{"id":13886,"date":"2025-08-13T10:33:33","date_gmt":"2025-08-13T13:33:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/?page_id=13886"},"modified":"2025-08-13T17:58:51","modified_gmt":"2025-08-13T20:58:51","slug":"vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-boletim-desequilibrio-03","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-boletim\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-boletim-desequilibrio-03\/","title":{"rendered":"VI Jornadas EBP Se\u00e7\u00e3o-LO \u2013 Encontros e desencontros &#8211; parcerias sintom\u00e1ticas &#8211; Boletim (DES)EQUIL\u00cdBRIO #03"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;13647&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1755091800940{margin-top: -30px !important;padding-top: 10px !important;padding-bottom: 10px !important;background-color: #703914 !important;}&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #fcea0d;\"><strong>#03<\/strong><\/span><\/h3>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1744201681801{background-color: #ffffff !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text]\n<h3><strong>Editorial<\/strong><\/h3>\n<p>Vamos puxar a cadeira para leitura do\u00a0<strong>BOLETIM #3<\/strong>. Apresentamos na rubrica\u00a0<strong>\u201cTextos de Orienta\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong>\u00a0dois preciosos textos. O primeiro \u00e9 de nosso convidado \u00e0 escrita Marcus Andr\u00e9 Vieira (AME &#8211; EBP\/AMP) que nos apresenta os \u201cObjetos em an\u00e1lise\u201d com algumas curiosidades advindas do processo anal\u00edtico. Traz uma lista de er\u00f3tica \u2013 oral, anal, do\u00a0<em>olhar<\/em>\u00a0e da\u00a0<em>voz\u00a0<\/em>\u2013 que de in\u00edcio est\u00e1 submetida \u00e0 er\u00f3tica f\u00e1lica, mas \u00e0 medida que a an\u00e1lise segue em dire\u00e7\u00e3o ao atravessamento da fantasia, uma nova rela\u00e7\u00e3o promove \u201co esvaziamento do valor de real do falo e dos objetos\u00a0<em>a<\/em>.\u201d Contemplando o\u00a0<strong>Eixo 4<\/strong>, o autor continua trazendo a\u00a0<em>inven\u00e7\u00e3o<\/em>, a\u00a0<em>arte<\/em>\u00a0(e o artista), propondo, ao final, chamar as\u00a0<em>inven\u00e7\u00f5es<\/em>\u00a0de\u00a0<em>solu\u00e7\u00f5es sinthom\u00e1ticas<\/em>\u00a0a partir da ideia de que \u00e9 poss\u00edvel aproximar a\u00a0<em>inven\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>do trabalho de Lacan com Joyce.<\/p>\n<p>Nessamesma rubrica\u00a0<strong>\u201cTextos de orienta\u00e7\u00e3o\u201d,\u00a0<\/strong>tamb\u00e9m apresentaremos a\u00a0<strong>parte II\u00a0<\/strong>do texto de nosso ilustre convidado internacional Pierre Sidon (ECF\/AMP):\u00a0<em>\u201cO real \u00e9 nossa aspira\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em>\u00a0O autor, contemplando o\u00a0<strong>Eixo 3<\/strong>, pergunta: \u201c<em>O que \u00e9 o Um que a experi\u00eancia da adic\u00e7\u00e3o revela?\u201d<\/em>\u00a0Destaca as f\u00f3rmulas do discurso teorizadas por Lacan, que sucedem ao par\u00a0<em>aliena\u00e7\u00e3o-separa\u00e7\u00e3o,<\/em>\u00a0e finaliza trazendo a quest\u00e3o: \u201c<em>Ser\u00e1 que estamos \u00e0 altura do real que nos aspira?\u201d<\/em><\/p>\n<p>Em sequ\u00eancia, na rubrica\u00a0<strong>\u201cCorda Bamba\u201d<\/strong>, encontraremos a resposta de Camilla Costa (EBP\/AMP) \u00e0 quest\u00e3o sobre o\u00a0<em>masoquismo\u00a0<\/em>na parceria amorosa.<\/p>\n<p>Uma novidade nesse\u00a0<strong>Boletim #3<\/strong>\u00a0ser\u00e1 a nova rubrica \u201c<strong><em>Cart\u00e9is fulgurantes<\/em><\/strong>\u201d. Nesta edi\u00e7\u00e3o, encontrar\u00e3o os textos dos cartelizantes\u00a0<em>Fernanda Marra e Henrique Lopes.<\/em><\/p>\n<p>Para finalizar, al\u00e9m de conferirem as indica\u00e7\u00f5es da\u00a0<em>comiss\u00e3o de acolhimento<\/em>\u00a0para hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o tamb\u00e9m uma segunda novidade: no trilho dos\u00a0<strong><em>Encontros<\/em>,<\/strong>\u00a0estar\u00e1\u00a0<strong>o convite e as orienta\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0para participarem de nossa festa, \u201c<strong>Deu Match<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Vamos nos (des)equilibrar nessa leitura?<\/p>\n<p><em>Juliana Melo<br \/>\nOrd\u00e1lia A Junqueira<\/em>[\/vc_column_text][vc_separator color=&#8221;orange&#8221; border_width=&#8221;2&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1744202353604{padding-top: 40px !important;padding-bottom: 40px !important;}&#8221;][vc_single_image image=&#8221;13629&#8243;][vc_column_text]\n<h3><strong>TEXTOS DE ORIENTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u201cObjetos em an\u00e1lise\u201d<\/strong><br \/>\n<em>MARCUS ANDR\u00c9 VIEIRA- (AME-EBP\/AMP):<\/em><\/p>\n<p>Como \u00e9 curiosa uma an\u00e1lise: buscamos o segredo de nossa exist\u00eancia como sujeitos, s\u00f3 que a cada vez que encontramos uma lembran\u00e7a em que vibra a certeza de que ali mais que nunca est\u00e1vamos vivos, estamos em cena como objeto \u2013 cuidados, abusados ou desprezados pelos pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>Como nada h\u00e1 que n\u00e3o passe pelo Outro, em vez nos guiarmos por ideais de autonomia e separa\u00e7\u00e3o, uma an\u00e1lise pode levar a nos apropriarmos de nossa posi\u00e7\u00e3o viva e concreta de objeto. Para isso, ser\u00e3o fundamentais n\u00e3o apenas os momentos em que fomos objeto, mas igualmente os objetos que pudemos extrair do Outro, tornando-os especiais: um travesseiro sujo, um bichinho de pel\u00facia etc.\u00a0Quanto mais in\u00fateis ou desconsiderados, melhor por parecem escapar do Outro \u2013 a ponto de Lacan delimitar como resto a figura\u00e7\u00e3o maior do real dos objetos de uma an\u00e1lise.1<\/p>\n<p>Esses nossos objetos a instauram um espa\u00e7o amb\u00edguo, de extimidade: nem meu, nem do Outro, seguindo coordenadas fantasm\u00e1ticas definidas pelo modo como s\u00e3o deca\u00eddos. Declinam verdadeiras er\u00f3ticas distintas. \u00c0 er\u00f3tica oral (cospe-engole, tudo ou nada) e \u00e0 er\u00f3tica anal (do prazer em reter, circunscrever, colecionar), Lacan acrescenta a do olhar e a da voz. A primeira n\u00e3o \u00e9 a da vis\u00e3o, mas do arrebatamento por um olhar que toma o corpo. J\u00e1 a voz, por n\u00e3o respeitar os limites corporais, delimita uma er\u00f3tica de dissolu\u00e7\u00e3o subjetiva num un\u00edssono sonoro, por exemplo.<\/p>\n<p>Essa lista de er\u00f3ticas era, at\u00e9 ontem, submetida \u00e0 er\u00f3tica f\u00e1lica, dita genital \u2013 de dois sexos supostamente complementares. Em tempos de ocaso do pai, os objetos ditos pr\u00e9-genitais se espalham de modo independente e novos objetos v\u00eam ganhar a cena, na qual o falo \u00e9 apenas um entre outros, n\u00e3o mais o significante do desejo e da partilha sexual.<br \/>\nAs an\u00e1lises parecem se mover num campo cl\u00e1ssico delimitado pela estrutura da fantasia coordenada ao falo. Ao mesmo tempo, cada an\u00e1lise segue em dire\u00e7\u00e3o ao atravessamento da fantasia \u2013 em nova rela\u00e7\u00e3o que promova a conting\u00eancia por esvaziamento do valor de real do falo e dos objetos a.<\/p>\n<p>Por isso, em contraposi\u00e7\u00e3o ao real da fantasia, podemos falar em inven\u00e7\u00e3o. Neste campo, bem mais geral, n\u00e3o h\u00e1 objetos \u00eaxtimos ou de exce\u00e7\u00e3o. Teremos apenas elementos subjetivos dispersos, \u201cmateriais preexistentes\u201d com os quais montam-se arranjos, bricolagens, gambiarras subjetivas para localizar o real com estabilidade e la\u00e7o.2<\/p>\n<p>O artista, para variar, nos antecede. A arte, dita contempor\u00e2nea, promove essa multiplicidade do objeto, assim como a implos\u00e3o do meio, do enquadre. H\u00e1 uma representatividade m\u00faltipla, que se constr\u00f3i durante o processo de cada montagem. Em vez de experi\u00eancias singulares pelo encontro com a obra de arte, bricolagem. O artista se esfor\u00e7ou para se libertar dos enquadres da cultura, em busca de um rompimento com o c\u00edrculo fechado da est\u00e9tica representativa. A distin\u00e7\u00e3o entre a obra, como objeto de exposi\u00e7\u00e3o, e o espectador ainda se mant\u00e9m, mas se encontra bastante abalada. O objeto art\u00edstico torna-se mais male\u00e1vel, sofre esvaziamento de seu status de excepcionalidade e estilha\u00e7a-se. Tudo pode ser arte. Muitas produ\u00e7\u00f5es optaram por interven\u00e7\u00f5es mais pr\u00f3ximas de uma tentativa de construir uma ideia, de produzir uma experi\u00eancia.3<\/p>\n<p>Se vale destacar, com J. A. Miller, o termo inven\u00e7\u00e3o, tomando-o como gambiarra subjetiva, \u00e9 porque com ele nos deslocamos na cl\u00ednica psicanal\u00edtica de maneira an\u00e1loga a este campo mais geral das manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.4 Podemos opor, por exemplo, o objeto na fantasia e na bricolagem, como faz E. Laurent ao opor obra e instala\u00e7\u00e3o.5 No primeiro caso, destaca-se a produ\u00e7\u00e3o de um objeto \u201cem torno do vazio\u201d, segundo a defini\u00e7\u00e3o de Lacan para a sublima\u00e7\u00e3o da Coisa, que encontra seu exemplo heideggeriano paradigm\u00e1tico no vaso e seu art\u00edfice no oleiro.6 O segundo \u00e9 o da instala\u00e7\u00e3o. O gozo do sintoma aqui n\u00e3o se localiza do mesmo modo, n\u00e3o h\u00e1 centro e o real \u00e9 o do acontecimento contingente mais que o do encontro.7<\/p>\n<p>Chamaremos, ent\u00e3o, as inven\u00e7\u00f5es de solu\u00e7\u00f5es sinthom\u00e1ticas a partir da ideia de que \u00e9 poss\u00edvel aproximar a inven\u00e7\u00e3o do trabalho de Lacan com Joyce. O modelo aqui \u00e9 o da tran\u00e7a, base do n\u00f3 borromeano.8\u00a0Ningu\u00e9m inventa uma solu\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio, tece uma trama que cria um sujeito, o que envolve necessariamente a produ\u00e7\u00e3o de um lugar para si, est\u00e1vel, no Outro que talvez possa ser denominada uma pol\u00edtica do sinthoma.9<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">1 Nossos os objetos a\u00a0estabelecem todo um jogo de rela\u00e7\u00f5es entre o eu e o Outro em que a dist\u00e2ncia n\u00e3o est\u00e1 definida, mas se define no pr\u00f3prio jogo. S\u00e3o objetos que garantem a dist\u00e2ncia m\u00ednima que permite a algu\u00e9m come\u00e7ar a dizer \u201ceu\u201d e poder importar significados do Outro, que agora vir\u00e3o se instalar no espa\u00e7o do ego (cf. Vieira, M. A. Restos, Rio de Janeiro Contra Capa, 2009, p. 35).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">2 Cf. Miller, J.-A. A inven\u00e7\u00e3o psic\u00f3tica, Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n.\u00ba 36, S\u00e3o Paulo, Eolia, 2003, pp. 7 \u2013 16 e Vieira, M. A. Vieira, M. A. Com quantos elementos se faz uma inven\u00e7\u00e3o, Latusa, n. 25 \u2013 Imposs\u00edvel tirar o corpo fora: Ex\u00edlios e confinamentos, EBP-Rio \/ Contracapa, Rio de Janeiro, 2021, dispon\u00edvel em https:\/\/litura.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Com-quantos-elementos-se-faz-uma-invencao.pdf).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">3 A obra \u201cinstala\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 composta de uma disposi\u00e7\u00e3o de elementos no espa\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o com aquele que com ela se encontra, seu acontecimento \u00e9 sua voca\u00e7\u00e3o. Para um ensaio preciso sobre o tema, inclusive articulando \u201cinstala\u00e7\u00e3o\u201d e a leitura do conto \u201cA carta roubada\u201d por Lacan, cf. Krauss, R. Under blue cup, Massachusetts, MIT, 2011. Outra obra indispens\u00e1vel: Mammi, L. O que resta \u2013 arte e cr\u00edtica da arte, S\u00e3o Paulo, Cia das Letras, 2012.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">4 Cf. Vieira. M. A. art. Cit.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">5 Laurent, E. \u201cInterpretar la psicosis em el cotidiano\u201d, Psicoanalisis y salud mental, Buenos Aires, Tres Haches, 2001 e Laurent, E. \u201cInterpretar a psicose no cotidiano\u201d. In Revista Entrev\u00e1rios (CLIN-a) n\u00ba 2. S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">6 Cf. Regnault. F. \u201cTr\u00eas confer\u00eancias sobre a arte\u201d, Em torno do Vazio. Rio de Janeiro: Contracapa, 2001.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">7 Podemos acrescentar a divis\u00e3o entre finito e infinito. Na cria\u00e7\u00e3o, o fazer \u00e9 finito, j\u00e1 o objeto \u00e9 infinito (no sentido em que ele se presta \u00e0s mais variadas leituras, inesgot\u00e1veis por defini\u00e7\u00e3o). Na inven\u00e7\u00e3o, o fazer \u00e9 que ser\u00e1 infinito, enquanto os materiais-objeto s\u00e3o finitos. Finalmente, na inven\u00e7\u00e3o, a ideia de la\u00e7o \u00e9 intr\u00ednseca, possivelmente pelo fato de ela ser sempre um meio mais que um fim, enquanto o artista t\u00edpico, oleiro, \u00e9 aquele cuja obra \u00e9 o fim. O inventor t\u00edpico \u00e9 justamente aquele que faz para o mundo, seja um mundo delirado ou n\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">8 Como uma segunda teoria da sublima\u00e7\u00e3o no ensino de Lacan a partir do conceito de \u201cescabelo\u201d (cf. Miller, J. A. Piezas sueltas, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2013, cap VI). Para a aproxima\u00e7\u00e3o entre sinthoma, Arthur Bispo do Ros\u00e1rio e gambiarra cf. Vieira, M. A. art. cit. E Teixeira, A. \u201cA aura da gambiarra\u201d, Mosaico: Estudos em Psicologia, v. 7, n.\u00ba 1. p. 45-60, 2020.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">9 Cf. Miller, J.-A. La experiencia de lo real en la cura psicoanal\u00edtica. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2003, especialmente as aulas XXI e XXII.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>\u201cO real \u00e9 nossa aspira\u00e7\u00e3o\u201d<em>\u00a0&#8211; Parte II<\/em><\/strong><br \/>\n<em>PIERRE SIDON \u2013 (ECF\/AMP)<\/em><\/p>\n<p>Para J.-A. Miller, o gozo tem a estrutura da toxicomania: &#8220;A linguagem introduz neste registo de gozo [&#8230;] a repeti\u00e7\u00e3o do Um que celebra uma irrup\u00e7\u00e3o inesquec\u00edvel de gozo. O sujeito v\u00ea-se ent\u00e3o preso a um ciclo de repeti\u00e7\u00f5es [&#8230;] cujas experi\u00eancias nada lhe ensinam. \u00c9 o que chamamos hoje de adic\u00e7\u00e3o [&#8230;] porque as experi\u00eancias n\u00e3o se adicionam.&#8221; (20) O que \u00e9 este Um que a experi\u00eancia da adic\u00e7\u00e3o revela?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/o-real-e-a-nossa-aspiracao-parte-ii\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LEIA +<\/a>[\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_separator color=&#8221;orange&#8221; border_width=&#8221;2&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1744202353604{padding-top: 40px !important;padding-bottom: 40px !important;}&#8221;][vc_single_image image=&#8221;13630&#8243;][vc_column_text]\n<h3><strong>Corda Bamba<\/strong><\/h3>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>Seria o masoquismo uma forma de fazer entrar o corpo na parceria com a devasta\u00e7\u00e3o ou isto seria uma maneira machista (a partir do fantasma masculino) de pensar o sofrimento sem limites do\u00a0gozo\u00a0feminino?<\/em><\/p>\n<p><strong>Resposta de Camila COSTA (EBP\/AMP)<\/strong><\/p>\n<p>Tomar o masoquismo feminino pela via do fantasma masculino aponta \u00e0 uma posi\u00e7\u00e3o de gozo que, em algumas mulheres ao consentir com o fantasma de um homem se dedica, sem limites, o seu \u2018ter\u2019 em ser amada. Nas mulheres, o\u00a0<em>masoquismo feminino<\/em>\u00a0pode ser compreendido pela via do gozo da priva\u00e7\u00e3o; uma aproxima\u00e7\u00e3o ao vazio, aquilo que nas mulheres aparece como experi\u00eancia de corpo, uma intimidade com um n\u00e3o apreendido pela castra\u00e7\u00e3o. E portanto, na parceira de amor uma mulher pode vir a sacrificar \u00e0 tudo que tem em dire\u00e7\u00e3o ao ser como uma opera\u00e7\u00e3o de encontro com um gozo sem limites, sem o limite f\u00e1lico.[\/vc_column_text][vc_separator color=&#8221;orange&#8221; border_width=&#8221;2&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1744202353604{padding-top: 40px !important;padding-bottom: 40px !important;}&#8221;][vc_column_text]\n<h3><strong>CART\u00c9IS FULGURANTES<\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u201cA parceria sintom\u00e1tica por uma escrita plena\u201d<\/strong><br \/>\n<em>FERNANDA MARRA<\/em><\/p>\n<p>\u00c0 leitura das cartas de Joyce para Nora, vem se juntar esta outra: a carta que Andr\u00e9 Gorz, escritor vienense, filho de m\u00e3e cat\u00f3lica e pai judeu, escreveu \u00e0 esposa inglesa, Dorine, ap\u00f3s 58 anos ao seu lado.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/a-parceria-sintomatica-por-uma-escrita-plena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LEIA +<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>\u201cDiante d\u2019A mulher que n\u00e3o existe: um sintoma&#8230; ou pior!\u201d<\/strong><br \/>\n<em>HENRIQUE LOPES<\/em><\/p>\n<p>No Boletim 1, Elisa Alvarenga (2025) comenta um conto que \u201ccontradiz a teoria anal\u00edtica\u201d das cl\u00e1ssicas reparti\u00e7\u00f5es sexuais: a mulher-sintoma e o homem-devasta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/diante-da-mulher-que-nao-existe-fazer-do-parceiro-um-sintoma-ou-pior\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LEIA +<\/a>[\/vc_column_text][vc_separator color=&#8221;orange&#8221; border_width=&#8221;2&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1744202353604{padding-top: 40px !important;padding-bottom: 40px !important;}&#8221;][vc_single_image image=&#8221;13631&#8243;][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_column_text]\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Informes<\/strong><\/h3>\n[\/vc_column_text][vc_column_text]\n<h3><strong>ACOLHIMENTO<\/strong><\/h3>\n<p>Preparamos uma primeira lista com algumas sugest\u00f5es da comiss\u00e3o de acolhimento, sobretudo no que se refere \u00e0s hospedagens. E, uma lista das op\u00e7\u00f5es gastron\u00f4micas e culturais da cidade.<\/p>\n<p>Caros (des)equilibristas, aguardamos voc\u00eas para se (des)encontrarem por aqui![\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;]<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-acolhimento\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-hospedagem\/\" class=\"vcex-button theme-button inline\" style=\"background:#eeee22;color:#0a0a0a;\" data-wpex-hover='{&quot;background&quot;:&quot;#d3c41d&quot;,&quot;color&quot;:&quot;#0a0a0a&quot;}'><span class=\"vcex-button-inner theme-button-inner\">LEIA +<\/span><\/a> [vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_column_text]\n<h3><strong>FESTA \u201cDeu Match\u201d:<br \/>\n<\/strong><\/h3>\n<p>As nossas VI jornadas da EBP SLO\u00a0 convida voc\u00ea que nos acompanhou desde o in\u00edcio para participar da festa\u00a0<strong>\u201cDeu Match!\u201d<\/strong>\u00a0Uma festa preparada com muita alegria e anima\u00e7\u00e3o e que encerra dias de trabalhos realizados com muito afinco. Nos encontraremos dia\u00a0<strong>11\/10, \u00e0s 20hrs<\/strong>, com\u00a0 DJ e Drink de entrada, no melhor bar de Goi\u00e2nia:\u00a0<strong>Zimbro Cocktails<\/strong>. \u00a0Venha festejar conosco!<\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o: Alameda Ricardo Paranhos, 59, Setor Marista, Goi\u00e2nia-Go.<\/p>\n<p>Reserve seu ingresso, as vagas s\u00e3o limitadas! Para isso,\u00a0 fa\u00e7a um pix para a chave:\u00a0<strong>43379815000136<\/strong>\u00a0no valor de\u00a0<strong>R$ 90,00.<\/strong>\u00a0Enviei o comprovante para o e-mail:\u00a0<a href=\"mailto:ebpslo.info@gmail.com\"><strong><em>ebpslo.info@gmail.com<\/em><\/strong><\/a>Lembre-se de identificar no corpo do e-mail a quem se refere o (s) pagamento(s). Teremos uma lista dos nomes na recep\u00e7\u00e3o do Bar.\u00a0Aproveitem\u00a0!![\/vc_column_text]<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-festa-2\/\" class=\"vcex-button theme-button inline\" style=\"background:#eeee22;color:#0a0a0a;\" data-wpex-hover='{&quot;background&quot;:&quot;#d3c41d&quot;,&quot;color&quot;:&quot;#0a0a0a&quot;}'><span class=\"vcex-button-inner theme-button-inner\">LEIA +<\/span><\/a> [vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_row_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>INSCRI\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_single_image image=&#8221;13628&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;custom_link&#8221; link=&#8221;https:\/\/ebp.org.br\/slo\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-inscricoes\/&#8221;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>EIXOS TEM\u00c1TICOS<\/strong><\/p>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_single_image image=&#8221;13626&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;custom_link&#8221; link=&#8221;https:\/\/ebp.org.br\/slo\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-eixos-tematicos\/&#8221;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>COMISS\u00d5ES DE TRABALHO<\/strong><\/p>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_single_image image=&#8221;13635&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;custom_link&#8221; link=&#8221;https:\/\/ebp.org.br\/slo\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-comissoes-de-trabalho\/&#8221;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row column_spacing=&#8221;0px&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1744201997873{margin-top: 0px !important;margin-right: 0px !important;margin-bottom: 0px !important;margin-left: 0px !important;border-top-width: 0px !important;border-right-width: 0px !important;border-bottom-width: 0px !important;border-left-width: 0px !important;padding-top: 0px !important;padding-right: 0px !important;padding-bottom: 0px !important;padding-left: 0px !important;}&#8221;][vc_column][vc_single_image image=&#8221;13648&#8243; css=&#8221;.vc_custom_1744201576525{margin-top: 0px !important;margin-right: 0px !important;margin-bottom: 0px !important;margin-left: 0px !important;border-top-width: 0px !important;border-right-width: 0px !important;border-bottom-width: 0px !important;border-left-width: 0px !important;padding-top: 0px !important;padding-right: 0px !important;padding-bottom: 0px !important;padding-left: 0px !important;}&#8221;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1744201654379{background-color: #542405 !important;}&#8221;]\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 13px; color: #ffffff;\"><strong><br \/>\nDire\u00e7\u00e3o Geral<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 13px; color: #ffffff;\"><strong>DIRE\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong>:\u00a0 Alberto Murta (AME-EBP\/AMP) \u2013 Diretor Geral da EBP-SLO<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; color: #ffffff;\"><strong>COORDENA\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong>: Ceres L\u00eada F.\u00a0 F . R\u00daBIO (EBP\/AMP)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; color: #ffffff;\"><strong>CONVIDADO INTERNACIONAL<\/strong>: Pierre SIDON (ECF\/AMP)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; color: #ffffff;\"><strong><br \/>\nCoordenadora:\u00a0<\/strong>Ord\u00e1lia A. Junqueira (EBP\/AMP). Caroline Quixabeira (NPJ\/EBP); Cristina Alves\/GO;<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px; color: #ffffff;\">F\u00e1bio P. Barreto (EBP\/AMP); Gabriel Caixeta (NPJ\/EBP); Lu\u00edsa Carvalho (NPJ\/EBP); Melissa Fukuchi\/DF; Juliana Melo\/GO.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 13px; color: #ffffff;\"><strong>Designer:<\/strong>\u00a0<a style=\"color: #ffffff;\" href=\"mailto:sennabruno@gmail.com\">Bruno Senna<\/a><\/span><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;13647&#8243;][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1755091800940{margin-top: -30px !important;padding-top: 10px !important;padding-bottom: 10px !important;background-color: #703914 !important;}&#8221;] #03 [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row css=&#8221;.vc_custom_1744201681801{background-color: #ffffff !important;}&#8221;][vc_column][vc_column_text] Editorial Vamos puxar a cadeira para leitura do\u00a0BOLETIM #3. Apresentamos na rubrica\u00a0\u201cTextos de Orienta\u00e7\u00e3o\u201d\u00a0dois preciosos textos. O primeiro \u00e9 de nosso convidado \u00e0 escrita Marcus Andr\u00e9 Vieira (AME &#8211; EBP\/AMP) que nos apresenta os \u201cObjetos em an\u00e1lise\u201d com algumas&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":13532,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-13886","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/13886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13886"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/13886\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13894,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/13886\/revisions\/13894"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/13532"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}