{"id":2811,"date":"2022-03-18T17:44:17","date_gmt":"2022-03-18T20:44:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=2811"},"modified":"2022-03-18T17:44:17","modified_gmt":"2022-03-18T20:44:17","slug":"escola-e-carteis-a-via-do-coletivo-ao-singular-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/escola-e-carteis-a-via-do-coletivo-ao-singular-1\/","title":{"rendered":"Escola e Cart\u00e9is: A via do coletivo ao singular [1]"},"content":{"rendered":"<h6>Margarida Elia Assad<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2805\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Boletim-06.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\" \/>Quando aceitei o convite da Diretoria de Cart\u00e9is e Interc\u00e2mbio para falar hoje sobre os cart\u00e9is, a quem, no nome de Claudia Formiga,\u00a0 gostaria desde j\u00e1 de agradecer o am\u00e1vel convite, me deparei com o t\u00edtulo que daria a essa fala. Depois de pensar um pouco me surgiu abordar o cartel pela via do que, para n\u00f3s psicanalistas \u00e9 um desafio, o de como nos posicionar frente ao coletivo. Somos vistos pelo Social, &#8211; e temos responsabilidade nisso- , como profissionais de consult\u00f3rio, como se nossa pr\u00e1tica se dirigisse aos particulares, no sentido do individual. Assim, gostaria de abordar os cart\u00e9is pela via de onde eles surgiram na proposta de Lacan, pois foi exatamente a partir do interesse despertado nele sobre o coletivo de uma experi\u00eancia inglesa no p\u00f3s guerra que me surgiu esse interesse pelo tema.<\/p>\n<p>Lacan realizou uma viagem de estudos, de 5 semanas, em 1945 na condi\u00e7\u00e3o de psiquiatra franc\u00eas interessado nos efeitos do p\u00f3s guerra na psiquiatria inglesa. Dessa viagem resultou uma confer\u00eancia que est\u00e1 publicada em Outros Escritos, intitulada A Psiquiatria Inglesa e a Guerra (1947). Nessa confer\u00eancia ele faz refer\u00eancias ao livro de Major Reeves que foi diretor da Tavistock Clinic antes da guerra. Lacan se mostra interessado em entender como os militares estavam tratando dos problemas de sa\u00fade mental de seu ex\u00e9rcito\u00a0 utilizando-se das contribui\u00e7\u00f5es da Psican\u00e1lise, especialmente no que dizia respeito \u00e0s identifica\u00e7\u00f5es e ao narcisismo. Psicanalistas como <em>Bion e Rickman<\/em> lhe foram bastante \u00fateis nessa investiga\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o inglesa frente aos problemas de desajustes de seus soldados.<\/p>\n<p>O pragmatismo ingl\u00eas foi enaltecido frente ao realismo franc\u00eas, ou seja, a guerra, um momento de trag\u00e9dia social , transformou a psiquiatria inglesa, modificando a hierarquia do ex\u00e9rcito onde, o chefe ensina e cobra do subalterno, para o estabelecimento de novos la\u00e7os de intera\u00e7\u00e3o entre a tropa. Bion cria G<em>rupos sem l\u00edder <\/em>onde uma tarefa era proposta e deveria ser resolvida em colabora\u00e7\u00e3o do grupo, e\u00a0 onde a improvisa\u00e7\u00e3o era requerida a cada um. O objetivo era comum e era o que dava unidade \u00e0 equipe. Lacan observa que a identifica\u00e7\u00e3o ao l\u00edder que Freud propunha como forma de uni\u00e3o das massas foi substitu\u00edda pela identifica\u00e7\u00e3o horizontal entre os membros do grupo, propiciando uma responsabilidade a cada um no anseio de realizar a tarefa que lhes foi proposta. Tal pragmatismo Lacan diferencia de um tratamento adaptativo e nos diz que tratava-se de uma rela\u00e7\u00e3o <em>ver\u00eddica com o real.<\/em> Indica\u00e7\u00e3o valiosa para nossa compreens\u00e3o do lugar para o coletivo que Lacan enxerga nessa experi\u00eancia .<\/p>\n<p>Laurent no texto\u00a0 intitulado : <em>O real e o Grupo<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, faz muita refer\u00eancia a essa confer\u00eancia\u00a0 de Lacan. Ele l\u00ea o que diz Lacan como uma forma de usar esse utilitarismo ingles como uma vit\u00f3ria da raz\u00e3o frente,\u00a0 n\u00e3o s\u00f3 ao nazismo, como aos poderes mort\u00edferos do supereu .&#8221;Si el psicoan\u00e1lisis est\u00e1 presente en su dimensi\u00f3n de efectividad social es en tanto que instrumento de lucha contra la muerte que opera en la civilizaci\u00f3n. Ya vemos despuntar la misi\u00f3n que ser\u00e1 asignada a una Escuela de psicoan\u00e1lisis. Ser &#8220;una base de operaciones contra el malestar en la civilizaci\u00f3n\u201d. <a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>A experi\u00eancia de Lacan nessa viagem \u00e0 Inglaterra lhe trouxe muitos ensinamentos,\u00a0 o que de mais relevante foi ter podido tirar\u00a0 da\u00ed uma doutrina para sua Escola. Seu olhar se dirige ao que \u00e9 do coletivo, ao que restou da destrui\u00e7\u00e3o da guerra nos homens que, sem recuar frente ao trauma, se organizaram entre si numa rela\u00e7\u00e3o sem cr\u00edticas ou cobran\u00e7as , nos moldes do que a psiquiatria inglesa prop\u00f4s. O coletivo , Lacan percebe , &#8220;n\u00e3o \u00e9 mais do que o sujeito do individual. \u201d O que quer dizer essa afirmativa t\u00e3o eloquente? Quando nos referimos a um indiv\u00edduo estamos no \u00e2mbito do particular, do que se caracteriza como um todo frente ao meio social. Mas quando Lacan<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> destaca que o coletivo \u00e9 o <strong>sujeito <\/strong>do individual, temos que considerar o sujeito como aquilo que rompe com a unidade do indiv\u00edduo, na medida em que como sujeito est\u00e1 dividido pelo Significante, est\u00e1 sob o vazio que essa divis\u00e3o implica. Assim o coletivo ocupa o lugar desse vazio onde o sujeito do individual sup\u00f5e um saber.<\/p>\n<p>Freud nos alertara que as identifica\u00e7\u00f5es, no \u00e2mbito das massas, do coletivo,\u00a0 se dirigem ao Pai que vem a ocupar esse lugar vazio como uma exce\u00e7\u00e3o. Uma identifica\u00e7\u00e3o a um ideal. Lacan vai al\u00e9m, e pensa a quest\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o como resultado da impossibilidade da rela\u00e7\u00e3o sexual. Como consequ\u00eancia ele prop\u00f5e uma outra sa\u00edda aos ideais, uma identifica\u00e7\u00e3o<em> sinthomal. <\/em><\/p>\n<p><em>Mas, <\/em>afinal o que tem tudo isso a ver com os cart\u00e9is? Sabemos que na Ata de Funda\u00e7\u00e3o de sua Escola, em 1964,\u00a0 Lacan prop\u00f5e os cart\u00e9is como o meio a ser utilizado para a forma\u00e7\u00e3o dos analistas.\u00a0 Tal defini\u00e7\u00e3o d\u00e1 aos cart\u00e9is uma fun\u00e7\u00e3o muito especial. Cart\u00e9is s\u00e3o grupos nos moldes do que Lacan aprendeu com os psiquiatras ingleses e que foi ao encontro do que sua pr\u00e1tica com a Psicanalise lhe ensinou: <em>n\u00e3o h\u00e1 Outro do Outro.<\/em> Logo qual a forma\u00e7\u00e3o pode oferecer uma Escola que seja distinta de uma Sociedade onde o saber est\u00e1 com os didatas, como ocorria na IPA? Qual a forma\u00e7\u00e3o para um analista que tire as consequ\u00eancias de que n\u00e3o h\u00e1 Outro do Outro? Como os cart\u00e9is podem oferecer uma alternativa a um ensinamento que enfrente o mal estar da civiliza\u00e7\u00e3o? Ao mal estar pr\u00f3prio ao sujeito dividido ?<\/p>\n<p>Propondo uma forma\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de cart\u00e9is, Lacan oferece aos analisantes de sua Escola uma outra alternativa diferente de fazerem identifica\u00e7\u00f5es a um ideal que fique colado <em>a Um qualquer, <\/em>ou como queria a IPA , uma identifica\u00e7\u00e3o \u00e0 parte s\u00e3 do analista.\u00a0 Os cart\u00e9is possibilitam que as identifica\u00e7\u00f5es sejam dirigidas ao vazio de saber que deve ser manejado pela figura do <em>mais-um.<\/em> Nesse lugar, o mais-um trabalha no sentido de produzir sujeitos divididos, sujeitos divididos pela busca do saber que n\u00e3o se encontra em ningu\u00e9m, mas no pr\u00f3prio desejo de saber. A causa \u00e9 sustentada pelo trabalho, a tarefa a ser cumprida. Cada um entra ali como trabalhador decidido na busca de um saber que n\u00e3o est\u00e1 localizado , e que, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 o furo do cartel.\u00a0 Uma l\u00f3gica que subverte a posi\u00e7\u00e3o de passividade frente ao saber do mestre. Cada cartelizante parte do coletivo da Escola\u00a0 para produzir um saber, saber solit\u00e1rio mas n\u00e3o sei os outros.\u00a0 Identificamos a\u00ed uma l\u00f3gica feminina do <em>N\u00e3o-Todo<\/em> que faz com que a Escola seja, ela tamb\u00e9m, furada, devendo ser constantemente\u00a0 interpretada, para que a forma\u00e7\u00e3o seja permanente.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que entendo o que diz Lacan sobre a Escola ser um ref\u00fagio ao mal-estar. Sendo furada, ela pode tender a sustentar que o saber n\u00e3o \u00e9 a verdade, e que cabe a cada um se fazer sintoma para os outros, podendo escutar o que o outro lhe transmite com seu n\u00e3o-saber. Um coletivo de sujeitos do individual, um redemoinho de trabalhadores ao redor de um furo.<\/p>\n<p>Sabemos:\u00a0 A Escola n\u00e3o \u00e9 para qualquer um! , n\u00e3o \u00e9 para os detentores de saber, para os espertos ou de sapatinhos alto, como disse certa vez Lacan. Os cart\u00e9is tem a\u00ed a fun\u00e7\u00e3o de evidenciar que a Escola \u00e9 composta de cartelizantes, sem meritocracia. Pelo menos esse foi o desejo de Lacan para sua Escola. Ser membro da Escola de Lacan \u00e9 consentir com a l\u00f3gica do N\u00e3o-todo, que se diferencia da l\u00f3gica democr\u00e1tica que pretende uma igualdade entre os pares. N\u00e3o se trata de uma l\u00f3gica democr\u00e1tica, mas de uma l\u00f3gica que tira consequ\u00eancias do N\u00e3o-todo f\u00e1lico, deixando assim aberta uma via para a inven\u00e7\u00e3o singular, que permita a cada um fazer\u00a0 de seu desejo de saber um la\u00e7o com o outro, e, qui\u00e7\u00e1,\u00a0 possa levar a inven\u00e7\u00e3o de seu <em>sinthoma<\/em>.<\/p>\n<p>Trata-se da l\u00f3gica coerente com a experi\u00eancia anal\u00edtica, onde o sujeito \u00e9 levado \u00e0 solid\u00e3o de uma parceria com seu gozo, consentindo com a destitui\u00e7\u00e3o do Outro. Os cart\u00e9is s\u00e3o parceiros de gozo. Quando funcionam bem, ou seja, quando h\u00e1 o compartilhamento de S1s sem S2, mas de S1 dirigido ao \u2018<em>a\u2019, <\/em>eles \u00a0trazem alegria e despertam, pois ocupam o lugar de parceiro para o sujeito, funcionam na conting\u00eancia do encontro com seus pares.<\/p>\n<p>H\u00e1 outra fun\u00e7\u00e3o dos cart\u00e9is que gostaria de destacar. Embora se caracterize como um grupo na presen\u00e7a de um mais-um, esse agrupamento se faz pela fala e pela escuta do que em cada um est\u00e1 fora daquilo que \u00e9 dito. Assim o mais-um est\u00e1 ali para garantir que essa troca entre os cartelizantes se d\u00ea na singularidade do que chamamos a \u2018quest\u00e3o\u2019 com que se entra no cartel.\u00a0 A quest\u00e3o ocupa no cartel o lugar do singular, do sintoma de cada um. Atrav\u00e9s da confronta\u00e7\u00e3o com essa singularidade se evita a universaliza\u00e7\u00e3o do saber circundante no cartel, e se produz o que Laurent chamou de identifica\u00e7\u00e3o <em>desegregativa, <\/em>no sentido de evitar que se criem segregados do saber.<\/p>\n<p>Assim penso que os cart\u00e9is e, no mesmo sentido, o passe s\u00e3o dois pilares que tratam do coletivo e do singular, um na dire\u00e7\u00e3o do coletivo ao singular e o outro do singular ao coletivo. Certamente dois pilares enodados borromeanamente, inven\u00e7\u00e3o da pragm\u00e1tica lacaniana para a forma\u00e7\u00e3o de analistas que estejam a altura de sua \u00e9poca. Qual a nossa \u00e9poca? Um\u00a0 efeito de uma terr\u00edvel pandemia e de uma tenebrosa ascens\u00e3o do fascismo, o que exige dos psicanalistas um compromisso com a doutrina freudiana sobre o sujeito e com a doutrina lacaniana sobre o falasser.<\/p>\n<p>Termino citando Romildo do R\u00eago Barros num texto sobre os Grupos<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>:<\/p>\n<blockquote><p>\u201c<em>A Escola quer ser mais do que uma institui\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o de psicanalistas. Nela est\u00e1 contida uma cr\u00edtica ativa, pr\u00e1tica e te\u00f3rica ao funcionamento social como tal. A Escola \u00e9 um coment\u00e1rio vivo sobre a democracia, se posso me exprimir assim; \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o que exige a democracia, por ser logicamente posterior ao assassinato do Pai, por\u00e9m sem se iludir com a igualdade dos irm\u00e3os na l\u00f3gica de\u00a0Totem e Tabu. A Escola \u00e9 posterior ao assassinato do pai, sem que com isto signifique a igualdade dos irm\u00e3os e o puro dom\u00ednio da justi\u00e7a distributiva, que, como voc\u00eas sabem, \u00e9 uma coisa da qual Lacan vai falar criticamente. \u00c9 uma proposta pol\u00edtico-institucional que se coloca num patamar acima do cl\u00e3 fraterno de\u00a0Totem e Tabu, sem a ilus\u00e3o de que a fam\u00edlia seja um para\u00edso.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>Obrigada,<\/em><\/p>\n<p><em>Jo\u00e3o Pessoa, outubro 2021<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Texto apresentado na Atividade &#8216;Manh\u00e3 de Cart\u00e9is &#8211; EBP- Se\u00e7\u00e3o Nordeste -outubro de 2021<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>http:\/\/cuatromasuno.eol.org.ar\/Ediciones\/004\/template.asp?Logicas-colectivas\/Lo-real-y-el-grupo.html<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Laurent, E. Lo real y el Grupo. Cuatro+uno.Laurent-%20Lo%20real%20y%20el%20grupo%20_%20Lo\u0301gicas%20colectivas%20_%20Cuatro+Uno.html<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>LACAN, J. (1945\/1998) \u201cO tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o da certeza antecipada\u201d. In: Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, p. 213.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> R\u00eago-Barros, R. Sobre Grupos. 2007. 4 Encontro Americano.http:\/\/ea.eol.org.ar\/04\/pt\/template.asp?lecturas_online\/textos\/rego_barros_sobre.html<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Margarida Elia Assad Quando aceitei o convite da Diretoria de Cart\u00e9is e Interc\u00e2mbio para falar hoje sobre os cart\u00e9is, a quem, no nome de Claudia Formiga,\u00a0 gostaria desde j\u00e1 de agradecer o am\u00e1vel convite, me deparei com o t\u00edtulo que daria a essa fala. 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