{"id":11578,"date":"2021-06-16T08:37:51","date_gmt":"2021-06-16T11:37:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?p=11578"},"modified":"2021-06-16T08:37:51","modified_gmt":"2021-06-16T11:37:51","slug":"amor-e-nome-do-pai1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/amor-e-nome-do-pai1\/","title":{"rendered":"Amor e Nome-do-pai<sup>1<\/sup>"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Alexandre Stevens &#8211; <\/strong><strong>AME, Membro da ECF, NLS e da AMP<\/strong><\/h6>\n<blockquote><p>\u201c<em>Amor omnibus idem<\/em>\u201d.\u00a0\u00c9 assim que se inicia o verbete\u00a0 \u201camor\u2019\u2019 do <em>Dictionnaire\u00a0 philosophique<\/em>\u00a0 de Voltaire, na sua edi\u00e7\u00e3o de 1769, <em>La raison par l\u2019alphabet<\/em>. A tend\u00eancia do amor \u00e9 de ir em dire\u00e7\u00e3o ao mesmo, \u00e9 o que sublinha Voltaire. O mesmo na repeti\u00e7\u00e3o de sua procura de efic\u00e1cia biol\u00f3gica, orientada por uma tens\u00e3o ps\u00edquica em dire\u00e7\u00e3o ao parceiro que a esp\u00e9cie lhe designa \u2013 \u201cvoc\u00ea quer ter uma ideia do amor?Veja os pardais do seu jardim, veja os pombos, contemple o toro&#8230;\u2019\u2019 \u2013 sem que isso presuma necessariamente um gozo. O mesmo tamb\u00e9m no amor pr\u00f3prio: \u201cAqueles que disseram que o amor por n\u00f3s mesmos \u00e9 a base de todos os nossos sentimentos e de todas as nossas a\u00e7\u00f5es tiveram, portanto, raz\u00e3o &#8230;\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-11579\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/amurados002.png\" alt=\"\" width=\"291\" height=\"295\" \/>Eis ent\u00e3o o que se traduz um s\u00e9culo e meio mais tarde, em termos freudianos: o amor \u00e9 sempre narc\u00edsico. No seu texto de 1914, \u201cNarcisismo: uma introdu\u00e7\u00e3o\u201d, Freud \u00e9 especialmente claro sobre esse aspecto da vida amorosa. Que a escolha de objeto se fa\u00e7a por apoio ou que ela seja narc\u00edsica, est\u00e1 sempre fundada sobre o narcisismo origin\u00e1rio. Isso \u00e9 ainda mais verdadeiro quando se trata do \u201ctipo feminino mais frequente (&#8230;.) o mais puro e mais aut\u00eantico. (&#8230;) Tais mulheres n\u00e3o amam, estritamente falando, sen\u00e3o elas mesmas com uma intensidade compar\u00e1vel \u00e0 do amor do homem por elas\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo quando o amor se sustenta no outro (como um apoio), para a escolha de objeto, ele n\u00e3o \u00e9 menos narc\u00edsico, uma vez que o que ele procura a\u00ed \u00e9 o retorno do amor. Como comenta Lacan\u00a0 no <em>Semin\u00e1rio 1<\/em>:\u00a0\u201co amor\u00a0 daquele que deseja ser amado \u00e9, essencialmente, uma tentativa de capturar o outro em si mesmo\u201d. Esse car\u00e1ter narc\u00edsico de todo amor ou, ainda, esse fundamento que todo amor encontra no espelho de Narciso, foi percebido antes de Freud e Voltaire. Alguns poemas do amor cort\u00eas testemunham isso.<\/p>\n<p>O amor\u00a0 tampouco\u00a0 prescinde da cultura.\u00a0Os homens t\u00eam,portanto,\u201caperfei\u00e7oado o amor\u201d (Voltaire) e, \u201cse n\u00e3o houvesse cultura, n\u00e3o haveria a quest\u00e3o do amor\u201d\u00b9. Lembremos, aqui, apenas as m\u00faltiplas refer\u00eancias que Lacan faz ao amor cort\u00eas como um momento de inven\u00e7\u00e3o de um novo la\u00e7o, de um al\u00e9m do er\u00f3tico, at\u00e9 chegar a formular, no semin\u00e1rio \u201c<em>Les non-dupes errent<\/em>\u201d<sup>2<\/sup>, que \u201co amor \u00e9 o amor cort\u00eas\u201d na medida que representa o imposs\u00edvel do la\u00e7o sexual com o objeto, a rela\u00e7\u00e3o sexual que n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Pelo fato mesmo da inexist\u00eancia dessa rela\u00e7\u00e3o, \u201cO gozo do Outro (&#8230;), do corpo do Outro, (&#8230;) n\u00e3o \u00e9 signo do amor\u201d<sup>3<\/sup>. Com efeito, o gozo em quest\u00e3o s\u00f3 \u00e9 atingido a\u00ed, onde existe rela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo o amor, desde ent\u00e3o, mais necess\u00e1rio para supri-la. \u00c9 o caso da psicose de Schreber, tal como foi desenvolvida por Jacques-Alain Miller<sup>4<\/sup>. O homem, assim, s\u00f3 encontra \u201cA mulher\u201d na psicose.<\/p>\n<p>Portanto, o amor n\u00e3o \u00e9 somente narc\u00edsico. Ele tem a fun\u00e7\u00e3o de supl\u00eancia. Na falta da exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, \u00e9 o amor que vem em supl\u00eancia, certamente na ilus\u00e3o. Ilus\u00e3o de que essa famosa rela\u00e7\u00e3o existe, que n\u00f3s formamos um e que nos compreendemos aqu\u00e9m das palavras, mas n\u00e3o somente na ilus\u00e3o. O amor pretende tamb\u00e9m ser signo, gozo e compromisso, isto \u00e9, sintoma para suprir efetivamente a rela\u00e7\u00e3o que falta entre os sexos.<\/p>\n<p>Que o signo de amor seja esperado pelo parceiro, al\u00e9m de suas declara\u00e7\u00f5es de inten\u00e7\u00e3o amorosa, \u00e9 um fato cl\u00ednico patente. O signo n\u00e3o \u00e9 o sentido e o dom n\u00e3o\u00a0 \u00e9 o amor. O \u00fanico signo de amor que efetivamente vale \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem, tal como precisa Lacan: \u201cn\u00e3o existe maior dom poss\u00edvel, maior signo de amor, que o dom do que n\u00e3o se tem\u201d<sup>5<\/sup>. Ou ainda: \u201cAmar \u00e9 dar a algu\u00e9m que, por sua vez tem ou n\u00e3o tem o que est\u00e1 em causa, mas \u00e9 seguramente dar o que n\u00e3o se tem\u201d<sup>6<\/sup>. Que o homem apressado ofere\u00e7a seu tempo; a mulher pobre, sua falta a ser; a infiel, sua fidelidade; a inconstante, sua const\u00e2ncia&#8230;. Mas esse signo envolve um paradoxo, pois, ao dar o que n\u00e3o se tem, pode-se perceber o que n\u00e3o se tem. Lacan evoca assim \u201co valor de depend\u00eancia representado, para a crian\u00e7a, no amor excessivo do pai pela m\u00e3e. (&#8230;) Na medida em que o pai se mostra verdadeiramente\u00a0 amante diante da m\u00e3e, ele \u00e9 suspeito de n\u00e3o ter\u201d<sup>7<\/sup>.<\/p>\n<p>O aforismo de Lacan, \u201cs\u00f3 o amor permite ao gozo condescender ao desejo\u201d<sup>8<\/sup>, \u00e9 de uma ordem completamente diferente daquela do signo de amor. Ele introduz o amor na sua fun\u00e7\u00e3o de v\u00e9u em rela\u00e7\u00e3o ao real, quer dizer, em rela\u00e7\u00e3o ao gozo. Jacques-Alain Miller faz o seguinte coment\u00e1rio: \u201cna verdade do amor, o objeto real \u00e9 elevado \u00e0 dignidade de objeto simb\u00f3lico\u201d, \u00e9 o que permite passar da satisfa\u00e7\u00e3o da necessidade \u00e0 meton\u00edmia do desejo<sup>9<\/sup>. O amor e a\u00a0 ang\u00fastia est\u00e3o ambos entre o gozo e o desejo. O amor como v\u00e9u, a ang\u00fastia como o que n\u00e3o se engana.<\/p>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio<\/em><em> 20<\/em>, Lacan deixa expl\u00edcito o la\u00e7o entre o amor e gozo. N\u00e3o se trata do mito de Arist\u00f3fanes, mas antes da disjun\u00e7\u00e3o dos dois lados do drama sexual.<\/p>\n<p>O lado macho, \u201co que ele aborda \u00e9 a causa de seu desejo (&#8230;), o objeto <em>a.<\/em> Eis a\u00ed o ato de amor. Fazer amor, como o nome indica, \u00e9 poesia. Mas existe um mundo entre a poesia e o ato. O ato de amor \u00e9 a pervers\u00e3o polimorfa do macho&#8230;\u201d<sup>10<\/sup>. O ato de amor do macho \u00e9 o gozo f\u00e1lico, na medida em que \u00e9 aut\u00edstico, sem Outro, sem a inclus\u00e3o do amor e passando\u00a0 apenas pela causa do desejo. Trata-se no m\u00e1ximo, do amor da l\u00e2mina, com o qual Lacan responde a Arist\u00f3fanes no <em>Semin\u00e1rio<\/em><em>11<\/em>. Um amor sem amor, que prescinde do Outro, \u00e9 o gozo do idiota; o lado homo sendo aquele que se contenta com o sil\u00eancio. Lacan vai al\u00e9m da posi\u00e7\u00e3o de Freud na mais comum das degrada\u00e7\u00f5es do amor.<\/p>\n<p>Do lado feminino, o amor est\u00e1 inclu\u00eddo no gozo. Em outros termos: ele n\u00e3o pode ser sem palavras, pois, em efeito, \u201cfalar de amor \u00e9 em si mesmo um gozo\u201d<sup>11<\/sup>. E inclusive: \u201c\u00e9 falando que se faz amor\u201d<sup>12<\/sup>. Falar implica o Outro, o <em>h\u00e9tero<\/em>.\u00a0\u00c9 o que permite a Lacan escrever: \u201cchamamos heterossexual por defini\u00e7\u00e3o aquele que ama as mulheres, seja qual for seu pr\u00f3prio sexo\u201d<sup>13<\/sup>. O amor, para Lacan, est\u00e1 for\u00e7osamente do lado feminino, com o que ele cont\u00e9m de obra civilizat\u00f3ria. Aqui n\u00e3o h\u00e1 sil\u00eancio poss\u00edvel, mas antes, um gozo que pode chegar \u00e0 m\u00edstica. O gozo feminino, O Outro gozo do qual Lacan nos fala no <em>Semin\u00e1rio <\/em><em>20<\/em> \u00e9 suplementar ao gozo f\u00e1lico que igualmente n\u00e3o escapa \u00e0s mulheres. Suplementar se op\u00f5e aqui ao complementar. O complemento asseguraria uma rela\u00e7\u00e3o (propor\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica) entre os sexos.\u00a0 O suplemento n\u00e3o assegura nada disso. Ele \u00e9 uma <em>bricolagem<\/em> de sobras.<\/p>\n<p>O coment\u00e1rio de Jacques-Alain Miller sobre esse gozo suplementar, no texto \u201c<em>Um r\u00e9partitoiresexuel<\/em>\u201d \u00e9 especialmente esclarecedor sobre esse lugar do amor: \u201cesse gozo suplementar, que aqui escrevemos A (barrado), de fato, tem duas faces. De um lado, \u00e9 o gozo do corpo, no que ele n\u00e3o est\u00e1 limitado ao \u00f3rg\u00e3o f\u00e1lico. (&#8230;)\u00a0 Mas, de outro (&#8230;) \u00e9 o gozo da fala\u201d.<\/p>\n<p>Pode-se extrair da\u00ed a erotomania, como o faz, Jacques-Alain Miller: \u201cTrata-se exatamente do gozo erot\u00f4mano, no sentido em que \u00e9 um gozo que necessita que seu objeto fale\u201d. \u00c9 o que acontece em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s posi\u00e7\u00f5es de amor na psicose, que v\u00e3o da erotomania \u00e0 idealiza\u00e7\u00e3o delirante do objeto de amor. Assim, em Nerval, \u00e9 o ideal da Dama que provoca o desencadeamento quando esse ideal \u00e9 degradado ao n\u00edvel de uma mulher qualquer. O amor como deslumbramento apresenta, ent\u00e3o, sua face de devasta\u00e7\u00e3o. Essa devasta\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 presente somente na psicose. Ela \u00e9 simplesmente uma face do amor. Se uma mulher pode ser um sintoma para um homem, um homem pode ser uma devasta\u00e7\u00e3o para uma mulher. Dessimetria do amor. Mas essa dessimetria n\u00e3o impede que o amor possa ser levado ao compromisso. Nos diferentes momentos do ensino de Lacan, o amor n\u00e3o existe sem a palavra que engaja o ser: da fala plena ao sujeito da enuncia\u00e7\u00e3o e ao valor de exce\u00e7\u00e3o do dizer.<\/p>\n<p>Desta forma, no <em>Semin\u00e1rio<\/em><em>1<\/em>, Lacan afirma:\u00a0\u201cO dom ativo do amor visa o outro, n\u00e3o na sua especificidade(narc\u00edsica), mas em seu ser . \u201cConhecemos a f\u00f3rmula testemunho da fala plena em seu valor de reconhecimento, ao mesmo tempo em que ela incide sobre o ser do sujeito: \u201ctu \u00e9s minha mulher\u201d. O dom ativo que evoca Lacan situa-se em rela\u00e7\u00e3o ao plano simb\u00f3lico, em seu valor de fala plena. Isso, no Semin\u00e1rio \u201c<em>Les non-dupeserrent<\/em>\u201d torna-se: \u201co casamento \u00e9 o amor&#8230; como engana\u00e7\u00e3o rec\u00edproca\u201d.Trata-se de poder aceitar ser tolo, sobretudo de uma mulher, pois os n\u00e3o-tolos (&#8230;), aqueles que conservam toda sua liberdade de a\u00e7\u00e3o(est\u00e3o necessariamente no) erro, ou seja, eles erram. \u00c9 a maneira com que Lacan precisa que uma mulher \u00e9 um dos Nomes (-do-Pai)do qual \u00e9 necess\u00e1rio ser tolo.<\/p>\n<p>Mas o amor \u00e9 tamb\u00e9m um dos Nomes-do-Pai,\u00a0 \u00e9 o \u00faltimo cap\u00edtulo do <em>Semin\u00e1rio<\/em><em>20<\/em>. O imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual encontra seu limite e sua resposta na ilus\u00e3o de que essa rela\u00e7\u00e3o existe pelo encontro amoroso, \u201co encontro no parceiro\u00a0 dos sintomas, dos afetos, de tudo que em cada um marca o tra\u00e7o de seu ex\u00edlio (&#8230;) da rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d. Entretanto, todo amor consagra-se a transformar essa conting\u00eancia em necessidade em um \u201cn\u00e3o cessa\u201d. \u201cTal \u00e9 o substituto que (&#8230;) faz o destino e tamb\u00e9m o drama do amor\u201d. \u00c9 o amor como sintoma, substituindo, tal como um dos Nomes-do-Pai, o real do \u201cn\u00e3o existe\u201d.<\/p>\n<p>Na \u201cNota Italiana\u201d, ainda em 1973, Lacan prop\u00f5e tentar\u00a0\u201caumentar os recursos gra\u00e7as aos quais poder-se-ia prescindir dessa rela\u00e7\u00e3o desgastante para tornar o amor mais digno que o amontoado de bobagens que o constitui atualmente\u201d.Podemos reconhecer a\u00ed uma evoca\u00e7\u00e3o de um novo amor, aquele do poema de Rimbaud \u2013 \u201cA uma raz\u00e3o\u201d<sup>15<\/sup>:<\/p>\n<blockquote><p><em>Um toque do seu dedo no tambor desencadeia todos os sons e d\u00e1 in\u00edcio a uma nova harmonia.<br \/>\n<\/em><em>Um passo teu recruta os novos homens, e os p\u00f5e em marcha.<br \/>\n<\/em><em>Tua cabe\u00e7a avan\u00e7a: o novo amor! Tua cabe\u00e7a recua, &#8211; o novo amor!<br \/>\n<\/em><em>\u201cMuda nossos destinos, passa a crivo as calamidades, a come\u00e7ar pelo tempo\u201d, cantam estas crian\u00e7as, diante de ti. \u201cSemeia n\u00e3o importa onde a subst\u00e2ncia de nossas fortunas e desejos\u201d, pedem-te.<br \/>\n<\/em><em>Chegada de sempre, que ir\u00e1s por toda parte.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Refer\u00eancias:<\/h6>\n<h6><sup>1<\/sup>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 10: A ang\u00fastia.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005(1962-63).<\/h6>\n<h6><sup>2<\/sup>LACAN, J. \u201cLes non-dupes errent\u201d. (Semin\u00e1rio In\u00e9dito). (1973-74).<\/h6>\n<h6><sup>3<\/sup>Idem. <em>O Semin\u00e1rio, livro 20: Mais ainda<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.(1972-73).<\/h6>\n<h6><sup>4<\/sup>MILLER, J.A. Curso de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana, aula 9 de julho de 1999 (in\u00e9dito).<\/h6>\n<h6><sup>5<\/sup>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 4:\u00a0 A rela\u00e7\u00e3o de objeto<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995(1956-57).<\/h6>\n<h6><sup>6<\/sup>Idem. <em>O Semin\u00e1rio, livro 5: As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1999(1957-58).<\/h6>\n<h6><sup>7<\/sup>Idem. <em>Ibidem.<\/em><\/h6>\n<h6><sup>8<\/sup>Lacan, J. <em>Op. <\/em><em>Cit. <\/em>2005 (1962-63).<\/h6>\n<h6><sup>9<\/sup>MILLER, J.A. <em>Cause\u00a0 Freudienne<\/em>. (58). 2004.<\/h6>\n<h6><sup>10<\/sup>Lacan, J. <em>Op. Cit. <\/em>2005 (1962-63).<\/h6>\n<h6><sup>11<\/sup>Lacan, J. <em>Op. <\/em><em>Cit. <\/em>1985 (1972-73).<\/h6>\n<h6><sup>12<\/sup>LACAN, J. O Semin\u00e1rio, livro 19: \u201cOu pire\u201d. Aula de 04\/5\/72. ( In\u00e9dito )<\/h6>\n<h6><sup>13<\/sup>LACAN, J. \u201cO Aturdito\u201d. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.<\/h6>\n<h6><sup>14<\/sup>LACAN, J. \u201cLes non-dupes errent\u201d. (Semin\u00e1rio In\u00e9dito). (1973-74).<\/h6>\n<h6><sup>15<\/sup>RIMBAUD, A. <em>Uma temporada no inferno e ilumina\u00e7\u00f5es<\/em>. 2\u00aa ed. (Trad. L. Ivo). Rio de janeiro: Francisco Alves, p.95.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexandre Stevens &#8211; AME, Membro da ECF, NLS e da AMP \u201cAmor omnibus idem\u201d.\u00a0\u00c9 assim que se inicia o verbete\u00a0 \u201camor\u2019\u2019 do Dictionnaire\u00a0 philosophique\u00a0 de Voltaire, na sua edi\u00e7\u00e3o de 1769, La raison par l\u2019alphabet. A tend\u00eancia do amor \u00e9 de ir em dire\u00e7\u00e3o ao mesmo, \u00e9 o que sublinha Voltaire. 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