{"id":12612,"date":"2023-05-09T15:34:25","date_gmt":"2023-05-09T18:34:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?page_id=12612"},"modified":"2023-05-09T15:34:25","modified_gmt":"2023-05-09T18:34:25","slug":"eixos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/jornadas\/iv-jornadas-ebp-secao-lo-que-loucura-e-essa\/eixos\/","title":{"rendered":"Eixos Tem\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;12602&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title title=&#8221;Eixos tem\u00e1ticos&#8221;][\/eikra-vc-text-title][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong>Eixo1<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>\u2014 CL\u00cdNICA \u2014<\/strong><\/h3>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Denizye Zacharias<em> &#8211; <\/em>EBP\/AMP<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em>Freud p\u00f5e em evid\u00eancia a decifra\u00e7\u00e3o das forma\u00e7\u00f5es do Inconsciente atrav\u00e9s da fala, pois nos sintomas, nos atos falhos e nos relatos dos sonhos, algo se l\u00ea no dizer do sujeito que \u00e9 tecido com os fios das palavras associadas livremente. O Discurso do Inconsciente sustenta que as redes de sua trama no circuito do desejo s\u00e3o desconhecidas, negadas ou recalcadas para o sujeito; por isso, a busca de sentido. Entretanto, h\u00e1 outro elemento nesta jogada \u2013 o objeto perdido, chave do mito freudiano da puls\u00e3o. Assim, ser\u00e1 no manejo da transfer\u00eancia, no corte da sess\u00e3o, no ato anal\u00edtico e na interpreta\u00e7\u00e3o que o analista opera com a experi\u00eancia para incidir no circuito pulsional, circunscrevendo a falta estrutural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan avan\u00e7a ao trazer o conceito de falasser como fruto do encontro contingente da linguagem com o corpo. A partir da\u00ed, cada um ter\u00e1 que enfrentar um problema e um mist\u00e9rio diante da falta de saber no real, suas constru\u00e7\u00f5es singulares.A rela\u00e7\u00e3o com o real e com o sentido \u00e9 a consequ\u00eancia de que n\u00e3o h\u00e1 outro do outro. Essa oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de ultrapassar. Lacan nos orienta que, como consequ\u00eancia dessa oposi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 o sintoma. Assim, a cl\u00ednica psicanal\u00edtica, mais do que utilizar o mal-entendido, o aproveita para colocar a palavra em funcionamento do analisante, para provocar um equ\u00edvoco apontando ao inconsciente o mal-entendido. Portanto,aguardamos, a partir de casos cl\u00ednicos, um modo de fazer de cada analista diante dos impasses e desafios que a cl\u00ednica psicanal\u00edtica nos convoca a cada sess\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eixo 2<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u2014 ENSINO \u2014<\/strong><\/h3>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Alberto Murta \u2013 EBP\/AMP<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordena\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica das IV Jornadas EBP-LO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desafio psicanal\u00edtico, nas IV Jornadas, \u00e9 o de balizar a quest\u00e3o do ensino com este paradoxo, nos legado por Lacan na sua defesa do Departamento de Psican\u00e1lise: \u201cComo fazer para ensinar o que n\u00e3o se ensina?\u201d Todos n\u00f3s sabemos que a Psican\u00e1lise n\u00e3o se ensina. Ela n\u00e3o pode ser ensinada como uma disciplina numa universidade. Logo, o discurso psicanal\u00edtico n\u00e3o pode ser ensinado j\u00e1 que ele \u00e9 ecoado como n\u00e3o universal. Como abordar o ensino anal\u00edtico face ao tema das jornadas: \u201cQue loucura \u00e9 essa?\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eixo 3<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u2014 ARTE \u2014<\/strong><\/h3>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Ary Farias &#8211; EBP\/AMP<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jacques Lacan sempre fez quest\u00e3o de afirmar que seu ensino seguia em dire\u00e7\u00e3o de um retorno a Freud.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse processo, como se viu, sempre ocorreu sob a \u00e9gide da boa conflu\u00eancia e das disson\u00e2ncias necess\u00e1rias. Na esfera das conflu\u00eancias, ambos tomaram a arte (principalmente a literatura) e, por efeito, o artista, como um precursor insabido da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A arte tem um vi\u00e9s bem explorado pela psican\u00e1lise. Sua perspectiva mais explorada \u00e9 na vertente sublimat\u00f3ria, ou seja, como express\u00e3o transformada de um motivo primitivo \u00e0 um patamar mais aceit\u00e1vel, mais elevado, j\u00e1 pasteurizado e, portanto, mais condizente ao contrato social. De algum modo, um recurso civilizat\u00f3rio indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, numa outra perspectiva, pode-se interpretar a arte em suas modalidades visual, liter\u00e1ria ou perform\u00e1tica como um endere\u00e7o importante para o acolhimento dos excessos de gozo do falasser. Nesse sentido, a express\u00e3o art\u00edstica opera como continente ao desregramento l\u00f3gico e as veem\u00eancias simb\u00f3lico-imagin\u00e1rias experimentadas no ato da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, \u00e9 admiss\u00edvel, que o verdadeiro artista (n\u00e3o o replicador, o fordista exc\u00eantrico) tenha como mat\u00e9ria-prima uma subst\u00e2ncia qualquer de loucura. Seu m\u00e9rito, seu <em>savoir-faire<\/em> \u00e9 enla\u00e7ar a desmesura \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Ao colocar m\u00e9todo aos seus del\u00edrios e alucina\u00e7\u00f5es, o artista \u00e9 um mercador de gozo. Transfere ao falasser uma possibilidade de transgress\u00e3o, sem, contudo, exp\u00f4-lo ao risco do desregramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, o artista \u00e9 aquele que se sacia do que, geralmente, o neur\u00f3tico jejua mal: gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, <em>que loucura \u00e9 essa?<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eixo 4<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u2014 POL\u00cdTICA \u2014<\/strong><\/h3>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Renato Carlos Vieira &#8211; EBP\/AMP<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Loucura ou insensatez na pol\u00edtica p\u00fablica contempor\u00e2nea?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto argumentativo das IV jornadas da Se\u00e7\u00e3o Leste Oeste da EBP &#8211; SLO aponta para o \u201cexagero e radicalismo, fen\u00f4menos contempor\u00e2neos &#8230;, que levam a cenas de barb\u00e1rie. Cenas \u201cloucas\u201d que assistimos pelo mundo globalizado.\u201d Este cen\u00e1rio nos conduz ao seguinte desafio: como um psicanalista se faz presente, &#8230; na cidade, (e) no campo pol\u00edtico\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, chegamos \u00e0 quest\u00e3o crucial desse eixo das IV jornadas da SLO:\u00a0 ser\u00e1 que a insensatez e o desatino dos fan\u00e1ticos e dos pol\u00edticos reacion\u00e1rios e ultradireitistas podem ser interpretados pela perspectiva de um del\u00edrio, tal como formulado por Lacan em seu aforismo \u201cTodo mundo \u00e9 louco, isto \u00e9, delirante\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o \u00e9 isso, podemos avan\u00e7ar com a seguinte indaga\u00e7\u00e3o: nesse contexto da pol\u00edtica atual, que modalidade de \u201cloucura\u201d \u00e9 essa? Em outras palavras, que \u201cloucura\u201d \u00e9 essa que induz ao rompimento do pacto social e promove a devasta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, abre-se um campo de investiga\u00e7\u00e3o para as IV Jornadas da EBP-LO onde, a partir da proposi\u00e7\u00e3o lacaniana \u201co inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d, a psican\u00e1lise nos orienta e nos permite estabelecer uma contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 atual tend\u00eancia pol\u00edtica disruptiva que, em nome de \u201cDeus, P\u00e1tria e Fam\u00edlia\u201d, evoca um imperativo categ\u00f3rico capaz de produzir e ressoar o \u00f3dio para convocar a massa a aderir a um projeto pautado pela insanidade, pela intoler\u00e2ncia e passar ao ato destrutivo da coisa p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, aguardamos o envio dos trabalhos para seguirmos o debate e avan\u00e7ar na contraposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica fomentada pela Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana e pela rede pol\u00edtica lacaniana mundial \u2013 Zadig (<em>Zero abjectiondemocraticinternationalgroup<\/em>), que faz parte do Campo Freudiano e conta com apoio das Escolas filiadas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise \u2013 AMP ao empuxo disruptivo da subjetividade pol\u00edtica de nossa \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis a\u00ed nossa escolha for\u00e7ada \u2013 fundamentada na escolha lacaniana, onde a heresia prevalece sobre a ortodoxia, como nos indica Miller em \u201cCampo Freudiano, Ano Zero\u201d (2017).<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;12602&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title title=&#8221;Eixos tem\u00e1ticos&#8221;][\/eikra-vc-text-title][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] \u00a0Eixo1 \u2014 CL\u00cdNICA \u2014 Denizye Zacharias &#8211; EBP\/AMP \u00a0Freud p\u00f5e em evid\u00eancia a decifra\u00e7\u00e3o das forma\u00e7\u00f5es do Inconsciente atrav\u00e9s da fala, pois nos sintomas, nos atos falhos e nos relatos dos sonhos, algo se l\u00ea no dizer do sujeito que \u00e9 tecido com os fios das palavras associadas livremente. 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