{"id":11575,"date":"2021-06-16T08:35:03","date_gmt":"2021-06-16T11:35:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?p=11575"},"modified":"2021-06-16T08:35:03","modified_gmt":"2021-06-16T11:35:03","slug":"entre-um-gozo-que-nao-se-fala-e-a-conversacao-viva-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/entre-um-gozo-que-nao-se-fala-e-a-conversacao-viva-de-amor\/","title":{"rendered":"Entre um gozo que n\u00e3o se fala e a conversa\u00e7\u00e3o viva de amor"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Por Let\u00edcia Ferreira Braga<\/strong><\/h6>\n<p><strong>A maneira do gozo feminino<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_11576\" aria-describedby=\"caption-attachment-11576\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11576 size-medium\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/amurados003-300x114.png\" alt=\"Reis Neri\u00e9 -Artista pl\u00e1stico, fot\u00f3grafo e analista de cultura da Prefeitura de Goi\u00e2nia\" width=\"300\" height=\"114\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11576\" class=\"wp-caption-text\">Reis Neri\u00e9 -Artista pl\u00e1stico, fot\u00f3grafo e analista de cultura da Prefeitura de Goi\u00e2nia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dizer do gozo \u00e9 apontar para um acontecimento de corpo que n\u00e3o se funda e n\u00e3o se garante completamente na rela\u00e7\u00e3o com o Outro; onde h\u00e1 gozo h\u00e1 falta do Outro. Esse \u00e9 um ponto de apoio importante para Lacan, uma vez que ele esvazia o Nome do Pai dessa fun\u00e7\u00e3o de a tudo significantizar; h\u00e1 algo que est\u00e1 al\u00e9m do Outro. Escrever S(\u023a) com essa barra no Outro diz do significante que falta a ele \u2014 assim Miller (2008) tamb\u00e9m compreendeu, a partir de Lacan, quando traz que \u201cdo lado feminino, o gozo que lhe \u00e9 pr\u00f3prio est\u00e1 intrinsecamente, de maneira fundamental e indiscut\u00edvel, ligado ao Outro, ao amor do Outro na forma de S(\u023a)\u201d (MILLER, 2008, livre tradu\u00e7\u00e3o). O gozo feminino tem fundamental e indiscut\u00edvel rela\u00e7\u00e3o com o Outro no sentido que falta a ele um significante que diga o ser, assim sendo, n\u00e3o mais pela total garantia de que nada escapava \u00e0 signific\u00e2ncia que o Nome do Pai tinha.<\/p>\n<p>Laurent (2012) traz, a respeito do artigo \u201c<em>Uma crian\u00e7a \u00e9 espancada<\/em>\u201d, de Freud, \u201ceu gozo, eu recebo meu gozo de voc\u00ea que me espanca\u201d (LAURENT, 2012), mas lido enquanto uma \u201cmensagem sob uma forma invertida, (&#8230;) isso quer dizer: [receber] seu pr\u00f3prio gozo sob a forma do gozo do Outro\u201d (LACAN, 1992). Faz-nos olhar para esse \u201cvoc\u00ea\u201d que \u00e9 o pai, quem garante a justa medida tanto do gozo de sua fantasia masculina quanto da prote\u00e7\u00e3o para que haja a incid\u00eancia do Nome do Pai no ser falante na posi\u00e7\u00e3o feminina; trazendo, pois, a perspectiva em torno do ser falante na posi\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Laurent (2012) diz que Lacan retoma o conceito de priva\u00e7\u00e3o, que trata do que n\u00e3o se demanda, que n\u00e3o tem a ver com o ter, mas com o ser. Os seres falantes em posi\u00e7\u00e3o feminina n\u00e3o confrontam e n\u00e3o temem a fabrica\u00e7\u00e3o do seu ser, o fazem livrando-se do seu ter. E essa fabrica\u00e7\u00e3o pode ser sem limite, ao ponto de consentirem a se \u201cdispor delas mesmas e de seus corpos\u201d (LAURENT, 2012) \u2014 tal qual Miller (2008) cita Lacan, \u201camar\u00e1s ao Outro mais que a ti mesmo\u201d \u2014 para fazerem aparecer um ser assegurado pelo Outro (Laurent, 2012).<\/p>\n<p>Esse vetor de fabrica\u00e7\u00e3o do ser apontando para um maisa partir da subtra\u00e7\u00e3o do ter (idem, 2012) \u00e9 a localiza\u00e7\u00e3o do gozo da priva\u00e7\u00e3o \u2500 Lacan assim defendeu contestando Freud, para quem o s\u00edtio da \u201cexpress\u00e3o do ser da mulher\u201d era o masoquismo (idem, 2012).<\/p>\n<p>Chama a uma aten\u00e7\u00e3o \u00edmpar ao modo de gozo do ser falante feminino n\u00e3o ser totalmente simboliz\u00e1vel, ser atravessado pelo simb\u00f3lico mas n\u00e3o de todo. Lacan (2008a) nos mostra que \u201cn\u00e3o \u00e9 porque ela \u00e9 n\u00e3o-toda na fun\u00e7\u00e3o f\u00e1lica que ela deixa de estar nela de todo. Ela n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 n\u00e3o de todo. Ela est\u00e1 l\u00e1 a toda. Mas h\u00e1 algo a mais\u201d (LACAN, 2008a).<\/p>\n<p>Esse algo a mais do gozo feminino no Semin\u00e1rio 20 \u00e9 o que nos coloca na via da ex-sist\u00eancia (idem, 2008a). Ainda no Semin\u00e1rio 16 Lacan vai aproximar o recalque origin\u00e1rio de Freud (o Urverdr\u00e4ngung) \u201cao n\u00facleo j\u00e1 fora do alcance do sujeito, embora seja saber\u201d (idem, 2008b) \u2014 e saber \u00e9 aquilo que faz cadeia significante. Uma vez que a ex-sist\u00eancia \u00e9 da ordem do real, prev\u00ea-se uma ruptura tanto com o recalque origin\u00e1rio de Freud quanto com o objeto <em>a <\/em>\u2014 objeto perdido, jamais reencontrado, entretanto, agora j\u00e1 compreendido por atravessamentos da representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Miller (2008) aponta que a opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica deve agir n\u00e3o ao que faz cadeia, mas sobre o gozo. O significante, que \u00e9 causa de gozo no corpo vivo, esvaziado dos efeitos de significado, reduzindo-se a linguagem, o sentido, a fala, o saber, desvanece-seo Outro. A pr\u00f3pria fala e a linguagem retomam seus lugares de raiz do fato puro do significante (Miller, 2008); a escuta mira n\u00e3o mais o sentido, mas o prim\u00e1rio na e da singularidade do ser, mira o acesso ao gozo em sua exist\u00eancia pr\u00f3pria em acontecimento de corpo \u2014 o que \u00e9 da ordem do ex-sistente.<\/p>\n<p><strong>Sobre a Pele<\/strong><\/p>\n<p>Sobre a Pele \u00e9 tamb\u00e9m o nome de um trabalho de dan\u00e7a contempor\u00e2nea, do core\u00f3grafo e bailarino Jo\u00e3o Paulo Gross (2015)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Segundo o pr\u00f3prio core\u00f3grafo<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> essa coreografia tem influ\u00eancia da obra Fragmentos de um discurso amoroso, de Roland Barthes (1981), por meio da qual Gross buscou falar com o corpo \u201csobre a rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo consigo mesmo, com o outro, com um grupo e do grupo com o indiv\u00edduo\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>A obra de Barthes, por sua vez, nos traz uma s\u00e9rie de termos conceituados e dispostos em ordem alfab\u00e9tica, sendo cada um deles perpassados por fragmentos de discursos amorosos presentes em obras de autores das mais diversas linguagens liter\u00e1rias, filos\u00f3ficas, sociol\u00f3gicas, bem como psicanal\u00edticas. Uma obra, pois, que fala de amor.<\/p>\n<p>Uma vez que toda e qualquer rela\u00e7\u00e3o humana est\u00e1 perpassada pelos desdobramentos do amor, v\u00ea-se um di\u00e1logo entre Gross e Barthes tanto por n\u00e3o serem narrativas em estrutura rom\u00e2ntica tradicional, quanto por tocarem na tem\u00e1tica do amor por um caminho que busco trazer aqui, que \u00e9 o da conting\u00eancia, do acaso, se assim os corpos se permitirem.<\/p>\n<p>Ao retomar Lacan (2008a), Naveau, em <em>O que do encontro se escreve<\/em> (2017), d\u00e1 destaque para a compreens\u00e3o de que a rela\u00e7\u00e3o sexual entre dois corpos de sexo diferente n\u00e3o faz Um, n\u00e3o elimina a solid\u00e3o do ser falante, mas possibilita fazer dois Uns separados.Lacan (2008a) nos transmite que \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d porque enquanto o gozo do lado do homem \u00e9 perverso, o do lado da mulher \u00e9 enigm\u00e1tico. O homem aborda uma mulher tomado por sua causa de desejo, seu <em>a,<\/em> n\u00e3o a mulher como tal. Quanto \u00e0 mulher, ela tem um gozo que ela experimenta, mas n\u00e3o sabe sobre ele e n\u00e3o diz nada a respeito; ela apenas sabe que ele acontece.<\/p>\n<p>Sendo assim, de ambos os lados o gozo do corpo do Outro \u00e9 inadequado, \u00e9 um real imposs\u00edvel de articular. E fazer dois Uns separados \u00e9 justamente o que \u00e9 poss\u00edvel por meio do amor. O amor, esse acontecimento compreendido como aquilo que atravessa a inadequa\u00e7\u00e3o do corpo do Outro, aquilo que substitui, que faz supl\u00eancia ao imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual. E, ainda que ele n\u00e3o esteja para o gozo, eles podem se unir (Lacan, 2008a).<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de jun\u00e7\u00e3o mediante coragem. Coragem da mulher para com a pervers\u00e3o do homem; coragem do homem perante o enigma da mulher. \u00c9 nessa possibilidade, nessa conting\u00eancia de um encontro que, ent\u00e3o, aquilo que n\u00e3o cessava de n\u00e3o se escrever, aquilo que n\u00e3o existia no dizer, abre-se a uma liga\u00e7\u00e3o \u2014 uma liga\u00e7\u00e3o do encontro com o escrito, ou seja, se escreveria um tipo de liga\u00e7\u00e3o. Liga\u00e7\u00e3o encarnada no corpo, \u00e9 \u201csobre a pele\u201d, portanto, que o amor marca a cessa\u00e7\u00e3o do que n\u00e3o se escrevia. Um encontro com tudo o que marca seu parceiro, n\u00e3o enquanto sujeito, mas enquanto ser falante: seus sintomas. \u00c9 sim um encontro, mas com os acontecimentos de corpo, com a conting\u00eancia corporal de um outro ser falante. Fazendo, pois, dois Uns separados.<\/p>\n<p>A partir do encontro, aquilo que n\u00e3o existia e que, ent\u00e3o, se abre a uma liga\u00e7\u00e3o, inscreve o destino do ser falante, emerge um saber e, portanto, inventa-se um saber.O ponto a que se chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o seguinte: esse encontro \u00e9 de fato uma conting\u00eancia, um instante, um tempo de suspens\u00e3o \u2500 esse \u00e9 o tempo do amor! Entretanto, \u201co amor se ata a esse tempo de suspens\u00e3o, (&#8230;) de passagem\u201d(NAVEAU, 2017) em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade, buscando se fixar. E esse sentido substitutivo da conting\u00eancia \u00e0 necessidade faz com que aquilo que n\u00e3o cessava de n\u00e3o se escrever passe a n\u00e3o cessar de se escrever. Essa dire\u00e7\u00e3o do amor \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o \u201ctorna o encontro opaco\u201d (idem, 2017). Se assim, o destino do amor tem em seu caminho o \u201cletreiro PERIGO\u201d (idem, 2017): escolha do amor X drama do amor.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que a necessidade n\u00e3o est\u00e1 para a conting\u00eancia, que \u00e9 exatamente a temporalidade do acontecimento do amor, do encontro de dois saberes inconscientes caracterizados por um \u201ceu n\u00e3o quero saber nada\u201d e que, por isso mesmo, atravessa a intimidade do pr\u00f3prio encontro (idem, 2017).O encontro amoroso d\u00e1 exist\u00eancia ao que n\u00e3o se inscrevia e irrompe um saber, mas ele mira e se articula com o acaso, n\u00e3o com a necessidade, cujo caminho leva ao oposto do interesse do sujeito, ao limite disso: n\u00e3o querer saber mais nada do encontro e, exausto, retornando cada um \u00e0 solid\u00e3o, ao ex\u00edlio inicial e a prevalecer o sil\u00eancio (idem, 2017).<\/p>\n<p>Conting\u00eancia, possibilidade, acaso, suspens\u00e3o: inven\u00e7\u00e3o do instante e inven\u00e7\u00e3o a cada instante, portanto, \u00e9 o que quer o amor. Novamente, que se tenha coragem para tornar isso poss\u00edvel, pois isso n\u00e3o se d\u00e1 sem se cansar, sem \u201cque ali se coloque algo de seu, que se pague com sua pessoa. Em suma, que se diga alguma coisa\u201d (idem, 2017)<\/p>\n<p>A conversa\u00e7\u00e3o se mostra como a vivacidade do amor, a possibilidade de exist\u00eancia do amor, de insurg\u00eancia de um saber novo \u2014 o que n\u00e3o se sabe o que \u00e9. Para Lacan (2008a) \u201cfalar de amor \u00e9, em si mesmo, um gozo\u201d; para ele a jun\u00e7\u00e3o do amor com o gozo \u00e9 um enigma \u2014 isso aponta, pois, para algo do real do inconsciente, o qual muda, muda tudo: dois Uns que se d\u00e3o \u201csobre a pele\u201d de cada ser falante no instante em que se diz determinada palavra, n\u00e3o outra.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Refer\u00eancias<\/h6>\n<h6>BARTHES, Roland. <em>Fragmentos de um discurso amoroso<\/em>. Rio de Janeiro: P. Alves, 1981.<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. <em>Semin\u00e1rio, livro 16<\/em>: de um Outro ao outro. Rio de Janeiro: Zahar,2008b.<\/h6>\n<h6>______, Jacques. <em>Semin\u00e1rio, livro 17<\/em>: o avesso da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Zahar,1992.<\/h6>\n<h6>______, Jacques. <em>Semin\u00e1rio, livro 20<\/em>: mais, ainda. Rio de Janeiro: Zahar, 2008a.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9ric. <em>A psican\u00e1lise e a escolha das mulheres. <\/em>Belo Horizonte. Scriptum Livros, 2012.<\/h6>\n<h6>MILLER, Jacques-. <em>El partenaire-s\u00edntoma<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2008.<\/h6>\n<h6>_______, Jacques-. <em>O ser, \u00e9 o desejo<\/em>. Li\u00e7\u00e3o de 11 de maio de 2011 do curso de: O Ser e oUm (in\u00e9dito). Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/congresoamp2020.com\">https:\/\/congresoamp2020.com<\/a><\/h6>\n<h6>NAVEAU, Pierre. <em>O que do encontro se escreve<\/em>: estudos lacanianos. Belo Horizonte:EBP Editora, 2017.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> GROSS, Jo\u00e3o Paulo. Sobre a Pele &#8211; uma coreografia para o Das Los Grupo de Dan\u00e7a. 2015.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Acesso em www.youtube.com\/daslos<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a><em>Idem<\/em>.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Let\u00edcia Ferreira Braga A maneira do gozo feminino Dizer do gozo \u00e9 apontar para um acontecimento de corpo que n\u00e3o se funda e n\u00e3o se garante completamente na rela\u00e7\u00e3o com o Outro; onde h\u00e1 gozo h\u00e1 falta do Outro. 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