{"id":1889,"date":"2018-10-25T19:50:42","date_gmt":"2018-10-25T22:50:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/?p=1889"},"modified":"2018-10-25T19:50:42","modified_gmt":"2018-10-25T22:50:42","slug":"seminario-com-clara-holguin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/seminario-com-clara-holguin\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio com Clara Holgu\u00edn"},"content":{"rendered":"<p><strong>01\/10 Semin\u00e1rio com Clara Holgu\u00edn<\/strong><\/p>\n<p><strong>Not\u00edcias da conversa: Thereza De Felice<\/strong><\/p>\n<p>No dia 1\/10, contamos na Se\u00e7\u00e3o Rio com a presen\u00e7a de Clara Holgu\u00edn, presidente da NEL, que intitulou sua fala como \u201cA m\u00e3e, figura que n\u00e3o se adequa aos para\u00edsos f\u00e1licos\u201d. A ideia era articular os temas da Jornada da NEL, de 2018, \u201cQu\u00e9 madres hoy?\u201d, e do XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, \u201cA queda do falocentrismo: consequ\u00eancias para a psican\u00e1lise\u201d. A discuss\u00e3o partiu das seguintes perguntas propostas por Clara Holgu\u00edn: Como cada um se pensa nesta \u00e9poca? Como lemos as quest\u00f5es da atualidade e fazemos la\u00e7o entre as Escolas?<\/p>\n<p>Os temas da queda do falocentrismo e das m\u00e3es de hoje come\u00e7am a se entrela\u00e7ar quando levamos em conta as singularidades de ser m\u00e3e nos tempos atuais. Se pensarmos a queda do falo como a queda de seu lugar no centro do discurso, ent\u00e3o, onde ele est\u00e1? Ser m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 mais um atributo necess\u00e1rio para que algu\u00e9m seja mulher. Estamos diante de uma variedade de m\u00e3es. Poder\u00edamos dizer, ent\u00e3o, que, ser m\u00e3e, hoje, n\u00e3o passa pela l\u00f3gica f\u00e1lica?<\/p>\n<p>A multiplicidade de tipos de m\u00e3es se insere no contexto em que a ordena\u00e7\u00e3o do gozo pelo \u201cter ou n\u00e3o ter\u201d est\u00e1 enfraquecida. No lugar do falo como refer\u00eancia, aparecem outros referentes, que n\u00e3o fornecem resposta.<\/p>\n<p>Os movimentos feministas atuais dariam not\u00edcias de um modo de resposta \u00e0quilo que, classicamente, ganharia uma significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica advinda do Nome do Pai. Esses movimentos n\u00e3o apenas reivindicam direitos, mas viralizam a palavra. Nas redes, com os algoritmos, cifras e n\u00fameros, os nomes se capilarizam sem um ordenador universal. O que aparece \u00e9 um gozo opaco, n\u00e3o limitado pelo f\u00e1lico. As palavras se propagam sem limites, como, por exemplo, no movimento <em>#metoo<\/em>. Clara Holgu\u00edn o descreve como um movimento feminino, na medida em que, nesse caso espec\u00edfico, as mulheres foram tomadas pela palavra, fazendo-se escutar a partir de uma l\u00f3gica que n\u00e3o responde ao falo como refer\u00eancia. Para a psicanalista, poder\u00edamos encarar tal movimento como um tratamento atual do gozo feminino: coletiviza-se o n\u00e3o-todo, a partir de um sentido \u00fanico.<\/p>\n<p>Trata-se de uma inven\u00e7\u00e3o, uma solu\u00e7\u00e3o sem medida comum, mas que, sem d\u00favida, vemos tamb\u00e9m operar em sua face de segrega\u00e7\u00e3o. Restou, no encontro, a pergunta: quanto \u00e0s m\u00e3es, em que coletivos v\u00e3o se haver com o gozo feminino, sem o tratamento do Nome do Pai?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>01\/10 Semin\u00e1rio com Clara Holgu\u00edn Not\u00edcias da conversa: Thereza De Felice No dia 1\/10, contamos na Se\u00e7\u00e3o Rio com a presen\u00e7a de Clara Holgu\u00edn, presidente da NEL, que intitulou sua fala como \u201cA m\u00e3e, figura que n\u00e3o se adequa aos para\u00edsos f\u00e1licos\u201d. 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