{"id":3272,"date":"2023-04-06T06:37:34","date_gmt":"2023-04-06T09:37:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=3272"},"modified":"2023-04-06T06:37:34","modified_gmt":"2023-04-06T09:37:34","slug":"um-novo-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/um-novo-tempo\/","title":{"rendered":"Um Novo Tempo&#8230;"},"content":{"rendered":"<h6><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-3278\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Noriko-Kuresumi-6-300x201.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" \/>Sandra Conrado<\/h6>\n<p>Movidos pelo tema do XXIV Encontro Brasileiro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise em novembro de 2022: <em>Analista: presente<\/em>!, a Se\u00e7\u00e3o Nordeste\/EBP nos dias 04 e 05 de novembro de 2022, deu a nota e tom desta presen\u00e7a puxando o fio do tempo com a pergunta: \u201cE o analista em tempos da evapora\u00e7\u00e3o do Pai?<\/p>\n<p>Evapora\u00e7\u00e3o do pai, cuja segrega\u00e7\u00e3o resta como cicatriz, no entendimento de Lacan em \u201cNota sobre o pai\u201d de 1968.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Ampliamos essa pergunta abrindo tr\u00eas frentes de trabalho para pensar as cenas das quais o analista n\u00e3o pode recuar pelo efeito do que o tempo modificou, seja na cultura, na fam\u00edlia ou na cl\u00ednica. Despertar para o novo! \u201cUm novo tempo, apesar dos castigos, apesar dos perigos, da for\u00e7a mais bruta\u201d.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> Can\u00e7\u00e3o de Ivan Lins tomada como aporte para dizer de nossas reflex\u00f5es acerca da ordem de ferro que coloca no z\u00eanite da civiliza\u00e7\u00e3o o imp\u00e9rio do gozo em sua for\u00e7a mais bruta. Mas, \u201cestamos na luta, estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas, pra sobreviver\u201d. Em tempo do pai nas nuvens \u00e9 preciso que o analista esteja \u201catento ao que se deixa de heran\u00e7a\u201d, como aponta a m\u00fasica de Lins. Se h\u00e1 modifica\u00e7\u00e3o na cultura \u00e9 preciso segui-la, pois como objeto da psican\u00e1lise, o inconsciente acompanha o tempo em que se encontra inserido. N\u00e3o em v\u00e3o, Lacan adverte aos analistas que estejam \u00e0 altura do esp\u00edrito de seu tempo.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Foi pensando nesse tempo, onde a palavra est\u00e1 em decl\u00ednio e os objetos do mercado e da ci\u00eancia impactaram a fun\u00e7\u00e3o do discurso &#8211; fazendo do gozo a via irredut\u00edvel \u00e0 simboliza\u00e7\u00e3o do pai que orienta &#8211; que apostamos neste tema para uma Jornada de trabalhos. Uma tentativa de ouvir dos analistas que acolhem do imposs\u00edvel de dizer, as possibilidades de extrair algo mais leg\u00edvel do gozo mortificador. No formato de semin\u00e1rios preparat\u00f3rios junto com a comiss\u00e3o cient\u00edfica ampliada, pudemos tra\u00e7ar linhas para costurar o tecido que recobre os sujeitos viventes nos espa\u00e7os do mundo.<\/p>\n<p>O primeiro espa\u00e7o dedicou-se \u00e0 discuss\u00e3o sobre a fam\u00edlia hoje, a \u201cfam\u00edlia hol\u00f3frase\u201d, express\u00e3o de Eric Laurent, discutida por Daniel Roy que traz para a cena o gozo em jogo e a crise que a fundamenta. A plen\u00e1ria e as mesas simult\u00e2neas nos permitiram abrir uma boa discuss\u00e3o tomando como pontos centrais as algaravias do mal entendido na fam\u00edlia atual, a agita\u00e7\u00e3o do real, cuja presen\u00e7a do analista serve como instrumento para tornar o gozo mais leg\u00edvel diante das indefini\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es familiares. Pontos destacados nos trabalhos cl\u00ednicos de Bibiana Poggi e Maria Eliane Baptista e fundamentado por Nohemi Brown, ao acrescentar no jogo do gozo, \u201co car\u00e1ter opaco da fam\u00edlia\u201d. Frase de Laurent que Nohemi considera orientadora, pois que tratar\u00e1 de n\u00e3o reduzir a fam\u00edlia em uma s\u00e9rie de fun\u00e7\u00f5es para a crian\u00e7a, mas para situar o falasser dela, com seu corpo que goza, que perturba e que est\u00e1 no centro dessa opacidade.<\/p>\n<p>A segunda plen\u00e1ria nos deixou v\u00e1rias provoca\u00e7\u00f5es a partir da proposta de como os analistas est\u00e3o lendo as cidades, o mundo, os novos modos de segrega\u00e7\u00e3o e o discurso de \u00f3dio. Com o tema em torno da hipermodernidade, o discurso anal\u00edtico e as armadilhas do novo mal estar, foram discutidas quest\u00f5es como pol\u00edtica, racismo e as novas formas de identidade e identifica\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da segrega\u00e7\u00e3o e os la\u00e7os socias na contemporaneidade. Cleyton Andrade e Glacy Gorski contribu\u00edram com esse debate e nossa convidada Fl\u00e1via Cera trouxe uma excelente elabora\u00e7\u00e3o a partir do tema \u201cA palavra que fere e os discursos que matam\u201d, para pensar sobre como os discursos dentro dos par\u00e2metros democr\u00e1ticos se infiltram e atuam como pol\u00edtica de destrui\u00e7\u00e3o, passando pela linguagem. Servindo-se do discurso anal\u00edtico, Fl\u00e1via prop\u00f5e algo para al\u00e9m do que a pr\u00f3pria democracia imp\u00f5e em seus coletivos e universaliza\u00e7\u00f5es. Trata-se, para ela, do que se produz al\u00e9m da diferen\u00e7a e do que a experi\u00eancia anal\u00edtica privilegia: o trope\u00e7o, a falha, por onde o novo pode acontecer e no que isso pode nos ajudar a trabalhar as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Nosso terceiro eixo dedicou-se \u00e0s elabora\u00e7\u00f5es sobre o analista e a subjetividade de nossa \u00e9poca, contemplando a diversidade dos sintomas e a pr\u00e1tica anal\u00edtica num tempo em que o psicanalista conta apenas com as cicatrizes do pai. O inconsciente transferencial, o amor mais digno como la\u00e7o que o analista sustenta para responder os efeitos devastadores do gozo, s\u00e3o quest\u00f5es trazidas por Gisella Sette e Elizabete Siqueira. Nossa convidada, Heloisa Caldas, prop\u00f5e em seu trabalho uma passagem \u201cDo nome do Pai ao Pai do Nome\u201d, resgatando do primeiro ensino de Lacan o Nome do Pai, met\u00e1fora que nomeia, para na forma de pai do nome, n\u00e3o mais tribut\u00e1rio do significante, se apresentar como cifra de gozo, cicatriz do trauma, significante isolado e assem\u00e2ntico que dar\u00e1 lugar \u00e0 inven\u00e7\u00e3o do sujeito. Ao perguntar sobre \u201co que \u00e9 um Pai?\u201d, diz que n\u00e3o se trata mais de um dispositivo simb\u00f3lico supostamente generalizado nem de uma prolifera\u00e7\u00e3o de semblantes que possam dar conta do simb\u00f3lico. Sobre isso, Heloisa prop\u00f5e pensarmos na pluraliza\u00e7\u00e3o do Nomes-do-Pai, concluindo que para Freud o pai sempre foi uma quest\u00e3o e que a contribui\u00e7\u00e3o que a psican\u00e1lise pode trazer sobre isso \u00e9 a de que o pai, segundo um ideal que sirva \u201cpara todos\u201d \u00e9 uma ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Com Elisa Alvarenga, convidada de nossa Jornada, pudemos contar com momentos muito ricos. Al\u00e9m do lan\u00e7amento do livro de sua autoria \u201cEntre o gozo e o desejo:\u00a0uma leitura do semin\u00e1rio A Ang\u00fastia de Jacques Lacan\u201d, desfrutamos de dois semin\u00e1rios com contribui\u00e7\u00f5es valiosas para o tema proposto pelos eixos da II Jornada.<\/p>\n<p>O primeiro trouxe o tema fam\u00edlia, segrega\u00e7\u00e3o e sintoma: o lugar vazio do pai. Chamado por ela de trio l\u00f3gico na condu\u00e7\u00e3o de um fio que ela guiou em suas elabora\u00e7\u00f5es, as quais destacamos em um pequeno resumo.<\/p>\n<p>A partir de Laurent, Elisa faz observar duas quest\u00f5es: (1) a crise da fam\u00edlia levou Freud a inventar o complexo de \u00c9dipo e (2) com Lacan, Laurent chamou de \u201cfamiliarismo delirante\u201d a vontade de conservar as formas conhecidas da fam\u00edlia a qualquer pre\u00e7o. Assim, tanto nas institui\u00e7\u00f5es como nas fam\u00edlias, cabe ao analista resgatar a particularidade de cada uma contra o ideal: o lugar do pai deve permanecer vazio, como causa e n\u00e3o como ideal. O pai deve ser respons\u00e1vel pelo seu gozo, transmitir a castra\u00e7\u00e3o e encarnar a posi\u00e7\u00e3o de semblante contra o universal intolerante e segregativo. Ainda com Laurent, nos fala Elisa, uma fam\u00edlia, para ser digna de respeito, \u00e9 aquela na qual cada um encontra espa\u00e7o para sua particularidade residual.<\/p>\n<p>Retomando a quest\u00e3o trazida pelo eixo da fam\u00edlia faz uma pergunta: como entender o percurso da crise como princ\u00edpio organizador da fam\u00edlia?<\/p>\n<p>A partir da leitura de Daniel Roy por Nohemi Brown, continua Elisa, a fam\u00edlia deve ser abordada a partir do real do gozo em jogo e n\u00e3o em qualquer ideal de fam\u00edlia ou de comportamento, abrindo espa\u00e7o n\u00e3o s\u00f3 para a particularidade de cada um, mas tamb\u00e9m para o irredut\u00edvel do desejo. Ou ainda, nas palavras de Miquel Bassols, considerando a fam\u00edlia como um aparelho de gozo, o analista pode favorecer a desfamiliariza\u00e7\u00e3o do gozo a partir da particularidade de cada um. Hoje, o real do gozo reordena a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Sobre o eixo da segrega\u00e7\u00e3o, Elisa nos diz que Lacan, em 1967, no seu texto sobre \u201cO discurso universalizante da ci\u00eancia\u201d, j\u00e1 antecipava uma \u00e9poca em que, com a evapora\u00e7\u00e3o do pai e sob o empuxo \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as, a segrega\u00e7\u00e3o se tornaria dominante. A subjetividade da \u00e9poca, caracterizada pelo recha\u00e7o dos ideais e um empuxo ao gozo sem limites, encontraria numa nova l\u00f3gica coletiva as sa\u00eddas para o imposs\u00edvel da itera\u00e7\u00e3o humana?<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do pai como garantia ideal e limite ao gozo, como se coletivizam os sujeitos hoje? Sobre essa quest\u00e3o, Elisa nos oferece a Confer\u00eancia proferida por Miller em Comandatuba, \u201cUma Fantasia\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> quando aponta que o discurso anal\u00edtico teria a mesma estrutura do discurso da civiliza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, no qual o objeto <em>a<\/em> est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o de comando, com a ressalva de que, no discurso anal\u00edtico, os elementos estariam ordenados e o objeto <em>a<\/em>, em fun\u00e7\u00e3o de causa, divide o sujeito levando-o a produzir S1, permitindo-lhe atravessar o plano das identifica\u00e7\u00f5es, separando-se delas.<\/p>\n<p>Trata-se de uma l\u00f3gica bastante complexa. Por qu\u00ea? Pergunta Elisa ao nos falar que em meio ao decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o paterna, temos, n\u00e3o apenas o empuxo ao gozo, mas o ressurgimento de alguns ideais supereg\u00f3icos bastante explorados pela atual pol\u00edtica brasileira.<\/p>\n<p>Por esse caminho, Elisa destaca o decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o paterna, caracter\u00edstico da feminiza\u00e7\u00e3o do mundo, no seio do qual, o enfraquecimento dos ideais d\u00e1 origem a m\u00faltiplos significantes mestres pr\u00f3prios \u00e0 diversas comunidades de gozo que se manifestam por uma ordem de ferro, mas tamb\u00e9m pela err\u00e2ncia e precariedade. Trata-se para Elisa, do que Jacques-Alain Miller reserva como produ\u00e7\u00e3o de um certo n\u00famero de fundamentalistas que tentam trazer o gozo de volta \u00e0 ordem androc\u00eantrica, mergulhados na desordem, no del\u00edrio e na raiva.<\/p>\n<p>Sobre o eixo do analista na diversidade dos sintomas da \u00e9poca, podemos destacar, tamb\u00e9m, alguns pontos fundamentais trazidos por ela sobre a necessidade do analista\u00a0\u00a0 situar-se em uma \u00e9poca que inevitavelmente o afetar\u00e1. Como nos fala, nossa pr\u00e1tica se d\u00e1 por um mundo embalado pelo discurso da ci\u00eancia e do discurso capitalista, onde o regime do mais e do excesso atinge os corpos.\u00a0 E pergunta: como esses discursos atingem os analistas e praticantes em sua cl\u00ednica? Como o analista encara o mundo cada vez mais real e tomado pelo vazio da evapora\u00e7\u00e3o do pai?<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o de um percurso em Lacan dos anos 50, 60 e 70, ou seja,\u00a0 do \u00c9dipo freudiano ao decl\u00ednio do Nome-do-Pai, Elisa assegura a import\u00e2ncia da refer\u00eancia do inconsciente para a psican\u00e1lise, deixando uma quest\u00e3o fundamental para nossos tempos: nos casos, por\u00e9m, em que a hip\u00f3tese de foraclus\u00e3o do Nome-do-Pai n\u00e3o nos permite abonar o sujeito ao inconsciente, assim como naqueles casos em que o enxame de S1 continua zumbindo e o significante n\u00e3o marca o corpo de maneira privilegiada, como fazer consistir o corpo e fazer existir o falasser?<\/p>\n<p>No seu segundo semin\u00e1rio, Segrega\u00e7\u00e3o e Novos Sintomas, nos falou sobre a presen\u00e7a do analista frente aos efeitos de segrega\u00e7\u00e3o de gozo e do mal entendido da despatologiza\u00e7\u00e3o da cl\u00ednica dos novos sintomas.<\/p>\n<p>Os semin\u00e1rios de nossa convidada, Elisa Alvarenga, em sua proficuidade provocaram uma calorosa discuss\u00e3o, nos deixando a marca viva da presen\u00e7a do analista que n\u00e3o recua no tempo. No dizer da colega Gisella Sette, parceira na comiss\u00e3o cientifica e autora de um dos trabalhos da terceira plen\u00e1ria, \u201ccontinuamos insistindo&#8230; e com ventos que sopram forte. E ao correrem, c\u00e9leres, os tempos aceleram as civiliza\u00e7\u00f5es&#8230;Hoje nos encontramos na \u00e9poca em que a inexist\u00eancia do pai evaporado marca sua presen\u00e7a\u201d.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Nossos agradecimentos a Elisa Alvarenga pelas quest\u00f5es, elucida\u00e7\u00f5es a um tema t\u00e3o desafiador, mas muito caro aos psicanalistas engajados no avan\u00e7o da psican\u00e1lise. Aos autores dos trabalhos das mesas simult\u00e2neas e das plen\u00e1rias, em especial, a Nohemi Brown, Fl\u00e1via Cera e Heloisa Caldas que, entre tantas atribui\u00e7\u00f5es e fun\u00e7\u00f5es junto ao XXIV Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, fizeram um intervalo em suas agendas para contribuir conosco em um momento t\u00e3o precioso.<\/p>\n<p>Estendo tamb\u00e9m os agradecimentos \u00e0s colegas da comiss\u00e3o cientifica ampliada Cristina Maia, Susane Zanotti, Claudia Formiga, Margarida Assad, Anamaria Vasconcelos e Cassandra Dias pelo brilhante e dedicado trabalho aos eixos, tanto na realiza\u00e7\u00e3o dos semin\u00e1rios preparat\u00f3rios como na constru\u00e7\u00e3o dos temas t\u00e3o alinhados \u00e0 proposta da II Jornada.<\/p>\n<p>\u00c0 Cleide Pereira pela parceria e olhar atento aos detalhes de cada ponto em cada canto dessa II Jornada, numa coordena\u00e7\u00e3o vibrante, criativa e muito cuidadosa.<\/p>\n<p>Aos que participaram e nos lan\u00e7aram suas quest\u00f5es e coment\u00e1rios<\/p>\n<p>A todos, at\u00e9 breve!!!<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LACAN, J. &#8211; (1968). Nota sobre o pai. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n. 71, p. 7. 2015.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Can\u00e7\u00e3o de Ivan Lins &#8211; https:\/\/www.letras.mus.br\/ivan-lins\/46444\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J.\u00a0 \u2013 Fun\u00e7\u00e3o e Campo da fala e da linguagem, In: Escritos, Jorge Zahar Ed. p. 322, 1998<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> MILLER, J. A. &#8211; Uma Fantasia, <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n. 42, p. 7. 2005.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Sette, G &#8211; O Inconsciente a as novas subjetividades. Trabalho apresentado nessa II Jornada na terceira mesa plen\u00e1ria, em 05 de novembro de 2022.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandra Conrado Movidos pelo tema do XXIV Encontro Brasileiro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise em novembro de 2022: Analista: presente!, a Se\u00e7\u00e3o Nordeste\/EBP nos dias 04 e 05 de novembro de 2022, deu a nota e tom desta presen\u00e7a puxando o fio do tempo com a pergunta: \u201cE o analista em tempos da evapora\u00e7\u00e3o do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-3272","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-litoraneo","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3272"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3272\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3272"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=3272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}