{"id":4494,"date":"2025-01-21T06:26:38","date_gmt":"2025-01-21T09:26:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=4494"},"modified":"2025-01-21T06:26:38","modified_gmt":"2025-01-21T09:26:38","slug":"aquilo-que-repercute","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/aquilo-que-repercute\/","title":{"rendered":"Aquilo que repercute\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 13px;\">Cassandra Dias Farias EBP\/AMP<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">Diretora Geral da EBP Se\u00e7\u00e3o Nordeste\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4495\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_004-1024x819.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_004-1024x819.png 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_004-300x240.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_004-768x614.png 768w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_004.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Lacan inicia sua colet\u00e2nea dos Escritos com a seguinte frase: \u201cO estilo \u00e9 o pr\u00f3prio homem\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>.\u00a0 Em outubro de 1966, entrega o compilado de uma produ\u00e7\u00e3o com estilo \u00fanico, singular. E continua:<\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 o objeto que responde \u00e0 pergunta sobre o estilo que formulamos logo de sa\u00edda. A esse lugar que, para Buffon<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, era marcado pelo homem, chamamos de queda desse objeto, reveladora por isol\u00e1-lo, ao mesmo tempo, como causa do desejo em que o sujeito se eclipsa e como suporte do sujeito entre verdade e saber. Queremos, com o percurso de que estes textos s\u00e3o os marcos e com o estilo que seu endere\u00e7amento imp\u00f5e, levar o leitor a uma consequ\u00eancia em que ele precise colocar algo de si<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim ele nos entrega os seus <em>Escritos<\/em>.<\/p>\n<p>Se para Buffon: \u201cEscrever bem consiste em pensar, sentir e expressar bem, em clareza de mente, alma e gosto&#8230;\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, para Lacan,\u00a0a rela\u00e7\u00e3o com a escrita diz de algo que, do objeto, precisa cair para veicular a pr\u00f3pria escrita. A causa do desejo funcionando como motor para que se possa endere\u00e7ar um produto.<\/p>\n<p>O estilo de Lacan pressup\u00f5e &#8211; ele pr\u00f3prio nos diz &#8211; a consequ\u00eancia de que se precise colocar algo de si. Lacan n\u00e3o \u00e9 evidente, o seu ensino tem a marca do que se transmite para cada um. Ele nos convoca a sair de uma posi\u00e7\u00e3o passiva em rela\u00e7\u00e3o ao saber e ocupar um lugar de enuncia\u00e7\u00e3o a partir da rela\u00e7\u00e3o singular com o objeto, pois \u201c\u00e9 o objeto que responde \u00e0 pergunta sobre o estilo que formulamos logo de sa\u00edda\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Apoiado em Joyce, que lhe inspirou para formular a no\u00e7\u00e3o de sinthoma, Lacan introduz a l\u00f3gica dos n\u00f3s para dizer que \u201celes sustentam um osso\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, portanto, os \u201cossobjeto [osbjet]\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>. O osso de cada um \u00e0s voltas com a satisfa\u00e7\u00e3o paradoxal extra\u00edda do sintoma, aquilo que nunca se decomp\u00f5e, sendo o que resta do corpo vivo; o irredut\u00edvel de uma letra que est\u00e1 escrita em um modo de gozar. Esse objeto, \u00fanico, n\u00e3o coletiviz\u00e1vel, em torno do qual se enla\u00e7a um modo de funcionamento subjetivo.<\/p>\n<p>O sujeito n\u00e3o sabe que aquilo a que ele visa e que o guia \u00e9 o objeto.<\/p>\n<p>E como a rela\u00e7\u00e3o com o objeto se reflete na produ\u00e7\u00e3o de um cartel?<\/p>\n<p>Lacan vai propor a estrutura desse pequeno grupo com o objetivo de executar um trabalho: lan\u00e7ar a base de um percurso de forma\u00e7\u00e3o para os psicanalistas e reconquista de um campo \u2013 esse freudiano. O seu ato pol\u00edtico em 1964 subverteu a l\u00f3gica ortodoxa da Internacional propondo, em seu lugar, uma Escola. Colocado como c\u00e9lula central e base de opera\u00e7\u00f5es, o cartel, assim como o passe, constitui a aposta de Lacan em \u201cconstituir a psican\u00e1lise como uma experi\u00eancia original\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, na qual a rela\u00e7\u00e3o entre saber e desejo \u00e9 subvertida.<\/p>\n<p>\u00c9 no seio do cartel, essa pequena c\u00e9lula, que a grande viagem pode ter in\u00edcio. Um trabalho em curso que s\u00f3 encontra seu sentido se puder oferecer a uma comunidade o seu produto. Diferenciando-se de um grupo de estudos pela rela\u00e7\u00e3o com o saber, o cartel requer a elabora\u00e7\u00e3o de um produto pela escrita.<\/p>\n<blockquote><p>Que quer dizer isso, a escrita? (&#8230;) ela \u00e9 alguma coisa que, de certo modo, repercute na fala<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. Por ser a representa\u00e7\u00e3o da fala, a escrita \u00e9 algo que se constata n\u00e3o ser uma simples representa\u00e7\u00e3o. Representa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m significa repercuss\u00e3o, porque n\u00e3o \u00e9 nada certo que, sem a escrita, houvesse palavras<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na escrita, as palavras adquirem outro peso por portarem, a meu ver, a possibilidade de repercutirem, como instrumentos de percuss\u00e3o, considerados os mais antigos instrumentos que a civiliza\u00e7\u00e3o humana produziu, encontrados em todas as culturas primitivas, originados da coleta do homem de materiais da natureza como pedras, ossos e conchas, que batidos uns contra os outros criam diferentes sonoridades.<\/p>\n<p>Sonoridades que, posteriormente, encontraram a possibilidade de registro material escavando a pedra, inaugurando a escrita das viv\u00eancias e da hist\u00f3ria para o homem.<\/p>\n<p>Portanto, a capacidade da palavra em repercutir, ser fixada e impressa como marca foi tomada por Lacan como sendo o produto esperado para o dispositivo do cartel. Esperado, mas n\u00e3o obrigat\u00f3rio, acrescento com Marilsa. O analisante \u2013 \u00e0 maneira de um escriba \u2013 extrai da sua rela\u00e7\u00e3o com a l\u00edngua uma escritura. Ressalta-se assim, o estilo de cada falasser nessa tor\u00e7\u00e3o, nessa virada em que o saber sobre esse estranho objeto da satisfa\u00e7\u00e3o pulsional toma \u00e0 frente em rela\u00e7\u00e3o ao Outro, orientando o percurso de uma an\u00e1lise pelo real do gozo, esse inelimin\u00e1vel como o osso, que n\u00e3o pode ser todo dito, mas que pode ser mostrado, manipulado, torcido, cingido, escrito.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o analisante repercute na experi\u00eancia com o cartel e essa \u00e9 a beleza dessa viagem. N\u00e3o recuar dessa posi\u00e7\u00e3o constitui o cerne da pol\u00edtica da psican\u00e1lise. E da posi\u00e7\u00e3o cartelizante, recusar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de mestria, atentar para os efeitos identificat\u00f3rios inerentes ao grupo e ter no horizonte um novo acordo entre saber e verdade, pressup\u00f5e uma rela\u00e7\u00e3o que passa pela escrita. Essas duas posi\u00e7\u00f5es \u2013 analisante e cartelizante \u2013 se entrela\u00e7am na sustenta\u00e7\u00e3o da causa anal\u00edtica, na medida em que, na experi\u00eancia com o cartel, um produto \u00e9 produzido e ofertado.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise sempre esteve amea\u00e7ada, desde sua origem com Freud. Em tempos onde o funcionamento cerebral conduz a terap\u00eautica acerca dos sintomas de nossa \u00e9poca, o discurso anal\u00edtico continua tendo que salvaguardar a hip\u00f3tese do inconsciente. Essa, que coloca a posi\u00e7\u00e3o analisante como aquela que norteia um percurso de forma\u00e7\u00e3o, mantendo aberta a quest\u00e3o \u201co que \u00e9 um analista\u201d?<\/p>\n<p>\u00c9 a dire\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia anal\u00edtica que poder\u00e1 levar a uma travessia. Pelo saber fazer com o incur\u00e1vel de cada um que aponta para \u201ca sombra espessa\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> da passagem de analisante para analista, que precisa ser escrita sobre uma superf\u00edcie, traduzindo o estilo, como nos diz Lacan: \u201cTal como \u00e9 feita a l\u00edngua, s\u00f3 se precisaria, em meu lugar, de uma caneta [stylo]. Quanto a mim, para sustentar esse lugar, preciso de um estilo [style]\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Para esse <em>style<\/em>, o lugar do analista, que faz semblante do\u00a0 objeto.<\/p>\n<p>Nesse sentido, podemos aproximar estilo e sinthome? A inven\u00e7\u00e3o particular do sujeito levando em considera\u00e7\u00e3o aquilo que ele n\u00e3o pode se desembara\u00e7ar, a singularidade radical do modo de gozar desvinculado do sentido do sintoma? Um saber fazer (<em>savoir-y-faire<\/em>) com a letra que tra\u00e7a uma borda frente ao que h\u00e1 de mais real para cada um, seu modo de gozar.\u00a0De acordo com o sinthoma, depreende-se o estilo.<\/p>\n<p>\u201cEm suma, o n\u00f3 do sintoma ser\u00e1 uma letra que se repete no real. Aqui, a verdade n\u00e3o se fala, n\u00e3o se grita, ela se escreve\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J. Abertura desta colet\u00e2nea. In:<em> Escritos<\/em>, Jorge Zahar Editor, 1999, Rio de Janeiro,\u00a0 p 09.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon. Naturalista, matem\u00e1tico e escritor franc\u00eas. Suas teorias influenciaram duas gera\u00e7\u00f5es de naturalistas, como Jean-Baptiste de Lamarck e Charles Darwin.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> \u00a0Id ibid, p 11<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> \u00a0<a href=\"http:\/\/pt.m.wikipedia.org\">pt.m.wikipedia.org<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Idem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J. \u2013 <em>O Semin<\/em><em>\u00e1<\/em><em>rio, livro 23<\/em>, Jorge Zahar Editor, 2007, Rio de Janeiro, p 141.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Idem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: <em>Outros Escritos<\/em>, Jorge Zahar Editor, 2003, p 251.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J. <em>O Semin<\/em><em>\u00e1<\/em><em>rio, livro 18,<\/em> Jorge Zahar Editor, 2009, Rio de Janeiro, p 77.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> \u00a0Id ibid, p 84.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: <em>Escritos<\/em>, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2003, p 258.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J.\u00a0 Aviso ao leitor japon\u00eas. In: <em>Outros Escritos<\/em>, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2003,\u00a0 p 500.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> \u00a0BELAGA, G. \u2013 Sintoma e <em>sinthoma. <\/em>In: <em>Scilicet Semblantes e sinthoma<\/em>, Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, 2009, p 345.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cassandra Dias Farias EBP\/AMP Diretora Geral da EBP Se\u00e7\u00e3o Nordeste\u00a0 Lacan inicia sua colet\u00e2nea dos Escritos com a seguinte frase: \u201cO estilo \u00e9 o pr\u00f3prio homem\u201d[1].\u00a0 Em outubro de 1966, entrega o compilado de uma produ\u00e7\u00e3o com estilo \u00fanico, singular. 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