{"id":4536,"date":"2025-03-21T07:03:15","date_gmt":"2025-03-21T10:03:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=4536"},"modified":"2025-03-27T05:28:47","modified_gmt":"2025-03-27T08:28:47","slug":"primeiras-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/primeiras-palavras\/","title":{"rendered":"Primeiras palavras"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4531\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-02-Primeiras-Palavras-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-02-Primeiras-Palavras-300x200.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-02-Primeiras-Palavras-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-02-Primeiras-Palavras-768x512.jpg 768w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-02-Primeiras-Palavras-391x260.jpg 391w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-02-Primeiras-Palavras-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Imagem-02-Primeiras-Palavras-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Cassandra Dias (EPB\/AMP) &#8211; Diretora Geral da EPB &#8211; Se\u00e7\u00e3o NE<\/em><\/span><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>Os acordes da guitarra de Pink Floyd, banda brit\u00e2nica que surgiu na d\u00e9cada de 60 foi a sonoridade escolhida para ambientar o universo conceitual que inspirou o trabalho da Se\u00e7\u00e3o Nordeste em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s suas IV Jornadas.<\/p>\n<p>O rock progressivo que ocupou a cena underground de Londres nos pareceu conversar com as fotografias da americana Lois Greenfield e seu jeito \u00fanico de capturar a forma humana em movimento.<\/p>\n<p>Pois, seguindo a trilha de Lacan em dire\u00e7\u00e3o ao real, nos deparamos em seu ultim\u00edssimo ensino com a primazia do corpo e a dimens\u00e3o do furo. Do mergulho abissal onde a bailarina se lan\u00e7a no vazio e dan\u00e7a em meio ao sil\u00eancio vem o conceito que nos trouxe at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Do curso de Jacques Alain Miller, <em>O ultim<\/em><em>\u00ed<\/em><em>ssimo Lacan<\/em>, trabalhado no semin\u00e1rio de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana coordenado pelo Conselho da Se\u00e7\u00e3o Nordeste &#8211; a quem agradecemos &#8211; retiramos as coordenadas para discutir as respostas do real e suas conting\u00eancias na cl\u00ednica.<\/p>\n<p>A tese de Lacan em seu ultim\u00edssimo ensino \u00e9 que a estrutura do homem \u00e9 t\u00f3rica, opondo-se \u00e0 figura da esfera e seu \u00e1galma da eternidade. O tempo n\u00e3o \u00e9 eterno, para Lacan. Ele escasseia. \u201cTanto por las necesidades del cuerpo vivo como por la urgencia del\u00a0 tiempo l\u00f3gico\u201d.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Em seu derradeiro momento, Lacan opera uma defla\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise. E a figura topol\u00f3gica do toro serve para que ele demonstre a desinfla\u00e7\u00e3o do ar a partir do furo central. Mais do que o trov\u00e3o que enche o fantasma, temos os pequenos passos, o trotezinho de ratos, o murm\u00fario: \u201cEn el\u00a0 silencio de lo real, y mientras que siempre hay que desconfiar de lo simb\u00f3lico que miente, solo queda el recurso a lo imagin\u00e1rio, es decir, al cuerpo, es decir, al tejido\u201d. <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Se o real n\u00e3o fala, n\u00e3o toma a palavra, quais seriam as suas respostas? Como elas se apresentam na cl\u00ednica?<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o desafio dessa comunidade de trabalho: seguir o fio de prumo deixado por Freud e Lacan e sustentado por Jacques Alain Miller para continuar interrogando o fazer psicanal\u00edtico.\u00a0 \u201cMinha solid\u00e3o foi justamente aquilo a que renunciei ao fundar a Escola, e que tem ela a ver com aquela em que se sustenta o ato psicanal\u00edtico, sen\u00e3o poder dispor de sua rela\u00e7\u00e3o com esse ato?\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Em torno do paradoxo de uma solid\u00e3o no coletivo, as sete escolas da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise espalhadas pelo mundo apostam que a psican\u00e1lise \u201c\u00e9 uma pr\u00e1tica que durar\u00e1 o que durar\u201d. <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>A partir da pol\u00edtica da Nova Geografia da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, a Se\u00e7\u00e3o Nordeste em seu 4\u00ba ano de funcionamento aporta desta vez em terras paraibanas com sua jornada de trabalho anual na cidade de muitos nomes: Nossa Senhora das Neves, Filip\u00e9ia, cidade da Parahyba e por fim, o nome daquele que, assassinado, teria sido o estopim da Revolu\u00e7\u00e3o de 30, Jo\u00e3o Pessoa. O uso pol\u00edtico desse crime inaugurou a era Vargas, expondo tamb\u00e9m o esc\u00e2ndalo do romance entre Ana\u00edde Beiriz e Jo\u00e3o Dantas, condenados publicamente. A professora e poetisa morreu aos 25 anos, entrando para a hist\u00f3ria como \u201cA pantera dos olhos dormentes\u201d, uma mulher que de \u201cPara\u00edba masculina, mulher macho, sim senhor\u201d, n\u00e3o tinha nada.<\/p>\n<p>No extremo oriental do continente americano, na terra onde o sol nasce primeiro \u2013 \u201cmas que primeiro tamb\u00e9m o perde, portanto\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> &#8211;\u00a0 ao som do bolero de Ravel.\u00a0 A \u201cPorta do Sol\u201d com sua beleza natural, com sua hist\u00f3ria, localizada entre o mar e o rio, hoje abriga as transfer\u00eancias ao Campo Freudiano, recebe a nau dos praticantes da psican\u00e1lise que chegam de todas as partes. Navegantes que interrogam as subjetividades do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Conduzir esse barco que cortou as \u00e1guas desembocando agora nesse momento de abertura n\u00e3o teria sido poss\u00edvel sem o desejo decidido da coordenadora dessas Jornadas, Margarida Assad. O fazer Escola \u00e9 uma experi\u00eancia que n\u00e3o pode prescindir do desejo.<\/p>\n<p>Em nome da Diretoria da Se\u00e7\u00e3o Nordeste, cumprimento Margarida que far\u00e1 os agradecimentos aos trabalhadores decididos que comp\u00f5em o m\u00faltiplo do territ\u00f3rio Nordeste transferido \u00e0 Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana e que fazem esse acontecimento Jornada.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> MILLER, J. A \u2013\u00a0 <em>El ultim\u00ed<\/em><em>ssimo Lacan<\/em>; Los cursos psicoanal\u00edticos de Jacques Alain Miller, Buenos Aires, Paid\u00f3s, 2013, p 270.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> \u00a0Id ibid, p 259.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J. \u2013 Discurso na Escola Freudiana de Paris In:<em> Outros Escritos<\/em>, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003, p 267<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> \u00a0MILLER, J. \u2013 Id ibid,\u00a0 p 273<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> \u00a0SANTOS, F. \u2013 Editorial In: Boletim Hiante n\u00ba 1 IV Jornada. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2024\/editorial-boletim-hiante-01\/\">https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2024\/editorial-boletim-hiante-01\/<\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Margarida Assad (EBP\/AMP) &#8211; Coordenadora geral da IV Jornada<\/em><\/span><\/p>\n<p>Gostaria de dar as boas vindas a todos os presentes, colegas da Psican\u00e1lise interessados na transmiss\u00e3o que fazemos na Escola Brasileira de Psican\u00e1lise &#8211; Se\u00e7\u00e3o Nordeste, e dizer da enorme alegria de poder dar in\u00edcio \u00e0 nossa IV Jornada.<\/p>\n<p>Temos aqui colegas de v\u00e1rios lugares do Brasil, a quem desejamos que sejam bem acolhidos nesse recanto do Nordeste, extremo oriental do pa\u00eds, onde o sol nasce primeiro, trazendo luz e calor aos que aqui chegam. O sol torna nossos dias mais curtos, come\u00e7ando muito cedo, fazendo dos paraibanos gente<em> caliente<\/em> e acolhedora.<\/p>\n<p>O tema escolhido pela Comiss\u00e3o Cient\u00edfica, a quem desde j\u00e1 agrade\u00e7o o trabalho rigoroso e dedicado que realizaram, provoca nosso interesse.\u00a0 O real sempre existiu, mas as respostas do real, al\u00e9m de se atualizarem, t\u00eam sido cada vez mais frequentes e desafiadoras. N\u00e3o temos recursos simb\u00f3licos para lidar com tantas e in\u00e9ditas respostas, por isso o tema escolhido nos parece t\u00e3o atual. O campo anal\u00edtico, ao contr\u00e1rio da in\u00e9rcia social, quer saber. Queremos saber, discutir o que fazer, como fazer, como interpretar. Uma sugestiva coloca\u00e7\u00e3o de Miller na apresenta\u00e7\u00e3o do seu livro <em>O Nascimento da Cl\u00ed<\/em><em>nica Freudiana<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><em><sup><strong>[1]<\/strong><\/sup><\/em><\/a> nos diz: \u201cN\u00e3o h\u00e1 que se fazer obst\u00e1culo ao real, nem for\u00e7\u00e1-lo. \u00c9 necess\u00e1rio tempo n\u00e3o for\u00e7ar o real; mas ter a paci\u00eancia frente a ele, aguardar o bom momento certo para agir\u201d. O momento de agir \u00e9 o da urg\u00eancia. Miller nos diz que quando os peda\u00e7os de real se juntam, se agrupam, tecem n\u00f3s, a\u00ed experimentamos a impaci\u00eancia, temos que agir. \u00c9 a hora do pulo do gato. Agora ou nunca. Nossas Jornadas em suas preparat\u00f3rias capturaram os peda\u00e7os de real da experi\u00eancia. Vamos aprender um pouco mais em nesses dois dias a ter a paci\u00eancia e\u00a0habilidade anal\u00edtica para esperar o Kair\u00f3s, o momento certo de agir. Iremos escutar diferentes formas de manifesta\u00e7\u00e3o do real, em forma de sintomas, quer sejam na cl\u00ednica privada ou no campo social e mesmo nas institui\u00e7\u00f5es. As Jornadas Cl\u00ednicas ir\u00e3o demonstrar a for\u00e7a dessa produ\u00e7\u00e3o, e as inven\u00e7\u00f5es anal\u00edticas que nossos praticantes encontraram para lidar com as conting\u00eancias, as urg\u00eancias na cl\u00ednica e nos territ\u00f3rios. Poderemos amanh\u00e3 aprender muito com os trabalhos e os coment\u00e1rios das mesas, e certamente com as duas confer\u00eancias que nossos convidados nos brindar\u00e3o.<\/p>\n<p>Recebemos um n\u00famero enorme de trabalhos e por isso precisamos de salas simult\u00e2neas. Ser\u00e3o tr\u00eas salas, mas somente em uma haver\u00e1 transmiss\u00e3o <em>on line<\/em>, a sala 1. Cada sala foi nomeada sugestivamente pela Comiss\u00e3o Cient\u00edfica em alus\u00e3o ao movimento do real, sala 1: <em>Embrulhadas<\/em>; sala 2: <em>Fisgadas<\/em>, sala 3: <em>Arriscadas<\/em><strong>.<\/strong>\u00a0As Jornadas Cl\u00ednicas ir\u00e3o ocorrer pelo per\u00edodo da manh\u00e3 de s\u00e1bado e em tr\u00eas hor\u00e1rios. Come\u00e7aremos pontualmente \u00e0s 8:00, honrando nossa localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica onde o sol j\u00e1 est\u00e1 acordado \u00e0s 4:30. Terminaremos \u00e0s 12:30, quando teremos um intervalo para o almo\u00e7o, que tamb\u00e9m dever\u00e1 ser cumprido, pois retornaremos \u00e0s 14:30. Precisamos estar atentos aos hor\u00e1rios, e pe\u00e7o a todos, participantes e coordenadores de mesa, que cumpram o hor\u00e1rio. Ao final do dia de amanh\u00e3, teremos uma festa que come\u00e7ar\u00e1 logo em seguida ao t\u00e9rmino dos trabalhos, com um pequeno tempo para chegarmos no local. Devemos vir j\u00e1 bem produzidos, com brilho e batom,\u00a0 para irmos direto ao baile.<\/p>\n<p>Sobre nosso espa\u00e7o. Temos uma Livraria de peso, que foi cuidadosamente preparada pela Comiss\u00e3o de Livraria: garimparam novas edi\u00e7\u00f5es, novas publica\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m aqueles cl\u00e1ssicos sempre procurados. N\u00e3o deixem de visit\u00e1-la. Ela se encerrar\u00e1 \u00e0s 17:00 do s\u00e1bado. Muito obrigada aos organizadores.<\/p>\n<p>Quero agradecer, com muito carinho e reconhecimento ao trabalho dedicado, \u00e0s seis comiss\u00f5es que n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para que pud\u00e9ssemos estar hoje aqui reunidos, e oferecermos o melhor aos participantes. Desde 2 de julho, quando lan\u00e7amos o argumento da IV Jornada, vimos trabalhando. Foram tr\u00eas atividades preparat\u00f3rias, apresentando os tr\u00eas eixos tem\u00e1ticos escolhidos pela Comiss\u00e3o Cient\u00edfica; foram quatro Boletins preparados com beleza e muito conte\u00fado pelos seus editores, tendo sido escolhido o provocante nome de <em>Hiante<\/em>, cuja nomea\u00e7\u00e3o \u00e9 significada por seu editor Francisco Santos: \u201cUm Boletim Hiante\u00a0\u00e9 ent\u00e3o esse boletim do entre-dois, do furo n\u00e3o a ser preenchido, mas provocador de quest\u00f5es, uma fenda aberta na rede\u201d. Os boletins trouxeram excelentes quest\u00f5es epist\u00eamicas e culturais. Eles se encontram em nossa p\u00e1gina da Se\u00e7\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p>Tivemos outra inven\u00e7\u00e3o muito valiosa para a prepara\u00e7\u00e3o epist\u00eamica da Jornada, foi o <em>SONAR.<\/em> Esse tamb\u00e9m recebeu uma nomea\u00e7\u00e3o significativa: cito na integral o que Anderson Barbosa e Suele Conde , respons\u00e1veis pelos podcasts, descreveram: Sonar: \u201cinstrumento usado inicialmente para localiza\u00e7\u00e3o de submarinos e que atualmente serve \u00e0 pesquisa e estudos dos oceanos, navega\u00e7\u00e3o e pesca. Funciona como um radar, mas que emite pulsos sonoros ao inv\u00e9s de ondas de r\u00e1dio. A propaga\u00e7\u00e3o do som na \u00e1gua. Oscar Masotta diz que \u2018A mulher \u00e9 mais rec\u00f4ndita que o caminho por onde na \u00e1gua passa o peixe\u2019. Imposs\u00edvel encontrar esse caminho, pois n\u00e3o h\u00e1 rastros. Se o psicanalista persegue esse caminho poder\u00e1 naufragar. Por qual radar se guia o psicanalista em dire\u00e7\u00e3o ao Real?\u201d.<\/p>\n<p>Maravilhosa alus\u00e3o ao imposs\u00edvel de definir a orienta\u00e7\u00e3o ao real. Nosso belo v\u00eddeo criado por K\u00e9sia Ramos, a quem quero agradecer de forma especial sua generosidade em nos oferecer essa arte c\u00famplice da orienta\u00e7\u00e3o lacaniana: vimos nesse v\u00eddeo da abertura o bal\u00e9 de uma mulher no fundo de um oceano, h\u00e1 rastros? Onde encontr\u00e1-los a n\u00e3o ser quando somos tocados por sua beleza? Esse v\u00eddeo se harmonizou muito bem ao nosso Sonar!<\/p>\n<p>Ainda sobre nosso espa\u00e7o, agrade\u00e7o aos que fazem a secretaria, aos nossos t\u00e9cnicos, e colaboradores, e ainda a organiza\u00e7\u00e3o da bela festa cheia de surpresas. Gostaria muito de poder citar todos os nomes, s\u00e3o demasiados aqueles que participaram das comiss\u00f5es a quem agrade\u00e7o enormemente, cujos nomes conheceremos amanh\u00e3. Sem a dedica\u00e7\u00e3o que prestaram n\u00e3o seria poss\u00edvel estarmos aqui. H\u00e1 aqueles que trabalharam junto \u00e0 Comiss\u00e3o cient\u00edfica, garimpando as refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas que auxiliaram na elabora\u00e7\u00e3o dos trabalhos. Muito obrigada a todos.<\/p>\n<p>Quero fazer um agradecimento especial a nossa Diretora da Se\u00e7\u00e3o, Cassandra Dias, uma trabalhadora incans\u00e1vel, esteve presente em todos os momentos, atenta a todos os passos de cada comiss\u00e3o, contribuindo com seu saber fazer diante das conting\u00eancias que sempre ocorrem. Muito obrigada, Cassandra.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o \u00e0 nossa Presidente do Conselho, Bibiana Poggi, que esteve sempre nos apoiando. Muito obrigada.<\/p>\n<p>Um agradecimento tamb\u00e9m \u00e0s colegas da EBP convidadas a participar das plen\u00e1rias: Cristiane Barreto, Graciela Bessa e S\u00f4nia Vicente, que prontamente aceitaram o convite da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica. Muito obrigada.<\/p>\n<p>E um agradecimento mais do que especial aos Colegas e amigos, AMEs: Ricardo Seldes, da EOL, e Romildo Rangel do R\u00eago Barros, da EBP, psicanalistas que contribuem constantemente em nossa forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, que est\u00e3o sempre presentes nas atividades das Escolas e da AMP, procurando trazer aquela leitura refinada para o que est\u00e1 sendo debatido, procurando evitar que nos desvirtuemos da l\u00e2mina cortante da verdade anal\u00edtica. Membros que j\u00e1 ocuparam e, ocupam ainda, muitas fun\u00e7\u00f5es institucionais. Temos a honra de estar recebendo o futuro presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise, Ricardo Seldes. Sabemos de todas as atribui\u00e7\u00f5es que pesam sobre ele, o que torna sua presen\u00e7a uma enorme generosidade de sua parte. Muit\u00edssimo obrigada a Ricardo e Romildo, amigos da Psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Obrigada, amigos e colegas aqui presentes, nosso agradecimento por suas presen\u00e7as e participa\u00e7\u00e3o, contribuindo com a produ\u00e7\u00e3o desses dias. Desejo que tenhamos uma excelente Jornada.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><em><sup><strong>[1]<\/strong><\/sup><\/em><\/a> Dispon\u00edvel em https:\/\/<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gAVcOuaUyYM\">www.youtube.com\/watch?v=gAVcOuaUyYM<\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Bibiana Poggi (EBP\/AMP) &#8211; Presidente do Conselho da EBP &#8211; Se\u00e7\u00e3o NE<\/em><\/span><\/p>\n<p>Boa tarde a todos!<\/p>\n<p>Em nome do Conselho da EBP-Se\u00e7\u00e3o NE, gostaria de dar boas vindas a cada um dos presentes, aos convidados da IV Jornada.<\/p>\n<p>Gostaria de igualmente cumprimentar os colegas que comp\u00f5em essa mesa de abertura, agradecendo o empenho, a dedica\u00e7\u00e3o, as trocas, enfim, a libido depositada no fazer desta Jornada. Cada um ao seu modo contribuiu para a constru\u00e7\u00e3o de um produto que acontece agora.<\/p>\n<p>Assim, tomo emprestadas as palavras do cantor e compositor Lenine para falar do desejo de que esses dois dias de Jornada.<\/p>\n<p>Sigam \u201cde fato<br \/>\nO caminho exato<br \/>\nDa delicadeza<br \/>\nE ter a certeza<br \/>\nDe viver no afeto<br \/>\nS\u00f3 viver no afeto<\/p>\n<p>H\u00e1 de ser leve<\/p>\n<p>Um levar suave\u201d.<\/p>\n<p>Obrigada!<\/p>\n<hr \/>\n<p><em><span style=\"font-size: 13px;\">Elizabete Siqueira (EBP\/AMP) &#8211; Coordenadora da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica<\/span> <\/em><\/p>\n<p>Lacan, com a inven\u00e7\u00e3o do conceito de Escola, subverteu o <em>status quo<\/em> das sociedades de Psican\u00e1lise da segunda metade do s\u00e9culo XX. Ele deu lugar a uma comunidade de trabalho e n\u00e3o de reconhecimento. Melhor dizendo, inventou uma comunidade de trabalhadores decididos, dedicados a pensar a Psican\u00e1lise a partir de sua Cl\u00ednica. Fundou uma Escola para o trabalho.<\/p>\n<p>Segundo Jacques-Alain Miller<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, o trabalho que se produz em uma Escola passa por uma orienta\u00e7\u00e3o interna e pelo crivo do Outro social. A saber, pela orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, \u00e9tica e epist\u00eamica de suas inst\u00e2ncias e por um \u201ccontrole\u201d externo, isto significando que a Escola inevitavelmente est\u00e1 em contato com a sociedade, ao contr\u00e1rio de alguns grupos psicanal\u00edticos, narcisicamente fechados em si mesmos. Lacan, ainda segundo Miller, sempre criticou a extraterritorialidade das sociedades anal\u00edticas que se colocavam distantes da polis, da cultura e dos problemas sociais. Para ele, a Escola deve manter uma abertura e uma interlocu\u00e7\u00e3o permanentes com os territ\u00f3rios existentes no mundo, em uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o propriamente de aceita\u00e7\u00e3o dos seus valores, mas de presen\u00e7a, interlocu\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, quando Lacan<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> fundou sua Escola \u2013 A Escola Freudiana de Paris \u2013 em 21.06.1964, no Ato de Funda\u00e7\u00e3o da mesma, prop\u00f4s como objetivo primordial a reconquista do Campo freudiano, a fim de desembara\u00e7ar a Psican\u00e1lise dos seguidores da ideologia do ego e de seu obscurantismo narcisista e como tal paran\u00f3ico.<\/p>\n<p>Jacques-Alain Miller<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> entende a frase de Lacan \u201cn\u00e3o serei eu quem vencer\u00e1, mas o discurso ao qual sirvo\u201d como finamente sagaz, na medida em que estabelece uma distin\u00e7\u00e3o entre <em>eu<\/em> (Jacques Lacan) e <em>ele<\/em> (o discurso anal\u00edtico). Nela, Lacan aparece como servidor de um discurso que o orienta. Tratar-se-ia, portanto, da presen\u00e7a destacada do discurso anal\u00edtico, da causa mobilizada por esse discurso, que se configura como uma refer\u00eancia \u00e9tica de \u201cn\u00e3o servid\u00e3o\u201d entre pares,\u00a0de dedica\u00e7\u00e3o a uma Causa.<\/p>\n<p>Na frase destacada, o que se observa \u00e9 a preval\u00eancia do discurso e n\u00e3o do ego de Lacan. Localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, na medida em que os discursos fazem barreira \u00e0 paranoia nativa do Eu que desloca o gozo para o campo do Outro, em uma l\u00f3gica persecut\u00f3ria e de exclus\u00e3o. A primazia do discurso e n\u00e3o do ego faz toda diferen\u00e7a, na medida em que prop\u00f5e outra l\u00f3gica a do S(\u023a) e\u00a0 retifica uma posi\u00e7\u00e3o que em si mesma \u00e9 sem sa\u00edda.<\/p>\n<p>Sabemos que um discurso estrutura um la\u00e7o social que, como tal, estrutura o mundo do falasser. Sabemos tamb\u00e9m que o real do gozo n\u00e3o faz la\u00e7o. Quem o faz s\u00e3o os semblantes. Entretanto, h\u00e1 um discurso, o discurso capitalista, que dissolve todos os outros e n\u00e3o abre espa\u00e7o para o amor. Na verdade, este discurso foraclui as coisas do amor, precisamente, do amor que tem por fun\u00e7\u00f5es <em>pr\u00ednceps<\/em> fazer supl\u00eancia \u00e0 aus\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o sexual<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, bem como fazer o gozo condescender ao desejo<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. Al\u00e9m do mais, \u00e9 um discurso que faz de cada indiv\u00edduo um prolet\u00e1rio sem nenhum discurso com o qual fazer la\u00e7o social<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>O discurso ao qual servimos: o discurso anal\u00edtico \u00e9 a ant\u00edtese do discurso capitalista, na medida em que d\u00e1 lugar ao sujeito e \u00e0 sua divis\u00e3o desejante, exclui a domina\u00e7\u00e3o e o coloca no circuito da fala. Amar \u00e9 falar ao Outro. O enamorado fala. O destinat\u00e1rio do amor \u00e9 o Outro. O la\u00e7o amoroso fisga o parceiro e o coloca no circuito da fala. Em contrapartida, o gozo veiculado pelo discurso capitalista \u00e9 circunscrito em si mesmo.<\/p>\n<p>Sabemos que a transitoriedade \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o humana incontorn\u00e1vel. Cabe a n\u00f3s testemunhar a coer\u00eancia do nosso discurso, reinventando-o sempre, pela via da apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos, de conversa\u00e7\u00f5es, pela forma\u00e7\u00e3o de cart\u00e9is, respons\u00e1veis por elabora\u00e7\u00f5es sustentadas e, sobretudo, pela Cl\u00ednica do Passe, n\u00facleo do ensino de Lacan. Isso porque se cada analista \u00e9 produto de sua an\u00e1lise, inevitavelmente, estar\u00e1 comprometido com a inven\u00e7\u00e3o do discurso que o produziu e que sustenta sua pr\u00e1tica. Sabedores, no entanto, de que \u201cele n\u00e3o tem nada de universal: por isso mesmo n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria de ensino\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Com estas considera\u00e7\u00f5es apresento-lhes a Pol\u00edtica que nos orientou na estrutura\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o da IV Jornada da Se\u00e7\u00e3o Nordeste da EBP-AMP: <em>Respostas do Real: Conting\u00eancias na Cl\u00ednica<\/em>, organizada com o objetivo de mostrar as resson\u00e2ncias contempor\u00e2neas do ensino de Lacan, segundo o proposto por Christiane Alberti<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, em seu texto <em>A psican<\/em><em>\u00e1lise<\/em> <em>presente no mundo<\/em>! Nele, ela destaca que \u201cCom Lacan, trata-se de pensar as quest\u00f5es cl\u00ednicas atuais, como o corpo, a sexua\u00e7\u00e3o, o imagin\u00e1rio, para, a um s\u00f3 tempo, elucidar, esclarecer os novos sintomas ou os debates da sociedade, se quisermos manter a oferta da psican\u00e1lise estando \u00e0 altura da \u00e9poca, a oferta de uma psican\u00e1lise que n\u00e3o esteja com os p\u00e9s acima do ch\u00e3o\u201d. Tendo em vista tal orienta\u00e7\u00e3o, propusemos tr\u00eas eixos de investiga\u00e7\u00e3o e de trabalho:<\/p>\n<ul>\n<li>Eixo 1- As coisas do amor<\/li>\n<li>Eixo 2- As subjetividades contempor\u00e2neas e suas urg\u00eancias<\/li>\n<li>Eixo 3- A pr\u00e1tica anal\u00edtica nos territ\u00f3rios<\/li>\n<\/ul>\n<p>Acompanhemos, atrav\u00e9s do dizer de cada um, as resson\u00e2ncias da aposta de tomar o real e suas imprevisibilidades como nossa orienta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, pol\u00edtica e epist\u00eamica.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. (2006-1990) <em>Conferencias em Espa<\/em><em>\u00f1<\/em><em>a, <\/em>El inconsciente y el grupo anal\u00edtico. Barcelona: RBA Libros, p.254.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> LACAN, J. (2003-1964). <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. pp.235-247.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Ibid., p.236.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> LACAN, J. (1985). <em>Mais, ainda<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> LACAN, J. <em>A ang<\/em><em>\u00fa<\/em><em>stia.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> LACAN, J. (2023-1974). <em>A terceira.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> LACAN, J. (2010-1978). <em>Transfer<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia para Saint Denis.<\/em> In: Correio, 2010, 65, p.31.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> ALBERTI, C. (2022). A psican\u00e1lise presente no mundo! In: <em>Correio<\/em>,88, p.17.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cassandra Dias (EPB\/AMP) &#8211; Diretora Geral da EPB &#8211; Se\u00e7\u00e3o NE \u00a0Os acordes da guitarra de Pink Floyd, banda brit\u00e2nica que surgiu na d\u00e9cada de 60 foi a sonoridade escolhida para ambientar o universo conceitual que inspirou o trabalho da Se\u00e7\u00e3o Nordeste em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s suas IV Jornadas. O rock progressivo que ocupou a cena&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-4536","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-litoraneo","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4536"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4536\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4551,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4536\/revisions\/4551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4536"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=4536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}