{"id":12989,"date":"2024-05-04T06:31:44","date_gmt":"2024-05-04T09:31:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/?page_id=12989"},"modified":"2024-09-02T07:44:08","modified_gmt":"2024-09-02T10:44:08","slug":"v-jornadas-ebp-secao-lo-corpo-m-e-m-o-r-i-a-arte-e-cultura","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/v-jornadas-ebp-secao-lo-corpo-m-e-m-o-r-i-a\/v-jornadas-ebp-secao-lo-corpo-m-e-m-o-r-i-a-arte-e-cultura\/","title":{"rendered":"V Jornadas EBP Se\u00e7\u00e3o-LO \u2013 corpo-m-e-m-o-r-i-a  |  Arte e Cultura"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;12868&#8243; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/FwzwjC-0PPk?si=ZUkqO903aGUgA0q9&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text]\n<h3><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-12990 size-medium\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/mnemis001_002-108x300.png\" alt=\"\" width=\"108\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/mnemis001_002-108x300.png 108w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/mnemis001_002.png 281w\" sizes=\"auto, (max-width: 108px) 100vw, 108px\" \/><span style=\"color: #808000;\">SOBRE O ARTISTA ATTILIO COLNAGO<\/span><\/strong><\/h3>\n<p><em>Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO<\/em><\/p>\n<p>Um dos eventos ligados a esta comiss\u00e3o ser\u00e1 a Exposi\u00e7\u00e3o Corpo Mem\u00f3ria, que ter\u00e1 como organizador o Professor da UFES Attilio Colnago. Desta exposi\u00e7\u00e3o participar\u00e3o, al\u00e9m de Attilio Colnago, mais sete artistas. A Comiss\u00e3o de Arte e Cultura fez duas perguntas, inicialmente simples, para Attilio, no intuito de apresent\u00e1-lo aos que se interessam pelo tema das nossas V Jornadas. No entanto, as respostas de Attilio reverberam que \u201co artista precede o psicanalista\u201d como nos apontou Sigmund Freud.<\/p>\n<p>Quem \u00e9 voc\u00ea?<\/p>\n<p>Sou um artista com alma barroca que s\u00f3 sabe conviver e viver com excessos: na decora\u00e7\u00e3o, nos detalhes, nas escritas, nas paix\u00f5es, e ainda mais maximalista. Sigo \u00cdris Apfel ao afirmar que \u201c<em>more is more, less is bore\u201d (\u201cmais \u00e9 mais, menos \u00e9 chato\u201d)&#8230; Sou um alquimista na constante pesquisa e produ\u00e7\u00e3o das tintas tradicionais para pintura utilizadas ao longo da hist\u00f3ria da arte. Com elas produzo desenhos e pinturas, que ocorrem entre trope\u00e7os e acertos. <\/em><\/p>\n<p><em>Persigo figuras que se despem do conforto para o olhar: cabe\u00e7as raspadas, peles trincadas, m\u00e3os sem pego, olhares de horizonte. Tomadas de estranhamentos assumem e comandam os desenhos, as gravuras, as pinturas, e trazem mais d\u00favidas que certezas. <\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o cabe a mim preencher as lacunas por elas propostas. Cabe a mim prop\u00f4-las e com elas tentar conviver&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Por que escolheu a Arte?<\/p>\n<p>Por sorte, acho que fui por ela escolhido.<\/p>\n<p>Nasci no interior do estado, em uma fam\u00edlia descendente de italianos, em um per\u00edodo que a igreja cat\u00f3lica organizava nosso cotidiano e nosso caminho para o c\u00e9u. Ainda l\u00e1, nos anos sessenta, fiz um curso de desenho art\u00edstico por correspond\u00eancia que deu in\u00edcio ao meu caminho pela arte. Fiz o curso de Artes Pl\u00e1sticas na UFES, onde logo depois fui admitido como professor. Nele criei uma disciplina de produ\u00e7\u00e3o de materiais para desenho e pintura e o N\u00facleo de Conserva\u00e7\u00e3o e Restaura\u00e7\u00e3o de Bens Culturais do Centro de Artes da UFES. Fiquei nesta institui\u00e7\u00e3o como professor e pesquisador por 40 anos. Em paralelo, sempre mantive um ateli\u00ea onde produzo regularmente e mantive turmas de forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o formal em arte. Tive a gra\u00e7a nesta vida de produzir, trabalhar, e transmitir o que fui amealhando no constante fazer, complexo e apaixonante da arte&#8230;<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a mais sobre o artista <strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/C4vVRCArrE8\/?igsh=MXVyd3I5dG9iZWIzNg==\">aqui<\/a>.<\/strong>[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/HWgaWx7QuhQ?si=NdPwcxI4TlWlNln7&#8243;][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/c7ZkenPxE5I?si=Kryz9Bljk1pKfu8G&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:#6b4312;\"><\/div>[vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Fernanda Marra<\/strong>, integrante da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO, elaborou duas perguntas para Juliana Pessoa sobre suas obras e seu modo criativo de trabalhar. \u00a0Essa pequena conversa \u00e9 capaz de inspirar \u00e0queles que apreciam a arte e, principalmente, de suscitar a nossa curiosidade para ver mais trabalhos dessa artista na Exposi\u00e7\u00e3o Corpo, M-E-M-\u00d3-R-I-A em Vit\u00f3ria \u2013 ES, evento ligado \u00e0s nossas V Jornadas.<\/p>\n<p>Logo depois, Maria Eduarda Ramos conversa com Cl\u00e9lia Soares, que tamb\u00e9m trar\u00e1 seu trabalho para compor a Exposi\u00e7\u00e3o que ocorrer\u00e1 junto as nossas V Jornadas.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #808000;\"><strong>SOBRE A ARTISTA JULIANA PESSOA<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO<\/p>\n<p><strong>Fernanda Marra<\/strong>: Em 2023, no Museu de Arte do Esp\u00edrito Santo, voc\u00ea realizou, com Juliano Feij\u00e3o, uma exposi\u00e7\u00e3o intitulada &#8220;Anticorpos&#8221;. Podemos dizer que desse t\u00edtulo ressoam, ao menos, duas possibilidades de leitura: anticorpo como o que protege o corpo contra o que \u00e9 externo ao corpo; anticorpo como uma contraposi\u00e7\u00e3o ao que foi estabelecido como corpo, a um certo padr\u00e3o definido conforme circunst\u00e2ncias<\/p>\n<p>e interesses. Voc\u00ea diria que essas duas acep\u00e7\u00f5es aparecem no seu trabalho?\u00a0 Como v\u00ea seus desenhos abrigados sob esse t\u00edtulo?<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o, no texto de apresenta\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Anticorpos&#8221;, o curador Fernando Pessoa comenta seu processo criativo dizendo que voc\u00ea:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>[&#8230;] descobre as min\u00facias do detalhe no pr\u00f3prio processo de fazer, desfazer e refazer o desenho inteiro, o que acaba desvanecendo as delimita\u00e7\u00f5es dos contornos e fundindo os elementos da imagem na unidade indiferenciada do seu todo. <\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>Fernando complementa que:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>\u00a0<\/em><em>[&#8230;] as imagens v\u00e3o surgindo lentamente nos resqu\u00edcios de camadas de linhas e pigmentos sobrepostos em veladuras que, simultaneamente, ocultam e fazem aparecer os contornos, os detalhes das partes, a figura, o fundo. <\/em><\/p>\n<p>Essa forma de compor o desenho refazendo sobre os tra\u00e7os, trazendo camadas sobre o que j\u00e1 estava l\u00e1, quase ao modo de um palimpsesto, \u00e9 uma marca de sua arte? Para voc\u00ea, o que s\u00e3o os restos em seus desenhos?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_13075\" aria-describedby=\"caption-attachment-13075\" style=\"width: 201px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13075\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_003-201x300.jpg\" alt=\"\" width=\"201\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_003-201x300.jpg 201w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_003.jpg 288w\" sizes=\"auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13075\" class=\"wp-caption-text\">(V\u00f3 cabocla. S\u00e9rie &#8220;o sentido da terra&#8221;. Carv\u00e3o, pigmento em p\u00f3, gesso em p\u00f3 sobre MDF).<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Juliana Pessoa:<\/strong> Durante minha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, me aproximei de uma concep\u00e7\u00e3o de arte menos formal e mais ligada a um princ\u00edpio de cria\u00e7\u00e3o que fundamenta a pr\u00f3pria vida. O artista como sendo um tipo que &#8220;retira&#8221; a poeira das coisas, no sentido de restabelecer o seu vigor. Desse modo, o desenho surgiu como uma linguagem capaz de me auxiliar nessa tarefa. A simplicidade do gesto manual, sobre a aparente pobreza do papel. A pot\u00eancia fr\u00e1gil do carv\u00e3o que, ao mesmo tempo que risca, se esfarela, quebra e desvanece.<\/p>\n<p>Essa pobreza e simplicidade me ajudaram a construir minha pr\u00f3pria iconografia, a partir da compreens\u00e3o de que a nossa mem\u00f3ria nacional \u00e9 um monumento \u00e0 sua pr\u00f3pria cegueira, \u00e0 medida que n\u00e3o reconhece a grandeza de nossa gente. Assim, resolvi ir ao encontro dessas mem\u00f3rias cobertas pela poeira do tempo, nossas religi\u00f5es de matrizes africanas, a saga de Belo Monte, o canga\u00e7o e, mais recentemente, \u00e0s mestras e mestres de nossas culturas populares, que, ao incorporarem o sentido da terra e n\u00e3o se curvarem ao des\u00edgnio do capital, se tornam alvo desse vil Brasil oficial.<\/p>\n<p>Da\u00ed, os desenhos apresentarem um aspecto meio fantasmag\u00f3rico, a imagem se constr\u00f3i em diferentes intensidades da linha, da mancha, do rasgo, como se estivesse disputando a sua pr\u00f3pria presen\u00e7a no mundo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13074\" aria-describedby=\"caption-attachment-13074\" style=\"width: 204px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13074\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_004-204x300.jpg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_004-204x300.jpg 204w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_004.jpg 291w\" sizes=\"auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13074\" class=\"wp-caption-text\">(Sem t\u00edtulo. S\u00e9rie &#8221; O sentido da terra&#8221;. Carv\u00e3o, pigmento em p\u00f3 e gesso em p\u00f3 sobre placa de Eucatex).<\/figcaption><\/figure>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/bs2f14Cbd0s?si=0HljGYusBIsI2qj3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:#6b4312;\"><\/div>[vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #808000;\"><strong>SOBRE A ARTISTA CL\u00c9LIA SOARES<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6>Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO<\/h6>\n<div id=\"gallery-1\" class=\"wpex-gallery wpex-grid wpex-grid-cols-3 wpex-gap-20 wpex-lightbox-group wpex-mb-20\"><figure class=\"gallery-item\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_007.jpg\" class=\"wpex-lightbox-group-item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_007-381x500.jpg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"500\"><\/a><\/figure><figure class=\"gallery-item\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_006.jpg\" class=\"wpex-lightbox-group-item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_006-392x500.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"500\"><\/a><\/figure><figure class=\"gallery-item\"><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_005.jpg\" class=\"wpex-lightbox-group-item\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/boletim002_005-396x500.jpg\" alt=\"\" width=\"396\" height=\"500\"><\/a><\/figure><\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (S\u00e9rie &#8221; corpo-terra&#8221;. Performance corpo\/terra em papel vegetal. 30&#215;42 &#8211; 2004).<\/h6>\n<p><strong>Maria Eduarda Ramos: <\/strong>O que voc\u00ea aprende com as \u00e1guas?<\/p>\n<p>O que a terra te conta?<\/p>\n<p><strong>Cl\u00e9lia Soares: <\/strong>[precisei de tempo]\n<p>&#8230; precisei de tempo<\/p>\n<p>e por isso andei ausente por aqui. N\u00e3o estava conseguindo acessar a &#8216;minha crian\u00e7a&#8217;, seus sonhos e quereres estavam sendo esvaziados em meio a tantos ru\u00eddos produzidos nos diferentes mundos que hoje habitamos.<\/p>\n<p>&#8230; precisei de tempo<\/p>\n<p>e fui buscar ref\u00fagio na mata, os p\u00e9s na terra, assim como fazia meu pai quando crian\u00e7a na pequena Medeiros Neto no sul da Bahia onde nasci. Para a mata ele levava os pios de ca\u00e7a que hoje est\u00e3o sob minha guarda depois que se encantou. N\u00e3o levei os pios, n\u00e3o faz sentido, pois n\u00e3o fui ca\u00e7ar. Fui me ouvir e para isso levei algumas das minhas conchas. Ando reclusa e fechada em mim mesma assim como elas, talvez por ocuparmos um lugar que n\u00e3o nos cabe mais. N\u00e3o me recordo quando comecei a colecion\u00e1-las, est\u00e3o comigo h\u00e1 muito tempo e ocupam todos os cantos da casa\/atelier. Muitas delas vieram do lugar onde hoje moro e costumo chamar de &#8216;minha praia&#8217; :- a praia de Camburi em Vit\u00f3ria. Foram recolhidas numa \u00e9poca em que foi realizado o &#8216;engordamento&#8217; da \u00e1rea de areia da praia e para isso \u00e9 necess\u00e1rio o uso de uma draga que retira areia do fundo do mar de uma dist\u00e2ncia consider\u00e1vel da praia e com ela vem tamb\u00e9m uma grande variedade de conchas que recolhi e guardo comigo com carinho. Gosto muito de t\u00ea-las por perto, \u00e9 como sentir o cheiro do mar, seu ru\u00eddo que me acalma e traz alegria para meu cora\u00e7\u00e3o de elemento terra.\u00a0 A \u00e1gua tem esse poder de me acalmar, apesar disso, penso que qualquer dia desses, irei deposit\u00e1-las uma a uma no seu lugar de origem: &#8211; a imensid\u00e3o do mar.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\">&#8230; precisei de tempo<br \/>\nahh, precisei de tempo para entender!<\/p>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/QjqUlzjYomA?si=RsiSGXnCUD9gM7OR&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:#6b4312;\"><\/div>[vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Nesta edi\u00e7\u00e3o do MNEMIS, apresentaremos dois artistas que ir\u00e3o compor a Exposi\u00e7\u00e3o Corpo, M-E-M-\u00d3-R-I-A, em Vit\u00f3ria (ES) na semana das nossas V Jornadas. Os integrantes da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura, Fanny Daniel e Gerson Abarca entrevistaram Dilma Goes e Marcelo Macaue, respectivamente. Confira!<\/p>\n<h3><span style=\"color: #808000;\"><strong>SOBRE A ARTISTA DILMA GOES<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6>Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO<\/h6>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13115 alignnone\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_009.jpg\" alt=\"\" width=\"307\" height=\"409\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_009.jpg 307w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_009-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fanny Daniel<\/strong>: <strong>Como foi seu encontro com os t\u00eaxteis?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dilma Goes: <\/strong>Vim da ro\u00e7a, habituada a cheiro de mato e fuma\u00e7a de fog\u00e3o a lenha. Fui estudar na cidade at\u00e9 conquistar o meu diploma de professora prim\u00e1ria. Entrei no curso de artes me formando em Decora\u00e7\u00e3o de Interiores. Caminhei pelas gravuras, aquarelas, pintura \u00e0 \u00f3leo e croquis de figura humana at\u00e9 ingressar no primeiro curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Tape\u00e7aria do Brasil em Santa Maria (RS), em 1977: \u201cAterrissei\u201d no campo dos fios por acaso, me deitei na superf\u00edcie macia das fibras e nela estou at\u00e9 hoje. Meu percurso por este caminho acolhedor foi um \u201cacordar\u201d consciente cuja jornada persiste: Um caminhar rico e de esbanjamento de todos os sentimentos no meu peito. Ao ser direcionada para as t\u00e9cnicas de tecelagem sem tear, n\u00e3o sa\u00ed das tramas, apenas deixei os suportes&#8230;<\/p>\n<p>Agora s\u00e3o as m\u00e3os e os materiais. A tecelagem sem tear, sem m\u00e1quina, \u00e9 a execu\u00e7\u00e3o de um objeto tridimensional que n\u00e3o usa tela, n\u00e3o tem suporte, \u00e9 vida pura. \u00c9 o entrela\u00e7amento. Entre la\u00e7adas, todos t\u00eam o mesmo valor, e o n\u00famero \u00e9 sempre par. A trama \u00e9 no sentido horizontal e a urdidura, na vertical.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-13116 size-medium\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_010-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_010-300x300.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_010-150x150.jpg 150w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_010.jpg 654w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>FD: Como escolhe seu material de trabalho?<\/strong><\/p>\n<p><strong>DG: <\/strong>Nesse caminhar, lotado de experimentos, me envolvi com a linguagem dos materiais, descobrindo a riqueza de suas texturas e magia de tecer sem tear. Aprendi a respeitar os limites dos materiais e a explorar sua linguagem. Desde 1977 at\u00e9 hoje, fa\u00e7o dessa trama saud\u00e1vel o relato dos meus sentimentos.<\/p>\n<p><strong>FD: Como assim?<\/strong><\/p>\n<p><strong>DG:<\/strong> Vou primeiro pelo olhar. Depois, experimento: impermeabilizo, corto e te\u00e7o. Vou dialogando com o material e verificando quais s\u00e3o as possibilidades que ele me d\u00e1. O material norteia meu trabalho: sua expressividade e a minha rela\u00e7\u00e3o com ele. Cada material \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o, cada escolha de material \u00e9 uma experi\u00eancia. \u00c9 isso que norteia a minha cria\u00e7\u00e3o e me leva ao trabalho. O trabalho \u00e9 sempre novo a cada escolha de material.<\/p>\n<p>O material utilizado \u00e9 alternativo, pr\u00e1tico, farto, de f\u00e1cil manejo, muito rendimento e lav\u00e1vel. Alternativo porque eu pego o tecido bruto, impermeabilizo, fatio, converto em fitas e depois te\u00e7o. Ele \u00e9 sempre alternativo, estou sempre experimento outros, cortando outros e fazendo esse processo. \u00c9 a partir desse ponto que come\u00e7a minha cria\u00e7\u00e3o.[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/kpvB0IcjVcY?si=SFqaULcF31eltfpv&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:#6b4312;\"><\/div>[vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #808000;\"><strong>SOBRE O ARTISTA MARCELO MACAUE<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6>Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO<\/h6>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o Corpo e Mem\u00f3ria, que abrilhantar\u00e1 as V Jornadas da EBP Leste-Oeste, contar\u00e1 com a obra do Fot\u00f3grafo Marcelo Macaue, autor do livro \u201cDo Corpo Poesia\u201d (Ed. Luste, SP, 2022) que atualmente prepara o lan\u00e7amento do livro \u201cDo Corpo, Quase Nu\u201d em 2024.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13117\" aria-describedby=\"caption-attachment-13117\" style=\"width: 697px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13117\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_011.jpg\" alt=\"\" width=\"697\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_011.jpg 697w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_011-300x140.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13117\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Marcelo Macaue).<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mestrando em Filosofia pela PUCPR, pesquisa sobre \u201cO olhar na fotografia desde Merleau-Pony a Jaques Lacan\u201d, o que nos possibilita adentrar um pouco nesta inter-rela\u00e7\u00e3o da arte\/fotografia com a psican\u00e1lise para, durante as Jornadas, podermos aprofundar nossos olhares e sentimentos na contempla\u00e7\u00e3o da obra de Marcelo Macaue.<\/p>\n<p><strong>Gerson Abarca<\/strong>: <strong>O que o olhar do fot\u00f3grafo escuta no corpo fotografado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcelo Macaue:<\/strong> Proponho uma fragmenta\u00e7\u00e3o da proposi\u00e7\u00e3o. Temos: O que, Olhar do fot\u00f3grafo, Escuta, Corpo fotografado. O que, prop\u00f5e uma pergunta a uma pessoa ou objeto. O olhar do fot\u00f3grafo, \u00e9 a puls\u00e3o esc\u00f3pica. Escuta, est\u00e1 ligado ao objeto de trabalho da psican\u00e1lise. O corpo fotografado, objeto da minha pesquisa. Feito essa an\u00e1lise, cabe a resposta. Quando iniciei essa pesquisa que j\u00e1 percorre quase 13 anos, me fiz as seguintes quest\u00f5es: O que \u00e9 isso? Quem \u00e9 esse? Quem \u00e9 esse que habita o isso? O isso \u00e9 o corpo, o esse \u00e9 o sujeito, e o esse que habita o isso, o sujeito que habita o corpo.<\/p>\n<p>O corpo em meu est\u00fadio fotogr\u00e1fico torna-se irremediavelmente objeto e vulner\u00e1vel. Mas sempre o corpo fica nessa posi\u00e7\u00e3o? N\u00e3o. Trago ao meu projeto de pesquisa a proposta de um corpo-objeto-n\u00e3o-objeto, onde no processo do ensaio fotogr\u00e1fico esse corpo-objeto torna-se n\u00e3o-objeto, quando a observa\u00e7\u00e3o se desloca do fot\u00f3grafo ao fotografado e vice-versa. Essa simbiose \u00e9 o caminho para que meu olhar antropof\u00e1gico busque, vasculhe e encontre nesse outro corpo a rachadura que far\u00e1 desmoronar o mimetismo da intimida\u00e7\u00e3o revelando \u00e0 lente (objetiva) n\u00e3o a mat\u00e9ria opaca, e sim, a ess\u00eancia daquele que se deixa fotografar.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de realizar fotografias do corpo. Nunca foi. Sempre foi uma busca de nele eu me encontrar, at\u00e9 eu descobrir que o outro, esse \u00e0 minha frente, n\u00e3o mais existe como moeda de troca de descoberta de quem eu sou, e sim como compreens\u00e3o do mundo contempor\u00e2neo, onde o outro \u00e9 substitu\u00eddo pelo mais-Um.<\/p>\n<p>No est\u00fadio fotogr\u00e1fico busco o que desejo e entrego ao mais-Um o que ele deseja e o que deseja de mim. Duplo desejo do fotografado. E o que desejamos? O para al\u00e9m da mat\u00e9ria opaca. Aqui est\u00e1 a escuta, o escambo contempor\u00e2neo. A escuta \u00e9 o encontro do meu olhar com o que o corpo-objeto-n\u00e3o-objeto n\u00e3o consegue mais encontrar em si. Isso n\u00e3o se d\u00e1 pela t\u00e9cnica e muito menos pela percep\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 o encontro de duas coisas, que ci\u00eancia alguma jamais explicar\u00e1, jamais compreender\u00e1. Isso que jamais ser\u00e1 pass\u00edvel de objetividade, pois subjetivo. Esse encontro \u00e9 o encontro dos corpos finitos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-13118\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_012.jpg\" alt=\"\" width=\"311\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_012.jpg 311w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/mnemis003_012-206x300.jpg 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 311px) 100vw, 311px\" \/><\/p>\n<p><strong>G.A: Dentro de seu trabalho, em que a psican\u00e1lise se aproxima e\/ou colabora no seu objeto de estudo\/pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>MM:<\/strong> Meu interesse na psican\u00e1lise \u00e9 a quest\u00e3o do olho e do olhar. O est\u00e1dio do espelho, a esquize do olho e do olhar, a anamorfose, a linha e luz e outros textos important\u00edssimos para essa compreens\u00e3o. E por qu\u00ea? Porque sendo a psican\u00e1lise citada lacaniana ela tamb\u00e9m \u00e9 pura filosofia.<\/p>\n<p>Falar do olho como zona er\u00f3gena, olho que pulsa, que se movimenta, se dilata, onde a \u00edris tem vida pr\u00f3pria e que quando p\u00e1lpebras superior e inferior abrem o olhar salta para o mundo, desejante em encontrar, e feito uma guilhotina decapitar um fragmento do tempo, esse tamb\u00e9m \u00e9 o olhar do fot\u00f3grafo, que n\u00e3o apenas enxerga, mas muito al\u00e9m de enxergar, devora. O olhar \u00e9 antropof\u00e1gico, \u201ccolonizado\u201d e voyeur. Essas s\u00e3o caracter\u00edsticas do olhar fotogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o em que a psican\u00e1lise colabora com meu trabalho \u00e9 na fun\u00e7\u00e3o do aprimoramento da escuta. Fotografar \u00e9 um ato silencioso. Ent\u00e3o como pode surgir a boa escuta? A boa escuta vem muitas vezes de outro lugar que n\u00e3o a fala, objeto para psican\u00e1lise, mas sim dos gestos. Boa escuta \u00e9 observar, n\u00e3o necessariamente apenas ouvir.<\/p>\n<p>\ud83d\udc49 Clique <a href=\"mailto:macauefotografia@gmail.com\"><strong>aqui<\/strong><\/a> e conhe\u00e7a mais sobre esse artista.[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/vwu_5mZAJRM?si=V4UBUCnL0Q0go-VL&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:#6b4312;\"><\/div>[vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Para esta edi\u00e7\u00e3o do MNEMIS, os integrantes da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura, Let\u00edcia Rosa e Rodrigo Oliveira entrevistaram duas artistas que far\u00e3o parte da Exposi\u00e7\u00e3o Corpo, M-E-M-\u00d3-R-I-A, sendo elas Fab\u00edola Menezes e Rosana Paste, respectivamente. Confira o que elas contaram sobre seus trabalhos e suas vidas entrela\u00e7adas com a arte.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #808000;\"><strong>SOBRE A ARTISTA FAB\u00cdOLA MENEZES<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6><em>Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO<\/em><\/h6>\n<figure id=\"attachment_13162\" aria-describedby=\"caption-attachment-13162\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13162\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_004-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_004-300x214.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_004.jpg 340w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13162\" class=\"wp-caption-text\">T\u00edtulo: &#8220;Das presen\u00e7as que se fazem aus\u00eancia ou das aus\u00eancias presentes&#8217;<br \/>Tinta acr\u00edlica sobre mdf, 2010<br \/>30x40cm<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>LR: <\/strong>Para voc\u00ea, por que a Arte?<\/p>\n<p><strong>FM: <\/strong>Apesar de parecer clich\u00ea, acredito que a Arte me salva todos os dias e me traz o sentimento de pertencimento neste mundo. Sempre fui uma pessoa que se sentia um \u201cpeixe fora d\u2019\u00e1gua\u201d, e esse sentimento vem desde a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Filha \u00fanica por parte de m\u00e3e, aprendi a brincar sozinha e a criar o meu universo particular. Minha m\u00e3e sempre me incentivou com os materiais de desenho e gibis, ent\u00e3o eu tinha por h\u00e1bito cotidiano desenhar e ler. Na adolesc\u00eancia queria estudar Medicina, mas n\u00e3o foi poss\u00edvel, ent\u00e3o, tardiamente, ap\u00f3s ter meus dois filhos fui fazer Artes Pl\u00e1sticas como gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No desenho e na pintura retomei aspectos que me permeavam desde a inf\u00e2ncia, e na conclus\u00e3o de curso, busquei em meu trabalho final abordar o tema da morte a partir da busca da colora\u00e7\u00e3o do corpo morto no tom de pele de meus retratados.<\/p>\n<p>O \u201cisso j\u00e1 foi\u201d de Roland Barthes, fazia presen\u00e7a nos retratos que pintei, a partir da ideia de permitir ao retratado se ver \u201cmorto\u201d na contram\u00e3o epicurista, a partir da colora\u00e7\u00e3o de sua pele: p\u00e1lida, fosca e amarronzada. Como se fosse poss\u00edvel o retrato morrer no lugar do retratado, quase como num \u201cretrato de Dorian Gray\u201d.<\/p>\n<p>Minha pesquisa sobre a morte se estendeu no mestrado e ampliou-se tamb\u00e9m sobre o morto e o morrer nas fotografias mortu\u00e1rias realizadas em Juazeiro do Norte, Cear\u00e1. E, por fim, no doutorado me reaproximei do antigo sonho da medicina e acabei por entrar num programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Anatomia na USP. Todo o meu percurso art\u00edstico esteve envolto com a capacidade que a Arte possui de se expandir em diversos territ\u00f3rios de conhecimento, e, por isso, considero que ela me salva todos os dias, porque me traz sentido naquilo que a vida n\u00e3o d\u00e1 conta.<\/p>\n<p><strong>LR:<\/strong> Como Corpo e Mem\u00f3ria se relacionam com o seu desenvolvimento art\u00edstico?<\/p>\n<p><strong>FM: <\/strong>Para mim, o corpo \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de um estado de mem\u00f3ria, e no meu trabalho, esse corpo que vive e morre, que se desenvolve e se decomp\u00f5e \u00e9 a lembran\u00e7a constante do indiv\u00edduo que permanece ap\u00f3s a finitude. A aproxima\u00e7\u00e3o com a anatomia e a representa\u00e7\u00e3o do corpo descarnado, me permite ver cada linha, tra\u00e7o, volume, cor de um tecido biol\u00f3gico, que s\u00f3 funciona quando integrado a este corpo e possu\u00eddo de vida. O tempo da vida tamb\u00e9m existe na morte, quando este corpo se transforma em p\u00f3 ou mat\u00e9ria org\u00e2nica irreconhec\u00edvel.<\/p>\n<p>Cada corpo traz em si evid\u00eancias de uma exist\u00eancia que possui data de validade, e no desenho e pintura eu consigo perpetuar essa exist\u00eancia como um reflexo daquilo que j\u00e1 se foi. Como uma capacidade de congelar o tempo, estancar a deteriora\u00e7\u00e3o e permitir que a imagem viva al\u00e9m do tempo. Um devaneio sobre o poder da exist\u00eancia, que a Arte permite sem que eu me sinta no lugar da onipresen\u00e7a ou onisci\u00eancia. Um devaneio sobre ser criadora e criatura ao mesmo tempo e espa\u00e7o.[\/vc_column_text]<div class=\"vcex-spacing wpex-w-100 wpex-clear\"><\/div>[vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/CEQfrwTrfvA?feature=shared&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:#6b4312;\"><\/div>[vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #808000;\"><strong>SOBRE A ARTISTA ROSANA PASTE<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6><em>Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO<\/em><\/h6>\n<p><strong>RO: <\/strong>Como a arte entrou em sua vida?<\/p>\n<p><strong>RP: <\/strong>Nasci e vivi at\u00e9 os 18 anos em Venda Nova do Imigrante ES. Filha de agricultores, sempre tivemos o privil\u00e9gio de tradi\u00e7\u00f5es culturais nas diversas \u00e1reas: agricultura, manualidades, alimento, autossubsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Neste sentido fui criada num ber\u00e7o espl\u00eandido de significados. Por exemplo: o jeito de fazer canteiros na horta \u00e9 muito pl\u00e1stico, a maneira de lidar com a feitura das casas de pau a pique \u00e9 tamb\u00e9m muito rico de materiais e plasticidade etc. Neste sentido, quando adolescente, aos 16 anos, entendi que era esse meu lugar: ressignificar tudo que me foi dado e ampliar para o campo da arte. Foi assim que descobri o que faria para o resto de minha vida.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13164\" aria-describedby=\"caption-attachment-13164\" style=\"width: 980px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-13164 size-large\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_006-1024x429.jpg\" alt=\"\" width=\"980\" height=\"411\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_006-1024x429.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_006-300x126.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_006-768x322.jpg 768w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_006-1536x644.jpg 1536w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/menumis004_006.jpg 1612w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13164\" class=\"wp-caption-text\">(Exposi\u00e7\u00e3o \u201cEntre Camadas\u201d. Foto: Rosana Paste).<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RO: <\/strong>Como sua vida entra em sua arte?<\/p>\n<p><strong>RP: <\/strong>Arte e vida n\u00e3o s\u00e3o coisas diferentes. Est\u00e3o atreladas e uma cria rizomas com a outra. Os pontos de fuga que aprendi a partir de meus estudos somam nesta busca infinita de estabelecer esse constante di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Acho que as resposta da primeira pergunta responde a segunda tamb\u00e9m&#8230;. meus materiais utilizados em minhas esculturas, as subjetividades, os conceitos est\u00e3o impregnados pela minha vida, exist\u00eancia e finitude.<\/p>\n<p>A arte n\u00e3o tem impregnados, mas o artista tem seu territ\u00f3rio. O meu territ\u00f3rio \u00e9 meu ch\u00e3o e meu peda\u00e7o de c\u00e9u que me acompanham onde eu estiver. E conhe\u00e7o desde que nasci.<\/p>\n[\/vc_column_text]<div class=\"vcex-spacing wpex-w-100 wpex-clear\"><\/div>[vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/eQdQgWhwYjU?si=_QL-kQMorzrCrpoj&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:#6b4312;\"><\/div>[vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Para esta edi\u00e7\u00e3o do MNEMIS, a integrante da Comiss\u00e3o de Arte e Cultura, Fanny Daniel entrevistou mais um artista que ir\u00e1 compor a Exposi\u00e7\u00e3o Corpo, M-E-M-\u00d3-R-I-A, sendo ele Thiago Arruda. Confira!<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #993300;\">SOBRE O ARTISTA THIAGO ARRUDA<\/span><\/strong><\/p>\n<h6>Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SL<\/h6>\n<figure id=\"attachment_13201\" aria-describedby=\"caption-attachment-13201\" style=\"width: 255px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13201\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mnemis005_004-255x300.png\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mnemis005_004-255x300.png 255w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mnemis005_004.png 499w\" sizes=\"auto, (max-width: 255px) 100vw, 255px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13201\" class=\"wp-caption-text\">Round ap\u00f3s Round\/autoretrato.<br \/>T\u00e9cnica: Ponta seca sobre poliestireno.<br \/>21&#215;30 (impress\u00e3o) \/ 29&#215;42 (papel)<br \/>N\u00ba edi\u00e7\u00e3o: 06. 2013<\/figcaption><\/figure>\n<p>Thiago Arruda Nasceu em Vit\u00f3ria &#8211; ES, em 12 de Julho de 1982, \u00e9 Mestre em Artes (2016) &#8211; linha de pesquisa Estudos em Hist\u00f3ria, Teoria e Cr\u00edtica da Arte &#8211; e Bacharel em Artes Pl\u00e1sticas (2012) &#8211; \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o de Gravura &#8211; pela Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (UFES). Atualmente \u00e9 assistente t\u00e9cnico de Artes Visuais com \u00eanfase em Gravura no Centro Cultural Sesc Gl\u00f3ria (Vit\u00f3ria\/ES). Possui experi\u00eancia docente na \u00e1rea de Gravura como professor volunt\u00e1rio na UFES nos anos de 2013, 2014 e 2015. Artista Pl\u00e1stico, com atua\u00e7\u00e3o nas artes gr\u00e1ficas, utiliza narrativas dominadas por um estilo marcante, e por vezes intimista, evocando uma esp\u00e9cie de mem\u00f3ria coletiva mergulhada em alegorias, del\u00edrios e trag\u00e9dias exist\u00eancias.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>FD:<\/strong> Por que a gravura?<\/p>\n<p><strong>TA: <\/strong>Falar da gravura \u00e9 dizer muito sobre mim e do que me \u00e9 precioso, \u00e9 falar do trauma ao belo.<\/p>\n<p>Tenho na gravura o que me acolheu que me trouxe conforto, que foi minha c\u00famplice. Seu processo, apesar de agressivo, se esconde em camadas at\u00e9 se revelar. Nela posso falar, apesar do meu sil\u00eancio habitual e me desnudar em express\u00e3o.<\/p>\n<p>Meu contato com a t\u00e9cnica foi na universidade. O que faltava no meu desenho se resolveu com a gravura, sobretudo com a xilogravura, cuja t\u00e9cnica me introduziu nesse campo. A xilogravura \u00e9 uma t\u00e9cnica de agress\u00e3o por excel\u00eancia: \u00e9 preciso cortar, arrancar peda\u00e7os para se extrair a imagem para produzir poesia. Isso veio como uma cura para mim: no final da minha inf\u00e2ncia meu pai havia sido esfaqueado, em uma tentativa de degol\u00e1-lo durante um assalto.<\/p>\n<p>Quando tentava me expressar atrav\u00e9s do desenho, me parecia incompleto. Ao assumir as imagens do meu imagin\u00e1rio do que me era sens\u00edvel, na gravura, as figuras assumiam formas distorcidas, com membros cortados, dores, amputa\u00e7\u00f5es e impossibilidades. A faca se tornou um signo recorrente: a imagem do que vive e faz deixar de viver, que ocupa o lugar do que falta.<\/p>\n<p>Vejo que existe um processo de passagem, da viol\u00eancia da xilogravura, para uma nova po\u00e9tica na ocogravura: utilizo o processo da gravura em metal sobre matrizes de pl\u00e1stico. Os elementos que me nutrem, que uso como refer\u00eancia na minha produ\u00e7\u00e3o, comp\u00f5em-se de mem\u00f3rias afetivas, hist\u00f3rias e olhares sobre a realidade. Eu deixo de assumir somente o trauma para assumir a lembran\u00e7a, mas a lembran\u00e7a boa que faz sorrir.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13202\" aria-describedby=\"caption-attachment-13202\" style=\"width: 787px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-13202 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mnemis005_004_002.png\" alt=\"\" width=\"787\" height=\"574\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mnemis005_004_002.png 787w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mnemis005_004_002-300x219.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/mnemis005_004_002-768x560.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 787px) 100vw, 787px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13202\" class=\"wp-caption-text\">\u201cSem T\u00edtulo\u201d 1800 x 2200 cm (Impress\u00e3o) \/2000 x 2500 cm (Papel) \/ N\u00ba de edi\u00e7\u00e3o: 02. 2014\/2015<\/figcaption><\/figure>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/5x7V4ebui4s?si=TYpMJ5WF6tzfwyJ9&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:#6b4312;\"><\/div>[vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">SOBRE A EXPOSI\u00c7\u00c3O<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p>Conhe\u00e7a os artistas que n\u00e3o foram contemplados nas edi\u00e7\u00f5es anteriores do MNEMIS, mas que ir\u00e3o compor a nossa exposi\u00e7\u00e3o Corpo, M-E-M-\u00d3-R-I-A. A Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO fez uma pequena apresenta\u00e7\u00e3o desses artistas e disponibilizou as redes sociais deles para que possamos conhec\u00ea-los.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Adriana Cl\u00e1udio da Silva &#8211; <em>@adrianaclaudiodasilva<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Adriana, com sua criatividade e inquieta\u00e7\u00e3o, produz objetos em cer\u00e2mica, porcelana e vidro em m\u00faltiplas formas e cores. Seus produtos se sobressaem pela beleza e utilidade, capazes de encantar. Voc\u00eas v\u00e3o poder conferir e, talvez, levar&#8230;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Isabella Azevedo &#8211; <em>@agalma_psicanalise<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u200bDe fam\u00edlia de artes\u00e3os que produziam em tecidos e linhas, Isabella aprendeu a bordar na inf\u00e2ncia. Sua singularidade \u00e9 o bordado livre do avesso perfeito tradicional. Produz, em seus bordados abstratos, a caligrafia de um novo escrito \u2013 seu avesso. Vamos conferir os avessos de seus escritos!<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Maria Eduarda Ramos Gazel &#8211; <em>@mariaramosgazel<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u200bPara Maria, seus trabalhos s\u00e3o tentativas de materializar suas sensa\u00e7\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es e processos de vida. Maria se expressa por m\u00faltiplos meios e ela escolheu nos mostrar suas pinturas, para admirarmos e quem sabe levarmos para casa&#8230;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Martha Borges Schmidt &#8211; <em>@ceramica.schmidt<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u200bMartha al\u00e9m de participar do Atelier de Pintura de Att\u00edlio Colnago, frequenta o Atelier de Cer\u00e2mica de Hideko Honma, em S\u00e3o Paulo, de cer\u00e2mica brasileira com alma japonesa. Segundo ela, transforma argila em arte inspirada pela natureza. Suas cer\u00e2micas utilit\u00e1rias poder\u00e3o adornar e fazer parte de nosso cotidiano.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;12868&#8243; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=&#8221;https:\/\/youtu.be\/FwzwjC-0PPk?si=ZUkqO903aGUgA0q9&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text] SOBRE O ARTISTA ATTILIO COLNAGO Comiss\u00e3o de Arte e Cultura das V Jornadas da EBP-SLO Um dos eventos ligados a esta comiss\u00e3o ser\u00e1 a Exposi\u00e7\u00e3o Corpo Mem\u00f3ria, que ter\u00e1 como organizador o Professor da UFES Attilio Colnago. Desta exposi\u00e7\u00e3o participar\u00e3o, al\u00e9m de Attilio Colnago, mais sete artistas. A Comiss\u00e3o de Arte&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":12866,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-12989","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/12989","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12989"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/12989\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13232,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/12989\/revisions\/13232"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/12866"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}