{"id":3284,"date":"2023-04-06T06:46:24","date_gmt":"2023-04-06T09:46:24","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=3284"},"modified":"2023-04-06T06:46:24","modified_gmt":"2023-04-06T09:46:24","slug":"e-o-mais-um1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/e-o-mais-um1\/","title":{"rendered":"E o Mais Um?<sup>[1]<\/sup>>"},"content":{"rendered":"<h6><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-3275\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Noriko-Kuresumi-3-1024x684.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" \/>Cassandra Dias Farias<\/h6>\n<p>Aos 63 anos, ap\u00f3s ser excomungado da Sociedade Francesa de Psican\u00e1lise, Lacan inaugura na hist\u00f3ria da psican\u00e1lise, uma nova perspectiva institucional, rompendo com o modelo das sociedades deixado por Freud e tomando como premissa, o conceito de Escola. J\u00e1 \u00e0s voltas com a elabora\u00e7\u00e3o do seu objeto <em>a<\/em> e \u00e0 altura do semin\u00e1rio 11 \u2013 Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise \u2013 ele assume para si e t\u00e3o somente, a oferta de uma forma\u00e7\u00e3o para os psicanalistas.<\/p>\n<p>\u201cFundo \u2013 t\u00e3o sozinho quanto sempre estive em minha rela\u00e7\u00e3o com a causa psicanal\u00edtica \u2013 a Escola Francesa de Psican\u00e1lise, da qual garantirei, nos pr\u00f3ximos quatro anos pelos quais nada no presente me pro\u00edbe de responder, pessoalmente a dire\u00e7\u00e3o.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>Na efervesc\u00eancia cultural dos anos 60, Lacan subverte a l\u00f3gica predominante para a forma\u00e7\u00e3o dos psicanalistas e funda sua Escola pautada em dois grandes pilares: o cartel e o passe. A experi\u00eancia mostra suas crises, levando-o a dissolver a EFP em 15 de mar\u00e7o de 1980, no hotel Pullman Saint Jacques onde, durante mais de uma hora, fala para uma audi\u00eancia de oitocentas pessoas e apresenta um programa de refunda\u00e7\u00e3o da Causa Freudiana.<\/p>\n<p>D\u2019\u00e9colage \u00e9 um escrito produzido no bojo desse contexto de dissolu\u00e7\u00e3o e encontra-se no site da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, como um dos textos norteadores para o trabalho com os cart\u00e9is. Tirar consequ\u00eancias da pol\u00edtica de Lacan para a forma\u00e7\u00e3o do analista, tendo em vista a fun\u00e7\u00e3o do Mais Um \u00e9 o prop\u00f3sito dessa noite.<\/p>\n<p>Qual a rela\u00e7\u00e3o do Mais Um com essa pol\u00edtica e qual a raz\u00e3o para que ocupe essa fun\u00e7\u00e3o a partir de uma rela\u00e7\u00e3o decidida com esse campo fundado por Lacan? \u00c9 a l\u00f3gica que tentaremos acompanhar.<\/p>\n<p>Inicialmente, trata-se de um trabalho de luto, de uma dissolu\u00e7\u00e3o subjetiva, que n\u00e3o \u00e9 evidente simplesmente pela constitui\u00e7\u00e3o de um cartel, mas sim, a partir de uma posi\u00e7\u00e3o subjetiva que requer uma descolagem.<\/p>\n<p>Esse significante <em>d\u2019\u00e9colage <\/em>utilizado por Lacan \u00e9 muito feliz por condensar <em>d\u2019ecole,<\/em> <em>descolagem <\/em>e <em>decolagem.<\/em> O corte na cola imagin\u00e1ria que constitui os grupos constitui a premissa fundamental onde se assenta a subvers\u00e3o que Lacan sustentou: um golpe certeiro na identifica\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel por efeitos mutualistas e que velam o real em jogo na experi\u00eancia anal\u00edtica. \u201cPois a mola fundamental da opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia entre o I e o <em>a<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>A destitui\u00e7\u00e3o subjetiva operada pela queda das identifica\u00e7\u00f5es e dos semblantes faz revelar a exist\u00eancia do objeto para o sujeito, em uma virada em que o saber sobre esse estranho objeto da satisfa\u00e7\u00e3o pulsional. Um objeto que escapa ao campo das identifica\u00e7\u00f5es, pois n\u00e3o se trata da ordem do universal, nem do coletivo. Reside nessa rela\u00e7\u00e3o entre sujeito e objeto o que h\u00e1 de mais singular, fruto da diferen\u00e7a absoluta que marca o sujeito de uma maneira irredut\u00edvel.<\/p>\n<p>O analista, \u00e9 aquele que ao ocupar o lugar de semblante, pode \u201cfazer reinar o objeto <em>a<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> . Essa tor\u00e7\u00e3o de perspectiva \u2013 do Outro ao objeto \u2013 tem consequ\u00eancias sobre a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com seu modo de gozo, inelimin\u00e1vel e singular. Percurso de uma an\u00e1lise orientada pelo real do gozo, que n\u00e3o pode ser todo dito, mas pode ser mostrado, manipulado, torcido, cingido, escrito.<\/p>\n<p>Um saber fazer com o incur\u00e1vel de cada um que aponta para \u201ca sombra espessa\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>da passagem de analisante para analista. Dire\u00e7\u00e3o colocada desde o in\u00edcio de uma experi\u00eancia anal\u00edtica orientada pelo real e que reverbera para toda a concep\u00e7\u00e3o lacaniana dos dispositivos institucionais, numa perspectiva moebiana.<\/p>\n<p>O passo dado por Lacan em dissolver e refundar, n\u00e3o admite retrocessos. \u00c9 preciso ir em frente, sob pena de: \u201cS\u00f3 encontraremos o grudar-se&#8230;onde eu menos fiz Escola&#8230;que cola\u201d.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Para decolar, h\u00e1 que se descolar.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de Escola consiste em estar advertido do efeito de cola, do grude das identifica\u00e7\u00f5es que velam o que h\u00e1 de irredut\u00edvel em cada um \u2013 a rela\u00e7\u00e3o singular com o objeto \u2013 e as tentativas sempre prec\u00e1rias de subvers\u00e3o disso. Indo al\u00e9m do erro de Freud: \u201cter deixado os analistas sem recursos, sem outra necessidade al\u00e9m daquele de se sindicalizarem\u201d. <a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>Os fen\u00f4menos de grupo, os interesses corporativistas, as disputas pela hierarquia, s\u00e3o intoxica\u00e7\u00f5es as quais os analistas n\u00e3o est\u00e3o a salvo; Lacan colocou-se como inspira\u00e7\u00e3o para outro anseio, que lhe fez dar partida \u00e0 Causa Freudiana, restaurando seu \u00f3rg\u00e3o de base, o cartel, que condensa toda essa l\u00f3gica. A Causa Freudiana n\u00e3o \u00e9 a Escola, \u00e9 um campo, onde cada um ter\u00e1 a liberdade para demonstrar o que faz com o saber que a experi\u00eancia deposita.<\/p>\n<p>Ele nos apresenta a formaliza\u00e7\u00e3o aprimorada do seu \u00f3rg\u00e3o de base atrav\u00e9s de cinco pontos, em que destaco dois:<\/p>\n<p><em>Segundo \u2013 <\/em>a conjun\u00e7\u00e3o dos quatro se faz em torno do Mais um, que, se ele \u00e9 qualquer um, deve ser algu\u00e9m. Cabe a ele a tarefa de velar pelos efeitos internos \u00e0 empreitada e de provocar nela a elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Quarto \u2013 <\/em>n\u00e3o se espera nenhum progresso al\u00e9m daquele de uma exposi\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica, tanto dos resultados quanto das crises de trabalho.<\/p>\n<p>O Mais um, para al\u00e9m de sua posi\u00e7\u00e3o enquanto cartelizante, toma para si a fun\u00e7\u00e3o de velar por esse \u00f3rg\u00e3o de base frente ao empuxo sempre presente em um trabalho coletivo: formar um universal negando o que h\u00e1 de singular em cada um.\u00a0 A diferen\u00e7a precisa ser sustentada no que h\u00e1 de mais radical para que se produza uma elabora\u00e7\u00e3o. Como as mulheres, uma a uma.<\/p>\n<p>Em que algo da descolagem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o com o Mestre e o l\u00edder estariam em curso para esse que toma para si essa tarefa. O que implica, certamente, no trabalho de luto a que Lacan se refere, por ocasi\u00e3o da dissolu\u00e7\u00e3o da EFP.<\/p>\n<p>N\u00e3o se esperar nenhum progresso tamb\u00e9m parece, a meu ver, uma disjun\u00e7\u00e3o importante a ser sustentada em rela\u00e7\u00e3o aos discursos do mestre e da ci\u00eancia. Tendo o objeto como agente e o saber no lugar da verdade, \u00e9 o discurso do analista que comanda o trabalho de investiga\u00e7\u00e3o em torno de uma quest\u00e3o que se diferencia de uma produ\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria ou a de um grupo de estudos onde a causa do desejo n\u00e3o encontra seu lugar.<\/p>\n<p>No trabalho de cartel, pelo contr\u00e1rio, aquilo que move cada cartelizante no sentido do n\u00e3o saber \u00e9 o que conta e isso diz respeito diretamente ao Mais um, que precisa destituir continuamente o empuxo ao discurso do Mestre, instaurando o vazio em torno do qual se pode produzir o objeto.<\/p>\n<p>O Mais um como um oleiro, \u201ca fun\u00e7\u00e3o art\u00edstica talvez mais primitiva\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>\u00a0 tratada por Lacan no semin\u00e1rio 7 \u2013 A \u00e9tica da psican\u00e1lise \u2013 \u201cE \u00e9 por isso que o oleiro, assim como voc\u00eas para quem eu falo, cria o vaso em torno desse vazio com sua m\u00e3o, o cria assim como o criador m\u00edtico, <em>ex nihilo, <\/em>a partir do furo\u201d. <a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Como podem ver, \u00e9 toda uma articula\u00e7\u00e3o que faz da fun\u00e7\u00e3o do Mais um, um fato de pol\u00edtica. Articulado a uma doutrina, a um ensino que leva em conta o gozo de cada um e o feminino, tema que Lacan estava \u00e0s voltas tamb\u00e9m, por ocasi\u00e3o da dissolu\u00e7\u00e3o da sua Escola, no semin\u00e1rio 20.<\/p>\n<p>Para a partida ou a decolagem da Causa Freudiana a partir dos anos 80 e apoiado na sua cl\u00ednica, ele formula: \u201cO gozo f\u00e1lico \u00e9 aquilo que consome o analisante\u201d.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>\u00c9 esse o embara\u00e7o fundamental, que faz com que para as mulheres \u2013 e n\u00e3o s\u00f3 para elas \u2013 \u201ceste gozo \u00e9 um obst\u00e1culo para acasal\u00e1-las com o sexuado da outra esp\u00e9cie\u201d. <a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>Para elas, a verdadeira satisfa\u00e7\u00e3o situa-se na condi\u00e7\u00e3o materna, nos diz Lacan, mas isso n\u00e3o garante que haja rela\u00e7\u00e3o sexual, ratificada no real. Se a verdadeira satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 a f\u00e1lica, por sua vez, ele nos apontou que h\u00e1 uma outra satisfa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o toda f\u00e1lica, o gozo como tal sob a \u00e9gide do ilimitado e do qual o falasser pode fazer um tr\u00e2nsito a partir de uma experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p>Deixando de ser consumido pelo gozo f\u00e1lico a partir do que nos indica o gozo feminino. \u00c9 com essa abertura que Lacan nos deixa, decolando a nave da Causa Freudiana para as grandes mudan\u00e7as que estavam por vir, ao final do s\u00e9culo XX e \u00e0s portas do advento do cyber espa\u00e7o, suas redes e algoritmos, dividindo as \u00e1guas e fomentando novas identifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A ra\u00edz \u00e9 a do mal entendido e disso Lacan n\u00e3o abre m\u00e3o. E dessa pequena c\u00e9lula que \u00e9 o cartel, \u00f3rg\u00e3o de base da sua Escola, centro de opera\u00e7\u00f5es atravessado pelo furo, que uma pr\u00e1xis e uma pol\u00edtica podem ecoar, sustentando a diferen\u00e7a radical em um coletivo que espera pelos resultados de uma elabora\u00e7\u00e3o singular trazida a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Participa\u00e7\u00e3o na Noite de Cart\u00e9is da EBP Nordeste em 02 de agosto 2022.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> LACAN, J. \u2013 Ato de funda\u00e7\u00e3o <em>In:<\/em> Outros Escritos,\u00a0 Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor 2003, p 229.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J. \u2013 O Semin\u00e1rio, livro 11, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor 1988, p 258<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> LACAN, J. \u2013 O Semin\u00e1rio, livro\u00a0 20, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1985, p 129<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> LACAN, J. \u2013 Outros Escritos, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2003, p 258<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> LACAN, J. \u2013 D\u00b4ECOLAGE \u2013 dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/22DE%CC%81colage22-Jacques-Lacan.pdf\">https:\/\/www.ebp.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/22DE%CC%81colage22-Jacques-Lacan.pdf<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> LACAN, J. \u2013 Id ibid<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> LACAN, J. \u2013 O Semin\u00e1rio, livro \u00a07- Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2008, p 146<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Id ibid, p 148<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> LACAN, J. \u2013 D\u2019\u00e9colage dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/22DE%CC%81colage22-Jacques-Lacan.pdf\">https:\/\/www.ebp.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/22DE%CC%81colage22-Jacques-Lacan.pdf<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> &#8211; Id ibid<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cassandra Dias Farias Aos 63 anos, ap\u00f3s ser excomungado da Sociedade Francesa de Psican\u00e1lise, Lacan inaugura na hist\u00f3ria da psican\u00e1lise, uma nova perspectiva institucional, rompendo com o modelo das sociedades deixado por Freud e tomando como premissa, o conceito de Escola. 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