{"id":14111,"date":"2026-06-01T15:17:32","date_gmt":"2026-06-01T18:17:32","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/?page_id=14111"},"modified":"2026-06-01T15:17:32","modified_gmt":"2026-06-01T18:17:32","slug":"vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real-ponto-1-as-incidencias-do-real-na-cultura-e-na-clinica-contemporanea","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/jornadas\/vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real\/vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real-pontos-norteadores\/vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real-ponto-1-as-incidencias-do-real-na-cultura-e-na-clinica-contemporanea\/","title":{"rendered":"VII Jornadas EBP Se\u00e7\u00e3o-LO \u2013 A psican\u00e1lise e a est\u00e9tica do real &#8211; Ponto 1 \u2013 As incid\u00eancias do real na cultura e na cl\u00ednica contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;14040&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Comiss\u00f5es das VII Jornadas da EBP-LO<\/strong><\/p>\n<h3><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Ponto 1 \u2013 As incid\u00eancias do real na cultura e na cl\u00ednica contempor\u00e2nea<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p><em><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>\u00a0<\/strong>Carla Serles<\/span><\/em><\/p>\n<p>O real n\u00e3o \u00e9 o mesmo de outrora; h\u00e1 muito deixou de ser apenas um resto do simb\u00f3lico ou aquilo que retornava sempre ao mesmo lugar. A fim de sustentar essa afirma\u00e7\u00e3o e avan\u00e7ar em algumas formula\u00e7\u00f5es acerca do la\u00e7o social e de suas incid\u00eancias na cl\u00ednica, optou-se por um percurso que toma como ponto de partida o <em>Zeitgeist<\/em>, o esp\u00edrito da \u00e9poca, a leitura do contempor\u00e2neo. Isso foi feito no que concerne a certas bases conceituais da psican\u00e1lise, na tentativa de abrir perspectivas que possam repercutir como balizas capazes de orientar, de algum modo, a escrita de trabalhos que contemplem esse ponto norteador.<\/p>\n<p>Dessa maneira, a lavra de um fil\u00f3sofo pode bem servir como um lampejo \u00e0 posi\u00e7\u00e3o que corresponde \u00e0 de um analista frente ao que Freud chamou de mal-estar na cultura e Lacan, de impasses da civiliza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>[&#8230;] contempor\u00e2neo \u00e9 aquele que n\u00e3o se deixa cegar pelas luzes do s\u00e9culo e consegue discernir, nelas mesmas, a parte da sombra, sua obscuridade mais \u00edntima. Contempor\u00e2neo \u00e9 aquele que percebe, no escuro de seu tempo, aquilo que singularmente lhe concerne e que n\u00e3o cessa de interpel\u00e1-lo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda na esteira do real, vale sublinhar um fragmento do argumento das VII Jornadas Se\u00e7\u00e3o Leste-Oeste da EBP, no qual Ary Farias delineia uma poss\u00edvel conflu\u00eancia entre o conceito de real e o fato est\u00e9tico, assinalando que \u201cambos decorrem do ins\u00f3lito, da subtra\u00e7\u00e3o das conex\u00f5es est\u00e1veis e pertencimentos ordin\u00e1rios, repercutindo numa desapropria\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea do eu\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. A partir desse excerto, torna-se poss\u00edvel retomar Miller: \u201co real \u00e9 entendido n\u00e3o como um cosmos, n\u00e3o como um mundo, nem como uma ordem\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. O real \u00e9 aquilo que resta do desvanecimento da natureza, ou seja, um resto desordenado por estrutura, desprovido de sentido e refrat\u00e1rio a qualquer linearidade entre causa e efeito. Adv\u00e9m como um fragmento assistem\u00e1tico produzido no encontro traum\u00e1tico entre <em>lal\u00edngua<\/em> e o corpo e, ainda, suas repercuss\u00f5es de gozo.<\/p>\n<p>Sem correspond\u00eancia com qualquer lei pr\u00e9via, trata-se de \u201cum real contingente, perverso. Um real arriscado\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, na medida mesma em que inexiste uma equival\u00eancia natural da rela\u00e7\u00e3o sexual entre os sexos.<\/p>\n<p>Sob esse prisma, observam-se transforma\u00e7\u00f5es significativas na vida er\u00f3tica, que passa a se apresentar \u201cdesencarnada, desafetada e alinhada ao circuito mercadol\u00f3gico\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Nesse contexto, assiste-se a um crescente desinteresse pela vida sexual, sobretudo entre os jovens, paralelamente \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da busca por parceiros capazes de responder \u00e0 exig\u00eancia de um \u201cgozo imediato e permanente\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, comumente dissociado de la\u00e7os mais duradouros.<\/p>\n<p>No Brasil, em contrapartida, observa-se uma revaloriza\u00e7\u00e3o do par-casal-heterossexual advinda de movimentos religiosos, cujos preceitos conservadores retornam sobre os fi\u00e9is e, simultaneamente, interpenetram o campo da pol\u00edtica por meio de pautas marcadas por acentuada precariedade discursiva. N\u00e3o obstante, tais narrativas seguem produzindo efeitos de verdade e de cren\u00e7a sobre os corpos e os modos de gozo em uma massa cada vez mais avolumada.<\/p>\n<p>Uma das ins\u00edgnias mais eloquentes da er\u00f3tica do nosso tempo refere-se a \u201ccosm\u00e9tica e seu vasto cat\u00e1logo de interven\u00e7\u00f5es mobilizadas vertiginosamente, no intuito de coagular o tempo na simetria das formas e na juventude dos corpos\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Comercializa-se a exalta\u00e7\u00e3o do amor ao corpo pr\u00f3prio, na mesma propor\u00e7\u00e3o em que o Outro resta desfalecido e o inconsciente sumariamente recha\u00e7ado.<\/p>\n<p>N\u00e3o sem consequ\u00eancias, as muta\u00e7\u00f5es alcan\u00e7am a economia amorosa. J\u00e1 se tornou lugar comum a formula\u00e7\u00e3o segundo a qual o mestre capitalista nada quer saber sobre as coisas do amor; a ele conv\u00e9m a racionaliza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e a mercantiliza\u00e7\u00e3o dos seres. \u00c0 psican\u00e1lise cabem o encontro contingente, os extravios e os tormentos amorosos, l\u00e1 onde existe a aspira\u00e7\u00e3o \u201cde um sentimento que carboniza antes de conhecer a finitude\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. A\u00ed onde o palavr\u00f3rio frugal d\u00e1 passagem a um v\u00edvido dizer.<\/p>\n<p>Freud afirmou que ao ser humano n\u00e3o \u00e9 dada a felicidade plena, uma vez que o ser humano \u201ctem limita\u00e7\u00f5es constitutivas para realizar o programa do princ\u00edpio do prazer\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Tal insufici\u00eancia \u00e9 resultante de tr\u00eas fontes: o pr\u00f3prio corpo, a rela\u00e7\u00e3o com o mundo e, finalmente, a rela\u00e7\u00e3o com o outro.<\/p>\n<p>O inventor da psican\u00e1lise vivenciou as duas guerras mundiais, eventos que, segundo diversos autores, alteraram radicalmente a \u00e9tica e a est\u00e9tica b\u00e9lica. Ele pr\u00f3prio demonstrou como a guerra desmonta as ilus\u00f5es civilizat\u00f3rias. A partir do final da Primeira Guerra, ele passa a dedicar-se, mais vigorosamente, aos escritos concernentes \u00e0 cultura e \u00e0s suas incid\u00eancias cl\u00ednicas.<\/p>\n<blockquote><p>Os textos das d\u00e9cadas de 1920 e 1930 dedicados \u00e0 sociedade, \u00e0 cultura e \u00e0 religi\u00e3o s\u00e3o, ao mesmo tempo, atravessados por uma dimens\u00e3o cl\u00ednica irredut\u00edvel. E isso se d\u00e1 pela simples raz\u00e3o de que a pr\u00e1tica cl\u00ednica \u00e9 atravessada, de ponta a ponta, por aquilo que se precipita das formas da vida social na vida ps\u00edquica do sujeito<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao empreender uma verdadeira tor\u00e7\u00e3o em sua teoria pulsional, Freud introduziu a no\u00e7\u00e3o de supereu, inclinando-se progressivamente ao que Lacan nomearia como a dimens\u00e3o transindividual do inconsciente e, por conseguinte, \u00e0 vertente pol\u00edtica da experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p>Freud refina sua elabora\u00e7\u00e3o acerca da primariedade do recalque, conferindo menor centralidade \u00e0 tese da a\u00e7\u00e3o nociva da moral sexual vigente. Ao mesmo tempo, ele se aproxima da concep\u00e7\u00e3o segundo a qual o mal-estar na cultura evidencia que as imposi\u00e7\u00f5es superegoicas experimentadas pelo sujeito constituem-se como um operador metapsicol\u00f3gico decisivo para o destino de sua subjetividade.<\/p>\n<p>A ren\u00fancia ao gozo pulsional, longe de apaziguar as exig\u00eancias do supereu, apenas as intensifica. Freud isola essa inst\u00e2ncia que se exerce sobre as puls\u00f5es, compelindo-as a renunciar \u00e0s exig\u00eancias de satisfa\u00e7\u00e3o e a separar-se de um gozo a mais, posteriormente formalizado por Lacan como mais-de-gozar. Esse gozo suplementar, contudo, \u00e9 imediatamente reabsorvido pelo supereu, nutrindo sua voracidade.<\/p>\n<p>Como observa Miller em \u201cJogar a partida\u201d, \u201co funcionamento da civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 intrinsecamente perverso, uma vez que a ren\u00fancia ao gozo que ela aparentemente prescreve constitui, na verdade, um imperativo que se alimenta do pr\u00f3prio gozo da ren\u00fancia\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>Lacan, que tamb\u00e9m \u201crecebeu em pleno rosto o facho das trevas que prov\u00e9m de seu tempo\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>, demonstrou, sobretudo em \u201cKant com Sade\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>, as profundas conson\u00e2ncias entre o imperativo categ\u00f3rico kantiano e a vontade de gozo sadiana.<\/p>\n<p>Segundo ele, o imperativo superegoico de gozo est\u00e1 articulado ao discurso capitalista e \u00e0 sua alian\u00e7a com o discurso da ci\u00eancia, atrav\u00e9s da prolifera\u00e7\u00e3o dos objetos de consumo e de seu engodo correlato: consumidor-consumido. A adi\u00e7\u00e3o deixa de pertencer somente \u00e0 categoria das drogadi\u00e7\u00f5es e generaliza-se ao consumo dos objetos pr\u00f3prios \u00e0 maquinaria do objeto <em>a<\/em> em sua face de mais-de-gozo, na qual o sujeito \u00e9 tapeado em seu desejo e enredado no movimento perp\u00e9tuo do supereu.<\/p>\n<p>Clotilde Leguil dir\u00e1 que os sujeitos se encontram intoxicados:<\/p>\n<blockquote><p>T\u00f3xico \u00e9 o termo utilizado na linguagem para descrever a intoxica\u00e7\u00e3o produzida por um gozo em excesso, uma produ\u00e7\u00e3o em excesso, uma atividade em excesso, um excesso que jamais se det\u00e9m. O termo \u201ct\u00f3xico\u201d nomeia essa curiosa combina\u00e7\u00e3o de prazer e destrui\u00e7\u00e3o, de perturba\u00e7\u00e3o e ang\u00fastia, fragilidade e perigo, que reflete o mal-estar na cultura em sua nova vers\u00e3o<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim, chegam \u00e0s nossas cl\u00ednicas <em>falasseres<\/em> excessivamente angustiados, entediados, desvitalizados e, irremediavelmente, solit\u00e1rios. Estariam tais fen\u00f4menos inclu\u00eddos naquilo que convencionamos chamar de novos sintomas? Ou caberia aos analistas sustentar um v\u00ednculo est\u00e9tico com a linguagem, \u201cuma escuta \u00e0 flor do significante, despojada dos h\u00e1bitos sint\u00e1ticos\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>, e, justamente por isso, capaz de ler as inflex\u00f5es de sua \u00e9poca, que tem produzido sintomas que tangenciam a mortifica\u00e7\u00e3o dos corpos ou uma fratura no sentimento mais \u00edntimo de vida?<\/p>\n<p>\u00c9 sabido que o suposto discurso capitalista n\u00e3o faz barreira ao excedente de gozo, como nos quatro discursos estabelecidos por Lacan. O psicanalista, por estar imerso no discurso anal\u00edtico, conta com o desejo do analista para jogar a partida contra a vontade de gozo do supereu, isto \u00e9, afrouxar seus excessos, permitindo deslocamentos.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia est\u00e9tica poderia ser considerada como um desses deslocamentos?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <span style=\"font-size: 13px;\">AGAMBEN, Giorgio. O que \u00e9 o contempor\u00e2neo? In: AGAMBEN, Giorgio. <em>O que \u00e9 o contempor\u00e2neo? e outros ensaios<\/em>. Chapec\u00f3: Argos, 2009. p. 63.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> FARIAS, Ary. A psican\u00e1lise e a est\u00e9tica do real. <em>Escombros, Boletim das VII Jornadas Se\u00e7\u00e3o Leste-Oeste da EBP<\/em>, Campo Grande, n. 0, p. 14, 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ebp.org.br\/slo\/jornadas\/vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real\/vii-jornadas-ebp-secao-lo-a-psicanalise-e-a-estetica-do-real-boletim\/. Acesso em: 16 maio 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. O real no s\u00e9culo XXI. Apresenta\u00e7\u00e3o do tema do IX Congresso da AMP. In: MACHADO, Ondina; RIBEIRO, Vera L\u00facia Avellar (orgs.). <em>Um real para o s\u00e9culo XXI<\/em>. Belo Horizonte: Scriptum, 2014. p. 30.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> ALBERTI, Christiane. N\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual. Argumento do XV Congresso da AMP. Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP). 3 fev. 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.association-mondiale-psychanalyse.org\/pt\/nao-ha-relacao-sexual-2\/. Acesso em: 16 maio 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> FARIAS, 2026, <em>op. cit.<\/em>, p. 8.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> PI\u00d1ON, N\u00e9lida. <em>Livro das horas<\/em>. 3. ed. rev. Rio de Janeiro: Record, 2014. p. 14 <em>apud<\/em> SERLES, Carla. A democracia como sol do amor. In: MARTINS, T\u00e2nia Regina Anchite (coord.). <em>Colet\u00e2nea n. 2: o amor no tempo das c\u00f3leras<\/em>. Bras\u00edlia: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise &#8211; Se\u00e7\u00e3o Leste Oeste, 2021. p. 27.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Apud IANNINI, Gilson; SANTIAGO, J\u00e9sus. Mal-estar: cl\u00ednica e pol\u00edtica. In: FREUD, Sigmund. <em>O mal-estar na cultura e outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o: Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020. p. 7. (Obras incompletas de Sigmund Freud) (Edi\u00e7\u00e3o Kindle, e-book)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. Jogar a partida. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 90, p. 17 out. 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> AGAMBEM, 2009, <em>op. cit<\/em>., p. 64.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> LACAN, Jacques. Kant com Sade. In: LACAN, Jacques. <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 776-805.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> LEGUIL, Clotilde. <em>La era de lo t\u00f3xico<\/em>: ensayo sobre el nuevo malestar en la civilizaci\u00f3n. Traducci\u00f3n: Alfonso D\u00edez. Madrid: Ned ediciones, 2025. p. 78. (Tradu\u00e7\u00e3o minha)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> FARIAS, 2026, <em>op. cit.<\/em>, p. 11.<\/span><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;14040&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Comiss\u00f5es das VII Jornadas da EBP-LO Ponto 1 \u2013 As incid\u00eancias do real na cultura e na cl\u00ednica contempor\u00e2nea \u00a0Carla Serles O real n\u00e3o \u00e9 o mesmo de outrora; h\u00e1 muito deixou de ser apenas um resto do simb\u00f3lico ou aquilo que retornava sempre ao mesmo lugar. 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