{"id":4623,"date":"2025-08-28T07:20:55","date_gmt":"2025-08-28T10:20:55","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=4623"},"modified":"2025-08-28T07:36:35","modified_gmt":"2025-08-28T10:36:35","slug":"cortes-noites-da-biblioteca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/cortes-noites-da-biblioteca\/","title":{"rendered":"CORTES &#8211; NOITES DA BIBLIOTECA"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4629 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem_biblioteca.png\" alt=\"\" width=\"1884\" height=\"558\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem_biblioteca.png 1884w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem_biblioteca-300x89.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem_biblioteca-1024x303.png 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem_biblioteca-768x227.png 768w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/imagem_biblioteca-1536x455.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1884px) 100vw, 1884px\" \/><\/p>\n<blockquote><p><strong><em>\u201cQue o v\u00e9u levantado n\u00e3o mostre nada, eis o princ\u00edpio da inicia\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d<br \/>\n<\/em><\/strong><strong>\u00a0Lacan, 1974, Pref\u00e1cio a O despertar da primavera, Outro Escritos, 2003, p. 558<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Com o convidado Marcelo Veras conversamos sobre a adolesc\u00eancia e a s\u00e9rie hom\u00f4nima que tem gerado diversos debates e inquieta\u00e7\u00f5es por quem a assiste.<\/p>\n<p>Durante sua apresenta\u00e7\u00e3o, Marcelo nos levou a refletir sobre a adolesc\u00eancia na nossa \u00e9poca, lembrando que n\u00e3o h\u00e1 um discurso da adolesc\u00eancia, ou seja, embora se fale da adolesc\u00eancia com mais frequ\u00eancia, h\u00e1 pouca \u00eanfase no que os adolescentes falam de si mesmos.<\/p>\n<p>Em \u201c<em>A terceira\u201d <\/em>Lacan j\u00e1\u00a0 indicava que o <em>gadget<\/em> \u00e9 um sintoma. Assim, diante dos excessos da contemporaneidade, incluindo o uso excessivo dos <em>gadgets<\/em> e da Internet, o que os adolescentes podem nos ensinar sobre a nossa \u00e9poca? Como esse <em>gadget-sintoma<\/em> tem se apresentado na cl\u00ednica com adolescentes e na sociedade? Que leituras podemos fazer dos atos de viol\u00eancia na adolesc\u00eancia hoje?<\/p>\n<p>A conversa com Marcelo nos deu algumas pistas para discutirmos essas quest\u00f5es, bem como levantou outras que ressoar\u00e3o em futuras conversas sobre a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Por Wilson Lima<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<blockquote><p><strong><em>A fun\u00e7\u00e3o do controle \u00e9 controlar o sujeito cujo ato o ultrapassa\u201d<br \/>\n<\/em><\/strong><strong>Lacan, 1970, apud, Laurent, 2013, p.25<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Uma animada conversa aconteceu entre as convidadas Margarida Assad, Diretora da Se\u00e7\u00e3o e Paula Borsoi, da Se\u00e7\u00e3o Rio, com o tema: Por que falar de supervis\u00e3o?<\/p>\n<p>No Ato de Funda\u00e7\u00e3o, Lacan nos diz que \u201c\u00e9 constante que a psican\u00e1lise tenha efeitos sobre toda e qualquer pr\u00e1tica do sujeito que nela se engaja. Quando essa pr\u00e1tica prov\u00e9m, por pouco que seja, de efeitos psicanal\u00edticos, ele se descobre a ger\u00e1-los no lugar em que espera que os reconhe\u00e7a&#8221;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, \u00e9 nesse momento, segundo ele, que a supervis\u00e3o se imp\u00f5e.<\/p>\n<p>Supervis\u00e3o \u00e9 tema presente no singular da forma\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m, para al\u00e9m da an\u00e1lise, no campo institucional. Segundo Paula Borsoi, \u201cno que se refere \u00e0 psican\u00e1lise em extens\u00e3o, cada vez mais ela precisa estar articulada \u00e0 psican\u00e1lise em intens\u00e3o e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do analista. Nesse sentido, cada vez que um supervisor ocupa essa fun\u00e7\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es, ele deve ter essa quest\u00e3o no seu horizonte\u201d<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Por Tatiana Shefer<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<blockquote><p><strong>\u201c<em>e se os exilados decidissem, por sua vez, considerar como positiva a sua condi\u00e7\u00e3o de exilados?<\/em>\u201d<br \/>\nJulio Crtazar, apud Serge Cottet, 2007, p. 760<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Foi a proposta de trabalharmos numa Biblioteca orientada para o Despertar que nos convocou ao tema da tradu\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise. Na Noite da Biblioteca da Se\u00e7\u00e3o Nordeste de julho de 2025, recebemos Marcela Antelo, AME da AMP e da EBP, que intitulou a atividade \u201cMigra\u00e7\u00f5es da Tradu\u00e7\u00e3o\u201d, com Gisela Sette na conversa\u00e7\u00e3o. A partir de uma cita\u00e7\u00e3o de Cort\u00e1zar, extra\u00edda de Serge Cottet, Antelo desloca o ex\u00edlio da condi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com a l\u00edngua. A tradu\u00e7\u00e3o, como nos ensinou essa noite, est\u00e1 por toda parte na Psican\u00e1lise: do saber ler nas entrelinhas, como aponta Miller, ao esfor\u00e7o de dizer o intraduz\u00edvel. Fazer an\u00e1lise noutra l\u00edngua pode permitir tocar algo do gozo, menos barrado pela l\u00edngua materna. Antelo, assim, nos convidou a tomar a tradu\u00e7\u00e3o como experi\u00eancia de feminiza\u00e7\u00e3o. Traduzir: do texto escrito por um outro \u00e0s marcas do texto que cada traz advindas de seu pr\u00f3prio enredo com o Outro. Litoral onde se faz poesia, ali onde n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual. Porque traduzir \u00e9 interpretar.<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Por Nelson Matheus Silva, Participante da NPJ EBP<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><sup>\u00a0<\/sup><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u201cQue o v\u00e9u levantado n\u00e3o mostre nada, eis o princ\u00edpio da inicia\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d \u00a0Lacan, 1974, Pref\u00e1cio a O despertar da primavera, Outro Escritos, 2003, p. 558 Com o convidado Marcelo Veras conversamos sobre a adolesc\u00eancia e a s\u00e9rie hom\u00f4nima que tem gerado diversos debates e inquieta\u00e7\u00f5es por quem a assiste. 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