{"id":5990,"date":"2020-03-09T17:37:18","date_gmt":"2020-03-09T20:37:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/?page_id=2648"},"modified":"2023-09-22T08:03:42","modified_gmt":"2023-09-22T11:03:42","slug":"psicanalise-e-cinema","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/carteis-4\/intercambio\/psicanalise-e-cinema\/","title":{"rendered":"Psican\u00e1lise e Cinema"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h2><span style=\"color: #993300;\">2020<\/span><\/h2>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;4&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>PSICAN\u00c1LISE E CINEMA<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ana Martha Maia e Stella Jimenez<\/p>\n<p>O tema escolhido para este ano \u00e9 \u201cSob o dom\u00ednio do Outro: ideais, desejo, gozo\u201d.<\/p>\n<p>A formula\u00e7\u00e3o, propositalmente amb\u00edgua, nos permitir\u00e1 escolher\u00a0filmes que mostrem situa\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o social ou do imp\u00e9rio expl\u00edcito do inconsciente, em suas m\u00faltiplas facetas.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator border_width=&#8221;2&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h2><span style=\"color: #993300;\">2019<\/span><\/h2>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;4&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Cinema e Psican\u00e1lise<\/strong><\/span><\/h3>\n<h6>Coordena\u00e7\u00e3o:\u00a0<em>Stella Jimenez e Ana Martha Wilson Maia<\/em><\/h6>\n<p>Neste ano, trabalharemos o tema\u00a0<em>As paix\u00f5es do ser: Amor, \u00f3dio e ignor\u00e2ncia<\/em>.<\/p>\n<p>Com este tema, daremos continuidade ao que v\u00ednhamos trabalhando: A subvers\u00e3o nos tempos atuais, subvers\u00e3o de costumes e de paradigmas, que acabou sendo atropelada por uma eclos\u00e3o, tamb\u00e9m muito atual, das paix\u00f5es mais prim\u00e1rias.[\/vc_column_text][vc_separator border_width=&#8221;3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong><a name=\"mercado\"><\/a>Cinema e Psican\u00e1lise<\/strong><\/span><\/h3>\n<h3><strong>Ciclo de debates: As paix\u00f5es do ser &#8211; Amor \u00f3dio e ignor\u00e2ncia.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>Debate sobre Mercado de Capitais<\/strong><\/h3>\n<p>Doris inicia a conversa com o p\u00fablico colocando a dimens\u00e3o de jogo impl\u00edcita nos movimentos da bolsa de valores. V\u00e1rios personagens dizem que se trata de um jogo.<\/p>\n<p>Stella cita Lacan: O \u00fanico bem que vale a pena \u00e9 aquele que serve para pagar o pre\u00e7o do desejo (Semin\u00e1rio 7) e ressalta que, no capitalismo e no neoliberalismo, o dinheiro passou a ser o supremo bem. As pessoas querem dinheiro para ter dinheiro e n\u00e3o para obter algo em troca dele.<\/p>\n<p>Te\u00f3filo Cavalcanti, na plateia, acrescentou que isso acontece desde o calvinismo, pois este come\u00e7ou a valorizar o fato de se ter dinheiro.<\/p>\n<p>Usando a met\u00e1fora do jogo, Stella acrescentou que essa procura do dinheiro como objetivo final faz com que as pessoas sejam vistas como \u201cfichas\u201d. Ou seja, elas s\u00f3 t\u00eam valor enquanto podem ser trocadas por dinheiro. E depois, s\u00e3o jogadas fora.\u00a0Acaba a solidariedade, j\u00e1 que a din\u00e2mica \u00e9 de \u201ctodos contra todos\u201d.<\/p>\n<p>O debate se dividiu em dois aspectos: os que introduziram d\u00favidas ou acrescentaram dados ao tema do neoliberalismo e o debate psicanal\u00edtico propriamente dito.<\/p>\n<p>Houve v\u00e1rias pessoas que pensaram que as mulheres, neste drama, eram mostradas sem divis\u00f5es, n\u00e3o atrapalhadas. Stella e outros participantes pensam que, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 muito clara a divis\u00e3o subjetiva e as atrapalha\u00e7\u00f5es em que se encontram as protagonistas.<\/p>\n<p>Ana Martha comentou o n\u00e3o-desejo de filho no tempo atual: \u201chouve \u00e9poca em que se esperava que a mulher desejasse ser m\u00e3e\u201d. Mas justamente, \u00e9 esta uma das divis\u00f5es que mostra o filme: uma mulher gr\u00e1vida, que cuida do embara\u00e7o, mas se obriga a ocult\u00e1-lo para n\u00e3o perder seu lugar no banco.<\/p>\n<p>Cristina Lutterbach acrescentou que o modo de pensamento atual exige repostas precisas, que n\u00e3o se quer dar lugar para o indeterminado. Exig\u00eancia imposs\u00edvel, porque a conting\u00eancia sempre aparece, sobretudo nesse tipo de mercado.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;5095&#8243; img_size=&#8221;300&#215;300&#8243; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong><a name=\"mama_colonel\"><\/a>Cinema e Psican\u00e1lise<\/strong><\/span><\/h3>\n<h3>Debate sobre Mama Colonel<\/h3>\n<h6>Stella Jimenez e Ana Martha Maia<\/h6>\n<p>O filme apresenta mazelas universais<\/p>\n<p>&#8211; a tend\u00eancia \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o, expuls\u00e3o, confinamento e exterm\u00ednio de pessoas catalogadas como indesejadas. Neste roteiro, na tenta\u00e7\u00e3o de responsabilizar algo ou algu\u00e9m pelas apari\u00e7\u00f5es s\u00fabitas do real,\u00a0tem crian\u00e7as que s\u00e3o acusadas de bruxaria, e por isso espancadas e afastadas.<\/p>\n<p>&#8211; a tend\u00eancia a silenciar, invisibilizar e culpabilizar as mulheres estupradas.<\/p>\n<p>Tudo isto exacerbado por condi\u00e7\u00f5es extremas de mis\u00e9ria e de anomia social: o Estado n\u00e3o funciona, as leis s\u00e3o inoperantes por diferentes contradi\u00e7\u00f5es e entraves jur\u00eddicos, sem contar que nem sequer existe solidariedade entre as pessoas que vivem numa mesma comunidade.<\/p>\n<p>Lamentamos n\u00e3o ter tido tempo de chamar um historiador ou um antrop\u00f3logo, porque seria necess\u00e1ria uma explica\u00e7\u00e3o das causas que levaram uma civiliza\u00e7\u00e3o milen\u00e1ria, como a africana, a tal grau de decomposi\u00e7\u00e3o. Stella suspeita que os processos de escraviza\u00e7\u00e3o,\u00a0 de coloniza\u00e7\u00e3o, neocoloniza\u00e7\u00e3o e espolia\u00e7\u00e3o por parte de outros pa\u00edses tiveram responsabilidade nisto. Vicente acrescentou a responsabilidade das igrejas crist\u00e3s que se impuseram \u00e0s africanas, e a sua obscena ostenta\u00e7\u00e3o de riqueza.<\/p>\n<p>O que chamou muito a aten\u00e7\u00e3o de Stella foi o apelo aos significantes familiares: a protagonista era chamada Maman Colonelle, e n\u00e3o Senhora Colonel, ou Coronelle. Quando ela se dirigia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o o fazia com os termos pais, m\u00e3es, crian\u00e7as, no lugar dos habituais Senhoras e senhores, ou compatriotxs, ou congolensxs.\u00a0 Ou seja, um apelo \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o social a partir do mais arcaico, do mais prim\u00e1rio, dos significantes da fam\u00edlia. Stella acha que este tipo de discurso \u00e9 sintoma de deteriora\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es, de abalo do contrato social. Neste caso, deteriora\u00e7\u00e3o existente; em outros casos, deteriora\u00e7\u00e3o desejada. Ela pretende desenvolver este tema em outro texto.<\/p>\n<p>Foi debatido o tema da vergonha das mulheres estupradas, das consequ\u00eancias da guerra e a situa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, no Congo e no Brasil.<\/p>\n<p>Ana Martha ressaltou que no caso das mulheres que sofreram os efeitos desta guerra, h\u00e1 a perda do corpo, do homem e do filho. Devastadas, reencontram um sopro de vida: Maman Coronelle n\u00e3o sabe o que fazer com as crian\u00e7as. \u00c9 quando uma das mulheres diz: \u201cn\u00f3s podemos cuidar delas, ainda somos m\u00e3es\u201d.[\/vc_column_text][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong><a name=\"mama2\"><\/a>Uma reflex\u00e3o a partir do filme <em>Mama Colonel<\/em><\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>A significa\u00e7\u00e3o da defesa da fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<h6><span style=\"color: #993300;\">Stella Jimenez<\/span><\/h6>\n<p>Ao ver o filme <em>Mama Colonel<\/em>,<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> que exp\u00f5e diversas facetas da mis\u00e9ria humana, me detive a meditar num ponto aparentemente secund\u00e1rio. O Congo \u00e9 apresentado como um pa\u00eds onde as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o funcionam: o Estado \u00e9 inoperante, as leis n\u00e3o podem ser aplicadas \u00e0 causa de diferentes desacordos jur\u00eddicos e nem sequer \u00e9 poss\u00edvel contar com a solidariedade entre as pessoas.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o de anomia parece ser consequ\u00eancia direta da guerra entre Uganda e Ruanda, durante a qual ambos invadiram o Congo, estupraram as mulheres, mataram e mutilaram os homens. Apesar do confronto ter acabado j\u00e1 fazia 15 anos no momento retratado no filme, os estragos continuam presentes e os habitantes se dividem entre os danificados e os que reclamam dos danificados, dizendo: isso aconteceu faz 15 anos, essas pessoas t\u00eam que continuar em frente.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m as espolia\u00e7\u00f5es a que a \u00c1frica foi e \u00e9 submetida por parte dos pa\u00edses dominantes t\u00eam responsabilidade sobre esta situa\u00e7\u00e3o: escravid\u00e3o colonialismo, neocolonialismo, saqueio de suas riquezas.<\/p>\n<p>Neste canto do mundo abandonado \u00e0 pr\u00f3pria sorte aparece Colonel Honorine, uma mulher decidida a ajudar as crian\u00e7as e as mulheres submetidas a toda classe de viol\u00eancia. Essa mulher era chamada de Mama, Mama Colonel. Por que n\u00e3o senhora Coronel ou\u00a0 Coronela? Poderia me limitar a pensar num apelido carinhoso, devido \u00e0 forma carinhosa e firme com que ela vai resolvendo os problemas. \u00c0 sua ineg\u00e1vel voca\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Estes apelativos familiares reaparecem cada vez que ela se dirige \u00e0 comunidade. Ela diz \u201cpais, m\u00e3es, crian\u00e7as\u201d no lugar dos consabidos: senhoras e senhores, ou cidad\u00e3os e cidad\u00e3s, ou compatriotas, ou congolenses etc.<\/p>\n<p>Sabemos, com Freud, que a psicologia individual \u00e9 a mesma que a coletiva, e que, quando um sujeito est\u00e1 em perigo, a palavra que surge de sua boca \u00e9 m\u00e3e.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, esse apelo aos significantes b\u00e1sicos da fam\u00edlia n\u00e3o pode ser pensado como um chamado ao n\u00facleo social mais primitivo, na aus\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es que deveriam ser involucradas, envolvidas?<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m vemos no filme que, provisoriamente, um dos impasses \u00e9 contornado unindo m\u00e3es que perderam os filhos com filhos que ficaram sem m\u00e3es.\u00a0 Novamente, o apelo a uma solu\u00e7\u00e3o pela via dos sentimentos familiares mais arcaicos.<\/p>\n<p>Por outro lado, Freud nos adverte que, mesmo sendo a fam\u00edlia o n\u00facleo b\u00e1sico da sociedade, ela entra em tens\u00e3o com organiza\u00e7\u00f5es sociais mais elaboradas, as que representam o contrato social. A fam\u00edlia tende \u00e0 endogamia, enquanto as institui\u00e7\u00f5es abrem para horizontes mais amplos.<\/p>\n<p>E lembro que, geralmente, os tiranos e os aspirantes a s\u00ea-lo, al\u00e9m de se referenciar em significantes da linhagem paterna (Deus, a p\u00e1tria), invocam repetidamente a import\u00e2ncia da fam\u00edlia. Esta esp\u00e9cie de retrocesso ao n\u00facleo b\u00e1sico da sociedade parece ser um pren\u00fancio de que esse sujeito, esse aspirante a tirano, planeja se projetar como pai ou como irm\u00e3o maior da sociedade e prescindir das institui\u00e7\u00f5es. Podemos reconhecer essa exalta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e de seus valores em todos os governos autorit\u00e1rios e conservadores, quando n\u00e3o claramente fascistas.<\/p>\n<p>Vemos, ent\u00e3o, duas situa\u00e7\u00f5es d\u00edspares nas quais coincide um enaltecimento da fam\u00edlia \u2014 de seus significantes, de seus afetos, de seus valores \u2014 com um apagamento das institui\u00e7\u00f5es. No caso do Congo, para tentar restabelecer os la\u00e7os sociais a partir deste n\u00facleo prim\u00e1rio; no caso dos regimes totalit\u00e1rios, para justificar um poder vertical tomando a fam\u00edlia como modelo.<\/p>\n<p>Lacan nos fala disto na Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967. Ele diz que as sociedades se organizam em conformidade com a topologia do plano projetivo. (Mais uma vez, a sociedade demonstra ter a mesma estrutura que os sujeitos.) O plano projetivo apresenta um ponto de fuga, um ponto fora de linha.<\/p>\n<p>Surgem, nos ensina Lacan, facticidades.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> \u201cNo simb\u00f3lico, temos o mito edipiano\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> A psican\u00e1lise necessita desse mito e precisa tomar Freud (e Lacan, e Miller), no lugar do pai, porque sem estes pais corre-se o risco de cair em diferentes del\u00edrios. Lacan diz: \u201cretire-se o \u00c9dipo, e a psican\u00e1lise em extens\u00e3o , diria eu, torna-se inteiramente da al\u00e7ada do del\u00edrio do presidente Schreber\u201d.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Mas na organiza\u00e7\u00e3o social de um pa\u00eds, que necessita ser plural, que necessita entrar no jogo dos furos instaurados pelas diversas institui\u00e7\u00f5es, o que significa querer preencher o furo com o pai?<\/p>\n<p>Hitler dizia que a fam\u00edlia \u00e9 o principal representante do povo.<\/p>\n<p>Deus, P\u00e1tria e Fam\u00edlia era o lema do integralismo, movimento fascista fundado por Pl\u00ednio Salgado em 1932. Deus, P\u00e1tria e Fam\u00edlia \u00e9 o lema da Alian\u00e7a pelo Brasil, partido lan\u00e7ado pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019.<\/p>\n<p>Estes dirigentes n\u00e3o querem a fam\u00edlia s\u00f3 como n\u00facleo prim\u00e1rio da sociedade. Querem moldar a sociedade com a forma da fam\u00edlia. Eles, claro, como pai (ou, poderia ser, como m\u00e3e). Uma sociedade como um \u201ctodo\u201d, sem buracos, seguindo o que acham que deve ser o modelo familiar. Querem sociedades totalit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Por isso, este tipo de dirigentes se ocupa de denunciar o que chamam \u201cfam\u00edlia disfuncional\u201d, sem perceber que toda fam\u00edlia funciona dessa maneira. Como querem uma sociedade tipo fam\u00edlia sem furo, pretendem \u201cnormalizar\u201d as fam\u00edlias.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Sempre que se pensa no nazismo, se lembra da facticidade da segrega\u00e7\u00e3o, chamada por Lacan de facticidade real. Mas tamb\u00e9m estava presente a instrumentaliza\u00e7\u00e3o da facticidade simb\u00f3lica para legitimar o lugar de Hitler como l\u00edder incontest\u00e1vel.<\/p>\n<p>Claro que a fam\u00edlia \u00e9 importante! Mas \u00e9 preciso ter consci\u00eancia de que entre as fam\u00edlias e seus l\u00edderes deve ser preservado um rico tecido social de institui\u00e7\u00f5es que se limitam umas \u00e0s outras, que se furam entre elas, e que jamais se equilibram.<\/p>\n<p>J\u00e1 sabemos dos perigos do dirigente que fica invocando Deus. Mas podemos ver tamb\u00e9m o perigo daquele que se erige em defensor da fam\u00edlia.<\/p>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Filme rec\u00e9m-lan\u00e7ado no Brasil, (dire\u00e7\u00e3o: Dieudo Hamadi, Congo\/ Fran\u00e7a).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Elementos fict\u00edcios que simulam tamponar a fuga, e fazer aparecer um conjunto aberto como um conjunto fechado.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Lacan, J. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967. <em>In<\/em>: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003, p. 261.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Idem, p. 262.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Claro que n\u00e3o s\u00f3 por isso querem \u201cnormalizar\u201d as fam\u00edlias, Tamb\u00e9m est\u00e3o presentes o medo e a intoler\u00e2ncia \u00e0s diferen\u00e7as.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;5094&#8243; img_size=&#8221;300&#215;300&#8243; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong><a name=\"bicho_sete_cabecas\"><\/a>Cinema e Psican\u00e1lise<\/strong><\/span><\/h3>\n<h3>Debate sobre Bicho de 7 cabe\u00e7as<\/h3>\n<h6>Stella Jimenez e Ana Martha Maia<\/h6>\n<p>Mariana Mollica centrou sua apresenta\u00e7\u00e3o nas dificuldades da fam\u00edlia do protagonista. A m\u00e3e depressiva e o pai muito autorit\u00e1rio, habitado pela paix\u00e3o da ignor\u00e2ncia, que n\u00e3o conseguiam escutar as ang\u00fastias do filho adolescente. Esta situa\u00e7\u00e3o se redobrou no hospital no qual \u00e9 internado sem seu consentimento.<\/p>\n<p>Ela falou sobre a segrega\u00e7\u00e3o dos sujeitos que n\u00e3o se alinhavam com os ideais normativos da sociedade e articulou essa situa\u00e7\u00e3o com o genoc\u00eddio que atualmente acontece nas favelas, onde s\u00f3 pelo fato de um sujeito ter uma cor diferente ou ser pobre j\u00e1 \u00e9 considerado fora dos padr\u00f5es e pass\u00edvel de ser assassinado. Este tema repercutiu vivamente no p\u00fablico que retomou a situa\u00e7\u00e3o mediante exemplos.<\/p>\n<p>Ressaltou, tamb\u00e9m, a sabedoria dos psic\u00f3ticos, como eles enunciam p\u00e9rolas, tanto a respeito do saber lidar com a situa\u00e7\u00e3o, como de produzir beleza em forma de poesia.<\/p>\n<p>Pedro Gabriel Delgado colocou duas quest\u00f5es cruciais.<\/p>\n<p>Primeira: Os internos do hospital aparecem em situa\u00e7\u00f5es extremamente degradadas. Isso \u00e9 s\u00f3 cenogr\u00e1fico? Ele responde que n\u00e3o, lembrando que na \u00e9poca em que ele e outros psiquiatras iniciaram a luta antimanicomial os internos eram tratados dessa mesma forma. De fato, o filme \u00e9 baseado num livro autobiogr\u00e1fico de<\/p>\n<p>Austreg\u00e9silo Carrano Bueno que se tornou ativista da luta antimanicomial e escritor.<\/p>\n<p>Segunda quest\u00e3o: \u00e9 poss\u00edvel retroceder at\u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o semelhante? Com o apoio de diversos depoimentos da plateia, ele conclui que seria imposs\u00edvel, pois atualmente foi dada voz aos internos e \u00e0s fam\u00edlias dentro dos hospitais. Todavia, \u00e9 poss\u00edvel sim e existe um retrocesso: os alojamentos substitutivos \u00e0 interna\u00e7\u00e3o est\u00e3o sem or\u00e7amento, o que tem sido investidos nos hospitais. Os CAPs est\u00e3o sendo substitu\u00eddos por comunidades religiosas.<\/p>\n<p>Os hospitais de interna\u00e7\u00e3o voltaram a operar com a terapia electroconvulsivante para al\u00e9m de sua indica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, ou seja, em casos de melancolia grave que n\u00e3o cede com psicoterapia e medica\u00e7\u00e3o, assim como na catatonia. \u00a0Novamente esta terapia de choque \u00e9 usada com finalidades correcionais e as consequ\u00eancias desse tipo de terapia continuam a ser um certo d\u00e9ficit neuronal.<\/p>\n<p>O debate foi muito animado, com perguntas e interven\u00e7\u00f5es muito interessantes.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;2491&#8243; img_size=&#8221;300&#215;300&#8243; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]<a name=\"dama\"><\/a><\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Cinema e Psican\u00e1lise<\/strong><\/span><\/h3>\n<h3>Debate sobre o filme: A grande dama do cinema.<\/h3>\n<p>Angela\u00a0Bernardes comenta os\u00a0estragos\u00a0de um luto n\u00e3o elaborado: os sujeitos ficam presos ao passado. Neste caso, um passado de gl\u00f3rias e\u00a0glamour, pois somente quando os protagonistas enfrentam o risco de uma nova perda, conseguem substituir\u00a0o passado\u00a0e\u00a0viver o presente.<\/p>\n<p>Para Alexandre Lambert, este filme funciona como uma boa aula de roteiro. Ele sublinha que toda hist\u00f3ria sempre traz uma moral,\u00a0impl\u00edcita ou expl\u00edcita (como neste filme),\u00a0e que se uma hist\u00f3ria se apresenta como imparcial,\u00a0leva consigo a mensagem mais insidiosa.<\/p>\n<p>Foi discutido o\u00a0am\u00f3dio\u00a0presente\u00a0nas rela\u00e7\u00f5es de amizade e nas rela\u00e7\u00f5es de um casal.\u00a0No filme, por vezes aparece mais claramente o \u00f3dio e noutras, o amor.<\/p>\n<p>Por que as rela\u00e7\u00f5es de amizade\u00a0s\u00e3o mais potentes contra a puls\u00e3o de morte do que as de casal? A pergunta fica sem reposta.<\/p>\n<p>O filme mostra, tamb\u00e9m, que n\u00e3o existe amizade no neoliberalismo.[\/vc_column_text][vc_separator border_width=&#8221;3&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;2490&#8243; img_size=&#8221;300&#215;300&#8243; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2350\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/CInema-e-Psicana\u0301lise-02-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/>Resumo do debate: Varda por Agn\u00e9s<\/span><\/h3>\n<h6><em>Debatedoras: Gloria Seddon, psicanalista e artista pl\u00e1stica e F\u00e1tima Pinheiro, psicanalista e artista pl\u00e1stica da EBP\/AMP<\/em><\/h6>\n<p>Foi uma enorme emo\u00e7\u00e3o assistir o filme desta pioneira, seja como mulher, cineasta ou revolucion\u00e1ria. Em seguida, tivemos um vivo debate no qual foram destacados v\u00e1rios temas:<\/p>\n<p>&#8211; O amor presente na sua obra, amor dirigido ao Outro, j\u00e1 que para ela os outros eram mais importantes que ela mesma.<\/p>\n<p>&#8211; Exemplo de arte como forma de resist\u00eancia e fator de mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Import\u00e2ncia do desejo dirigido aos Outros, na diferen\u00e7a da hist\u00f3ria de jovem mulher retratada num filme dos filmes de Varda, que ao longo de sua vida vai cortando seus la\u00e7os at\u00e9 morrer.<\/p>\n<p>&#8211; Import\u00e2ncia do humor na sua obra : surge uma pergunta no debate sobre a forma com que Varda transmite sua experi\u00eancia &#8211; se seria pela via da ironia ou do humor &#8211; e se conclui que se trata de uma nota l\u00fadica.<\/p>\n<p>&#8211; Cr\u00edtica sobre os efeitos mort\u00edferos do neoliberalismo que trata tudo como produtos.<\/p>\n<p>&#8211; O relevo que a diretora d\u00e1 ao entorno: n\u00e3o se limita a focar nas figuras centrais. Ela sempre v\u00ea o que usualmente n\u00e3o se olha.<\/p>\n<p>&#8211; Elevar o objeto \u00e0 dignidade da coisa: Varda eleva (literalmente falando) pessoas e coisas desprezadas pela sociedade de consumo e lhes d\u00e1 um papel predominante.<\/p>\n<p>&#8211; Cria\u00e7\u00e3o de novas palavras e de novos conceitos para definir suas cria\u00e7\u00f5es e sua arte.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destas observa\u00e7\u00f5es, o debate se centrou na diferen\u00e7a entre arte ef\u00eamera e a caducidade r\u00e1pida dos produtos da sociedade de consumo, no imp\u00e9rio da puls\u00e3o de morte.<\/p>\n<p>E foi discutida a diferen\u00e7a entre cria\u00e7\u00e3o (ex -nihilo) e a inven\u00e7\u00e3o (a partir de elementos j\u00e1 existentes.)[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]<a name=\"cinema\"><\/a><\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2241\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cinema_psicanalise_snowden.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" \/>Debate sobre o filme Snowden<\/span><\/h3>\n<h6><em>Por Ana Martha Maia e Stella Jimenez<\/em><\/h6>\n<p>Embora tenha sido lan\u00e7ado em 2016, sua exibi\u00e7\u00e3o trouxe uma plateia participativa e numerosa. O debate foi muito animado, do qual destacamos\u00a0alguns dos principais pontos levantados.<\/p>\n<p>Snowden denunciou e mostrou que a NSA e a CIA monitoravam\u00a0<u>todos<\/u>\u00a0os cidad\u00e3os do mundo por meio de seus celulares e computadores. Mesmo estando desligados, com estes aparelhos \u00e9 poss\u00edvel ativar um \u201cnervo \u00f3tico\u201d que permite ver e escutar tudo o que est\u00e1 sendo feito e falado pelo sujeito. No filme, aparece a Petrobras, Dilma e Lula sendo observados. Snowden declarou que esse monitoramento serve para se apoderar dos recursos de outros pa\u00edses e para derrocar ou debilitar governos n\u00e3o alinhados com os objetivos estrat\u00e9gicos dos EEUU. \u00c9 uma estrat\u00e9gia de guerra e a CIA e a NSA est\u00e3o em guerra contra todos. O pre-sal corresponde a um ter\u00e7o das reservas petrol\u00edferas do mundo.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, qual \u00e9 o papel da imprensa?\u00a0 Vimos, com a presen\u00e7a do jornalista convidado, Geraldo Mainenti, que o dever \u00e9tico \u00e9 publicar os fatos de interesse p\u00fablico, devidamente checados. E como funciona a m\u00eddia no Brasil? \u00c9 subserviente da Cia e da NSA, j\u00e1 que defendem os mesmos objetivos: os interesses neoliberais das grandes corpora\u00e7\u00f5es que querem lucrar cada vez mais. Todas essas corpora\u00e7\u00f5es, por sua vez, s\u00e3o canalizadas para a ind\u00fastria das armas e da guerra. Ent\u00e3o, os grandes jornais publicam fatos n\u00e3o confirmados e omitem outros, sempre servindo ao capital financeiro. Neste sentido, surgiu um trocadilho: liberdade de imprensa n\u00e3o \u00e9 liberdade de empresa<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Foi discutido o papel dos jornalistas: muitos se submetem \u00e0 linha executiva para n\u00e3o perder o emprego. Mas sempre \u00e9 poss\u00edvel fazer uma escolha \u00e9tica, como Geraldo Mainenti: ele se demitiu de todos os \u00f3rg\u00e3os que falseavam intencionalmente os acontecimentos.<\/p>\n<p>Foi um erro de Lula continuar a subsidiar a Globo? Teria que ser criada uma m\u00eddia mais democr\u00e1tica? Muitos apostaram no papel da Internet como ve\u00edculo de informa\u00e7\u00e3o independente.<\/p>\n<p>Foi levantado o fato de que nesse campo da SNA, a CIA e as corpora\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m h\u00e1\u00a0contradi\u00e7\u00f5es. E que um s\u00f3 homem, com seu desejo, como disse Lenita Bentes, conseguiu sacudir esse imenso poder.<\/p>\n<p>Foi colocada a pergunta de por que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o reage ao conhecer as not\u00edcias veiculadas pelo Intercept. Ser\u00e1 que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 imbecilizada?\u00a0 Foi respondido que duas grandes paix\u00f5es humanas foram mobilizadas propositalmente para cegar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o: a paix\u00e3o do \u00f3dio e a paix\u00e3o da ignor\u00e2ncia. Frente a estas paix\u00f5es claudicam os argumentos e as evid\u00eancias. Como se opor a elas?<\/p>\n<p>Uma possibilidade seria por meio da cultura. Levar a arte, o teatro, o cinema, para comunidades que s\u00f3 contam com as igrejas para amenizar suas ang\u00fastias.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ter sido retomada no debate, achamos impactante a resposta que deu Snowden ao ser interrogado sobre a possibilidade de ser morto: Todos vamos morrer. O importante \u00e9 a maneira em que se vive.[\/vc_column_text][vc_column_text]<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2240\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/cinema_psicanalise_elefante.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Aconteceu na Cidade<\/span><\/h3>\n<p><strong>Sobre Psican\u00e1lise e Cinema<\/strong><\/p>\n<h6>Por Ana Martha Maia e Stella Jimenez<\/h6>\n<p>Debate sobre o filme\u00a0Elefante,\u00a0de Gus Van Sant: dois adolescentes invadem a escola, disparam a esmo e morrem logo depois. Debatedores: Cristina Duba e Sergio Javier Ferreira, cientista social. O debate foi muito animado! De inicio, Cristina Duba falou sobre o t\u00edtulo do filme e o relacionou a uma par\u00e1bola chinesa. Elefante seria uma refer\u00eancia\u00a0\u00e0\u00a0frase \u201cTem um elefante na sala\u201d, ou seja, algo muito grande e inc\u00f4modo que todo mundo finge n\u00e3o ver.\u00a0 E\u00a0tamb\u00e9m a uma\u00a0par\u00e1bola chinesa que narra como diferentes cegos querem definir um elefante a partir do peda\u00e7o que tocam: nunca chegam ao elefante total. Assim,\u00a0Cristina situou o papel do indefin\u00edvel frente a um ato t\u00e3o radical. Ambos debatedores assinalaram o papel da meritocracia nos EEUU, onde desde a inf\u00e2ncia aparece a biparti\u00e7\u00e3o: ser perdedor ou bem-sucedido. O p\u00fablico\u00a0presente\u00a0comentou diferentes aspectos que o filme aborda, como a facilidade de se conseguir armas, a exclus\u00e3o social\u00a0e os jogos de v\u00eddeo game. Houve um certo consenso em torno do fato de\u00a0que\u00a0existiriam certos elementos que se poderiam pautar, embora sempre ficaria algo de inconclusivo:<\/p>\n<p>Em pessoas que se sentiram exclu\u00eddas, se a ideologia dominante faz apologia do uso de\u00a0armas,\u00a0pode surgir n\u00e3o s\u00f3 o desejo de vingan\u00e7a sen\u00e3o tamb\u00e9m a fantasia delirante de se construir um lugar social importante, ainda que depois da morte.<\/p>\n<p>O f\u00e1cil acesso \u00e0\u00a0compra de\u00a0armas.<\/p>\n<p>Garotos que n\u00e3o conseguem separar realidade de jogo, por\u00a0n\u00e3o poderem\u00a0metaforizar.<\/p>\n<p>Sobre a import\u00e2ncia dos videogames n\u00e3o houve uma conclus\u00e3o definitiva, j\u00e1\u00a0que alguns participantes insistiram em que os jogos e os filmes violentos teriam um papel muito importante em incitar estes atos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ebp.org.br\/rj\/2019\/08\/05\/elefante\/\">http:\/\/ebp.org.br\/rj\/2019\/08\/05\/elefante\/<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iazq0z8bYBE[\/vc_column_text][vc_row_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/4&#8243;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_single_image image=&#8221;2239&#8243; img_size=&#8221;200&#215;200&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_single_image image=&#8221;2238&#8243; img_size=&#8221;200&#215;200&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column_inner][vc_column_inner width=&#8221;1\/4&#8243;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] 2020 [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;4&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] PSICAN\u00c1LISE E CINEMA Coordena\u00e7\u00e3o: Ana Martha Maia e Stella Jimenez O tema escolhido para este ano \u00e9 \u201cSob o dom\u00ednio do Outro: ideais, desejo, gozo\u201d. A formula\u00e7\u00e3o, propositalmente amb\u00edgua, nos permitir\u00e1 escolher\u00a0filmes que mostrem situa\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o social ou do imp\u00e9rio expl\u00edcito do inconsciente, em suas m\u00faltiplas facetas.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator border_width=&#8221;2&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] 2019&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1631,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-5990","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5990","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5990"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5990\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6373,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5990\/revisions\/6373"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}