{"id":2116,"date":"2019-08-04T11:26:51","date_gmt":"2019-08-04T14:26:51","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/?p=2116"},"modified":"2019-08-04T11:26:51","modified_gmt":"2019-08-04T14:26:51","slug":"a-epopeia-de-lacan-comentarios-sobre-o-passe-clinico-e-o-institucional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/a-epopeia-de-lacan-comentarios-sobre-o-passe-clinico-e-o-institucional\/","title":{"rendered":"A epopeia de Lacan &#8211; Coment\u00e1rios sobre o passe cl\u00ednico e o institucional"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2178 alignright\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cartaz_passe-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/>Em primeiro lugar, chamo a aten\u00e7\u00e3o para o t\u00edtulo desta segunda aula de Miller do semin\u00e1rio dado por ele e publicado como \u201cpol\u00edtica lacaniana\u201d: a epopeia de Lacan.<\/p>\n<p>Vamos nos deter um segundo no termo epopeia: ele nos indica que Lacan ser\u00e1 tomado ent\u00e3o como um her\u00f3i. Como tal, \u00e0s voltas com a solid\u00e3o de seu ato, n\u00e3o sem as modula\u00e7\u00f5es com o Outro, afinal, um her\u00f3i tem como Outro, no m\u00ednimo, seu destino. Um her\u00f3i n\u00e3o recua de seu desejo, segue em dire\u00e7\u00e3o a seu ato sem culpa, ato que s\u00f3 poder\u00e1 ser nomeado como tal a posteriori, quando narrado na epopeia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, ao ver a rea\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria que provocou, ao instaurar o passe, Lacan dir\u00e1 que n\u00e3o considerou o \u201ctempo de compreender\u201d.<\/p>\n<p>Miller ent\u00e3o nos apresenta os movimentos de Lacan que resultaram em atos. Um ato, nessa perspectiva, se mede por suas consequ\u00eancias, n\u00e3o por suas inten\u00e7\u00f5es (\u00e9tica kantiana x \u00e9tica hegeliana). Nesse sentido, na perspectiva lacaniana, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ser consequente, ao n\u00e3o ceder de seu desejo, negligencia-se algo do \u201ctempo para compreender\u201d. Ato.<\/p>\n<p>S\u00f3 podemos falar de epopeia lacaniana (o que parece uma express\u00e3o muito feliz) como a narra\u00e7\u00e3o dos feitos de Lacan, a posteriori, quando podemos reconhecer que Lacan, como her\u00f3i, n\u00e3o ter\u00e1 cedido do seu desejo e, \u00e0 luz de seus atos, reconhecer os passos que a posteriori, vamos repetir, o ter\u00e3o anunciado.<\/p>\n<p>Momentos da epopeia, segundo Miller:<\/p>\n<p>1 \u2013<strong>\u00a0Lacan conforme \u00e0 norma<\/strong>, num primeiro momento. Lacan segue as normas da Sociedade Psicanal\u00edtica de Paris, filiada \u00e0 IPA, analisa-se por 7 anos com Lowenstein, \u00e9 supervisionado, etc. Encontra os impasses da \u201csubjetividade\u201d de sua \u00e9poca, que levar\u00e3o \u00e0 sua sa\u00edda, com outros \u00a0que o acompanham. (Sess\u00f5es curtas, principalmente, mas o que estava em quest\u00e3o era ferir os padr\u00f5es, os standards fixados pela IPA). Podemos acompanhar desde esse momento a quest\u00e3o institucional que se entremeia \u00e0s quest\u00f5es te\u00f3ricas e cl\u00ednicas.<\/p>\n<p>2 \u2013\u00a0<strong>Lacan de normas flex\u00edveis<\/strong>, em sua nova Sociedade, cujo afastamento da IPA o leva a imprimir, junto a outros, uma flexibiliza\u00e7\u00e3o, um abrandamento das regras institucionais, uma redu\u00e7\u00e3o das normas que acompanham o seu movimento de retorno te\u00f3rico \u00e0 Freud, sem que isso propriamente gerasse um rigor na cr\u00edtica do modelo institucional. Lacan espera seu reingresso \u00e0 IPA.<\/p>\n<p>Podemos dizer que sua releitura da \u201cPsicologia das massas e an\u00e1lise do eu\u201d (Freud) n\u00e3o tinha ainda gerado a cr\u00edtica do modelo institucional baseado nas identifica\u00e7\u00f5es e no complexo de Edipo, afetando a concep\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es sustentadas no modelo da Igreja e do Ex\u00e9rcito. Com a IPA, estamos diante das consequ\u00eancias do gesto de Freud de aceitar que a IPA reproduza o modelo da igreja e do ex\u00e9rcito, com \u201ccoopta\u00e7\u00e3o de s\u00e1bios\u201d e hierarquia, e todas as consequ\u00eancias e impasses gerados pelo modelo identificat\u00f3rio.\u00a0 Inclusive no que ser\u00e1 decisivo que \u00e9 a concep\u00e7\u00e3o que se formaliza em \u201can\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel\u201d, que se sustenta numa esp\u00e9cie de infinitiza\u00e7\u00e3o que encontra solu\u00e7\u00e3o s\u00f3 na identifica\u00e7\u00e3o com o analista, em tomar um lugar na hierarquia, em termos institucionais. N\u00e3o \u00e0 toa a concep\u00e7\u00e3o de final de an\u00e1lise ser\u00e1 decisiva para a subvers\u00e3o lacaniana da proposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(Podemos ousar dizer que a institui\u00e7\u00e3o IPA \u00e9 deposit\u00e1ria dos impasses freudianos, entre psicologia das massas e mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o?)<\/p>\n<p>Miller observa que n\u00e3o h\u00e1 textos pol\u00edticos de Lacan nesse per\u00edodo que se segue (fora, mais adiante, \u201csitua\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise&#8230; em 1956\u201d), mas eu me pergunto se n\u00e3o podemos considerar \u201ca psiquiatria inglesa e a guerra\u201d, um texto pol\u00edtico que aponta para a pol\u00edtica institucional, pela maneira como assinala as solu\u00e7\u00f5es do realismo ingl\u00eas e as experi\u00eancias de Bion e \u00a0outros psiquiatras com o rebotalho da m\u00e1quina de guerra, os exclu\u00eddos, como fundamentais para a elabora\u00e7\u00e3o posterior do modelo do cartel, em que a fun\u00e7\u00e3o do l\u00edder, sua autoridade, j\u00e1 sofre um rebaixamento.<\/p>\n<p>Este per\u00edodo (53-53) \u00e9 marcado pelo funcionamento ent\u00e3o do modelo do cartel. Em suma, consequ\u00eancias mais radicais da releitura de Freud por Lacan ainda n\u00e3o se formularam e a Sociedade Francesa de Psican\u00e1lise, de Lacan e alguns outros, reproduz o modelo institucional da Sociedade Psicanal\u00edtica de Paris, de maneira mais flex\u00edvel.<\/p>\n<p>O impasse que se dar\u00e1 a seguir responde ao que segue se produzindo: este funcionamento produz um impacto na estrutura de poder da an\u00e1lise did\u00e1tica que segue a hierarquia do pai, da passagem do t\u00edtulo identificat\u00f3rio, semblante que Lacan subverte e que cria obst\u00e1culos a que a Sociedade seja incorporada \u00e0 IPA.<\/p>\n<p><strong>3<\/strong><\/p>\n<p>Um segundo momento que se inaugura com a excomunh\u00e3o de Lacan e a funda\u00e7\u00e3o da Escola, ap\u00f3s a condi\u00e7\u00e3o imposta pela IPA de que Lacan n\u00e3o conduza an\u00e1lises did\u00e1ticas. Importante assinalar que Lacan \u00e0 essa altura n\u00e3o cedia do seu desejo de retorno aos fundamentos de Freud e essa \u00a0posi\u00e7\u00e3o no seu ensino nesse momento come\u00e7ava a produzir um impasse institucional que resulta na sua exclus\u00e3o da IPA, j\u00e1 que n\u00e3o aceita essa restri\u00e7\u00e3o institucional de que fique no seu canto, apartado do lugar que seu ensino j\u00e1 lhe designa. Vale lembrar que \u00e9 uma restri\u00e7\u00e3o institucional que resulta de seu ensino.<\/p>\n<p><strong>4<\/strong><\/p>\n<p>3 anos depois, a inven\u00e7\u00e3o do passe aparecer\u00e1 ent\u00e3o como a solu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e material para esse impasse que continua na Escola, solu\u00e7\u00e3o sustentada numa concep\u00e7\u00e3o de final de an\u00e1lise que vai de encontro \u00e0 l\u00f3gica do modelo de igreja e ex\u00e9rcito, concerto de s\u00e1bios mais hierarquia. O passe radicaliza essa subvers\u00e3o.<\/p>\n<p>Se o passe cl\u00ednico pudesse se restringir \u00e0 cl\u00ednica, n\u00e3o haveria grandes quest\u00f5es, o problema \u00e9 que ao quebrar a hierarquia, ele gerou ou revelou no seio institucional sua pr\u00f3pria resist\u00eancia. Grosso modo, trouxe a IPA que existe em toda institui\u00e7\u00e3o \u00e0 cena, como resist\u00eancia de romper a rotina do modelo, da hierarquia, da reinstaura\u00e7\u00e3o do conforto das identifica\u00e7\u00f5es, revelou a contra-an\u00e1lise dentro da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Resumindo, com o passe, Lacan tentou reduzir o empuxo a reconstruir a m\u00e1quina do pai, o funcionamento aos moldes do ex\u00e9rcito e da igreja, tentou fazer a institui\u00e7\u00e3o responder \u00e0 pol\u00edtica lacaniana, de ir al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o e dos ideais.<\/p>\n<p>O passe aparece ent\u00e3o com uma dimens\u00e3o institucional fundamental, causa e conclus\u00e3o pol\u00edtica e cl\u00ednica da ruptura com a IPA. Trata-se de uma dimens\u00e3o pol\u00edtica da cl\u00ednica e de uma dimens\u00e3o cl\u00ednica da pol\u00edtica. H\u00e1 jun\u00e7\u00e3o e disjun\u00e7\u00e3o, n\u00e3o uni\u00e3o, logo h\u00e1 sempre mal-estar.<\/p>\n<p>A aposta contida na inven\u00e7\u00e3o institucional do passe ao introduzir um corte na defini\u00e7\u00e3o do psicanalista e propor\u00a0 uma montagem, um dispositivo em que s\u00e3o os novos, os analistas jovens que nomeiam, em que a dimens\u00e3o do prest\u00edgio e da carreira est\u00e3o, portanto, \u00a0no m\u00ednimo reduzidas, coloca em jogo n\u00e3o s\u00f3 que h\u00e1 final de an\u00e1lise, como uma concep\u00e7\u00e3o de final de an\u00e1lise que se funda na diferen\u00e7a, no absolutamente singular, um obst\u00e1culo para a forma de funcionamento universalizante pr\u00f3pria de uma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Trata-se de romper com an\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel, propor uma desidentifica\u00e7\u00e3o f\u00e1lica em movimento contr\u00e1rio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora paterna que justamente institui o Outro, como demonstra Miller, e fazer entrar em cena uma outra concep\u00e7\u00e3o de final de an\u00e1lise como queda do objeto a, com desvanecimento do SSS e revelando \u201co Outro que n\u00e3o existe\u201d. Primazia do ato sobre a experi\u00eancia. Consequ\u00eancias se fazem sentir no n\u00edvel da autoridade, logo no plano institucional. A primeira concep\u00e7\u00e3o institui a autoridade, a segunda a destitui.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o de que o analista ent\u00e3o s\u00f3 se autoriza de si mesmo se d\u00e1 pela vertente da queda do objeto. Se a elabora\u00e7\u00e3o de saber se torna v\u00e3, o Outro n\u00e3o existe, n\u00e3o se pode ser analista por receber um t\u00edtulo, n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m para d\u00e1-lo. \u201cO verdadeiro esc\u00e2ndalo foi institucional\u201d, como diz Miller. Esta concep\u00e7\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com a hierarquia. Desloca-se, por exemplo, o t\u00edtulo de \u201ctitular\u201d para instal\u00e1-lo ao final da an\u00e1lise e de forma provis\u00f3ria.\u00a0 H\u00e1 um abalo no congresso de not\u00e1veis, um golpe na hierarquia, que Lacan teve que negociar, porque a nomea\u00e7\u00e3o passou a se fazer agora de baixo para cima, n\u00e3o tornar \u201cum como n\u00f3s\u201d, mas \u201cum adiante de n\u00f3s\u201d, nas palavras de Miller.<\/p>\n<p>Quem deve ser o juiz da experi\u00eancia do passe, no momento em que a experi\u00eancia decresce de import\u00e2ncia e se eleva o ato? A pr\u00e1tica e produ\u00e7\u00e3o importam menos que o frescor do ato e do instante. O realismo de Lacan o leva a apostar num tipo de assembleia \u2013 \u201cn\u00e3o sem os outros\u201d, novamente. Ao mesmo tempo resta o mal-estar, ningu\u00e9m est\u00e1 totalmente de acordo com as normas, \u201csalvo alguns\u201d.<\/p>\n<p><strong>Voltemos novamente a esse ponto:<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 assim um consenso do ponto de vista cl\u00ednico, o mal-estar se instala do ponto de vista institucional: Quando o passe desloca as linhas de prest\u00edgio ou se v\u00ea infiltrado pelas linhas de prest\u00edgio, o passe pode ser invadido pela hierarquia. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 sempre a balan\u00e7a entre a conformidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regras e \u00e0 experi\u00eancia e a radicalidade do ato.<\/p>\n<p>O passe, do ponto de vista cl\u00ednico, e do ponto de vista institucional, n\u00e3o se arranjam, h\u00e1 sempre um mal-estar. Ao se extrair as consequ\u00eancias institucionais do dispositivo do passe, resta sempre um desacordo.<\/p>\n<p>Se o passe \u00e9 um acontecimento cl\u00ednico, \u00e9 uma aposta a n\u00edvel institucional. Lacan apostou num deslocamento de for\u00e7as de quem nomeia os analistas, ao se centrar no desejo do analista e no ato, sem o acento na pr\u00e1tica e na experi\u00eancia, fazendo a enuncia\u00e7\u00e3o prevalecer sobre o enunciado, combatendo a rotina e evitando a degrada\u00e7\u00e3o. Esse deslocamento do poder foi o esc\u00e2ndalo, uma consequ\u00eancia pol\u00edtica da cl\u00ednica do final de an\u00e1lise como queda de <em>a<\/em>.<\/p>\n<p>Pergunta: se o esc\u00e2ndalo do passe \u00e9 institucional, hoje em dia como estamos? Mant\u00e9m essa for\u00e7a subversiva? E como manter ativa esta pot\u00eancia, como se diz hoje em dia? O esc\u00e2ndalo do passe sendo, nesse momento pregresso, esc\u00e2ndalo institucional, nos leva a perguntar tamb\u00e9m sobre o passe do ponto de vista cl\u00ednico nesse momento. Miller h\u00e1 um tempo atr\u00e1s denunciou sua vulgariza\u00e7\u00e3o. Pergunto como estamos quanto \u00e0s consequ\u00eancias pol\u00edticas de que a an\u00e1lise tem um fim, de que \u00e9 preciso encaminh\u00e1-la para o esgotamento das identifica\u00e7\u00f5es e quais as consequ\u00eancias pol\u00edticas disso, ou seja, em que termos estamos com o Outro no momento? Barrado ou ilimitado? Continua em jogo o combate da rotina da experi\u00eancia pelo ato? O passe precisa manter uma rela\u00e7\u00e3o desconforme com a rotina e o conformismo institucional para n\u00e3o se esgotar num ritual.\u00a0 Se apagarmos o mal-estar de que passe do ponto de vista cl\u00ednico e do ponto de vista institucional estejam juntos, estes v\u00e3o viver uma lua de mel mort\u00edfera? Pergunto ent\u00e3o: se banalizarmos o passe cl\u00ednico, que ele se industrialize num certo modelo burocr\u00e1tico ou se preste \u00e0 idealiza\u00e7\u00e3o, os efeitos institucionais seriam de regresso a uma esp\u00e9cie de IPA? \u00c9 preciso manter no horizonte o que Stella nos apontou na segunda passada: o imperativo \u00e9tico leva a tocar o imposs\u00edvel desde o in\u00edcio da analise, \u00e9 isso que passa. Quando perdemos de vista isso, o cora\u00e7\u00e3o de uma an\u00e1lise, e \u00e9 pr\u00f3prio do movimento de rotina e burocracia, ou de \u201cdemagogia\u201d, como disse Lacan, que isso aconte\u00e7a, voltamos \u00e0 idealiza\u00e7\u00e3o excessiva do passe (n\u00e3o s\u00f3 a idealiza\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel), e abrimos espa\u00e7o para sua degrada\u00e7\u00e3o em procedimento, em \u00a0hierarquia.<\/p>\n<p>Resta tamb\u00e9m a quest\u00e3o de como controlar a selvageria, dosar sua natureza de acontecimento, de ato, ou seja, em que dose incluir a experi\u00eancia.<\/p>\n<h6><em>Cristina Duba<\/em><\/h6>\n<h6>17.06.19<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em primeiro lugar, chamo a aten\u00e7\u00e3o para o t\u00edtulo desta segunda aula de Miller do semin\u00e1rio dado por ele e publicado como \u201cpol\u00edtica lacaniana\u201d: a epopeia de Lacan. 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