{"id":5650115,"date":"2020-11-19T19:04:47","date_gmt":"2020-11-19T22:04:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/?page_id=5650115"},"modified":"2021-01-08T11:54:40","modified_gmt":"2021-01-08T14:54:40","slug":"latusa-24","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/numeros-anteriores\/latusa-24\/","title":{"rendered":"Latusa 24"},"content":{"rendered":"[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;5650174&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text]\n<h6>N\u00daMERO ATUAL<\/h6>\n<h6>24<\/h6>\n<p><strong>ACORDAR PARA QUE?<\/strong><\/p>\n<h6>2019<\/h6>\n<p><a href=\"#sumario\">Ver o sum\u00e1rio<\/a>[\/vc_column_text]<div class=\"norebro-button-sc btn-wrap text-left\" \n\tid=\"norebro-custom-69f1687f93dbb\"\n\t \n\t>\n\n\t<a href=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/livraria\/produto\/latusa-24-acordar-pra-que\/\" \n\t\tclass=\"btn  btn-outline btn-small\">\n\n\t\t\n\t\t<span class=\"text\">\n\t\t\tCOMPRAR\t\t<\/span>\n\n\t\t\n\t\t\t<\/a>\n\n<\/div>[vc_column_text]Editora: ANG\u00c9LICA BASTOS<\/p>\n<p><strong>Editorial<\/strong><\/p>\n<h6>Cristina Frederico<\/h6>\n<span class=\"su-dropcap su-dropcap-style-simple\" style=\"font-size:5em\">A<\/span> cordar para qu\u00ea? Ainda \u00e9 poss\u00edvel sonhar com um futuro, quando a realidade atual j\u00e1 se apresenta dist\u00f3pica? G\u00eanero que ganha cada dia mais espa\u00e7o, a distopia tece, ao falar do futuro, uma cr\u00edtica \u00e1rida aos nossos costumes e situa\u00e7\u00f5es cotidianas. Passado, futuro e presente se comprimem diante de cenas ricamente imaginadas, realidades distantes, mas estranhamente familiares, inspiradas geralmente numa literatura de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da primeira metade do s\u00e9culo passado ou at\u00e9 mesmo numa reatualiza\u00e7\u00e3o do lema no future, ironizado por uma juventude sem esperan\u00e7a no movimento punk. Falamos de uma vis\u00e3o de futuro sombrio, com apelo crescente entre os adolescentes, e que de modo especial p\u00f5e em xeque tanto os limites entre fic\u00e7\u00e3o e realidade, quanto o que chamamos de despertar e de adormecimento na vida em vig\u00edlia. Seguir esse fio nos interessa enquanto psicanalistas e \u00e9 sobre ele, juntamente com o tema dos sonhos, que nos debru\u00e7amos neste n\u00famero de Latusa.<\/p>\n<p>\u00c9 nas interroga\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es do sonho na atualidade e dos diversos modos de despertar, tanto no sono como na vig\u00edlia, que Latusa, n. 24 se constitui. Os textos recolhem na experi\u00eancia cl\u00ednica o lugar da surpresa e do real nos sonhos, recorte feito pelas nossas XXVI Jornadas Cl\u00ednicas da EBP-Rio e do ICP-RJ. Trata-se de um esfor\u00e7o de elabora\u00e7\u00e3o para transmitir as mudan\u00e7as na fun\u00e7\u00e3o dos sonhos desde a perspectiva freudiana \u2013 o sonho como via r\u00e9gia para o inconsciente ou o sonho tido como desejo de dormir \u2013 at\u00e9 as formula\u00e7\u00f5es lacanianas sobre o que provoca o despertar. Dist\u00e2ncias e aproxima\u00e7\u00f5es entre a pr\u00e1tica freudiana e a pr\u00e1tica lacaniana nos impedem de fazer uma leitura linear, sobretudo quando tratamos de temas<\/p>\n<p>como o do umbigo dos sonhos, t\u00e3o freudiano e ao mesmo tempo t\u00e3o lacaniano: um ponto que escapa ao que podemos dizer sobre o sonho e que se oferece como imposs\u00edvel de ser articulado pelas tramas do desejo. Determo-nos por ora nos paradoxos e nos pontos de tens\u00e3o entre uma perspectiva e outra se mostra bastante f\u00e9rtil.<\/p>\n<p>Na rubrica Percursos, Jean-Pierre Deffieux comenta o encontro com alguns analistas e, em especial, com o \u00faltimo, que lhe proporciona a abertura para a via do desejo, levando-o ao desejo do analista. Anne Lysy-Stevens, por sua vez, destaca em tr\u00eas fragmentos cl\u00ednicos os usos da interpreta\u00e7\u00e3o no trajeto da an\u00e1lise atrav\u00e9s de palavras que deixam marcas e incidem sobre os modos de gozo. Mauricio Tarrab destaca, na sua tentativa de diferenciar o mal-estar da \u00e9poca de Freud com o dos dias atuais, um fio que liga seu texto a outros dois da rubrica Distopias e mal-estar; \u00e9 sua pergunta acerca das muletas que usamos diante do incur\u00e1vel. Patr\u00edcia Paterson, em seu instigante ensaio sobre o filme Bacurau, nos lembra que a fun\u00e7\u00e3o do sonho para Lacan seria a de um despertar para o real que envolve o encontro com algo para al\u00e9m da fic\u00e7\u00e3o. Recolhe uma das frases mais enigm\u00e1ticas do filme, \u201cestamos sob efeito de um poderoso psicotr\u00f3pico\u201d, para indicar que o uso da droga no Brasil violento e desigual<\/p>\n<p>representado no filme serve mais para despertar da letargia do que para anestesiar. Ao contr\u00e1rio do paciente de Monica Marchese, que pede um \u201cbot\u00e3o de ejetar\u201d para se livrar do incur\u00e1vel da vida. Atrav\u00e9s de uma bela an\u00e1lise da trama dist\u00f3pica Bird Box, Monica pergunta se a interven\u00e7\u00e3o do analista pode impedir o vetor mort\u00edfero do gozo, nomeado por Lacan de o despertar para a morte. Cristina Duba traz em seu texto reflex\u00f5es enraizadas nos coment\u00e1rios de Jacques-Alain Miller para abordar o ressurgimento do valor da blasf\u00eamia como contraponto \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o iluminista. Ela nos mostra, entre outros aspectos, como a localiza\u00e7\u00e3o de um inimigo interno, com seu gozo estranho, se revela atrav\u00e9s do choque dos diferentes modos de gozo. Ainda no tema do estrangeiro, Aline Bemfica e D\u00e9bora Costa apresentam o trabalho com jovens em situa\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio na Fran\u00e7a e tratam o despertar do sonho infantil a partir de uma discuss\u00e3o sobre a adolesc\u00eancia pensada como paradigma dos processos migrat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 poss\u00edvel interpretar os sonhos hoje em dia? Podemos perguntar qual interpreta\u00e7\u00e3o proporcionaria uma maior abertura: a que incide sobre as mensagens cifradas, evidenciando a realiza\u00e7\u00e3o de um desejo, ou aquela que produz um corte no adormecimento e lan\u00e7a o analisante no ponto do sonho que o liga a algo de real. Cada analisante nos dir\u00e1 qual o caminho poss\u00edvel, ou n\u00e3o. Alguns textos aqui presentes transmitem os destinos do despertar via interpreta\u00e7\u00e3o. O de Marcia Zucchi nos diz como sua interven\u00e7\u00e3o, precedida por um sonho e um acontecimento de corpo da analisante, mobilizou a libido de um corpo antes congelado. A partir das elabora\u00e7\u00f5es freudianas do sonho inaugural \u201cPai, n\u00e3o v\u00eas que estou queimando?\u201d, Ana Beatriz Freire extrai uma enuncia\u00e7\u00e3o de Freud de que o inconsciente real \u00e9 o que atravessa seu enunciado e se imp\u00f5e como ato. Nessa via, Mirta Zbrun faz uma curiosa articula\u00e7\u00e3o entre os sonhos, a est\u00e9tica do estranho familiar e o inconsciente real.<\/p>\n<p>Ondina Machado, em A interpreta\u00e7\u00e3o que desperta e a que faz dormir, destaca uma forma derivada dos textos po\u00e9ticos, a jacula\u00e7\u00e3o, como uma resposta de Lacan em sua busca do que poderia produzir efeito de sentido real. Bruna Guaran\u00e1 assinala que a interpreta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m incide sobre algo de inassimil\u00e1vel e opaco do gozo, que se apresenta como cifra. Jana\u00edna Ver\u00edssimo discute as consequ\u00eancias de um sonho de final de an\u00e1lise por meio da no\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. J\u00e1 Maria Aparecida Malveira aborda o pesadelo e seu despertar. Ao recolher textos que tentam cernir a pertin\u00eancia da interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos na atualidade, este n\u00famero de Latusa tamb\u00e9m pode servir como um ponto de escans\u00e3o para os trabalhos rumo ao XII Congresso da AMP sobre o sonho, no qual discutiremos sua interpreta\u00e7\u00e3o e seu uso no tratamento lacaniano.<\/p>\n<p>Agradecemos a Maria Josefina Fuentes pelo registro de seu testemunho de passe, que nos transmite a licen\u00e7a po\u00e9tica de inventar-se um caminho, n\u00e3o necessariamente aquele que se escreveu como destino. No exato momento desta escrita, estamos \u00e0s voltas com a insurrei\u00e7\u00e3o nas ruas de alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e a palavra despertar \u00e9 usada em um deles como corte no adormecimento da popula\u00e7\u00e3o em busca de dignidade, valor inegoci\u00e1vel do sujeito. O destino dado a isso ainda nos \u00e9 opaco, mas o efeito \u00e9 o de uma multid\u00e3o desperta nas ruas, ao contr\u00e1rio do que vemos no Brasil. Nessa via, a entrevista com Romildo do R\u00eago Barros evidencia de modo cir\u00fargico a fun\u00e7\u00e3o do psicanalista na cidade, ao dizer que cabe a ele aprofundar a fenda entre a democracia e o fascismo. Na ocasi\u00e3o, nos reunimos em uma tarde na Se\u00e7\u00e3o Rio e tivemos um misto de conversa e entrevista com Romildo, tentando discernir qual seria a pol\u00edtica da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Abrimos um importante espa\u00e7o neste n\u00famero para deixar marcadas nas p\u00e1ginas de Latusa homenagens aos colegas Carlos Augusto Nic\u00e9as e Fernando Coutinho Barros. Os autores dessas homenagens souberam, a partir de suas viv\u00eancias pr\u00f3ximas a esses dois grandes psicanalistas, transmitir o estilo e a \u00e9tica de cada um deles. Agradecemos a contribui\u00e7\u00e3o de todos os autores para a realiza\u00e7\u00e3o de Latusa, n. 24, e a Ang\u00e9lica Bastos pela precisa resenha de um livro sobre o tema t\u00e3o atual da segrega\u00e7\u00e3o. Agradecemos tamb\u00e9m o vivo trabalho da Comiss\u00e3o de Publica\u00e7\u00e3o e o trabalho de editora\u00e7\u00e3o. Por fim, desejamos que a leitura dos textos traga ao leitor pequenos despertares.[\/vc_column_text][vc_separator][vc_column_text]\n<h3 class=\"p1\"><span class=\"s1\"> <a name=\"sumario\"><\/a>SUM\u00c1RIO<\/span><\/h3>\n<p>Editorial<\/p>\n<p>CRISTINA FREDERICO<\/p>\n<h3>PERCURSOS<\/h3>\n<p>De um analista outro<br \/>\nJEAN-PIERRE DEFFIEUX<\/p>\n<p>Poder e limites da interpreta\u00e7\u00e3o<br \/>\nANNE LYSY-STEVENS<\/p>\n<p>Distopias e mal-estar &#8211; Trop de mal<br \/>\nMAUR\u00cdCIO TARRAB<\/p>\n<p>O psicanalista e as paix\u00f5es \u2013 o gosto do riso e a blasf\u00eamia<br \/>\nCRISTINA DUBA<\/p>\n<p>Um objeto n\u00e3o identificado \u2013 sonho e distopia em Bacurau<br \/>\nPATRICIA PATERSON<\/p>\n<p>Psican\u00e1lise e migra\u00e7\u00e3o: do ex\u00edlio ao despertar<br \/>\nALINE G. BEMFICA, D\u00c9BORA MATOSO COSTA<\/p>\n<p>Como p\u00e1ssaros na caixa \u2013 a fic\u00e7\u00e3o e a vida real<br \/>\nMONICA MARCHESE SWINERD<\/p>\n<p>DESTINOS DO DESPERTAR<\/p>\n<p>Quando a fantasia vacila, um corpo responde<br \/>\nMARCIA ZUCCHI<\/p>\n<p>Freud e o inconsciente real: a prop\u00f3sito do sonho \u201cPai, n\u00e3o v\u00eas que estou queimando?\u201d<br \/>\nANA BEATRIZ FREIRE<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o que desperta e a que faz dormir<br \/>\nONDINA MACHADO<\/p>\n<p>Sonho e Unheimliche: entre est\u00e9tica e real<br \/>\nMIRTA ZBRUN<\/p>\n<p>O que quer o sintoma?<br \/>\nBRUNA MUSACCHIO GUARAN\u00c1<\/p>\n<p>O que da interpreta\u00e7\u00e3o desperta e faz ressoar outra coisa?<br \/>\nJANAINA DE PAULA COSTA VER\u00cdSSIMO<\/p>\n<p>O despertar de um pesadelo<br \/>\nMARIA APARECIDA MALVEIRA<\/p>\n<h3>TESTEMUNHO DE PASSE<\/h3>\n<p>O rochedo e o (a)mar<br \/>\nMARIA JOSEFINA SOTA FUENTES<\/p>\n<h3>ENTREVISTA<\/h3>\n<p>A psican\u00e1lise e o abismo entre democracia e fascismo<br \/>\nROMILDO DO R\u00caGO BARROS<\/p>\n<h3>HOMENAGENS<\/h3>\n<p>Carlos Augusto Nic\u00e9as<br \/>\nMARIA DO ROS\u00c1RIO COLLIER DO R\u00caGO BARROS<\/p>\n<p>Homenagem a Fernando Coutinho Barros<br \/>\nBOLETIM ELETR\u00d4NICO DA EBP-RIO E DO ICP-RJ<\/p>\n<h3>RESENHA<\/h3>\n<p>Da segrega\u00e7\u00e3o e da guerra ao novo e ao sujeito<br \/>\nANG\u00c9LICA BASTOS<\/p>\n<h3>RESUMOS \/ ABSTRACTS<\/h3>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;5650174&#8243; img_size=&#8221;full&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text] N\u00daMERO ATUAL 24 ACORDAR PARA QUE? 2019 Ver o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":5650101,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5650115"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5650115"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5650115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5650302,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5650115\/revisions\/5650302"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5650101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/latusa\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5650115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}