{"id":4207,"date":"2024-03-05T07:46:36","date_gmt":"2024-03-05T10:46:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=4207"},"modified":"2024-03-10T11:06:55","modified_gmt":"2024-03-10T14:06:55","slug":"os-laios-de-hoje-em-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/os-laios-de-hoje-em-dia\/","title":{"rendered":"Os Laios de hoje em dia"},"content":{"rendered":"<h6>Sandra Conrado<\/h6>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4183 alignnone\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_002.png\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_002.png 2251w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_002-200x300.png 200w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_002-683x1024.png 683w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_002-768x1151.png 768w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_002-1024x1536.png 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/litoraneo13_002-1366x2048.png 1366w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Em mais uma <em>N<\/em><em>oite <\/em><em>de Biblioteca<\/em>, discutimos a pe\u00e7a <em>\u00da<\/em><em>ltimo <\/em><em>\u00c9<\/em><em>dipo<\/em>, dentro dessa atividade chamada pela nossa Comiss\u00e3o de <em>Uma escrita em cena<\/em>. Contamos com a presen\u00e7a de nossos convidados, Sandra Luna e Jorge Bweres, drataurgista e diretor, respectivamente, que nos presentearam com suas falas sobre todo esse processo de adapta\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o de um trabalho que, como espectadora, tive o privil\u00e9gio de assistir, em 2017, no Theatro Santa Roza, fundado em 1889, portanto, o mais antigo da nossa cidade, Jo\u00e3o Pessoa-PB.<\/p>\n<p>Trago algumas pontua\u00e7\u00f5es para nossa conversa a partir das impress\u00f5es que retirei da pe\u00e7a, juntando \u00e0quelas que voc\u00eas mesmos devem ter tirado tamb\u00e9m a partir do que assistiram no YouTube.<\/p>\n<p>O significante \u201c\u00faltimo\u201d do t\u00edtulo da pe\u00e7a marcava para mim, ali em 2017, um sentido amb\u00edguo. \u201c\u00daltimo\u201d carregava o sentido de derradeiro na l\u00f3gica contempor\u00e2nea de um \u00c9dipo n\u00e3o funciona mais? Ou \u201c\u00faltimo\u201d nos daria o tom de que h\u00e1 um novo \u00c9dipo, um \u00c9dipo atual, que funciona, mas com outras configura\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>A pe\u00e7a retrata o \u00c9dipo cl\u00e1ssico de S\u00f3focles e seus personagens: \u00c9dipo, Jocasta, Creonte, T\u00edr\u00e9sia e Laio, o rei morto. A trama gira em torno do assassinato de Laio e a descoberta tr\u00e1gica de que o autor do crime \u00e9 seu filho \u00c9dipo, que, no ato desta descoberta, se desespera diante de tamanha desdita. Jocasta, prevendo a desgra\u00e7a que viria ali se instalar, corre atr\u00e1s de \u00c9dipo aos gritos de \u201cN\u00c3O, N\u00c3O, N\u00c3O\u201d.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia,\u00a0 um sil\u00eancio prenuncia a voz oracular: \u201cnenhuma maldi\u00e7\u00e3o divina paira sobre ti, \u00c9dipo. Apenas foste marcado pelas maldades das criaturas que te geraram\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9dipo, de volta ao palco teatral, p\u00f5e-se frente \u00e0 plateia, simulando-a ao povo de Tebas para quem fala, pondo em seu discurso uma ruptura ao seu infort\u00fanio constru\u00eddo pelo dramaturgo, no caso Sof\u00f3cles, que lhe imp\u00f4s o sacrif\u00edcio de ser condenado para salvaguardar a sina imposta pelo Outro oracular: \u201cmatar\u00e1s teu pai e tomar\u00e1 sua m\u00e3e como esposa\u201d. Se de um lado h\u00e1 um or\u00e1culo que prev\u00ea um filho assassino, agora, este mesmo or\u00e1culo atual traz a marca de seu infort\u00fanio como efeito e o pre\u00e7o de ser filho das criaturas que lhe geraram. Um novo \u00c9dipo, num novo desenho que surpreende os expectadores.<\/p>\n<p>\u00c9dipo, empoderado pelo Outro oracular, assume um discurso vigoroso, convicto e repleto de determina\u00e7\u00f5es como cabe a um rei. Se a plateia aguardava o retorno de um rosto ensanguentando, ele anuncia:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00e3o estou cego (&#8230;) Meus p\u00e9s ainda me permitem ficar de p\u00e9\u201d (&#8230;)\u201d Que minha dor jamais volte a me fazer sacrificado\u201d. \u201cEu n\u00e3o serei a cartada final e nem n\u00e3o serei bode expiat\u00f3rio de uma trama infame\u201d. (&#8230;) \u201cEu matei um homem? Quem viu? Quem me acusa? Creonte, usurpador do trono? Tir\u00e9sias, um charlat\u00e3o?\u201d (&#8230;) \u201cN\u00e3o vou arrancar meus olhos, mas as m\u00e1scaras\u201d. (&#8230;) \u201cChega de farsas! Danem-se!! O vil\u00e3o dessa trama foi Laio que deu o filho para ser morto por capangas. Foi Laio quem tirou de Jocasta a sua cria\u201d. (&#8230;) \u201cEle que julgava a humanidade por sua pr\u00f3pria medida\u201d (&#8230;) \u201cEu n\u00e3o matei, seu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 que sucumbiu os excessos de sua arrog\u00e2ncia\u201d (&#8230;) \u201cEis o \u00daltimo \u00c9dipo!\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Ent\u00e3o, vamos partir do que nos ensina esta surpreendente pe\u00e7a teatral, produzida pelo grupo Lavoura, inspirada no livro <em>A hist<\/em><em>\u00f3<\/em><em>ria Universal da Ang\u00fastia<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><em><sup><strong>[1]<\/strong><\/sup><\/em><\/a> de Waldemar Solha, com dire\u00e7\u00e3o de Jorge Bweres e dramaturgia de Sandra Luna, cujo significante \u201c\u00daltimo\u201d nos transmite, longe da ideia de finitude, se assim posso dizer, uma continuidade, uma atualiza\u00e7\u00e3o que nos ajuda a pensar os novos modos da l\u00f3gica edipiana hoje, e com os quais o psicanalista se orienta na cl\u00ednica contempor\u00e2nea. Um \u00c9dipo que j\u00e1 n\u00e3o conta mais com o Nome-do-Pai como agente que interdita nem opera mais na uni\u00e3o da lei ao desejo.<\/p>\n<p>Se at\u00e9 ent\u00e3o Freud se serviu do mito de \u00c9dipo para nos transmitir a rela\u00e7\u00e3o fantasm\u00e1tica da crian\u00e7a, via saber inconsciente\/oracular: \u201cmatar\u00e1s teu pai e tomar\u00e1 sua m\u00e3e como esposa\u201d, e seu estatuto de sentimento de culpa pelo desejo (neurose); na pe\u00e7a, esse saber, vindo do campo do Outro oracular, retira \u00c9dipo dessa maldi\u00e7\u00e3o, apontando outra face da hist\u00f3ria: \u00e9 Laio quem decreta a morte do filho, jogando-lhe nas m\u00e3os de um servo que o abandona pendurado pelo p\u00e9 em uma \u00e1rvore.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo, por outro lado, n\u00e3o nos mostra dois \u00c9dipos, um cl\u00e1ssico e um moderno, revela uma ruptura que se processa pelos efeitos que o tempo modificou no estatuto da fun\u00e7\u00e3o do pai. A pe\u00e7a teatral nos abre duas vias para pensarmos o mesmo mito e a tor\u00e7\u00e3o da tirania que cega e cala um dizer, uma interpreta\u00e7\u00e3o, um discurso que faz furo no tr\u00e1gico. Sandra Luna em sua adapta\u00e7\u00e3o nos transmite, tamb\u00e9m pela via do mito, como um filho pode responder ao pai nos tempos de hoje. Na sua dimens\u00e3o de sujeito, \u00c9dipo mostra sua indigna\u00e7\u00e3o frente a um pai fraco e decadente que sucumbiu ao pre\u00e7o de n\u00e3o saber, pela via da pr\u00f3pria castra\u00e7\u00e3o, receber o \u00f3dio desse filho.<\/p>\n<p>Se Freud recorre ao mito de \u00c9dipo \u00e9 para nos fazer entender a complexidade da rela\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, do sujeito e seus objetos primordiais e sua entrada no mal entendido da l\u00edngua. Para Freud, o Complexo de \u00c9dipo diz de uma interdi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de um incesto, de uma incompletude e n\u00e3o de uma plenitude, ficando o encontro desse objeto a cargo da fantasia. Para Freud, \u00c9dipo n\u00e3o dormiu com sua m\u00e3e, mas com uma mulher, Jocasta. Como objeto que satisfaria o homem na origem, a m\u00e3e \u00e9 um objeto perdido e interditado pelo agente paterno que resguarda a crian\u00e7a de cair nessa fal\u00e1cia imagin\u00e1ria de encontro\/plenitude.<\/p>\n<p>Eis a problem\u00e1tica que a pe\u00e7a teatral nos coloca para pensarmos o \u00c9dipo, hoje. A leitura atualizada de Sandra Luna, sem ignorar o simb\u00f3lico, coloca o pai em outro patamar, cuja fun\u00e7\u00e3o promove um furo no pr\u00f3prio simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>Ponto curioso se quisermos nos servir, aqui hoje, da posi\u00e7\u00e3o de Laio enquanto pai contempor\u00e2neo e que gostaria de trazer para nossa discuss\u00e3o. Como podemos falar do interdito de Laio sobre \u00c9dipo se seu primeiro gesto foi o de abandonar seu filho \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte? Trata-se de um pai omisso frente \u00e0 opera\u00e7\u00e3o que confronta seu imposs\u00edvel na fun\u00e7\u00e3o de ser pai? O que ele limita? O que ele priva? At\u00e9 onde o interesse de Laio iria sen\u00e3o o de se livrar da pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de pai morto? Como poderia um pai entrar no discurso da m\u00e3e se ele n\u00e3o se d\u00e1 a ver a sua pr\u00f3pria falta, capaz de tocar o desejo feminino?\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No fim das contas \u00e9 o pr\u00f3prio \u00c9dipo que toma esse lugar, pondo-se a servi\u00e7o do saber do inconsciente: \u201cdormir\u00e1s com sua m\u00e3e\u201d. Se no mito de S\u00f3focles isso \u00e9 poss\u00edvel, no pr\u00f3prio mito isso \u00e9 tr\u00e1gico: gozo mort\u00edfero.<\/p>\n<p>Se estamos na \u00e9poca do desencantamento do Nome-do-Pai, como nos diz Miller, \u00e9 que o Outro, diz ele, j\u00e1 n\u00e3o tem como oferecer garantias, porque n\u00e3o passa de um semblante.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Isso est\u00e1 na pe\u00e7a: \u00c9dipo se queixa de Laio na medida em que, como pai, h\u00e1 uma decad\u00eancia, mas tamb\u00e9m um furo simb\u00f3lico que, em desordem, p\u00f4s em risco a sua renuncia pulsional.<\/p>\n<p>Do meu ponto de vista, \u00e9 isso que essa escrita em cena nos revela: um \u00c9dipo, \u201cO \u00daltimo\u201d, tomado pelo tempo dos novos imperativos que deixam as crian\u00e7as em posi\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, onde o inconsciente real, opaco e sem sentido, j\u00e1 n\u00e3o encontra mais as fic\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0s constru\u00e7\u00f5es metaf\u00f3ricas para dizer da subjetividade. Um tempo onde o pai n\u00e3o se disp\u00f5e mais aos equ\u00edvocos de sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel de educar. \u201cLaios\u201d angustiados que apostam em suas fun\u00e7\u00f5es desde que orientadas pelo saber da ci\u00eancia e dos discursos pedag\u00f3gicos que tentam oferecer f\u00f3rmula prontas do que \u00e9 ser um pai e do que \u00e9 ser uma m\u00e3e, sem levar em conta o mal-entendido da pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia. Das m\u00e3es que esperam de seus rebentos realiza\u00e7\u00f5es que lhes faltaram, mas guiadas por uma ordem de ferro, de prefer\u00eancia aqui e agora, a exemplo de uma crian\u00e7a que recebi com sintoma de gagueira para poder trope\u00e7ar e fazer fenda no desejo materno de lhe tornar \u201cum juiz para mandar em todo mundo\u201d.<\/p>\n<p>Em tempos de evapora\u00e7\u00e3o do pai, entendimento de Lacan em <em>Nota sobre o pai<\/em><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><em><sup><strong>[3]<\/strong><\/sup><\/em><\/a>, pudemos perceber que a aposta da psican\u00e1lise vai mais na dire\u00e7\u00e3o de acolher os S1 sozinhos, j\u00e1 que o S2 (saber furado) escapou junto com pai contempor\u00e2neo. De qualquer forma, continuamos contando com as crian\u00e7as &#8211; \u201c\u00c9dipos\u201d -, sejam como objeto, sejam como causa, porque elas v\u00e3o interrogar, v\u00e3o agitar e muitas vezes se disporem, ao pre\u00e7o de um gozo mort\u00edfero, romper com o pacto familiar.<\/p>\n<p>Eis o novo \u00c9dipo, eis um sujeito que encontra no trope\u00e7o sua vers\u00e3o de pai, na dose do n\u00e3o-todo. \u201c\u00daltimo \u00c9dipo\u201d na recusa da posi\u00e7\u00e3o \u201cde bode expiat\u00f3rio das tramas infames\u201d e do \u201cdel\u00edrio familiar\u201d que orienta os analistas no encontro com as crian\u00e7as deste s\u00e9culo: \u201cas crian\u00e7as-amo\u201d, \u201cimperativas\u201d, \u201cagressivas\u201d e que neste mito, adaptado ao contempor\u00e2neo, revelam-se na fragilidade de um pai (Laio) assustado com o \u00f3dio imagin\u00e1rio do filho (\u00c9dipo).<\/p>\n<p>Foi isso que consegui extrair dessa pe\u00e7a teatral e que trago para nossa conversa de hoje.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> SOLHA, W. J.<em> Hist\u00f3ria Universal as Ang\u00fastia<\/em>, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> MILLER, J-A. <em>El que no existe y sus comit\u00e9s de \u00e9tica<\/em>, com colabora\u00e7\u00e3o de Eric Laurent. Bueno Aires: Paid\u00f3s, 2005, p.11<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> LACAN, J. [1968] Nota sobre o pai. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em> 71, 2015, p 17.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandra Conrado Em mais uma Noite de Biblioteca, discutimos a pe\u00e7a \u00daltimo \u00c9dipo, dentro dessa atividade chamada pela nossa Comiss\u00e3o de Uma escrita em cena. 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