{"id":13816,"date":"2025-06-29T08:55:49","date_gmt":"2025-06-29T11:55:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/?page_id=13816"},"modified":"2025-06-29T08:55:49","modified_gmt":"2025-06-29T11:55:49","slug":"o-real-e-nossa-aspiracao-parte-i","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/vi-jornadas-ebp-secao-lo-encontros-e-desencontros-parcerias-sintomaticas-textos-de-orientacao\/o-real-e-nossa-aspiracao-parte-i\/","title":{"rendered":"\u201cO real \u00e9 nossa aspira\u00e7\u00e3o\u201d (Parte I)"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;13513&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"vcex-spacing wpex-w-100 wpex-clear\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong><em>PIERRE SIDON \u2013 (ECF\/AMP)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Dentre as defini\u00e7\u00f5es da toxicomania e das adic\u00e7\u00f5es, a famosa tese repercutida, por exemplo, no c\u00e9lebre Manual de Psiquiatria, de Henri Ey, comporta a ideia aparentemente psicanal\u00edtica de &#8220;regress\u00e3o a um prazer parcial&#8221;: &#8220;a conduta espec\u00edfica, do tipo perverso, que constitui uma regress\u00e3o instintivo-afetiva, um verdadeiro e profundo desequil\u00edbrio na integra\u00e7\u00e3o das puls\u00f5es.&#8221;(1) A fic\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel integra\u00e7\u00e3o harmoniosa das puls\u00f5es, desprezada por Lacan, levou, durante algum tempo, \u00e0 populariza\u00e7\u00e3o desta concep\u00e7\u00e3o deformada do quadro estrutural freudiano da pervers\u00e3o, retratada como a pervers\u00e3o polimorfa, simplesmente tornada poss\u00edvel pela redu\u00e7\u00e3o do t\u00f3xico a um novo objeto parcial. Esta concep\u00e7\u00e3o rudimentar n\u00e3o resistiu ao uso, nem \u00e0 investida da despatologiza\u00e7\u00e3o sobre a cl\u00ednica e as suas classifica\u00e7\u00f5es. O conceito acabou indo com a \u00e1gua do banho quando a homossexualidade foi retirada do DSM, em 1987, seguida pouco depois pela sua substitui\u00e7\u00e3o pelas chamadas &#8220;parafilias&#8221; e &#8220;transtornos da prefer\u00eancia sexual&#8221; no DSM V.<\/p>\n<p>A ideia de estrutura, por mais mal concebida que fosse neste caso, manifestava ainda, diga-se de passagem, uma reminisc\u00eancia de um debate fecundo, o da liberdade, em uma disciplina devastada por sua ades\u00e3o inquestion\u00e1vel \u00e0 tese do determinismo organicista. Testemunha do debate do passado, esse manual poderia ainda afirmar, a prop\u00f3sito do DSM: &#8220;Nem acorrentada a reflexos incondicionais ou condicionados, nem absolutamente livre, a pessoa humana constr\u00f3i a sua autonomia relativa por meio da sua organiza\u00e7\u00e3o.&#8221;(2) A c\u00e9lebre concep\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a mental, de Henri Ey, como uma &#8220;patologia da liberdade&#8221; continua intacta, na defini\u00e7\u00e3o atual da adic\u00e7\u00e3o, de Goodman, comumente aceita (3) , que comporta &#8220;a impossibilidade de resistir aos impulsos&#8221; e &#8220;a sensa\u00e7\u00e3o de perda de controle&#8221;, apesar de &#8220;tentativas repetidas&#8221; de controle e resist\u00eancia. Esta no\u00e7\u00e3o de perda de liberdade permitiu formular, por exemplo, que o alcoolismo era &#8220;a perda da liberdade de se abster.&#8221;(4) Mas a quest\u00e3o torna-se mais complexa quando se constata, com Marc Valleur, que &#8220;recuperar a liberdade de se abster pode implicar em renunciar \u00e0 liberdade de consumir.&#8221;(5) Ent\u00e3o, onde est\u00e1 a liberdade?<\/p>\n<p><strong>Alienados e insensatos<\/strong><\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria da loucura, a palavra \u2018alienado\u2019 surgiu por volta de 1265, sucedendo a \u2018insensato\u2019, que apareceu em 1406. Do latim <em>alienus<\/em>, derivado de <em>alius<\/em> (outro), significa &#8220;pertencente a outro, estranho&#8221;. O alienado \u00e9 aquele que \u00e9 estranho a si pr\u00f3prio. \u00c0 propor\u00e7\u00e3o que a nossa vis\u00e3o sobre o louco muda, muda tamb\u00e9m o termo utilizado para o nomear. Mas essa vis\u00e3o estava ligada a um movimento progressivo de confinamento que come\u00e7ou com a urbaniza\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XVI. Assim, a quantidade de insensatos aumentou muito gradualmente at\u00e9 atingir vinte por cento da popula\u00e7\u00e3o encarcerada, no final do Antigo Regime. Mas n\u00e3o foi a rapidez do \u00e9dito, de 1656, estudado por Foucault, que foi determinante. Houve muitos outros antes e depois dele, em toda a Fran\u00e7a (vinte \u00e9ditos reais e decis\u00f5es dos parlamentos, segundo Postel e Quetel). (6)<\/p>\n<p>Assim, com Pinel e Esquirol, no s\u00e9culo XIX, passou-se de \u2018insensato\u2019 a \u2018alienado\u2019. Mas, se o homem que era chamado de insensato<em>,<\/em> no Antigo Regime, se tornou alienado, na Rep\u00fablica, foi tamb\u00e9m porque queria-se que ele fosse livre como todo mundo, a partir de ent\u00e3o. De alienado levado \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o pelo psiquiatra &#8211; que primeiro libertava a si pr\u00f3prio (7) &#8211; a caridade \u00e9 uma virtude&#8230; &#8211; hoje \u00e9 tamb\u00e9m um adicto, na maioria das vezes, o que significa que o seu corpo est\u00e1 alienado. A qu\u00ea? No direito romano, explica Jean-Yves Guillaumin, &#8220;a pr\u00f3pria pessoa do devedor era cedida ao credor\u201d (&#8230;) Este &#8216;escravo por d\u00edvida&#8217;, o <em>addictus<\/em>, est\u00e1 muito presente na literatura latina, desde a com\u00e9dia de Plauto (As Bacantes, c. 1205).&#8221;(8) O adicto \u00e9 submetido a uma atividade compulsiva, a uma subst\u00e2ncia. Se n\u00e3o est\u00e1 alienado ao Outro, est\u00e1 alienado ao objeto que tem no bolso, o gadget. O alienado, tal como o adicto, que s\u00e3o quase sin\u00f4nimos, s\u00e3o os m\u00e1rtires de uma aliena\u00e7\u00e3o que resiste a todo o idealismo de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Liberdade n\u00e3o encontrada<\/strong><\/p>\n<p>Sabe-se que Lacan, em 1946, se op\u00f4s firmemente a Henri Ey, \u00e0 causalidade org\u00e2nica, e suas consequ\u00eancias em termos de liberdade: &#8220;Longe, pois, de a loucura ser o fato contingente das fragilidades do organismo, ela \u00e9 a virtualidade permanente de uma falha aberta na sua ess\u00eancia&#8221;, n\u00e3o &#8220;um insulto&#8221; \u00e0 liberdade, como afirmava Ey, mas &#8220;a sua mais fiel companheira&#8221; e &#8220;um limite.&#8221;(9) Inversamente, n\u00e3o h\u00e1 liberdade para se tornar livre, uma vez que &#8220;n\u00e3o fica louco quem quer&#8221;. Lacan convoca, novamente, a este debate em seu &#8220;Alocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a&#8221;, vinte anos mais tarde, argumentando que a aspira\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade conduz a impasses, particularmente nas institui\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que &#8220;no coletivo, o psic\u00f3tico apresenta-se essencialmente como o signo, um signo de impasse, daquilo que legitima a refer\u00eancia \u00e0 liberdade.\u201d(10)<\/p>\n<p>Haver\u00e1, ent\u00e3o, algo como a liberdade? No final do seu percurso, Lacan concluiu com: &#8221; Nunca falo de liberdade&#8221;, antes de afirmar, alguns anos mais tarde, que &#8220;s\u00f3 se \u00e9 respons\u00e1vel na medida do seu saber-fazer.&#8221;(11) Podemos ainda falar de liberdade?<\/p>\n<p>Em algumas das tentativas de defini\u00e7\u00e3o, a liberdade indica o horizonte ideal de uma aus\u00eancia de constrangimento, de depend\u00eancia, em uma autonomia da vontade. Sem esperar que a psican\u00e1lise descentre a sua defini\u00e7\u00e3o de liberdade (&#8220;o Eu n\u00e3o \u00e9 senhor em sua pr\u00f3pria casa&#8221;, como disse Freud), o determinismo compete com o livre-arb\u00edtrio na filosofia, que se desdobra at\u00e9 em seus efeitos pol\u00edticos, em que esta oposi\u00e7\u00e3o floresce no paradoxo de Saint Just: &#8220;nenhuma liberdade para os inimigos da liberdade.&#8221;<\/p>\n<p>No seu retorno a Freud, Lacan voltou a centralizar a psican\u00e1lise sobre a causalidade simb\u00f3lica, condicionando os efeitos de sentido ao que ele pretende tornar a mola mestra da a\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, na interpreta\u00e7\u00e3o. Deduz-se da\u00ed uma possibilidade de liberta\u00e7\u00e3o, da ordem do poss\u00edvel. Mas, apesar da sua tentativa de significantizar a puls\u00e3o, o retorno a Freud encontra a puls\u00e3o de morte em a\u00e7\u00e3o no trauma e na rea\u00e7\u00e3o terap\u00eautica negativa, inicialmente atribu\u00edda \u00e0 in\u00e9rcia imagin\u00e1ria (12). \u201cO que \u00e9 esta dessubjetiva\u00e7\u00e3o, em psican\u00e1lise, pergunta Jacques-Alain Miller? Ora, ela se liga n\u00e3o a esse ser-para-a-morte, mas a esse ser-para-o-gozo, que Freud chamou de puls\u00e3o. E a puls\u00e3o &#8211; para usar um termo emprestado de Spinoza &#8211; \u00e9 o <em>cognatus<\/em> freudiano. \u00c9 o esfor\u00e7o de perseverar, no ser, como vontade n\u00e3o subjetiva de gozo. Este ser-para-o-gozo n\u00e3o \u00e9 simples. Em primeiro lugar, porque, em Freud, se liga ao ser-para-a-morte sob o nome de puls\u00e3o de morte. Mas \u00e9 tamb\u00e9m porque esse ser-para-o-gozo come\u00e7ou a ser exclu\u00eddo, por Lacan, da fun\u00e7\u00e3o da fala e do campo da linguagem.\u201d(13) A partir de ent\u00e3o, o gozo elevar-se-\u00e1 \u00e0 dimens\u00e3o de um absoluto (14), termo que &#8220;tem sempre a ver com o imposs\u00edvel.&#8221;(15) Imposs\u00edvel como a liberdade. Se ela n\u00e3o existe, \u00e9 porque \u00e9 da ordem de um real.<\/p>\n<p><strong>Tratamento de substitui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Tal como aconteceu com o enfrentamento das toxicomanias, que passou do ideal da abstin\u00eancia para a pragm\u00e1tica da redu\u00e7\u00e3o de danos, a psican\u00e1lise deslocar\u00e1 o ideal terap\u00eautico para o saber-fazer-a\u00ed com o sintoma. Isto significa ter em conta o imposs\u00edvel, ou aquilo a que Lacan chamou o real.<\/p>\n<p>Se, inicialmente, Freud observou efeitos terap\u00eauticos r\u00e1pidos, uma vez inventado, o m\u00e9todo vai versar sobre o imposs\u00edvel. O &#8220;decl\u00ednio da interpreta\u00e7\u00e3o&#8221;, observado por Serge Cottet, na pr\u00e1tica, e pelo pr\u00f3prio Freud, em Para al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer (16), vir\u00e1 a sancionar o advento do real na civiliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o de seu desencadeamento. Seria necess\u00e1rio, portanto, interrogar-nos: a que estamos assujeitados?<\/p>\n<p>A tese do auto-tratamento dos adictos consta dos crit\u00e9rios de Goodman, na medida que &#8220;o comportamento, que pode funcionar tanto para produzir prazer como para aliviar um mal-estar interno, \u00e9 utilizado de uma forma caracterizada pelo fracasso repetido em controlar esse comportamento (impot\u00eancia) e pela persist\u00eancia desse comportamento, apesar de consequ\u00eancias negativas significativas (perda de controle)&#8221; (17). O fato da adictologia levar isto em conta \u00e9 uma resposta pragm\u00e1tica ao fracasso das pol\u00edticas repressivas, cujos efeitos delet\u00e9rios se equipararam aos da pr\u00f3pria droga, como observa \u00c9ric Laurent: &#8220;O fracasso da guerra \u2013 <em>War on drugs <\/em>\u2013 \u00e9 reconhecido por todos. Ao mesmo tempo, todos veem que a legaliza\u00e7\u00e3o desenfreada tamb\u00e9m produziria um &#8220;Empuxo-\u00e0-morte&#8221;, t\u00e3o grande quanto a proibi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o as duas faces do supereu. O gozo desenfreado e a toler\u00e2ncia zero produzem duas faces do mesmo apelo \u00e0 morte. Este apelo \u00e0 morte se verifica, se encarna particularmente bem na droga, que vai junto com o tr\u00e1fico de armas, que vai junto com a morte. Para se ver a liga\u00e7\u00e3o entre a droga e a morte, basta olhar para o Cartel Zeta, no M\u00e9xico, as abomina\u00e7\u00f5es cometidas no controle das zonas de droga, que ultrapassam at\u00e9 os crimes racistas. O horror da puls\u00e3o de morte revelado \u00e9 completamente inimagin\u00e1vel (18).<\/p>\n<p>Se a psican\u00e1lise, em alguns lugares, ficou para tr\u00e1s quanto a este real, na sua abordagem das toxicomanias (19), foi devido ao mal-entendido do real. Considerando as adic\u00e7\u00f5es, o primeiro tratamento de substitui\u00e7\u00e3o \u00e9 a a\u00e7\u00e3o direta do adicto sobre o gozo do corpo pr\u00f3prio, o seu Outro enigm\u00e1tico insuport\u00e1vel. A administra\u00e7\u00e3o de drogas menos t\u00f3xicas ou das enquadradas no Discurso do Mestre levam em conta o imposs\u00edvel em quest\u00e3o. Conceber esta pr\u00e1tica como uma capitula\u00e7\u00e3o e exigir que o sujeito entre primeiro num processo psicoterap\u00eautico, era uma conce\u00e7\u00e3o antiga da preval\u00eancia do simb\u00f3lico sobre o real, pois acontece exatamente o contr\u00e1rio, uma vez que a entrada no dispositivo m\u00e9dico produz um primeiro benef\u00edcio para a identidade de dejeto que caracteriza o adicto. Seguem-se os efeitos da fala. Assim, n\u00e3o \u00e9 a droga que faz o toxic\u00f4mano calar, \u00e9 o sil\u00eancio que o faz consumir.<\/p>\n<p>Se a interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica parece sem objeto e sem efeito na toxicomania e nas adic\u00e7\u00f5es, este \u00e9 um modelo para a psican\u00e1lise: se a fala \u00e9 o efeito do real e n\u00e3o o contr\u00e1rio, ent\u00e3o deduz-se o lugar de um discurso que n\u00e3o seria do semblante. O ato ocupa nele o \u00fanico lugar poss\u00edvel e deve, na maior parte das vezes, seguir o caminho do Discurso do Mestre para chegar l\u00e1. \u00c9 esta a raz\u00e3o de ser das institui\u00e7\u00f5es de cuidados e, nomeadamente, em virtude da priva\u00e7\u00e3o de liberdade que asseguram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Anna Rog\u00e9ria N. de Oliveira (EBP\/AMP)<br \/>\nPrimeira revis\u00e3o: Juliana Bressanelli L\u00f3ra<br \/>\nRevis\u00e3o final: Bartyra Ribeiro de Castro (EBP\/AMP)<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">1 Ey, Bernard, Brisset, Manuel de Psychiatrie, sexta edi\u00e7\u00e3o, revista e corrigida, Elsevier, Masson, 1989, p. 397.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">2 Ibid, p. 7.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">3 Goodman A., &#8220;<em>Addiction: definition and implications<\/em>&#8220;, British Journal of Addiction (1990) 85, 1403-1408.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">4 A express\u00e3o foi cunhada por Pierre Fouquet, fundador da Sociedade Francesa de Alcoolismo e autor, com Jean Clavreul, de &#8220;<em>Lettres aux alcooliques<\/em>&#8221; (&#8220;Cartas aos alco\u00f3licos&#8221;). Ver Moins P., &#8220;<em>Alcool et nouvelles cliniques? De l&#8217;apsychognosie de Fouquet au binge drinking comme conduite \u00e0 risque<\/em>&#8220;, La revue lacanienne, 2010\/2 (n\u00b0 7), p. 53.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">5 Valleur M., &#8220;<em>Les mod\u00e8les psychologiques de compr\u00e9hension des addictions<\/em>&#8220;, in Reynaud M., Tratado de adictologia, Flammarion, 2006, p. 60.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">6 Postel J., Quetel C., <em>Nouvelle histoire de la psychiatrie<\/em>, Dunod, Paris, 1994.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">7 \u201cO verdadeiro sentido da antipsiquiatria&#8221;, dizia Lacan em 1971, &#8220;\u00e9 o da liberta\u00e7\u00e3o do psiquiatra&#8221; em <em>Je parle aux murs<\/em>, Seuil, 2011, p. 14.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">8 Guillaumin J.-Y., &#8220;<em>Addiction, addictus et addiction<\/em>&#8220;, D\u00e9pendances, n.\u00ba 51, p. 24. Na Internet: https:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">9 Lacan J., &#8220;Formula\u00e7\u00f5es sobre a causalidade ps\u00edquica&#8221;, in: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1946\/ 1966.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">10 Lacan J., \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses das crian\u00e7as\u201d, In: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1967\/2003.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">11 Lacan J. \u201cO Semin\u00e1rio. Livro 23: o sinthoma\u201d. (1975-1976). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">12 Miller J.-A. &#8220;<em>la fuite du sens<\/em>&#8220;, Cours du d\u00e9partement de psychanalyse de l&#8217;Universit\u00e9 Paris VIII, 22.11.95, in\u00e9dito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">13 Miller J.-A., Ibid.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">14 Miller J.-A., &#8220;<em>Une lecture du S\u00e9minaire D&#8217;un Autre \u00e0 l&#8217;autre<\/em>&#8220;, La Cause du d\u00e9sir, n\u00b0 64, outubro de 2006, p. 145.<\/span><\/p>\n<ol start=\"15\">\n<li><span style=\"font-size: 13px;\">Miller J.-A., &#8220;<em>L&#8217;orientation lacanienne. <\/em><em>L&#8217;Un tout seul<\/em>&#8220;, confer\u00eancia proferida no departamento de psican\u00e1lise da Universidade de Paris 8, 18 de maio de 2011, in\u00e9dito.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">16 Vinciguerra R.-P., &#8220;<em>Freud et le d\u00e9sir du psychanalyste de Serge Cottet<\/em>&#8220;, La Cause freudienne, n.\u00ba 98, 2018, p. 211.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">17 Goodman A., op. cit.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">18 &#8220;<em>Le traitement des choix forc\u00e9s de la pulsion<\/em>&#8220;, Entrevista com \u00c9ric Laurent em 24\/04\/2012, Lacan Quotidien, n\u00ba 204, 10.05.12, dispon\u00edvel online.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">19 Ver D\u00e9glon J.-J., &#8220;<em>Comment les th\u00e9ories psychanalytiques ont bloqu\u00e9 le traitement efficace des toxicomanes et contribu\u00e9 \u00e0 la mort de milliers d&#8217;individus<\/em>&#8220;, in Pleux D., Cottraux J., Borch-Jacobsen M., Le livre noir de la psychanalyse, Meyer, 2005, p. 616-637.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;13513&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]PIERRE SIDON \u2013 (ECF\/AMP) Dentre as defini\u00e7\u00f5es da toxicomania e das adic\u00e7\u00f5es, a famosa tese repercutida, por exemplo, no c\u00e9lebre Manual de Psiquiatria, de Henri Ey, comporta a ideia aparentemente psicanal\u00edtica de &#8220;regress\u00e3o a um prazer parcial&#8221;: &#8220;a conduta espec\u00edfica, do tipo perverso, que constitui uma regress\u00e3o instintivo-afetiva, um verdadeiro e profundo desequil\u00edbrio na&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":13810,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-13816","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/13816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13816"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/13816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13817,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/13816\/revisions\/13817"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/13810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}