{"id":1950,"date":"2019-03-31T18:01:06","date_gmt":"2019-03-31T21:01:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/?p=1950"},"modified":"2019-03-31T18:01:06","modified_gmt":"2019-03-31T21:01:06","slug":"nota-da-diretoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/nota-da-diretoria\/","title":{"rendered":"NOTA DA DIRETORIA"},"content":{"rendered":"<p>Caros colegas,<\/p>\n<p>H\u00e1 duas semanas voc\u00eas receberam uma edi\u00e7\u00e3o extra do Letrear com o calend\u00e1rio completo das atividades da diretoria e dos semin\u00e1rios por conta e risco que v\u00e3o acontecer em 2019. Agora, no primeiro n\u00famero do nosso boletim, estamos trazendo not\u00edcias mais detalhadas sobre cada atividade e um breve resumo de como cada participante da nova diretoria (Renata Martinez, Ana Tereza Groisman e Andr\u00e9a Vilanova), pretende conduzir seus trabalhos. Logo abaixo, o texto de apresenta\u00e7\u00e3o da diretoria geral que foi lido na assembleia de membros da Se\u00e7\u00e3o Rio na \u00faltima sexta feira, dia 29 de mar\u00e7o:<\/p>\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o da diretoria geral da Se\u00e7\u00e3o Rio 2019\/2020<\/strong><\/p>\n<p>Quero apresentar em linhas gerais um projeto de trabalho que de certa forma j\u00e1 come\u00e7ou h\u00e1 algum tempo. \u00c9 assim que fazemos na Escola: a permuta\u00e7\u00e3o acontece a cada dois anos e o segundo ano de cada gest\u00e3o \u00e9 compartilhado com a gest\u00e3o seguinte. Por isso, durante o ano de 2018, estivemos acompanhando de perto o dia a dia da diretoria e aprendendo muito com essa parceria. Agrade\u00e7o \u00e0 Angela Bernardes, Ana Tereza Groisman, Elisa Monteiro e Rachel Amin pela acolhida e por tudo o que nos ensinaram ao longo desse per\u00edodo. Agrade\u00e7o especialmente a Ana Tereza que aceitou continuar por mais dois anos, desta vez na diretoria de cart\u00e9is, e que tem sido uma presen\u00e7a que faz muita diferen\u00e7a no processo de transi\u00e7\u00e3o entre as duas gest\u00f5es. Agrade\u00e7o muito \u00e0 Sandra Landim que em parceria com a diretoria de secretaria e tesouraria, coordena o amplo trabalho da comiss\u00e3o de divulga\u00e7\u00e3o, m\u00eddias e audiovisual da Se\u00e7\u00e3o Rio. [Leia +]\n<p>Em paralelo a esse trabalho, formamos um cartel com as participantes da nova diretoria e com Paulo Vidal como mais-um. \u00c9 um cartel dedicado \u00e0 leitura de textos institucionais de Lacan, que busca neles uma orienta\u00e7\u00e3o para lidar com as novas fun\u00e7\u00f5es que estamos assumindo, levando em conta o que de seu ensino est\u00e1 em jogo nesse funcionamento institucional.\u00a0 Isso n\u00e3o \u00e9 uma novidade, j\u00e1 foi feito em outras diretorias, e tem a fun\u00e7\u00e3o de evitar que sejamos absorvidas pela rotina do trabalho esquecendo a causa que est\u00e1 no horizonte da Escola.<\/p>\n<p>Uma Escola de psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana n\u00e3o \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o como outras porque busca funcionar a partir de uma l\u00f3gica coletiva muito peculiar. No texto sobre a teoria de Turim<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, (com o qual abrimos os trabalhos da Se\u00e7\u00e3o em fevereiro desse ano na conversa\u00e7\u00e3o de membros organizada em uma parceria entre as duas diretorias) Miller fala da Escola como uma inven\u00e7\u00e3o de Lacan para se arranjar com o grupo dos analistas de uma forma muito diferente daquela que Freud criou e insiste no seu car\u00e1ter paradoxal: ela \u00e9 um jeito de funcionar em grupo, \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o coletiva, no entanto, o que est\u00e1 em primeiro plano, o que deve prevalecer \u00e9 a solid\u00e3o subjetiva. Ele fala de um jeito bonito da Escola, como algo muito diferente de uma associa\u00e7\u00e3o profissional, onde todos se re\u00fanem em torno de uma pr\u00e1tica comum, de um modelo de profissional a ser compartilhado. Fala da Escola como um conjunto logicamente inconsistente porque apesar de n\u00e3o dispensar o ideal, o que o seu cora\u00e7\u00e3o abriga n\u00e3o s\u00e3o os ideais, e sim o que ele chama de \u201csolid\u00f5es incompar\u00e1veis\u201d. Fala disso usando express\u00f5es contundentes como <em>inven\u00e7\u00e3o<\/em>, <em>experi\u00eancia inaugural<\/em>, <em>ruptura<\/em>.<\/p>\n<p>Nesse mundo onde tudo tende a coletivizar, burocratizar, uniformizar, a escola \u00e9 um lugar onde essa tend\u00eancia deve ser reduzida ao m\u00ednimo e onde o que deve prevalecer \u00e9 a ordem do anal\u00edtico, do que d\u00e1 lugar \u00e0 solid\u00e3o incompar\u00e1vel.\u00a0 Miller retoma o termo enclave, ou ref\u00fagio, usado por Lacan pra falar desse talento da Escola de conseguir articular coletivo e singular. A Escola como ref\u00fagio \u00e9 um lugar ao mesmo tempo dentro e fora do mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente esse car\u00e1ter da Escola que lhe permite abrigar um tipo muito especial de rela\u00e7\u00e3o com o saber, que n\u00e3o se pretende completo, que inclui o furo, que n\u00e3o pode ser coletiviz\u00e1vel. \u00c9 um saber que se transmite entre uns e outros, por\u00e9m, somente a partir da rela\u00e7\u00e3o \u00fanica e singular que cada um estabelece com a Escola. \u00c9 algo semelhante ao que acontece em uma an\u00e1lise, quando o mais \u00edntimo e o mais estranho se apresentam ao mesmo tempo na figura do analista. \u00c9 o que chamamos transfer\u00eancia, condi\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise e tamb\u00e9m da transmiss\u00e3o que buscamos fazer na Escola.<\/p>\n<p>O exemplo mais vivo desse tipo de transmiss\u00e3o \u00e9 o passe. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil explicar como acontece, mas todos os que assistiram testemunhos de passe provavelmente experimentaram as consequ\u00eancias dessa presen\u00e7a da solid\u00e3o no meio do universal. N\u00e3o \u00e9 por acaso que Miller destaca o efeito radical do lugar que Lacan deu ao dispositivo do passe na sua Escola. Fala disso usando outra imagem forte: a da Escola morcego, Escola como um ser amb\u00edguo, que tem asas anal\u00edticas como um p\u00e1ssaro, e patas sociais como um mam\u00edfero, e que constitui uma dupla postula\u00e7\u00e3o, uma para o discurso anal\u00edtico e outra para o discurso do mestre <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Ele diz que a presen\u00e7a do passe faz da escola uma comunidade muito especial em que o mal- estar \u00e9 coisa natural<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Entendo o mal estar como essa tens\u00e3o permanente entre coletivo e singular, que no passe ganha toda a sua pot\u00eancia, mas que tamb\u00e9m habita a Escola desde seu \u00f3rg\u00e3o de base, o cartel, assim como em outros dispositivos.<\/p>\n<p>Funcionar dando lugar ao mal estar. Como isso \u00e9 dif\u00edcil! Todos aqui sabem o quanto. N\u00e3o s\u00f3 os muitos que j\u00e1 estiveram ocupando cargos nas inst\u00e2ncias da Escola \u2013 quando algumas dificuldades e tamb\u00e9m um certo mal-estar se apresentam de forma mais direta, mais evidente \u2013 mas todos os que nos diferentes momentos da sua forma\u00e7\u00e3o, participam da Escola, e que de uma maneira ou de outra precisam se arranjar com essa tens\u00e3o permanente entre um ideal comum que re\u00fane e oferece abrigo no sentimento de uma l\u00edngua compartilhada, de estar entre pares, e aquele tanto de si que cada um carrega e que n\u00e3o tem como fazer funcionar bem no grupo. Como a rela\u00e7\u00e3o disso com o coletivo n\u00e3o se arranja de uma vez por todas \u2013 precisa ser refeita a cada vez \u2013, a Escola est\u00e1 em constante muta\u00e7\u00e3o, e \u00e9 isso que lhe d\u00e1 vida. \u00c9 porque ela se refaz que pode existir no mundo mantendo seu vigor. Esse \u00e9 o seu valor.<\/p>\n<p>Em um mundo que n\u00e3o para de mudar e que \u00e0s vezes muda tanto a ponto de n\u00e3o sabermos se podemos continuar a chamar de mundo o que resta disso que nos acostumamos a entender como o nosso mundo, a Escola, pelo menos como conceito, \u00e9 aquela que pode trazer pra si a conversa sobre o horizonte de sua \u00e9poca. Cabe a n\u00f3s n\u00e3o engess\u00e1-la demais para que isso tenha chance de acontecer. Que novas ferramentas ou que novo uso podemos fazer das ferramentas que j\u00e1 conhecemos para seguir em frente diante de impasses in\u00e9ditos trazidos pelas constantes reconfigura\u00e7\u00f5es das formas de existir e de estar no mundo? Assim como n\u00e3o h\u00e1 um analista confortavelmente estabelecido de uma vez por todas, a Escola no sentido que Lacan deu a ela, habita o nosso horizonte como uma experi\u00eancia radical que vivemos em seu paradoxo.<\/p>\n<p>Ou seja, pensar na Escola como algo vivo, incluindo o mal-estar, soma de solid\u00f5es, \u00e9 o que nos d\u00e1 a possibilidade de estar \u00e0 altura do nosso tempo, de buscar responder \u00e0 subjetividade da \u00e9poca. O que esse tempo exige de n\u00f3s? \u00c9 um desassossego, uma desacomoda\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>A pergunta com a qual pretendemos orientar o trabalho dessa diretoria \u00e9 menos como fazer para se estabelecer de forma est\u00e1vel em um discurso, e sim, como, em cada atividade, em cada situa\u00e7\u00e3o, podemos fazer prevalecer um modo de funcionamento que favore\u00e7a a psican\u00e1lise, que seja coletivo e ao mesmo tempo traga a forma singular de transmitir, \u00e9 isso que creio poder produzir verdadeiramente acontecimento.<\/p>\n<p>Foi a partir dessa l\u00f3gica que pensamos em organizar as atividades, sempre que poss\u00edvel, seguindo o que estamos chamando de um \u201cesfor\u00e7o de conversa\u00e7\u00e3o\u201d. Apesar da conversa\u00e7\u00e3o ter sido usada inicialmente para debater casos cl\u00ednicos, os efeitos desse formato ultrapassam o campo da cl\u00ednica. Ela \u00e9 um modo de operar com o saber que visa dar o m\u00e1ximo de tempo \u00e0 reflex\u00e3o, ao coment\u00e1rio, e menos \u00e0 escuta passiva.\u00a0\u00a0 Miller compara a conversa\u00e7\u00e3o, quando ela funciona, a um tipo de associa\u00e7\u00e3o livre coletivizada, da qual esperamos certo efeito de saber.\u00a0 Ele diz assim: \u201cQuando a coisa acontece a mim, os significantes de outros me d\u00e3o ideias, me ajudam, e finalmente, acontece, \u00e0s vezes, algo novo, um \u00e2ngulo novo, perspectivas in\u00e9ditas\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Criar perspectivas in\u00e9ditas, fazer acontecer, n\u00e3o \u00e9 pouca coisa. Precisamos muito de perspectivas in\u00e9ditas para lidar com situa\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas. Como se servir da experi\u00eancia de cada um com sua an\u00e1lise e no trabalho da Escola de modo a \u201cfazer acontecer\u201d, quando algumas ferramentas que j\u00e1 foram t\u00e3o eficientes para produzir acontecimento, hoje se mostram quase sem serventia?\u00a0 A conversa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das que t\u00eam conseguido alcan\u00e7ar uma certa desacomoda\u00e7\u00e3o produtiva, \u00e9 um for\u00e7amento na dire\u00e7\u00e3o da Escola como experi\u00eancia, e certamente n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica maneira. Esperamos sustentar alguma desacomoda\u00e7\u00e3o que permita produzir outras experi\u00eancias durante esses dois anos que passam t\u00e3o r\u00e1pido. A conferir.<\/p>\n<p>Usar o conceito de Escola no seu sentido mais vivo depende de manter essa pergunta na ordem do dia. Recentemente dois colegas nossos, Maricia Ciscato e Paulo Vidal, trouxeram a figura do o\u00e1sis, no sentido que Hanna Arendt<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> d\u00e1 a ele, para pensar o nosso modo de funcionar no mundo quando ele se apresenta na sua face des\u00e9rtica. Eles falam de produzir e manter o\u00e1sis em meio ao deserto, n\u00e3o como espa\u00e7os que permitiriam algum tipo de adapta\u00e7\u00e3o, mas como fontes que permitem viver sem tomar o deserto como norma. Eles usam imagens muito potentes para falar desses espa\u00e7os, como cantos que pulsam, que t\u00eam o poder de inverter a l\u00f3gica mort\u00edfera, a l\u00f3gica da segrega\u00e7\u00e3o, e que conseguem \u201cinventar vida\u201d <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, \u201ccriar mundos nesse mundo\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 demais pensar em uma Escola que cria o\u00e1sis, sonhar com uma Escola que consegue sustentar acontecimentos capazes de criar mundos nesse mundo?<\/p>\n<p>Atualmente \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar lugares capazes de produzir esse efeito de ref\u00fagio paradoxal. Lugares que funcionem na l\u00f3gica de ser dentro e fora do mundo ao mesmo tempo e que sirvam de abrigo, onde seja poss\u00edvel se instalar por um tempo. Gosto de pensar no efeito da Escola menos como espa\u00e7o e sim como tempo, como momentos, momentos de respiro, um tempinho roubado, um descanso do tempo do mundo, que pode durar alguns instantes. Acho que esse j\u00e1 \u00e9 o nosso jeito de fazer o\u00e1sis. Quando uma conversa\u00e7\u00e3o funciona, isso acontece, \u00e9 uma maneira de criar o\u00e1sis. Acontece tamb\u00e9m muitas vezes no cartel. Quem nunca teve o sentimento de pausar a bagun\u00e7a do mundo quando vai correndo para um cartel e encontra l\u00e1 um respiro? Acredito que nosso o\u00e1sis de base \u00e9 o cartel. Mas n\u00e3o como um dom\u00ednio exclusivo. Esse respiro, tempo roubado, acontece muitas vezes nos testemunhos de passe, em uma ou outra conversa\u00e7\u00e3o, em alguns dos grandes eventos que nos mobilizam tanto, que desacomodam pra valer, como no \u00faltimo Encontro Brasileiro, mas tamb\u00e9m no dia a dia das atividades da Escola, em um novo \u00e2ngulo de leitura de um semin\u00e1rio j\u00e1 conhecido, na fala de um convidado que consegue transmitir em um dialeto que n\u00e3o \u00e9 nosso como a arte nos ensina (como j\u00e1 aconteceu, por exemplo, em encontros no Ra\u00edzes Liter\u00e1rias) e em outras tantas situa\u00e7\u00f5es que quando funcionam assim, nos convidam a ficar um tempinho a mais na cal\u00e7ada em frente \u00e0 casa da nossa Se\u00e7\u00e3o, antes de voltar pra bagun\u00e7a do mundo. Conversas na cal\u00e7ada em uma cidade onde esse h\u00e1bito caiu em desuso h\u00e1 tanto tempo.<\/p>\n<p>Cada um experimenta esses efeitos \u00e0 sua maneira e em momentos diferentes. Espero que nos pr\u00f3ximos anos as atividades que estamos programando junto com voc\u00eas, os nossos semin\u00e1rios das segundas-feiras, a psican\u00e1lise no cinema, os projetos da diretoria de biblioteca: Leituras em Cena, Leituras Contempor\u00e2neas, a presen\u00e7a forte do cartel e tamb\u00e9m as nossas Jornadas sobre o sonho, consigam, \u00e0s vezes, criar o\u00e1sis, mundos no mundo, um tempinho de respiro roubado pra muitos de n\u00f3s. Vamos ao trabalho e contamos com voc\u00eas.<\/p>\n<h6><em>Andr\u00e9a Reis Santos<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. Teoria de Turim: sobre o sujeito da Escola. Em: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online<\/strong>, Ano 7, N\u00famero 21: Novembro de 2016. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_21\/teoria_de_turim.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_21\/teoria_de_turim.pdf<\/a>&gt;. \u00daltimo acesso em: 28\/03\/2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. Quest\u00e3o de Escola: Proposta sobre a Garantia. Em: <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online<\/strong>, Ano 8, N\u00famero 23: Julho de 2017. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_23\/Questao_de_Escola.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_23\/Questao_de_Escola.pdf<\/a>&gt;. \u00daltimo acesso em: 28\/03\/2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> MILLER, Jacques-Alain. <strong>Pol\u00edtica Lacaniana<\/strong>. Buenos Aires: Cole\u00e7\u00e3o Diva, 2017.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> MILLER, Jacques-Alain et al.\u00a0<strong>La pareja e el amor: conversaciones clinicas com Jacques Alain-Miller em Barcelona<\/strong><em>. <\/em>1\u00aa ed. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2005.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> ARENDT, H.\u00a0De deserto e de O\u00e1sis. Em:\u00a0<strong>O que \u00e9 Pol\u00edtica? &#8211; Fragmentos das Obras P\u00f3stumas Compilados por \u00darsula Ludz<\/strong>. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> CISCATO, Mar\u00edcia. <strong>Os o\u00e1sis nossos de cada dia<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/loucuraseamores2017.wordpress.com\/2017\/10\/31\/os-oasis-nossos-de-cada-dia\/\">https:\/\/loucuraseamores2017.wordpress.com\/2017\/10\/31\/os-oasis-nossos-de-cada-dia\/<\/a>&gt;. \u00daltimo acesso em: 28\/03\/2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> VIDAL, Paulo. <strong>Provocado pelo Corpo El\u00e9trico<\/strong>. Dispon\u00edvel em:\u00a0 &lt;<a href=\"https:\/\/loucuraseamores2017.wordpress.com\/2017\/11\/08\/provocado-pelo-corpo-eletrico\/\">https:\/\/loucuraseamores2017.wordpress.com\/2017\/11\/08\/provocado-pelo-corpo-eletrico\/<\/a>&gt;. \u00daltimo acesso em: 28\/03\/2019.<\/h6>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>Diretoria de secretaria e tesouraria:<\/strong><\/span><\/p>\n<h6><em>Renata Martinez<\/em><\/h6>\n<p>Num primeiro olhar, o que se espera da diretoria de secretaria e tesouraria s\u00e3o de fato tarefas pr\u00e1ticas e cotidianas: administrar o dinheiro, cuidar nos m\u00ednimos detalhes da casa e de toda a estrutura que a envolve, zelar pelo andamento e funcionamento das diversas atividades que a Se\u00e7\u00e3o Rio comporta.\u00a0Entretanto, n\u00e3o deixar essa empreitada na ordem do\u00a0<em>automaton<\/em>\u00a0\u00e9 nossa aposta! Aposta na pot\u00eancia do encontro, na riqueza do trabalho de Escola e, sem d\u00favida, no avan\u00e7o da pr\u00e1tica e da teoria \u2013\u00a0marcas da rela\u00e7\u00e3o viva de cada um com a causa anal\u00edtica.<\/p>\n<p>A transfer\u00eancia de trabalho nos move. Aprender a propor\u00e7\u00e3o e o ritmo do trabalho solit\u00e1rio e entre pares ser\u00e1 um exerc\u00edcio di\u00e1rio e, certamente, n\u00e3o sem consequ\u00eancias.\u00a0\u00a0Vamos caminhar, dando contorno aos impasses que surgirem, para que nossa sede possa acolher Escola e Instituto, cada um a sua medida, em suas produ\u00e7\u00f5es e sustenta\u00e7\u00f5es do delicado la\u00e7o entre cl\u00ednica, pol\u00edtica e episteme. M\u00e3os \u00e0 obra!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros colegas, H\u00e1 duas semanas voc\u00eas receberam uma edi\u00e7\u00e3o extra do Letrear com o calend\u00e1rio completo das atividades da diretoria e dos semin\u00e1rios por conta e risco que v\u00e3o acontecer em 2019. 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