{"id":11936,"date":"2022-03-15T18:22:16","date_gmt":"2022-03-15T21:22:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?page_id=11936"},"modified":"2022-03-15T18:22:16","modified_gmt":"2022-03-15T21:22:16","slug":"argumento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/jornadas\/iii-jornadas-ebp-secao-lo-o-misterio-da-sexuacao\/argumento\/","title":{"rendered":"ARGUMENTO"},"content":{"rendered":"<h3><span style=\"color: #003366;\"><strong>ARGUMENTO DAS III JORNADAS DA EBP-LO<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>\u00c9 um-a-um. \u00c9 singular e \u00e9 plural.<\/p>\n<p>\u00c9 como eu vivo. \u00c9 como voc\u00ea vive. \u00c9 como ele vive (ou n\u00e3o vive).<\/p>\n<p>Ser ou ter o falo?<\/p>\n<p>Todo ou n\u00e3o-todo f\u00e1lico?<\/p>\n<p>Sexua\u00e7\u00e3o, gozo e real.<\/p>\n<p>Assexuado?<\/p>\n<p>Quanto mais modos de gozo, mais g\u00eaneros<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>A sexualidade, em Freud, \u00e9 perversa e polimorfa. N\u00e3o visa a reprodu\u00e7\u00e3o, mas a satisfa\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o. \u00c9 assim j\u00e1 nos Tr\u00eas Ensaios e nas Teorias Sexuais Infantis. Desdobra-se em Totem e Tabu e se afirma no \u00c9dipo. Est\u00e1 na origem das neuroses.<\/p>\n<p>Em Lacan, \u00e9 sexua\u00e7\u00e3o. \u00c9 buraco no real. N\u00e3o necessariamente psicopatol\u00f3gica, mas subjetiva, original, n\u00e3o fora da cultura. \u00c9 sintom\u00e1tica.<\/p>\n<p>Lacan toma o \u00c9dipo freudiano em tr\u00eas momentos de seu ensino: como met\u00e1fora paterna, nos quatro discursos e nas f\u00f3rmulas qu\u00e2nticas. Lacan parte do pai morto para chegar ao pai vivo e encarnado, de RSI. Do pai orangotango gozador, ao do desejo que n\u00e3o \u00e9 an\u00f4nimo, ao que tem direito ao amor e ao respeito de seus filhos quando toma uma mulher como seu objeto de desejo, n\u00e3o de gozo; e \u00e9 capaz de transmitir a castra\u00e7\u00e3o e o desejo aos seus descendentes. Do Nome-do-pai \u00e0 pluralidade dos Nomes-do-pai.<\/p>\n<p>Se Freud estabelece uma rela\u00e7\u00e3o entre Totem e Tabu e \u00c9dipo dizendo que ambos t\u00eam a mesma estrutura, onde h\u00e1 homens como sujeitos do mito e mulheres como objetos de gozo; Lacan a toma e a coloca como base de suas f\u00f3rmulas qu\u00e2nticas, para partir da exce\u00e7\u00e3o e chegar ao universal do lado Homem. T\u00e3o em quest\u00e3o na contemporaneidade.<\/p>\n<p>O ao menos um sobre o qual n\u00e3o incide a lei rege a l\u00f3gica que marca o lugar do sujeito junto ao falo e remete o objeto de gozo para o lado Mulher.<\/p>\n<p>Desde Complexos familiares, os Semin\u00e1rios 4, 5, 17, 20&#8230;; de Hans a Joyce, passando pela Significa\u00e7\u00e3o do falo, Lacan vai questionar, como o enigma de Diretrizes para um congresso sobre a sexualidade feminina, o estatuto real da sexua\u00e7\u00e3o, que permanece um mist\u00e9rio. Miller nos lembra que o mist\u00e9rio \u201c\u00e9 o que resulta do dom\u00ednio do simb\u00f3lico sobre o corpo\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, \u201cda uni\u00e3o da fala com o corpo\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">O MIST\u00c9RIO DA SEXUA\u00c7\u00c3O<\/span><\/p>\n<p>Este \u00e9 o tema das III JORNADAS DA EPB-LO, que acontecer\u00e3o a partir de nossa sede, em Bras\u00edlia, na Alian\u00e7a Francesa, nos dias 23 e 24 de setembro de 2022, de forma h\u00edbrida &#8211; presencial e virtualmente. Ligia Gorini (ECF\/AMP) \u00e9 a nossa convidada este ano.<\/p>\n<p>Se, em 2021, falamos de todas as formas de amor poss\u00edveis de se dizer algo, em 22, vamos falar de sexua\u00e7\u00e3o. Do amor que vela ao real da sexualidade. Do fazer com a impossibilidade radical. Das formas, Homem e Mulher, do falasser se colocar, de falhar, frente ao real da rela\u00e7\u00e3o sexual que n\u00e3o existe. Este real, \u201cmist\u00e9rio do corpo falante\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, mais al\u00e9m do g\u00eanero e do anat\u00f4mico, que estabelece, via Lacan, dois campos \u2013 um do desejo, outro do gozo. O primeiro, aponta para o desencontro; o segundo, \u00e0 solid\u00e3o do Um<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 complementaridade entre os sexos, o que h\u00e1 \u00e9 um modo de gozo para cada um. O que h\u00e1 s\u00e3o semblantes e mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Assim sendo, est\u00e3o todos convidados a discutir, a debater, a seguir, sem desvend\u00e1-lo.<\/p>\n<h6>Bartyra Ribeiro de Castro<br \/>\nEBP\/AMP<br \/>\nCoordenadora das III JORNADAS DA EBP-LO<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Miller J.-A., Entrevista com E. Marty, In: \u00a0<a href=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/2021\/04\/14\/entrevista-sobre-le-sexe-des-modernes\/\">https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/2021\/04\/14\/entrevista-sobre-le-sexe-des-modernes\/<\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Miller J.-A., O Inconsciente e o corpo falante. Scilicet <em>O Corpo Falante \u2013 Sobre o inconsciente no s\u00e9culo XXI, S\u00e3o Paulo, 2016, <\/em>p.25.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Idem.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Lacan, J., O Semin\u00e1rio, Livro 20, Zahar Ed. Rio de Janeiro, 1982, p. 178.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Bay\u00f3n P. A.,\u00a0 <em>G\u00e9nero semblante \u2013 g\u00e9nero\u00a0real<\/em>, In\u00a0: <a href=\"https:\/\/zadigespana.com\/2022\/02\/02\/genero-semblante-genero-real\/?fbclid=IwAR3U6OBGM8LbtmtowtWUPys88SM9Sj6RdzmLFhS0AJhio1wYisuyvBCdcSk\">https:\/\/zadigespana.com\/2022\/02\/02\/genero-semblante-genero-real\/?fbclid=IwAR3U6OBGM8LbtmtowtWUPys88SM9Sj6RdzmLFhS0AJhio1wYisuyvBCdcSk<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARGUMENTO DAS III JORNADAS DA EBP-LO \u00c9 um-a-um. \u00c9 singular e \u00e9 plural. \u00c9 como eu vivo. \u00c9 como voc\u00ea vive. \u00c9 como ele vive (ou n\u00e3o vive). Ser ou ter o falo? Todo ou n\u00e3o-todo f\u00e1lico? Sexua\u00e7\u00e3o, gozo e real. Assexuado? Quanto mais modos de gozo, mais g\u00eaneros[1]. 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