{"id":11461,"date":"2021-05-09T18:25:41","date_gmt":"2021-05-09T21:25:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?p=11461"},"modified":"2021-05-09T18:25:41","modified_gmt":"2021-05-09T21:25:41","slug":"editorial-boletim-amurados-001","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/editorial-boletim-amurados-001\/","title":{"rendered":"Editorial Boletim <em>a<\/em>murados #01"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Por Adriana Pessoa \u2013 Coordenadora da Comiss\u00e3o <em>a<\/em>murados<\/strong><\/h6>\n<p>Amurado \u2013 diz-se daquele ou daquela que est\u00e1 cercado de muros, que se encontra preso, encurralado, amuralhado<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Acaso hoje essa n\u00e3o \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s? Amurados em nossas casas, isolados, encurralados ante a possibilidade da perda de entes queridos \u2013 ou mesmo da pr\u00f3pria vida \u2013 por uma doen\u00e7a que se espalhou por todo o planeta?<\/p>\n<p>Como observa Bassols<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, a pandemia vem produzindo seus efeitos no ser falante, de reclus\u00e3o, de distanciamento, de solid\u00e3o real e de um p\u00e2nico de contamina\u00e7\u00e3o e de morte, indicando que \u201co real j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o que era\u201d.<\/p>\n<p>E \u00e9 neste cen\u00e1rio que seguimos com nossas (re)inven\u00e7\u00f5es, n\u00e3o na busca de dar um sentido ao significante que se imp\u00f5e a todos nesse momento \u2013 Covid 19 \u2013 mas sim nas mudan\u00e7as que se imp\u00f5em tamb\u00e9m para a psican\u00e1lise no que tange a seus conceitos fundamentais bem como \u00e0 sua pr\u00e1tica. As II Jornadas da EBP- LO \u2018<em>O amor no tempo das c\u00f3leras<\/em>\u2019 se realizar\u00e3o na impossibilidade do encontro f\u00edsico dos corpos, da conversa nos cafezinhos, dos abra\u00e7os&#8230; e, talvez por isso, nos convocam ainda mais a nos debru\u00e7ar sobre e a responder ao desafio da \u00e9poca em que vivemos: insistir no amor como inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seu Semin\u00e1rio <em>Encore<\/em><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Lacan prop\u00f5e o termo <em>amuro<\/em> para dizer do amor que traz em si a marca do imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual e, a partir dele, podemos repensar o inconsciente, a transfer\u00eancia, a suposi\u00e7\u00e3o de saber e, ainda, o estatuto do amor no final de an\u00e1lise. Esse conceito tamb\u00e9m se torna central para o debate sobre as novas formas de encontro (ou desencontro) entre os sexos. Os muros de \u00f3dio e segrega\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m encontram a\u00ed sua l\u00f3gica.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa perspectiva de trabalho que apresentamos o boletim <em>a<\/em>murados, que constituiremos como um verdadeiro mural de ideias e propostas para fomentar nossas discuss\u00f5es com textos, cita\u00e7\u00f5es, v\u00eddeos, poesias e outras coisas de amor. Nessa edi\u00e7\u00e3o inaugural, voc\u00eas encontrar\u00e3o o argumento das II Jornadas, os eixos propostos pela comiss\u00e3o cient\u00edfica, bem como as orienta\u00e7\u00f5es sobre a confec\u00e7\u00e3o dos trabalhos, inscri\u00e7\u00f5es e bibliografias.<\/p>\n<p>A contagem regressiva at\u00e9 as Jornadas come\u00e7a agora!<\/p>\n<p>Boa leitura!<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1] <\/a>HOUAISS, A. e VILLAR, M. Dicion\u00e1rio Houaiss da L\u00edingua Portuguesa. Objetiva. Rio de Janeiro. 2001<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> BASSOLS\u00a0 M. A lei da natureza e o real sem lei.\u00a0 Revista Eletr\u00f4nica. Correio Expresso. 2020<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3] <\/a>LACAN, J. O Semin\u00e1rio livro 20,\u00a0<i>Mais\u00a0<\/i><i>Ainda<\/i>. Jorge Zahar. Rio de Janeiro. 1985. pag.\u00a013.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Adriana Pessoa \u2013 Coordenadora da Comiss\u00e3o amurados Amurado \u2013 diz-se daquele ou daquela que est\u00e1 cercado de muros, que se encontra preso, encurralado, amuralhado[1]. Acaso hoje essa n\u00e3o \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s? 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