{"id":4209,"date":"2024-03-05T07:49:47","date_gmt":"2024-03-05T10:49:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=4209"},"modified":"2024-03-05T17:04:42","modified_gmt":"2024-03-05T20:04:42","slug":"editorial-boletim-litoraneo-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/editorial-boletim-litoraneo-13\/","title":{"rendered":"Editorial Boletim Litor\u00e2neo #13"},"content":{"rendered":"<h6>Maria de Lourdes Arag\u00e3o e Francisco Santos<\/h6>\n<p data-wp-editing=\"1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4185 alignnone\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_001.png\" alt=\"\" width=\"339\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_001.png 2286w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_001-203x300.png 203w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_001-694x1024.png 694w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_001-768x1134.png 768w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_001-1040x1536.png 1040w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_001-1387x2048.png 1387w\" sizes=\"auto, (max-width: 339px) 100vw, 339px\" \/><\/p>\n<p data-wp-editing=\"1\">O <em>Litor<\/em><em>\u00e2<\/em><em>neo #13<\/em> marca a continuidade dos trabalhos da Se\u00e7\u00e3o Nordeste, recuperando momentos e conte\u00fados importantes do ano que passou, na esteira dos temas atuais das jornadas e congressos de 2024. O ano come\u00e7ou a todo vapor com o XIV Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise; seguiremos com o Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, em novembro pr\u00f3ximo. Os textos desta edi\u00e7\u00e3o est\u00e3o em conson\u00e2ncia com esses grandes eventos e os demais do ano de 2023 e deste ano de 2024 tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Sandra Conrado, baseada na pe\u00e7a <em>\u00daltimo \u00c9dipo<\/em>, faz uma leitura de como essa repagina\u00e7\u00e3o da cl\u00e1ssica obra de S\u00f3focles serve para a psican\u00e1lise pensar o eterno tema das demandas de an\u00e1lise: pais e filhos. Ela analisa a pe\u00e7a e como esta pode ilustrar os nossos tempos: tempos da desonera\u00e7\u00e3o do pai tot\u00eamico, da indigna\u00e7\u00e3o filial, do imperativo superegoico da ci\u00eancia e das novas formas sintom\u00e1ticas que surgem do encontro contempor\u00e2neo dos falasseres com o real.<\/p>\n<p><em>Uma noite na Aldeia<\/em> retrata a rica experi\u00eancia de Jose Augusto Rocha e Cleyton Andrade no encontro marcado com o Cacique Caboquinho Potiguara, um dos nomes e das vozes que se fizeram ouvir para al\u00e9m do universo ind\u00edgena nas palavras do pr\u00f3prio autor.<\/p>\n<p>O Cacique Caboquinho adquiriu um saber ancestral sobre um povo, uma gente, como \u00e9 ser um Potiguara, a for\u00e7a de um nome, todo esse saber que n\u00e3o \u00e9 da ordem do mestre, mas de um saber que se movimenta sobre o gozo, do corpo e do outro, aproximando desta maneira ind\u00edgenas e psicanalistas. Como diz com propriedade Jos\u00e9 Augusto, certas experi\u00eancias n\u00e3o se dobram ao sentido: antes experimentam-se com o corpo, como num ritual de Tor\u00e9 (manifesta\u00e7\u00e3o de grande import\u00e2ncia para os ind\u00edgenas) ou em uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Isis Maur\u00edcio, em um texto que concerne \u00e0 sua experi\u00eancia enquanto membro da comiss\u00e3o da Diret\u00f3ria de Cart\u00e9is da Se\u00e7\u00e3o Nordeste, apresenta-nos uma produ\u00e7\u00e3o destacando tr\u00eas frentes de trabalho: <em>Noites de cart\u00e9<\/em><em>is,<\/em> <em>Proc<\/em><em>ura-se cartel<\/em> e <em>Momentos de interc\u00e2<\/em><em>mbio<\/em>, onde descreve o trabalho rico do cartel com suas constru\u00e7\u00f5es coletivas atrav\u00e9s de leituras, estudos, debates, discuss\u00f5es nas quais cada cartelizante na sua singularidade produz e contribui num processo que causa efeitos na forma\u00e7\u00e3o de cada um.\u00a0 Nesse sentido, como ela aponta, uma forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem f\u00f4rma, mas atrav\u00e9s da qual algo se forma, um desejo, uma transfer\u00eancia de trabalho. E a partir desse ponto, ela reflete sobre seu lugar enquanto analista em forma\u00e7\u00e3o e a se autorizar na sua pr\u00e1tica cl\u00ednica a partir do seu pr\u00f3prio saber, n\u00e3o mais esperado pelo mestre.<\/p>\n<p>Ainda nesta edi\u00e7\u00e3o, destacamos mais uma <em>Noites de Biblioteca<\/em> trazendo o lan\u00e7amento do livro <em>Lacan Chin<\/em><em>\u00eas<\/em> de Cleyton Andrade, atividade esta coordenada por Francisco Santos e que teve como convidado Fabi\u00e1n Fajnwacks, psicanalista, membro da Escola da Causa Freudiana de Paris, da Escola da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana da Argentina e tamb\u00e9m professor na Universidade Paris VIII Vincennes Saint-Dennis, al\u00e9m de ter escrito um dos posf\u00e1cios da edi\u00e7\u00e3o do livro\u00a0 revista e ampliada.<\/p>\n<p>Na noite do dia 12 de dezembro \u00faltimo, K\u00e9sia Ramos teve como convidado Niraldo de Oliveira Santos, psicanalista praticante, membro da AMP\/ EBP e diretor geral da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo para discutir conosco o filme alem\u00e3o <em>Ich bien dein Mensch<\/em> com t\u00edtulo adaptado no Brasil de <em>O homem Ideal<\/em>, e nos apresenta como seria a tradu\u00e7\u00e3o direta do alem\u00e3o,\u00a0 nada menos do que um t\u00edtulo que tem tudo a ver com a mensagem que talvez o filme queira provocar, ou seja, <em>Eu sou o teu ser humano<\/em>. E como nos diz K\u00e9sia o enredo gira em torno de uma cientista que, para obter financiamento para seus estudo, concorda com um acordo incomum: viver com um rob\u00f4 humanoide por tr\u00eas semanas que ser\u00e1 programado para ser seu parceiro perfeito. Sem mais <em>spoiler<\/em> leiam o texto de K\u00e9sia e acompanhem as quest\u00f5es por ela levantadas.<\/p>\n<p>Niraldo faz uma an\u00e1lise mesmo do filme, nos dois sentidos. Primeiro, porque esmiu\u00e7a as cenas, cata as falas e destaca os personagens e seus discursos, a pr\u00f3pria diretora do filme e o contexto do tema, explorando refer\u00eancias legais e sociais sobre a inser\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial na cultura. Mas tamb\u00e9m conduz a quem j\u00e1 assistiu a uma nova sess\u00e3o, e a quem ainda n\u00e3o viu, a vontade de conhecer Alma e suas desventuras ao encarar o imposs\u00edvel da perfei\u00e7\u00e3o e o abismo da falta, causa de desejo que encontra na tecnologia um \u201cgatilho\u201d, como gostam de dizer hoje em dia. O Tom \u00e9 como alguns homens: parece que entende tudo sobre as mulheres, mas obviamente n\u00e3o sabe nada sobre <em>uma <\/em>mulher, e isso acaba por abrir um espa\u00e7o, uma fresta por onde o desejo de Alma surge, em meio \u00e0 estupefa\u00e7\u00e3o inicial de um discurso sem falhas da tecnologia.<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o representa as boas-vindas da Diretoria da Se\u00e7\u00e3o Nordeste ao ano de atividades que esperamos seja prof\u00edcuo. A todos, um bom proveito na leitura, que sirva como porta de entrada para mais um ano de intenso trabalho que se inicia na Escola de Lacan em terras nordestinas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria de Lourdes Arag\u00e3o e Francisco Santos O Litor\u00e2neo #13 marca a continuidade dos trabalhos da Se\u00e7\u00e3o Nordeste, recuperando momentos e conte\u00fados importantes do ano que passou, na esteira dos temas atuais das jornadas e congressos de 2024. 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