{"id":14117,"date":"2026-06-01T15:21:21","date_gmt":"2026-06-01T18:21:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/?page_id=14117"},"modified":"2026-06-01T15:21:21","modified_gmt":"2026-06-01T18:21:21","slug":"vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real-ponto-4-lacan-a-arte-e-o-real","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/jornadas\/vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real\/vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real-pontos-norteadores\/vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real-ponto-4-lacan-a-arte-e-o-real\/","title":{"rendered":"VII Jornadas EBP Se\u00e7\u00e3o-LO \u2013 A psican\u00e1lise e a est\u00e9tica do real &#8211; Ponto 4 \u2013 Lacan, a arte e o real"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;14040&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Comiss\u00f5es das VII Jornadas da EBP-LO<\/strong><\/p>\n[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;14040&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Comiss\u00f5es das VII Jornadas da EBP-LO<\/strong><\/p>\n<h3><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Ponto 4 \u2013 Lacan, a arte e o real<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p><em><span style=\"font-size: 13px;\">Ruskaya Maia<strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p><em>Del\u00edrios e Sonhos na Gradiva de Jensen<\/em> (1907) \u00e9 considerada a primeira publica\u00e7\u00e3o freudiana dedicada \u00e0 an\u00e1lise de uma obra liter\u00e1ria. Nela, Freud justifica o gesto aparentemente estranho de investigar um sonho nunca sonhado, inventado por um escritor, com a c\u00e9lebre afirma\u00e7\u00e3o segundo a qual \u201cOs escritores criativos s\u00e3o aliados muito valiosos, cujo testemunho deve ser levado em alta conta, pois costumam conhecer toda uma vasta gama de coisas entre o c\u00e9u e a terra com as quais a nossa filosofia ainda n\u00e3o nos deixou sonhar. Est\u00e3o bem adiante de n\u00f3s, gente comum, no conhecimento da mente, j\u00e1 que se nutrem em fontes que ainda n\u00e3o tornamos acess\u00edveis \u00e0 ci\u00eancia\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Mesmo que tal an\u00e1lise fracasse em lan\u00e7ar luz sobre a natureza dos sonhos, conclui Freud, ela permitir\u00e1 ao menos entrever algo da pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Desde ent\u00e3o, a investiga\u00e7\u00e3o dos processos criativos jamais deixar\u00e1 de ocupar um lugar importante em sua pesquisa.<\/p>\n<p>Na perspectiva freudiana, contudo, a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica permanece frequentemente referida aos processos inconscientes e fantasm\u00e1ticos do artista. A obra aparece como via de express\u00e3o do desejo e retorno do recalcado. Nesse movimento, a arte tende a ser explicada pela psican\u00e1lise, constituindo aquilo que se convencionou chamar de \u201cpsican\u00e1lise aplicada \u00e0 arte\u201d: a obra tomada como objeto de interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente esse ponto que Lacan desloca. Em vez de uma psican\u00e1lise aplicada \u00e0 arte, trata-se agora de uma psican\u00e1lise <em>implicada<\/em> nela, capaz de acolher aquilo que a arte ensina sobre o pr\u00f3prio objeto da experi\u00eancia anal\u00edtica. Como observa Miller, \u201co psicanalista pode comentar o objeto de arte, mas, com seu coment\u00e1rio, recebe, ele pr\u00f3prio, uma interpreta\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 ainda sob a \u00e9gide do inconsciente estruturado como linguagem que surge a primeira grande formula\u00e7\u00e3o lacaniana acerca do objeto est\u00e9tico. Em <em>A \u00c9tica da Psican\u00e1lise<\/em>, Lacan articula a experi\u00eancia est\u00e9tica ao campo do real por meio da no\u00e7\u00e3o de <em>Das Ding<\/em> \u2014 a Coisa \u2014, aquilo que, exclu\u00eddo da simboliza\u00e7\u00e3o, permanece no centro da experi\u00eancia humana como um vazio irredut\u00edvel em torno do qual toda representa\u00e7\u00e3o gravita. A arte adquire a\u00ed um estatuto decisivo: ela n\u00e3o representa a Coisa nem a revela diretamente, mas desenha suas bordas. \u00c9 nesse contexto que Lacan afirma que \u201ctoda arte se caracteriza por um certo modo de organiza\u00e7\u00e3o em torno do vazio\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. A obra n\u00e3o recobre a falta: ela lhe d\u00e1 forma, contorno, espessura sens\u00edvel. O belo funciona a\u00ed como uma barreira diante do horror. Protege o sujeito do encontro direto com o real, mas sem suprimi-lo.\u00a0 A beleza n\u00e3o dissolve o inquietante da Coisa; ao contr\u00e1rio, mant\u00e9m-no em sua vizinhan\u00e7a, deixando-o pressentido.<\/p>\n<p>A sublima\u00e7\u00e3o, definida por Lacan como o ato de \u201celevar o objeto \u00e0 dignidade da Coisa\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, n\u00e3o consiste em exibir o real, mas em construir uma media\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica capaz de circunscrev\u00ea-lo. Sublimar \u00e9 produzir um objeto que funcione como \u00edndice da Coisa. \u00c9 dessa forma que \u201ca arte organiza o vazio do imposs\u00edvel de imaginar e de pensar\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 raramente um psicanalista se sente impelido a pesquisar o tema da est\u00e9tica, mesmo quando por est\u00e9tica se entende n\u00e3o simplesmente a teoria da beleza, mas a teoria das qualidades do sentir\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, escreve Freud ao iniciar seu ensaio sobre o <em>Unheimliche<\/em>. Mais uma vez, ele recorre \u00e0 literatura \u2014 <em>O Homem de Areia<\/em>, de E. T. A. Hoffmann \u2014 para avan\u00e7ar em sua elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica. Freud observa, ainda, que os tratados est\u00e9ticos costumam deter-se no belo, no sublime e no atraente, deixando \u00e0 sombra afetos de outra ordem. Caber\u00e1 a ele, Freud, voltar-se precisamente para aquilo que provoca estranhamento, repulsa e afli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lacan retomar\u00e1 o <em>Unheimliche<\/em> a partir da ang\u00fastia suscitada pela irrup\u00e7\u00e3o do objeto <em>a<\/em> no campo da imagem. A ang\u00fastia emerge quando algo que deveria permanecer oculto se apresenta excessivamente pr\u00f3ximo. N\u00e3o se trata do absolutamente desconhecido, mas da apari\u00e7\u00e3o perturbadora de algo excessivamente \u00edntimo. O inquietante aparece justamente quando a imagem deixa de funcionar como suporte est\u00e1vel do eu e passa a comportar uma presen\u00e7a opaca, excessiva, quase aut\u00f4noma.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 justamente a l\u00f3gica que a anamorfose formaliza em <em>Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psican\u00e1lise<\/em>. Seu exemplo privilegiado \u00e9 a pintura Os Embaixadores, de Hans Holbein, o Jovem, na qual uma mancha disforme atravessa a cena at\u00e9 revelar, sob determinado \u00e2ngulo, a figura de uma caveira. O que interessa a Lacan n\u00e3o \u00e9 apenas o efeito \u00f3ptico, mas o modo como a obra faz vacilar a soberania do sujeito que v\u00ea. Lacan demonstra que o sujeito n\u00e3o apenas olha, mas tamb\u00e9m \u00e9 olhado. A experi\u00eancia est\u00e9tica torna-se experi\u00eancia de divis\u00e3o subjetiva: algo olha o sujeito desde a obra, introduzindo no campo da vis\u00e3o um ponto de estranheza que rompe a estabilidade imagin\u00e1ria da forma. Mais do que contornar o vazio, a obra de arte tem, ent\u00e3o, o estatuto de <em>tikh\u00e9<\/em>: encontro contingente e perturbador com o real.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de <em>sinthoma<\/em> permite um profundo deslocamento nas rela\u00e7\u00f5es entre a psican\u00e1lise e a obra de arte. Com Joyce, a arte passa a ser abordada a partir da l\u00f3gica da fun\u00e7\u00e3o. Ela se torna o testemunho de uma opera\u00e7\u00e3o singular sobre o gozo. O que interessa n\u00e3o \u00e9 o que a obra quer dizer, mas o que ela faz. A cria\u00e7\u00e3o aparece como um saber-fazer com a lal\u00edngua, com o corpo e com o gozo; uma pr\u00e1tica capaz de produzir consist\u00eancia ali onde o sujeito encontra um ponto de desenlace. Lacan reconhece nela uma forma de inven\u00e7\u00e3o que pode ensinar algo \u00e0 pr\u00f3pria psican\u00e1lise acerca dos modos singulares de tratamento do real. Trata-se da capacidade de inven\u00e7\u00e3o ou da cria\u00e7\u00e3o de algo que fa\u00e7a la\u00e7o social a partir do mais \u00edntimo, do singular. Nas palavras de Lacan: \u201cS\u00f3 se \u00e9 respons\u00e1vel na medida de seu savoir-faire. Que \u00e9 o savoir-faire? \u00c9 a arte, o artif\u00edcio, o que d\u00e1 \u00e0 arte da qual se \u00e9 capaz um valor not\u00e1vel, porque n\u00e3o h\u00e1 Outro do Outro para operar o Ju\u00edzo Final\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>. A concep\u00e7\u00e3o da arte como <em>sinthoma<\/em>, portanto, \u00e9 correlativa de uma \u00e9poca como a nossa, em que o objeto pulsional se separa do Outro como Ideal e \u201cavan\u00e7a atrevido\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> subindo ao z\u00eanite.<\/p>\n<p>Interessa-nos, nesse eixo, receber trabalhos que testemunhem de que modo o fen\u00f4meno est\u00e9tico pode constituir uma forma de tratamento do real. Como certas cria\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas art\u00edsticas ou inven\u00e7\u00f5es singulares operam como borda diante do imposs\u00edvel? De que maneira a arte, hoje, responde \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do estatuto do objeto, do corpo e do gozo? O que resta da sublima\u00e7\u00e3o em uma \u00e9poca em que a barreira do belo vacila? E como pensar o sinthoma como inven\u00e7\u00e3o capaz de produzir la\u00e7o social?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> FREUD, Sigmund. <em>Del\u00edrios e sonhos na Gradiva de Jensen<\/em> (1907 [1906]). In: ______. <em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, v. IX.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Miller. J-A Sept remarques sur la cr\u00e9ation, Citado por: CALDAS, Helo\u00edsa. \u201cLiteratura ou a arte do parl\u00eat(t)re\u201d. In: <em>Correio<\/em>, n. 40. Belo Horizonte: EBP.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio, livro 7: A \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em> (1959-1960). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988, p. 162.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio, livro 7: A \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em> (1959-1960). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988, p. 141.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> ANTELO, Marcela. \u201cLa supuesta felicidad de la sublimaci\u00f3n\u201d. <em>Virtualia: Revista Digital de la Escuela de Orientaci\u00f3n Lacaniana<\/em>, n. 26, jun. 2003, p. 56.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> FREUD, Sigmund. <em>O estranho<\/em> (1919). In: ______. <em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, 1976. v. XVII. p.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio, livro 23: O sinthoma<\/em> (1975-1976). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007. p. 59.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> ANTELO, Marcela. \u201cLa supuesta felicidad de la sublimaci\u00f3n\u201d. <em>Virtualia: Revista Digital de la Escuela de Orientaci\u00f3n Lacaniana<\/em>, n. 26, jun. 2003. p. 58<\/span><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;14040&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Comiss\u00f5es das VII Jornadas da EBP-LO [vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;14040&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Comiss\u00f5es das VII Jornadas da EBP-LO Ponto 4 \u2013 Lacan, a arte e o real Ruskaya Maia\u00a0 Del\u00edrios e Sonhos na Gradiva de Jensen (1907) \u00e9 considerada a primeira publica\u00e7\u00e3o freudiana dedicada \u00e0 an\u00e1lise de uma obra liter\u00e1ria. 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