulher ao seu corpo (at\u00e9 mesmo \u00e0 sua cor), numa fragmenta\u00e7\u00e3o ao infinito. O resultado disso seria um atentado \u00e0 cultura e ao la\u00e7o social; se considerarmos que a estrutura do grupo que surge da\u00ed \u00e9 fundada sobre o imagin\u00e1rio dos corpos, n\u00f3s nos assemelhamos. Uma comunidade de irm\u00e3os sem o mito do pai morto? A \u00fanica resposta ao real pulsional seria ent\u00e3o o grupo, uma falsa fraternidade em soma, uma sororidade de corpo. <em>Exit<\/em> o sujeito, <em>exit<\/em> o desejo, e <em>motus<\/em> sobre o gozo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ressaltar que a no\u00e7\u00e3o de ass\u00e9dio de in\u00edcio se generalizou a tal ponto que a tend\u00eancia \u00e9 que a pr\u00f3pria l\u00edngua possa ser isenta de mal-entendidos e, sobretudo, esvaziada de tudo aquilo que poderia ser <em>ofensivo<\/em>. A ofensa e a culpabilidade que ela convoca em retorno est\u00e3o no centro desse discurso. Esse movimento, que tende a exercer uma verdadeira pol\u00edcia da linguagem, retoma uma ideia que n\u00e3o \u00e9 nova: golpeando a palavra, chegar\u00edamos ao fundo da coisa mesma, arruinar\u00edamos o falo. Esse tra\u00e7o a\u00ed ressoa nos seus extremos como uma verdadeira \u201ccensura\u201d anti-Luzes. Utilizo aqui o termo de \u201ccensura\u201d no sentido em que Barthes, no seu <em>Sade<\/em>, <em>Fourier<\/em>, <em>Loyola<\/em>, p\u00f4de dizer que a verdadeira censura n\u00e3o consiste em proibir, mas em colar em estere\u00f3tipos; n\u00e3o reter, mas nutrir excessivamente; constranger a falar de um certo modo.<\/p>\n<p>Sejamos dial\u00e9ticos. Sobre uma vertente, h\u00e1 recusa, rejei\u00e7\u00e3o. Trata-se de recusar tudo aquilo que, na l\u00edngua, pode ressoar como domina\u00e7\u00e3o masculina, em suma, tudo o que \u00e9 do \u00e2mbito da ordem viril \u2013 precisamente num tempo em que se desnuda que ao decl\u00ednio do pai se seguiu o decl\u00ednio do viril. Mas isso n\u00e3o tem o sentido de promover um novo mestre? Em particular, de ocupar, desconhecendo-o, o lugar de mestre da l\u00edngua? Sobre uma outra vertente, h\u00e1 aspira\u00e7\u00e3o. Podemos ver nesta raiva purificadora da l\u00edngua, a golpe de sintagmas congelados e de eufemismos, a tentativa desesperada de encontrar ou de impor a palavra justa, a palavra verdadeira, a palavra nova para alojar o que precisamente n\u00e3o pode ser nomeado \u2013 porque n\u00e3o \u00e9 uma linguagem \u2013, a saber a parte feminina de todo <em>parl\u00eatre<\/em>? A palavra nova emergindo do que falta fundamentalmente.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o devemos ler esse movimento tendo como pano de fundo o que Jacques-Alain Miller chamou de \u201caspira\u00e7\u00e3o \u00e0 feminilidade\u201d <a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a> contempor\u00e2nea? Aspira\u00e7\u00e3o porque estamos fundamentalmente separados, o feminino sendo o Outro por excel\u00eancia. Ele pontua que \u201c[&#8230;] o fen\u00f4meno mais profundo se situa na aspira\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea \u00e0 feminilidade, e as resist\u00eancias, o del\u00edrio, a raiva que apreendem os defensores da velha ordem. As grandes fraturas \u00e0s quais assistimos entre a velha ordem e a nova ordem se decifram, ao menos por uma parte, como a ordem viril recuando frente ao protesto feminino\u201d.<\/p>\n<p>O feminino, aquele do qual Jacques-Alain Miller assinala a import\u00e2ncia crescente, n\u00e3o \u00e9 da ordem de um novo mestre pela simples e boa raz\u00e3o que ele escapa como tal a toda mestria, todo saber e que ele <em>ex-siste<\/em> aos semblantes do g\u00eanero.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos nos impedir de pensar aqui no ensinamento do movimento das Preciosas que Lacan extraiu dessa \u201cam\u00e1vel sociedade inteira empregada no aperfei\u00e7oamento da linguagem\u201d <a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. Ele ressalta notadamente as \u201cinova\u00e7\u00f5es introduzidas na l\u00edngua\u201d por esses c\u00edrculos femininos, portanto, pouco organizados, mas cuja heran\u00e7a ainda degustamos. Havia tamb\u00e9m um desafio ao falo na preciosa que queria quebrar \u201co significante em sua letra\u201d <a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>. O fen\u00f4meno precioso ilustra tamb\u00e9m para Lacan os efeitos sociais do Eros da homossexualidade feminina, o que ele nomeia, no seu \u201cDiretrizes para um Congresso sobre a sexualidade feminina\u201d, \u201ca inst\u00e2ncia social da mulher\u201d <a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a> enquanto que ela transcende a ordem do contrato e toca a sociedade inteira. Em suma, as modifica\u00e7\u00f5es duradouras introduzidas no social, tudo o que tende a ultrapassar a conformidade sem, no entanto, visar ao consenso, contrastam com o la\u00e7o homogeneizante das comunidades homossexuais masculinas. Lacan acentua aqui a dissimetria entre a coes\u00e3o do grupo assegurada pelo Ideal enquanto nenhum significante mestre coletiviza o movimento das Preciosas que, nesse sentido, responde \u00e0 estrutura do <em>n\u00e3o-todo<\/em>.<\/p>\n<p>Ao querer mudar a l\u00edngua em um sentido radical, \u00e9 um \u201cmuro de linguagem\u201d que se imp\u00f5e sem nenhuma nuance: ao ignorar todo semblante, desembocamos hoje em toda l\u00f3gica sobre o corpo, n\u00e3o sobre a conversa\u00e7\u00e3o entre os sexos, mas sobre o sil\u00eancio consubstancial \u00e0 viol\u00eancia: o estupro ou o assassinato. Nessa vertente, n\u00e3o visamos aos homens, mas \u201ctodos os homens\u201d, seja o universal de \u201cTodos os homens s\u00e3o mortais\u201d: \u201c<em>todos<\/em> os\u201d n\u00e3o tem nenhum sentido, nos diz Lacan, \u201ctodos os\u201d n\u00e3o se imagina, n\u00e3o se experimenta, a n\u00e3o ser <em>via<\/em> morte.<\/p>\n<p>Jacques-Alain Miller h\u00e1 muito indicou, a prop\u00f3sito de <em>Ornicar?<\/em>, uma orienta\u00e7\u00e3o que permanece de grande atualidade: \u201cManter vivaz a opini\u00e3o lacaniana (sua opini\u00e3o verdadeira, <em>orth\u00e8 doxa<\/em>), propag\u00e1-la em p\u00fablico\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a> . O que \u00e9 uma opini\u00e3o verdadeira em psican\u00e1lise? Uma interpreta\u00e7\u00e3o, um dizer verdadeiro, justo, ajustado ao presente. No mal estar atual, ela deve recair sobre o Outro feminino que n\u00e3o \u00e9 da ordem de \u201ctodas as mulheres\u201d (n\u00e3o h\u00e1 \u201ctodas as mulheres\u201d e cada mulher n\u00e3o \u00e9 toda). A experi\u00eancia de uma an\u00e1lise permite esse trajeto em dire\u00e7\u00e3o ao que ex-siste aos semblantes do g\u00eanero, n\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o sexuada, mas a experi\u00eancia do sexo como tal, \u00e9 a via do sintoma. Ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 em v\u00e3o que estaremos mais al\u00e9m do corrente.<\/p>\n<p><strong>Em resposta a uma quest\u00e3o sobre o separatismo<\/strong><\/p>\n<p>Se fiz men\u00e7\u00e3o a esse discurso extremista, que reivindica um lesbianismo pol\u00edtico at\u00e9 o separatismo, n\u00e3o \u00e9 em vista de lhe dar consist\u00eancia, isso permanece um discurso com sua dimens\u00e3o fantasm\u00e1tica, fict\u00edcia, isso permanece um sonho (o sonho de uma sociedade de irm\u00e3s emancipada, como em Pauline Harmange). Resta examinar o impacto constatado que ele ter\u00e1 sobre a subjetividade contempor\u00e2nea. Antes, tratar-se-ia de interrogar o que surgiu de novo no discurso.<\/p>\n<p>E o que \u00e9 novo, parece-me, \u00e9 que o feminismo enquanto discurso se deslocou ao n\u00edvel do pr\u00f3prio corpo. Isso d\u00e1 conta, ao mesmo tempo, de uma continuidade hist\u00f3rica \u2013 segundo Mich\u00e8le Perrot, a hist\u00f3ria do feminismo \u00e9 \u201cuma hist\u00f3ria do corpo das mulheres<sup>\u201d <a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a><\/sup> \u2013 com o MLF ou o <em>Women\u2019s lib<\/em> dos anos 1970, na medida em que se tratava tamb\u00e9m dos direitos de dispor do seu pr\u00f3prio corpo, sendo um dos <em>slogans<\/em> famosos \u201cNosso corpo, n\u00f3s mesmas\u201d, e de uma descontinuidade hist\u00f3rica, no sentido de que \u00e9 o corpo mesmo que se torna o lugar da emancipa\u00e7\u00e3o, o lugar do combate pol\u00edtico e ainda o corpo em pe\u00e7as soltas: os seios, a pilosidade, o fluxo menstrual<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p>Isso faz parecer que o que n\u00e3o foi tratado pelo feminismo universalista, nem em certo sentido pelo movimento LGBT, parece manifestar-se agora sob a forma de uma reivindica\u00e7\u00e3o feminista ou \u201cde feminilidade\u201d do corpo, numa fragmenta\u00e7\u00e3o ao infinito, portanto, numa segrega\u00e7\u00e3o ao infinito. Em suma, \u00e0 medida que se ganham os combates pela igualdade dos direitos, desnuda-se progressivamente o que do feminino custa a se alojar no discurso universal (sempre virilizante).<\/p>\n<p>Aquilo que ent\u00e3o come\u00e7ou querendo mudar a l\u00edngua (com a tarefa sem fim do <em>politically<\/em> <em>correct<\/em>, a ca\u00e7a \u00e0s microagress\u00f5es, \u00e0 feminiliza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua), ca\u00e7ar o falo na l\u00edngua, termina sobre o corpo e, com toda l\u00f3gica, sobre a aus\u00eancia de di\u00e1logo entre os sexos .<\/p>\n<p>Diante disso, a psican\u00e1lise \u00e9 a chance de colocar em dia com um psicanalista n\u00e3o somente os mal-entendidos que temos com o outro sexo, mas tamb\u00e9m os mal-entendidos que se tem consigo mesmo. Desse ponto de vista, \u00e9 uma experi\u00eancia antissegregativa, j\u00e1 que a diferen\u00e7a que extra\u00edmos disso nos d\u00e1 uma identidade de um g\u00eanero especial, aquela do sintoma, ou seja, uma marca singular que n\u00e3o pode ser coletivizada e que, por isso, escapa \u00e0quilo que, para Lacan, constitui a inclina\u00e7\u00e3o de todo discurso, a saber, a domina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<h6>Tradu\u00e7\u00e3o: Marcela Antelo<\/h6>\n<h6>\u00a0Revis\u00e3o: Herc\u00edlia de Oliveira<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> ANTELO, Marcela, GURGEL, Iordan [Org.] O feminino infamiliar: dizer o indiz\u00edvel. Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2021. pp. 245-250.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> MacKinnon est\u00e1 na origem da defini#_ednref1\u00e7\u00e3o de ass\u00e9dio sexual na lei, nos Estados Unidos, em 1977.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> COFFIN, A. Le g\u00e9nie lesbien. Paris: Grasset, 2020. HARMANGE, P. Moi les hommes, je les d\u00e9teste. Paris: Seuil, 2020.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> MILLER J.-A. L\u2019orientation lacanienne, L\u2019Un-tout-seul. Le\u00e7on du 9 f\u00e9vrier 2011, publi\u00e9e sous le titre Progr\u00e8s en psychanalyse assez lents. Cf. La Cause freudienne, n. 78, p. 200, 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro 1: Os escritos t\u00e9cnicos de Freud. (1953-1954) Texto estabelecido por J.- A. Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1986. p. 306.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro 19: \u2026ou pior. (1971-1972) Texto estabelecido por J.-A. Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2012. p. 17.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> LACAN, J. Diretrizes para um Congresso sobre a sexualidade feminina. In: ___. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. p. 745.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> MILLER, J.-A. Liminaire. Ornicar?, n. 28, p. 6, jan. 1984.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> PERROT, M. Mon histoire des femmes. Paris: France Culture\/Seuil, 2008. (Coll. Points, Histoire)<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Cf. Les glorieuses, boletim de Rebecca Anselem, ou ainda Le corps des femmes. La bataille de l\u2019intime, de Camille Froidevaux-Metterie. Cf. Philosophie magazine \u00e9d., 04 oct. 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.philomag.com\/articles\/le-corps-des-femmes-la-bataille-de-lintime\">https:\/\/www.philomag.com\/articles\/le-corps-des-femmes-la-bataille-de-lintime<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Christiane Alberti (AME\u2013AMP\/ECF) O que nos ensina a palavra das mulheres na era do #MeToo? 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