{"id":2813,"date":"2022-03-18T17:46:51","date_gmt":"2022-03-18T20:46:51","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=2813"},"modified":"2022-03-18T17:46:51","modified_gmt":"2022-03-18T20:46:51","slug":"das-identificacoes-ao-amor-mais-digno-a-politica-da-psicanalise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/das-identificacoes-ao-amor-mais-digno-a-politica-da-psicanalise\/","title":{"rendered":"Das identifica\u00e7\u00f5es ao amor mais digno: a pol\u00edtica da psican\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<h6>Li\u00e9ge Uchoa<\/h6>\n<p><strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2801\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Boletim-02.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"391\" \/><\/strong>O ponto de partida do semin\u00e1rio \u201cOs Divinos Detalhes\u201d, de Jacques-Alain Miller, foi apresentar o detalhe como aquilo que admite o gozo condicionando a escolha do objeto amoroso e sexual. Algumas quest\u00f5es sobre o amor nos levam aos pequenos detalhes: o que \u00e9 o amor? O que ensina a psican\u00e1lise sobre o amor? Em particular, o fato de que o parceiro est\u00e1 fundamentalmente indeterminado para o sujeito, e por essa indetermina\u00e7\u00e3o estrutural ele s\u00f3 pode encontr\u00e1-lo dando uma volta pela condi\u00e7\u00e3o de amor<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Para tratar dessas quest\u00f5es que tem rela\u00e7\u00e3o com o gozo, Miller nos indica a necessidade de um retorno a Freud, pois considera que at\u00e9 o momento, n\u00e3o est\u00e1 resolvido o justo lugar do conceito de gozo pensado por Lacan. Assim, ele nos apresenta as v\u00e1rias constru\u00e7\u00f5es que Freud realizou para tratar desse tema e, por essas veredas freudianas foi articulando o pensamento de Lacan ao longo do seu semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo X de \u201cOs Divinos detalhes\u201d, que vamos nos deter para tecer nossas reflex\u00f5es, Miller apresenta o caminho que nos leva ao lugar do gozo na sua rela\u00e7\u00e3o com a pol\u00edtica e com o discurso, tentando responder a uma pergunta: como um sujeito passa ao coletivo?\u00a0 Esse cap\u00edtulo X est\u00e1 dividido em tr\u00eas partes: a pol\u00edtica e a \u00e9tica; multiplicidade de l\u00ednguas; o dever e as puls\u00f5es. Pretendo articular essas tr\u00eas dimens\u00f5es, tentando destacar os pontos que me pareceram mais relevantes por onde Miller tentou responder \u00e0 indaga\u00e7\u00e3o acima citada e, desse modo, por em evid\u00eancia a especificidade da pol\u00edtica da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Nesse cap\u00edtulo, Miller vai contemplar uma parte do que tratou num col\u00f3quio sobre Lacan, nos Estados Unidos, com os acr\u00e9scimos e reflex\u00f5es j\u00e1 recolhidas do seu semin\u00e1rio. Nesse col\u00f3quio tinha a impress\u00e3o de que nadava contra a mar\u00e9, uma vez que a perspectiva da psican\u00e1lise na Fran\u00e7a era diferente da dos EUA, e sua transmiss\u00e3o, certamente, teria levantado quest\u00f5es sobre a pol\u00edtica psicanal\u00edtica adotada por l\u00e1. Registra que n\u00e3o era sua inten\u00e7\u00e3o evocar nesse col\u00f3quio, as posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas dos psicanalistas, uma vez que na hist\u00f3ria da psican\u00e1lise sempre houve e h\u00e1 psicanalistas de esquerda e psicanalistas de direita, suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas s\u00f3 lhes dizem respeito. O mesmo n\u00e3o se pode dizer quando se trata da pol\u00edtica da psican\u00e1lise que, segundo Miller, a partir de Lacan, deve ser pensada na rela\u00e7\u00e3o com a \u00e9tica.\u00a0 Para a psican\u00e1lise, pol\u00edtica e \u00e9tica confluem<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa perspectiva, segundo Miller, que Lacan inscreve a a\u00e7\u00e3o anal\u00edtica e prop\u00f5e que essa a\u00e7\u00e3o seja organizada em tr\u00eas planos, tr\u00eas maneiras de olhar essa a\u00e7\u00e3o: o plano da t\u00e1tica, da estrat\u00e9gia e da pol\u00edtica. Na condu\u00e7\u00e3o de uma an\u00e1lise, o n\u00edvel de liberdade \u00e9 maior no plano da t\u00e1tica- o campo onde a an\u00e1lise acontece, com as hist\u00f3rias e demandas do sujeito- aqui o analista tem toda a liberdade de improvisar, desde que ele subordine esse plano \u00e0 sua estrat\u00e9gia, onde s\u00f3 vai poder atuar nos limites da transfer\u00eancia, \u00e9 por isso que aqui sua margem de manobra \u00e9 menor.\u00a0 No plano da pol\u00edtica, o plano dos fins, o que voc\u00ea quer com uma an\u00e1lise, a liberdade \u00e9 menor ainda. Porque o que se quer com a an\u00e1lise \u00e9 que o sujeito consinta com seu inconsciente e modifique a vida a partir desse encontro. O que vai operar \u00e9 o desejo do analista ao pensar o inconsciente como subvers\u00e3o original na vida de um sujeito.\u00a0 A partir da articula\u00e7\u00e3o entre esses tr\u00eas campos de a\u00e7\u00e3o do analista, Lacan define uma \u00e9tica da psican\u00e1lise &#8211; diferenciando-a de uma \u00e9tica do bem &#8211; e seus desdobramentos, tanto na cl\u00ednica, quanto na pol\u00edtica dos grupos anal\u00edticos, sua doutrina de forma\u00e7\u00e3o, e na maneira que se posicionam na sociedade<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Aspectos que nos remetem a pensar qual seria a diferen\u00e7a entre \u00e9tica e pol\u00edtica, e situar melhor a particularidade da pol\u00edtica da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Para Miller, a distin\u00e7\u00e3o mais simples entre \u00e9tica e pol\u00edtica, \u00e9 que a \u00e9tica concerne ao Um, se dirige a um sujeito, ainda que haja v\u00e1rios, os toma um por um, enquanto a pol\u00edtica \u00e9 da ordem do coletivo, que nos tempos de hoje tomou a dimens\u00e3o do \u201cpara todos\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.\u00a0 Segundo Miller, essa no\u00e7\u00e3o do \u201cpara todos\u201d \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o moderna da pol\u00edtica, o reino do universal presente nesse campo. \u00c9 um novo estatuto da pol\u00edtica, que Saint-Just<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> percebeu ao expressar que a felicidade seria uma ideia nova. Conforme Lacan, a felicidade tornara-se um fator de pol\u00edtica, cuja perspectiva seria a de que \u201cn\u00e3o poderia haver satisfa\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m fora da satisfa\u00e7\u00e3o de todos\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.\u00a0 Sobre essa observa\u00e7\u00e3o de Lacan, Miller j\u00e1 havia esclarecido numa passagem do cap\u00edtulo IX do seu semin\u00e1rio: \u201cSe queremos fundamentar a pol\u00edtica de Lacan em uma base segura, talvez tenhamos que partir de que se trata de uma pol\u00edtica que n\u00e3o pensa poder corrigir as consequ\u00eancias da castra\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma pol\u00edtica que n\u00e3o pode vestir-se com os enfeites sedutores da justi\u00e7a distributiva\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, ou seja, n\u00e3o se deve usar levianamente esse ideal, embora, segundo Miller, seja indicado n\u00e3o exagerar sobre a desigualdade de sua distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica do \u201cpara todos\u201d, influencia a \u00e9tica kantiana, uma \u00e9tica moderna, que p\u00f5e a \u00e9tica tradicional, aquela do um a um, na trilha do universal ao enunciar o crit\u00e9rio formal da moralidade que responde \u00e0 exig\u00eancia de uma legisla\u00e7\u00e3o universal: Aja como se a m\u00e1xima de tua a\u00e7\u00e3o devesse tornar-se, atrav\u00e9s da tua vontade, uma lei universal.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>A modernidade, portanto, compreende uma mudan\u00e7a de discurso, implicou a substitui\u00e7\u00e3o do discurso do mestre antigo, pelo chamado discurso cient\u00edfico. Hoje, a ci\u00eancia, a t\u00e9cnica e a burocracia ocupam um espa\u00e7o de primazia nos discursos.<\/p>\n<p>Mas a pergunta psicanal\u00edtica que interessa no que concerne \u00e0 pol\u00edtica, \u00e9 saber como se passa da an\u00e1lise do sujeito ao coletivo, ao que Freud chamou de psicologia das massas, ou seja, como se passa do Um para que este constitua um coletivo? Como justificar o pertencimento desse sujeito a um grupo?<\/p>\n<p>A resposta apontada por Freud para esse caminho do sujeito ao coletivo, foi por meio da identifica\u00e7\u00e3o, como aquilo que possibilita ao sujeito uma representa\u00e7\u00e3o de si mesmo, a partir de um la\u00e7o inaugural com o Outro.\u00a0 Um processo estruturante da subjetividade que est\u00e1 na base do la\u00e7o social.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir do Outro que se organiza o campo das identifica\u00e7\u00f5es. Uma identifica\u00e7\u00e3o horizontal, que produz os iguais, cuja mola Freud encontrou em outra identifica\u00e7\u00e3o, a vertical, relativa ao Outro. Este \u00e9 o ponto de partida, segundo Miller<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, de uma reflex\u00e3o psicanal\u00edtica sobre a pol\u00edtica. Mas ele ressalta que esse esquema \u00e9 mais complicado do que parece, e que n\u00e3o h\u00e1 apenas uma maneira de l\u00ea-lo. Outra forma de abord\u00e1-lo \u00e9 acentuando o abismo existente entre o Um e o conjunto, ou seja, a solid\u00e3o do sujeito. Mesmo que essa solid\u00e3o seja encoberta pelo sentimento de que falamos a mesma l\u00edngua, mas, segundo Miller, n\u00e3o se fala nunca a mesma l\u00edngua, h\u00e1 uma multiplicidade de l\u00ednguas. Por isso a necessidade de se distinguir linguagem e as l\u00ednguas. A linguagem \u00e9 o universal das l\u00ednguas, uma estrutura que tem valor para todas as l\u00ednguas.\u00a0 A linguagem \u00e9 a mesma para todo ser falante.\u00a0 A l\u00edngua, tem seus pr\u00f3prios equ\u00edvocos, ambiguidades, tem suas pr\u00f3prias rimas, seus trocadilhos e musicalidade, trazendo a dimens\u00e3o do gozo para o la\u00e7o social, eis a descoberta de Lacan. Na \u00faltima parte do seu ensino, ele falou de <em>Lal\u00edngua<\/em> que seria o n\u00e3o-todo da linguagem, o que resulta para o sujeito do que vem da l\u00edngua materna, o que foi depositado para um sujeito dos equ\u00edvocos da sua l\u00edngua, uma dimens\u00e3o singular, sem o Outro. No seu \u00faltimo ensino, o Outro se encontra destitu\u00eddo. No lugar do Outro, que j\u00e1 se encontra deslocado, h\u00e1 um princ\u00edpio de identidade totalmente diferente que \u00e9 o corpo pr\u00f3prio, o Outro \u00e9 o pr\u00f3prio corpo do sujeito<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p>Desse modo, se com Freud, temos como fundamento do la\u00e7o social a lei e o tra\u00e7o de identifica\u00e7\u00e3o ao pai da horda, em Totem e tabu, e depois ao l\u00edder, em Psicologia das Massas, com Lacan, h\u00e1 um novo regime do la\u00e7o social, n\u00e3o a partir da identifica\u00e7\u00e3o, mas a partir do gozo.<\/p>\n<p>Segundo Laurent, o discurso pol\u00edtico, o discurso do mestre, faz da identifica\u00e7\u00e3o a chave da captura do sujeito<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.\u00a0 Por isso o discurso do mestre atua de maneira inversa \u00e0 psican\u00e1lise. A psican\u00e1lise parte das identifica\u00e7\u00f5es para se dirigir ao n\u00facleo de gozo que elas mascaram, vai contra as identifica\u00e7\u00f5es do sujeito, por isso devolve a ele sua vacuidade primordial<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>Nesse sentido, pensar no la\u00e7o social, n\u00e3o a partir da comunica\u00e7\u00e3o, mas a partir do gozo, n\u00e3o passa pelo lugar do Outro, como queria Freud. O gozo n\u00e3o \u00e9 do Outro, enquanto a linguagem e o desejo o s\u00e3o. Deste modo, o problema pol\u00edtico, segundo Miller, n\u00e3o \u00e9 simplesmente como se chega a falar a mesma l\u00edngua que o Outro, mas sim, como o gozo passa ao Outro<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><strong>. <\/strong>Porque, se cada um responde somente a seu pr\u00f3prio fantasma, se cada um n\u00e3o fala mais que sua pr\u00f3pria l\u00edngua, como pode ser que uma multid\u00e3o fa\u00e7a Um? Por isso, n\u00e3o basta dizer que o la\u00e7o social se fundamenta no sacrif\u00edcio do gozo, \u00e9 preciso dizer tamb\u00e9m para onde vai a mais-valia, isso que Lacan tornou hom\u00f3logo ao mais-de-gozar, esse gozo que resta depois da opera\u00e7\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o, o objeto <em>a,<\/em> resto do que foi suprimido, e que tem efeitos na civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre isso, Miller vai dizer o que j\u00e1 fora anunciado por Freud : \u201cno mesmo lugar de onde se enuncia o dever, se acumula o gozo\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>. H\u00e1 ren\u00fancia das puls\u00f5es, por\u00e9m esse gozo aparentemente anulado n\u00e3o fica perdido, pelo contr\u00e1rio, ele est\u00e1 concentrado no ponto do Ideal, uma verdade pol\u00edtica verificada pela psican\u00e1lise. Miller esclarece essa passagem dizendo: \u201cn\u00e3o se trata da f\u00f3rmula do Ideal do eu como pacificante- do fim do \u00c9dipo, diria eu &#8211; mas o que Freud diferencia como supereu\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>. O supereu, n\u00e3o \u00e9 somente o que exige que se renuncie ao gozo, \u00e9 tamb\u00e9m o lugar onde o gozo se acumula, ele se acumula no mesmo lugar onde se requer seu sacrif\u00edcio. Este \u00e9 o sentido do que Lacan formulou em \u201cKant com Sade\u201d. \u00a0Lacan demonstra que a exig\u00eancia libidinal da puls\u00e3o est\u00e1 presente no imperativo moral.\u00a0 Onde o dever se imp\u00f5e, diz ainda Miller, sempre encontramos, nesse lugar, o que se chama corrup\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>. Uma das formas de recuperar o gozo perdido, o mais-de-gozar.<\/p>\n<p>Para concluir a partir desse ponto, tentando ainda responder como uma multid\u00e3o pode fazer Um, diria que a via do amor como um semblante que propicia um tratamento poss\u00edvel do real, pode abrir sa\u00eddas e solu\u00e7\u00f5es a isso que resta da castra\u00e7\u00e3o, o mais-de-gozar, recusando a proposta obscena e feroz do imperativo supereg\u00f3ico: Goza! As sa\u00eddas oferecidas pelo discurso capitalista foracluem o amor ao dificultar que o sujeito se oriente no universo da falta, e pelo consumo, promete o objeto perdido.<\/p>\n<p>Por isso o amor, ao permitir o circuito da puls\u00e3o ao redor do objeto <em>a,<\/em> torna-se isca para o gozo que anima o corpo<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>, sem os semblantes cativos das identifica\u00e7\u00f5es universais, que s\u00e3o segregativos. \u00c9 essa via do amor que permite ao sujeito uma solu\u00e7\u00e3o mais digna, porque implica um reconhecimento radical da alteridade do Outro, amando o Outro em seu gozo<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>. Um detalhe a ser inventado por cada sujeito, para al\u00e9m da castra\u00e7\u00e3o. Aquilo que o passe nos ensina no final de uma an\u00e1lise: atrav\u00e9s do amor, construir um saber-fazer com o feminino.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Los divinos detalles<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010. P.17<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p. 205<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p. 206<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p. 208<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Pensador e pol\u00edtico revolucion\u00e1rio franc\u00eas.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Lacan, J. (1997). O Semin\u00e1rio, livro 7: a \u00e9tica da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. P.350<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p. 188. Tradu\u00e7\u00e3o nossa<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Imperativo categ\u00f3rico da filosofia kantiana, segundo a qual toda pessoa tem o dever de agir de tal maneira que o princ\u00edpio de sua conduta possa ser o princ\u00edpio de uma legisla\u00e7\u00e3o universal.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p. 210<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Ventura, Oscar. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/revistaarteira.com.br\/index.php\/identidade\">http:\/\/revistaarteira.com.br\/index.php\/identidade<\/a>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Laurent, Erick.\u00a0 <em>O traumatismo do final da pol\u00edtica das identidades.<\/em> In <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em> online, nova s\u00e9rie, ano 9, n\u00ba 25 e 26, mar\u00e7o\/julho, 2018. p.2<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Laurent, Erick.\u00a0 Ibid., p.2<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p.216<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p.224<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p.225<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Ibid<\/em>., p.225<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Caldas, Heloisa. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/HECOamor.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/HECOamor.pdf<\/a>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Brodsky, Graciela. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/x-enapol.org\/pt\/portfolio-items\/um-amor-mais-digno\/\">http:\/\/x-enapol.org\/pt\/portfolio-items\/um-amor-mais-digno\/<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li\u00e9ge Uchoa O ponto de partida do semin\u00e1rio \u201cOs Divinos Detalhes\u201d, de Jacques-Alain Miller, foi apresentar o detalhe como aquilo que admite o gozo condicionando a escolha do objeto amoroso e sexual. Algumas quest\u00f5es sobre o amor nos levam aos pequenos detalhes: o que \u00e9 o amor? 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