{"id":11485,"date":"2021-05-12T20:08:59","date_gmt":"2021-05-12T23:08:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/?page_id=11485"},"modified":"2021-05-12T20:08:59","modified_gmt":"2021-05-12T23:08:59","slug":"fragmentos-de-amuro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/slo\/jornadas\/ii-jornadas-ebp-secao-lo-amor-no-tempo-das-coleras\/fragmentos-de-amuro\/","title":{"rendered":"Fragmentos de amuro"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;FRAGMENTOS DE AMURO&#8221;][\/eikra-vc-text-title][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>Fernanda Fernandes &#8211; MS<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-11719\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/frag_amuro_002_001.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"338\" \/>Transfer\u00eancia. Saber. Amor. Para Freud a transfer\u00eancia \u00e9 um fen\u00f4meno libidinal pr\u00f3prio da experi\u00eancia anal\u00edtica, \u00e9 o que d\u00e1 acesso ao inconsciente. Em Lacan, este amor de transfer\u00eancia est\u00e1 para o lado do paciente e deve ser trabalhado via desejo do analista. Ele ocupa o lugar de Sujeito Suposto Saber, um saber suposto, s\u00f3 sabe de seus efeitos. Do amor, n\u00e3o se sabe, acontece! O amor &#8220;vela a impossibilidade da rela\u00e7\u00e3o sexual&#8221;, como tamb\u00e9m marca a sua impossibilidade. Em tempos de busca por saber imediato, de tentativas de muros quebrados pelas redes, em que tudo pode ser dito, de conting\u00eancias pand\u00eamicas, de atendimentos online, o que podemos pensar deste amor dirigido ao saber? Nos lembra o poeta: &#8220;Que a parede n\u00e3o seja s\u00edmbolo de obst\u00e1culo \u00e0 liberdade, nem de desejos reprimidos&#8230;eu tenho um gosto rasteiro de ir por reentranhas, baixar em rachaduras de paredes por frinchas, por gretas&#8230;&#8221; (Manoel de Barros)&#8221;[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>Laisa Gon\u00e7alves Teixeira &#8211; GO<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-11720\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/frag_amuro_002_002-245x300.png\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>Esse aforismo lacaniano d\u00e1 um destaque ao amor como aquilo que pode fazer uma articula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel entre gozo e desejo. Miller (2013) destaca que desejo e gozo s\u00e3o duas estruturas distintas, h\u00e1 uma hi\u00e2ncia entre essas duas dimens\u00f5es, pois o desejo se relaciona ao Outro, enquanto que o gozo concerne ao corpo pr\u00f3prio, \u00e9 autoer\u00f3tico2. Como \u00e9 poss\u00edvel, ent\u00e3o, renunciar ao gozo aut\u00edstico e encaminhar-se nas vias do desejo? S\u00f3 o amor, como mediador, poder\u00e1 realizar essa proeza.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>Wal\u00e9ria Maria da Paix\u00e3o Borges Vieira &#8211; GO<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-11721\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/frag_amuro_002_003.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"360\" \/>O amor tem um n\u00famero infinito de configura\u00e7\u00f5es, mas para a psican\u00e1lise o interessante \u00e9 o amor que acontece na experi\u00eancia anal\u00edtica, esta frase, destacada no muro acima se encontra no Semin\u00e1rio 8 de Lacan, A<em> transfer\u00eancia<\/em>. A frase nos remete \u00e0 import\u00e2ncia de compreender o amor de transfer\u00eancia para fazer acontecer a experi\u00eancia anal\u00edtica. O amor \u00e9 \u00fanico, e entendido como uma met\u00e1fora, este significante se atualiza nesta experi\u00eancia, marcado pela falta primordial, causada pela castra\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m pelo desejo do Outro.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>Fab\u00edola Fiuza, Goi\u00e2nia<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-11571 size-medium\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/amurados004-300x216.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"216\" \/><\/p>\n<p>Por considerar o amor pelo vi\u00e9s do narcisismo Lacan aponta, nesse tempo de seu ensino, para sua dimens\u00e3o imagin\u00e1ria em que a hostilidade aparece como a outra face do amor.\u00a0 O tra\u00e7o que o amante atribui ao amado tem sua raiz no narcisismo, naquilo que \u00e9 seu e que ao buscar no outro carrega a verdade especular do sujeito. A vers\u00e3o voraz surge diante falta de harmonia entre sujeito e objeto, revelando um esfor\u00e7o prec\u00e1rio do amor para fazer frente ao furo.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>F\u00e1bio Mantovaneli, Campo Grande<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-11572 size-medium\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/amurados005-211x300.png\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>Toda a demanda ao outro acaba se constituindo em demanda de amor. Ao pedir por satisfa\u00e7\u00e3o do que se designa ao outro, nunca se obter\u00e1 resposta satisfat\u00f3ria ao que \u00e9 designado. A demanda \u00e9 do sujeito: nem objeto nem nenhum outro s\u00e3o capazes de satisfaz\u00ea-la. \u00c9 nesse jogo de (in)satisfa\u00e7\u00f5es nunca completo que se pode pontuar a import\u00e2ncia do amor para que se exista: o ser humano, para existir, precisa, de alguma forma, a princ\u00edpio, ser amado, e para que continue vivendo \u00e9 preciso que ame.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h6>Ceres L\u00eada F\u00e9lix de F. Rubio- Goi\u00e2nia.<\/h6>\n<figure id=\"attachment_11573\" aria-describedby=\"caption-attachment-11573\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11573\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/slo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/amurados006-300x225.png\" alt=\"Foto: Wal\u00e9ria Paix\u00e3o\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11573\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Wal\u00e9ria Paix\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lacan no Semin\u00e1rio, Livro 8 \u2013 \u201cA Transfer\u00eancia\u201d nos impacta ao proferir essa frase e em tempos t\u00e3o dif\u00edceis ouvir falar de amor \u00e9 algo que nos det\u00e9m, pelo menos por um instante.Lacan nos aponta que a condi\u00e7\u00e3o para amar sup\u00f5e uma posi\u00e7\u00e3o que consente com uma falta, a falta, elemento constituinte do Parl\u00eatre que se estabelece na rela\u00e7\u00e3o com um Outro. Desse modo, existir no mundo implica fazer la\u00e7o, e para isso \u201c\u00e9 necess\u00e1rio reconhecer que se tem necessidade do outro\u201d acrescenta Miller tamb\u00e9m ao falar sobre o amor.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;FRAGMENTOS DE AMURO&#8221;][\/eikra-vc-text-title][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] Fernanda Fernandes &#8211; MS Transfer\u00eancia. Saber. Amor. Para Freud a transfer\u00eancia \u00e9 um fen\u00f4meno libidinal pr\u00f3prio da experi\u00eancia anal\u00edtica, \u00e9 o que d\u00e1 acesso ao inconsciente. Em Lacan, este amor de transfer\u00eancia est\u00e1 para o lado do paciente e deve ser trabalhado via desejo do analista. 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