{"id":1856,"date":"2018-08-29T11:27:11","date_gmt":"2018-08-29T14:27:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/?p=1856"},"modified":"2018-08-29T11:27:11","modified_gmt":"2018-08-29T14:27:11","slug":"noite-da-biblioteca-dia-17-de-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/noite-da-biblioteca-dia-17-de-agosto\/","title":{"rendered":"Noite da Biblioteca, dia 17 de agosto"},"content":{"rendered":"<p>Lan\u00e7amento do livro de Maria Silvia G. F. Hanna<\/p>\n<p>\u201cA transfer\u00eancia no campo da psicose: uma quest\u00e3o\u201d<\/p>\n<p>Resenha do livro, por Adylson Ennes<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 capital a frase de Lacan: \u201cN\u00e3o recuar diante da psicose\u201d&#8230;<\/p>\n<p>O que me chamou a aten\u00e7\u00e3o na abordagem da autora n\u00e3o foi, apenas, valer-se dos trabalhos anteriores de autores como S. Freud, J. Lacan, S. Ferenczi, Abraham, entre outros, mas o modo de sua apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Maria Silvia interroga, em seus termos, a possibilidade da transfer\u00eancia na psicose, a despeito da ideia que se manteve durante muito tempo de que a psicose n\u00e3o seria analis\u00e1vel, pela dificuldade de apresentar fen\u00f4menos da transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso acreditar em suas possibilidades para levar a frente um tratamento como esse. \u00c9 preciso se dispor a \u201csecretariar\u201d o seu paciente.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Dissolu\u00e7\u00e3o, Lacan chama a aten\u00e7\u00e3o para o mal entendido a partir do fato de que o sujeito nasce entre seres falantes que n\u00e3o se escutam, n\u00e3o se entendem. \u00a0Isso daria for\u00e7a ao que Miller vem a colocar depois, que \u201ctodo mundo \u00e9 delirante\u201d? \u00c9 bom para pensar, mas, nem por isso, seremos todos psic\u00f3ticos.<\/p>\n<p>Para pensar o tratamento do psic\u00f3tico, a autora ressalta a pergunta: qual \u00e9 o lugar em que o analista \u00e9 colocado ao conduzir um tratamento no campo da psicose? E Lacan vai se orientar mantendo a primazia do simb\u00f3lico sobre o imagin\u00e1rio. Em verdade, a psicose fica como uma estrutura que caracteriza uma rela\u00e7\u00e3o do sujeito com a linguagem.<\/p>\n<p>Mais que analisar detidamente os mecanismos da psicose, o que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a frase inicial desta resenha: \u201cN\u00e3o recuar diante da psicose\u201d. \u00a0Isso a autora nos mostra magistralmente ao analisar o caso de um analisante. Analisante que desenvolve uma transfer\u00eancia forte, erot\u00f4mana, e que Maria Silvia trata de modo brilhante.\u00a0Talvez com alguns momentos de desconforto, face \u00e0 for\u00e7a dessa transfer\u00eancia. Mas foi gra\u00e7as a ter suportado, inclusive dizendo, a certa altura, \u201cposso trat\u00e1-lo, mas n\u00e3o am\u00e1-lo\u201d, frente aos ci\u00fames violentos que se apresentavam por vezes.<\/p>\n<p>Durante todo o tempo, foi bastante delicado o manejo dessa transfer\u00eancia, visto que a transfer\u00eancia na psicose exige, por parte do analista, que ele abra m\u00e3o de qualquer tentativa de interpreta\u00e7\u00e3o que suporte a dificuldade de ser situado muitas vezes no lugar d\u2019O absoluto que, em verdade, \u00e9 um lugar de horror, tanto para o analista,\u00a0como para o sujeito, efeito do Real que acompanha, na verdade, todo o tratamento da psicose.<\/p>\n<p>Para encerrar, cito nominalmente a autora \u201cPara responder a isso, o analista conta com o seu desejo, desprendido de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia do inconsciente, e com sua manobra\u201d, e finaliza afirmando que o tratamento da psicose \u00e9 poss\u00edvel desde que o analista se ofere\u00e7a como destinat\u00e1rio de seu trabalhos de amarra\u00e7\u00e3o, de enlace do n\u00f3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan\u00e7amento do livro de Maria Silvia G. 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