{"id":4491,"date":"2025-01-21T06:24:10","date_gmt":"2025-01-21T09:24:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=4491"},"modified":"2025-01-23T14:39:03","modified_gmt":"2025-01-23T17:39:03","slug":"quanto-menos-tempo-o-tempo-menos-tem-infancias1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/quanto-menos-tempo-o-tempo-menos-tem-infancias1\/","title":{"rendered":"Quanto menos tempo o tempo menos tem? Inf\u00e2ncias<sup>[1]<\/sup>"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 13px;\">Jos\u00e9 Ronaldo de Paulo<br \/>\nParticipante da NPJ<br \/>\nCartel: Inf\u00e2ncias, mais-um: M\u00f4nica Hage (EBP\/BA)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4492\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_005-1024x819.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_005-1024x819.png 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_005-300x240.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_005-768x614.png 768w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/litoraneo_016_005.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 13px;\"><em>As coisas que n\u00e3<\/em><em>o t\u00ea<\/em><em>m nome s\u00e3o mais pronunciadas por crian<\/em><em>\u00e7as<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\">Manoel de Barros<\/span><\/p>\n<p>O entendimento para se designar a crian\u00e7a na contemporaneidade \u00e9 impactado pelos tempos que correm, como diz Lacan, e \u00e9 na certeza antecipada pelo sujeito no tempo para compreender onde precipita o momento de concluir<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Nesse contexto, pode-se perguntar se o tempo hiperativo n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um tempo fora do tempo, difratado em m\u00faltiplos sistemas de gozo que implicam objetos. Fran\u00e7ois Arsemet, nessa circunst\u00e2ncia, nos provoca a pensar se o tempo hiperativo, n\u00e3o seria ofertado pelos <em>gadgets<\/em> prometedores de um gozo imediato e desmultiplicado, por suceder em um corpo aparelhado sobre sistemas externos, \u00e0s vezes virtuais, sistemas artificiais a servi\u00e7o de um gozo que termina por transbordar o sujeito<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Miller, faz refer\u00eancia \u00e0 \u201cautoer\u00f3tica de saber\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>, na qual o conhecimento n\u00e3o se passa mais pelo outro. As d\u00favidas s\u00e3o retra\u00eddas, emergindo nos tempos atuais as exclama\u00e7\u00f5es de \u201ceu sei a resposta\u201d de forma r\u00e1pida ou a n\u00e3o dire\u00e7\u00e3o de uma pergunta.<\/p>\n<p>Conforme nos lembra Stiglitz, h\u00e1 uma rebeli\u00e3o contra a singularidade, uma pressa em nomear o que n\u00e3o se tem nome &#8211; dando a isto um nome vazio &#8211; e, a depender de como ele ser\u00e1 preenchido, determinar\u00e1 a decis\u00e3o de ser tratado ou n\u00e3o e de qual forma<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>. Quanto \u00e0 inven\u00e7\u00e3o e ao conhecimento, Lacan escreve em 1974 dizendo que \u201co saber, ali onde o apreendemos pela primeira vez, assim, manej\u00e1vel, [&#8230;] todos sabemos porque inventamos um truque parapreencher o furo no real. A\u00ed onde n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual, isso produz troumatisme. Inventa-se. Inventa-se o que se pode<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>\u201d.<\/p>\n<p>O diretor Japon\u00eas Hayao Miyazaki ficou conhecido pelas anima\u00e7\u00f5es, retratando de maneira maestral a po\u00e9tica na inf\u00e2ncia. Nelas, tal como A Viagem de Chihiro<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, observa Ebert, h\u00e1 o \u201cmovimento gratuito\u201d, momentos de contempla\u00e7\u00e3o, uma pausa, nada de especial acontece \u201cem vez de todo momento ser ditado pela hist\u00f3ria, \u00e0s vezes os personagens v\u00e3o apenas sentar por um instante, ou v\u00e3o suspirar, olhar um c\u00f3rrego, ou fazer algo extra. N\u00e3o para avan\u00e7ar a hist\u00f3ria, mas apenas para se dar uma sensa\u00e7\u00e3o de tempo, de espa\u00e7o e de quem eles s\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>. Em japon\u00eas, define Miyazaki, este tempo corresponde a <em>Ma<\/em> (vazio) e intencionalmente coloca-o em suas anima\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A etimologia da palavra <em>Ma<\/em> \u00e9 representada pelo ideograma \u9593, combina\u00e7\u00e3o do caractere \u9580 (porta ou port\u00e3o) e \u65e5(sol), conceito no qual deve-se ser mais sentido do que explicado, segundo a tradi\u00e7\u00e3o japonesa<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. Lacan permeia essa ideia ao deduzir que uma porta produz corrente de ar, levar\u00edamos ela debaixo do bra\u00e7o a qualquer lugar, para o deserto, para se refrescarem<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>. Ou seja, semelhante ao conceito de <em>Ma<\/em> como negativo da imagem, \u00e9 a partir do vazio que podemos pensar a ideia do movimento. Ma, tamb\u00e9m pode ter a mesma sem\u00e2ntica de \u201centre-espa\u00e7o\u201d, \u201cespa\u00e7o intermedi\u00e1rio\u201d, \u201cintervalo\u201d, assim como a crian\u00e7a que ainda n\u00e3o \u00e9 um adolescente e nem adulto. A crian\u00e7a est\u00e1 no \u201centre\u201d, numa dobradi\u00e7a.<\/p>\n<p>Laurent pontua que o sobrinho de Freud lan\u00e7a o seu carretel para modelar a ang\u00fastia de <em>Acoisa<\/em>, na qual s\u00f3 \u00e9 formulada a partir da aus\u00eancia da m\u00e3e. Por\u00e9m, o que se \u00e9 contado n\u00e3o \u00e9 apenas a contraposi\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica o-a, <em>fort-da<\/em>, mas o pr\u00f3prio gesto a ser colocado em evid\u00eancia<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. Portanto, n\u00e3o sem o outro, a inf\u00e2ncia \u00e9 o tempo da constitui\u00e7\u00e3o do sujeito. Conforme o exemplo do sobrinho de Freud, houve um Outro no jogo do <em>fort-da<\/em>. O tempo de atravessamentos do sujeito infantil produzir\u00e1 singularidades, colocando cada um frente a um mal-entendido da l\u00edngua; n\u00e3o sem efeitos disso. \u00c9 necess\u00e1rio uma etapa para a crian\u00e7a produzir a sua pr\u00f3pria enuncia\u00e7\u00e3o. Jacques-Alain Miller real\u00e7a no texto <em>Em dire\u00e7\u00e3<\/em><em>o \u00e0<\/em> <em>adolesc<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia<\/em><a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><em><sup><strong>[13]<\/strong><\/sup><\/em><\/a> a frase de Lacan \u201ca imiscui\u00e7\u00e3o do adulto na crian\u00e7a\u201d, evidenciando um adiantamento da posi\u00e7\u00e3o do adulto na crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Como podemos ter no contempor\u00e2nea a sustenta\u00e7\u00e3o de um vazio do tempo para as escolhas? Tempo este marcado pela alian\u00e7a do capitalismo com o discurso da ci\u00eancia em prol das demandas neoliberais, onde apaga o \u201cUm\u201d de cada sujeito. Tempos de menos para lucros demais.<\/p>\n<p>Partindo da pergunta de Miller \u201cSobre qual dom\u00ednio cair\u00e1 a crian\u00e7a\u201d?<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>, seria as tentativas simb\u00f3licas de nomear a crian\u00e7a n\u00e3o<em> norm m<\/em><em>\u00e2le<\/em> uma forma segregativa? E, advindo disso, podemos fazer refer\u00eancia \u00e0 experi\u00eancia anal\u00edtica quando acontece o acolhimento do singular e \u00edntimo em cada falasser. Por\u00e9m, sem que haja um recha\u00e7o do Outro social, conseguir\u00e1 o analista ser guardi\u00e3o da singularidade da crian\u00e7a?<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Trabalho apresentado na primeira Jornada Nacional de Cart\u00e9is da EBP (2023) sob o t\u00edtulo de <em>Crian\u00e7as tais <\/em><em>como tao<\/em> e modificado ap\u00f3s elabora\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> QUINDIM. 9 poemas de Manoel de Barros para crian\u00e7as: conhe\u00e7a o poeta das inf\u00e2ncias. Dispon\u00edvel em:https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poemas-de-manoel-de-barros-para-criancas\/. Acesso em: 14 jul. 2024<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> LACAN, J. Fun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem em psican\u00e1lise. In: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, <span style=\"color: var(--wpex-text-2);\">258<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> ANSEMET, Fran\u00e7ois- Tudo imediatamente. In: <em>Correio n.70 Revista da Escola Brasileira de Psican<\/em><em>\u00e1lise <\/em>Dezembro 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. <em>Em dire\u00e7\u00e3<\/em><em>o \u00e0 <\/em><em>adolesc<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia<\/em>. III Jornada do Instituto da Crian\u00e7a. 2015.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> STIGLIZ, Gustavo-La clase de los DDA o la rebeli\u00f3n de las singularidades. In: <em>DDA, ADD, ADHD como <\/em><em>ustedes quieran. El mal real y La construcci\u00f3<\/em><em>n socia<\/em>l. Gustavo Stigliz (compilador). Grama Ediciones, 2006.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> LACAN, Jacques.<em> O semin<\/em><em>\u00e1<\/em><em>rio, livro 21: Os n\u00e3<\/em><em>o-tolos erram<\/em>. (1973-1974) Aula do 9 de abril de 1974. (In\u00e9dito)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> MIYAZAKI, H. Filme: <em>Sen to Chihiro no kamikakushi<\/em> (T\u00edtulo em Portugu\u00eas: A Viagem de Chihiro). Distribuidora: Europa Filmes, 2001.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> 9 ROGER EBERT.COM. Hayao Miyazaki interview. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.rogerebert.com\/interviews\/hayao-miyazaki-interview. Acesso em: 5 fev. 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> MENEGHETTI, Maria Cristina Elias; ARANTES, Priscila. Suspender O Tempo E O Espa\u00e7o. <em>P\u00d3S<\/em>: Revista Do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Em Artes Da EBA\/UFMG, vol. 9, no. 18, 22 Nov. 2019, pp. 312\u2013341, https:\/\/doi.org\/10.35699\/2237-5864.2019.16126. Accessed 6 Feb. 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio : livro 2 &#8211; o eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psicanalise<\/em>, 1954-1955. Rio De Janeiro: Zahar, 1985. p.375<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> LAURENT, \u00c9. (2010). A carta roubada e o v\u00f4o sobre a letra. In: <em>Correio<\/em> &#8211; Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, no 65. S\u00e3o Paulo: EBP, p. 69.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. <em>Em dire\u00e7\u00e3<\/em><em>o \u00e0 <\/em><em>adolesc<\/em><em>\u00ea<\/em><em>ncia<\/em>. III Jornada do Instituto da Crian\u00e7a. 2015.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> MILLER. J- A. A Crian\u00e7a e o Saber. In:<em> Cien-Digital<\/em>, n 11, p. 7.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ronaldo de Paulo Participante da NPJ Cartel: Inf\u00e2ncias, mais-um: M\u00f4nica Hage (EBP\/BA) \u00a0 As coisas que n\u00e3o t\u00eam nome s\u00e3o mais pronunciadas por crian\u00e7as[2] Manoel de Barros O entendimento para se designar a crian\u00e7a na contemporaneidade \u00e9 impactado pelos tempos que correm, como diz Lacan, e \u00e9 na certeza antecipada pelo sujeito no tempo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-4491","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-litoraneo","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4491"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4491\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4510,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4491\/revisions\/4510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4491"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=4491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}