{"id":2742,"date":"2021-12-22T07:07:50","date_gmt":"2021-12-22T10:07:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=2742"},"modified":"2021-12-22T07:07:50","modified_gmt":"2021-12-22T10:07:50","slug":"amor-desejo-e-gozo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/amor-desejo-e-gozo\/","title":{"rendered":"Amor, desejo e gozo"},"content":{"rendered":"<h6>Rosane da Fonte<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2743 size-medium\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/E62F8A02-9DF5-44EC-A355-7D2ADD4CCF62-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/>O tema de hoje, <em>Amor, desejo e gozo<\/em>, convoca-nos a falar de encontros.<\/p>\n<p>Vamos iniciar pela dire\u00e7\u00e3o do tratamento em que se constitui um encontro com um parceiro novo, com o qual se inicia uma partida, um jogo de xadrez, como dizia Freud. Nesse contexto as pe\u00e7as s\u00e3o as palavras que se desdobram em in\u00fameras vari\u00e1veis. As jogadas s\u00e3o tortuosas, repletas de impasses problem\u00e1ticos, muitas vezes porque s\u00e3o marcadas por um mal-entendido estrutural. Nesse encontro se atravessam o desejo, o gozo e o amor.<\/p>\n<p>Para configurar esses tr\u00eas campos, iniciaremos pelo desejo.<\/p>\n<p>No primeiro momento do ensino de Lacan (1958\/1998), no seu texto <em>A dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder<\/em>, ele toma o desejo como a b\u00fassola da dire\u00e7\u00e3o do tratamento.<\/p>\n<p>Miller (2005), em seu texto <em>La invenci\u00f3n del partenaire<\/em>, salienta que o desejo est\u00e1 sempre ligado a uma pergunta: que desejo? e seus deslizamentos: \u00c9 permitido? \u00c9 proibido? Agrada? Desagrada? Perguntas que se expressam na demanda. O ser falante demanda o que acredita desejar.<\/p>\n<p>A demanda \u00e9 uma variante do sujeito dividido, presentifica sua falta e convoca o Outro a resolv\u00ea-la. Pede ao Outro um complemento que possa obturar a falta que o anima e se renova cada vez que a demanda se produz mais al\u00e9m da necessidade, em dire\u00e7\u00e3o ao desejo. Isso gera uma trajet\u00f3ria infinita, que marca seu destino estrutural, sua intransitividade, seu enodamento a um imposs\u00edvel. N\u00e3o h\u00e1 complemento para ela, a demanda, porque ao sujeito falta, e ao Outro a quem se demanda, tamb\u00e9m falta. Esse Outro faltante abre para o sujeito o campo do desejo. O desejo para Lacan \u00e9 sempre desejo de outra coisa.<\/p>\n<p>Nos <em>Escritos<\/em>, Lacan (1958\/1998, p. 633) afirma:<\/p>\n<blockquote><p>O desejo \u00e9 aquilo que se manifesta no intervalo cavado pela demanda aqu\u00e9m dela mesma, na medida em que o sujeito, articulando a cadeia significante, traz \u00e0 luz a falta a ser com o apelo de receber seu complemento do Outro, se o Outro, lugar da fala, \u00e9 tamb\u00e9m o lugar dessa falta.<\/p><\/blockquote>\n<p>Esse circuito intermitente vai e vem, \u00e0s vezes circula, \u00e0s vezes se anula, e quando se eclipsa, o sujeito frequentemente se deprime. Por outro lado, quando o sujeito deseja algo fortemente e o obt\u00e9m, algumas vezes o desejo desaparece, desloca-se, anula-se e apaga-se. Freud (1972) ilustra preciosamente esse ponto no seu texto <em>Os arruinados pelo \u00eaxito<\/em>.<\/p>\n<p>Traz como exemplo: o desejo do sujeito depende sobretudo do desejo do Outro, seu primeiro habitat. \u00c9 preciso que o Outro seja barrado, deseje, para o sujeito tornar-se desejante. Caso contr\u00e1rio, quando o Outro se apresenta como completo, n\u00e3o h\u00e1 lugar para o sujeito colocar-se no campo do desejo. A cl\u00ednica nos coloca isso \u201ca c\u00e9u aberto\u201d naqueles analisantes em que, na sua trajet\u00f3ria de vida, se instalam sempre como aquele que n\u00e3o tem lugar, quer seja no trabalho, quer na vida amorosa, etc.<\/p>\n<p>\u00c9 pertinente ressaltar que o desejo do Outro que anima o sujeito deve ser ultrapassado para que o sujeito possa desejar outra coisa em nome pr\u00f3prio, assumindo seu desejo singular.<\/p>\n<p>Lacan (1958\/1998), no texto referido, <em>A dire\u00e7\u00e3o da cura e o princ\u00edpio de seu poder<\/em>, concebe o desejo como a meton\u00edmia da falta-a-ser que se desliza no discurso entre os significantes. Convida-nos a levar o desejo a s\u00e9rio como o fez Freud desde o projeto.<\/p>\n<p>Passamos agora do deslizamento do desejo \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o do gozo.<\/p>\n<p>Nesse campo n\u00e3o h\u00e1 parceiro humano. H\u00e1 um imperativo de satisfazer-se sobre si mesmo. Uma exig\u00eancia que n\u00e3o se traduz em palavras, n\u00e3o conhece limites, que quer sempre mais. Cuja ordem \u00e9, gozar!<\/p>\n<p>Freud (1937\/1996), em seu texto <em>An\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel<\/em>, isolou como restos sintom\u00e1ticos aquilo que permanece, insiste, n\u00e3o cessa na experi\u00eancia anal\u00edtica como ponto obscuro, levando-o a sugerir a retomada da an\u00e1lise a cada cinco anos. Atualmente, temos acompanhado diversos AEs que retomam a experi\u00eancia anal\u00edtica ap\u00f3s certo tempo (SCHEINKESTEL, 2016) de sua conclus\u00e3o. Isso porque um real insiste.<\/p>\n<p>Esse n\u00facleo obscuro que n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever foi produzido pelo encontro contingente do corpo com o significante, instaurando um acontecimento de corpo \u2013 marca de gozo decorrente desse encontro sempre contingente que reitera sem cessar.<\/p>\n<p>Freud a reconhece, inicialmente, em fragmentos do corpo, abordagem que p\u00f5e em primeiro plano a fixa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nessa via, Miller destaca que o gozo em Lacan \u00e9 deduzido da puls\u00e3o freudiana pela pergunta: quem sou eu? Uma pergunta sobre o gozo. Gozo extra\u00eddo do real da puls\u00e3o que se repete em uma modalidade de gozar sempre singular.<\/p>\n<p>Em <em>Elementos de biologia lacaniana<\/em>, Miller (2000, p. 8) lembra Lacan quando diz: \u201cO saber sobre o gozo talvez seja o \u00fanico saber psicanal\u00edtico que temos sobre a vida, sobre o que \u00e9 o ser vivo. [&#8230;] N\u00e3o sabemos o que \u00e9 a vida, s\u00f3 sabemos que n\u00e3o h\u00e1 gozo sem a vida\u201d. \u201cN\u00e3o sabemos o que \u00e9 o ser vivente exceto que \u00e9 um corpo, isso se goza\u201d.<\/p>\n<p>Nessa via a cl\u00ednica nos imp\u00f5e uma mudan\u00e7a radical: fazer uso da fun\u00e7\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o com o objetivo de decifrar o nome do gozo inclu\u00eddo no sintoma de cada falasser (SOLANO, 2005).<\/p>\n<p>Dar nome, nomear \u00e9 algo que toma um lugar fundamental no \u00faltimo ensino de Lacan. J\u00e1 que o gozo quando nomeado localiza-se na ordem simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>Trata-se de um novo saber, o saber de seu gozo. Assim, Lacan d\u00e1 uma reviravolta em suas elabora\u00e7\u00f5es e traz no seu \u00faltimo ensino o gozo como ponto de partida para a orienta\u00e7\u00e3o do tratamento.<\/p>\n<p>Perguntamos: se nossa pr\u00e1tica cl\u00ednica resulta na press\u00e3o constante de fazer do gozo parasit\u00e1rio, asfixiante e repetitivo um lampejo de desejo, o que pensar do amor para efetuar essa transforma\u00e7\u00e3o no ser falante? (RACKI, 2021).<\/p>\n<p>Gabriel Racki (2021), no seu texto <em>Novos poros do amor<\/em>, lembra que devemos estar advertidos dos nossos furos por onde a anima\u00e7\u00e3o da vida entra nos corpos. Sem furos verdadeiros, a palavra de amor, a resson\u00e2ncia amorosa n\u00e3o encontra passagem.<\/p>\n<p>\u00c9 o amor, segundo Lacan, que permite o gozo condescender ao desejo (LACAN, 1962-1963\/2005).<\/p>\n<p>Como entraria o amor em uma \u00e9poca marcada pela \u00e2nsia de satisfazer gozo e identidades que saturam a divis\u00e3o subjetiva; de onde o amor surge? O amor consente com certo vazio de significa\u00e7\u00e3o; somente a partir desse vazio, \u00e9 poss\u00edvel amar (RACKI, 2021).<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 8, <em>A transfer\u00eancia<\/em>, Lacan (1960-1961, 1992) afirma que no princ\u00edpio da experi\u00eancia anal\u00edtica est\u00e1 o amor. A psican\u00e1lise \u00e9 uma cura pelo amor.<\/p>\n<p>Novo e diferente amor que permite operar sobre o fator quantitativo do sintoma produzindo a muta\u00e7\u00e3o do gozo em amor e desejo.<\/p>\n<p>Retomando: o gozo, express\u00e3o da busca imperativa insaci\u00e1vel da puls\u00e3o, n\u00e3o conhece limites, n\u00e3o necessita do Outro para se realizar. Sua parceria \u00e9 a pr\u00f3pria satisfa\u00e7\u00e3o sobre si mesmo, \u00e9 autoer\u00f3tica, autista.<\/p>\n<p>Por outro lado, o desejo, sempre enigm\u00e1tico, \u00e9 um la\u00e7o, uma rela\u00e7\u00e3o ultrassens\u00edvel ao signo do Outro (MILLER, 2005).<\/p>\n<p>Entre desejo e gozo, est\u00e1 o amor \u2013 encontro contingente que permite crer que \u00e9 poss\u00edvel encontrar o Outro que faz falta ao desejo e tamb\u00e9m facilita o acesso \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma variedade imprevis\u00edvel de encontros na sexualidade do ser falante, porque a\u00ed se atravessam o amor, as repeti\u00e7\u00f5es do desejo e os traumatismos do gozo.<\/p>\n<p>Fazer uma experi\u00eancia de an\u00e1lise \u00e9 esclarecer o modo no qual seu inconsciente interpretou o enigma sexual e encontrar uma maneira de fazer com ele.<\/p>\n<p>O analista toma como b\u00fassola na dire\u00e7\u00e3o do tratamento permitir ao falasser sair das respostas que insistem e encontrar uma maneira de saber fazer com ele.<\/p>\n<p>Esse saber n\u00e3o \u00e9 apenas saber do seu gozo, sen\u00e3o poder saber fazer algo melhor com ele. Saber com o fazer. A\u00ed se abre o campo do amor. Segundo Miller (1991), o amor lacaniano \u00e9 inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 20, Lacan considera que uma inven\u00e7\u00e3o pode vir a ocupar o lugar do vazio da rela\u00e7\u00e3o sexual inexistente funcionando como suplemento desse furo no real. Continua: \u201cO que vem em supl\u00eancia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual \u2013 que n\u00e3o existe \u2013\u00e9 precisamente o amor.\u201d (LACAN, 1972-1973\/1985, p. 62).<\/p>\n<p>Para concluir:<\/p>\n<p>O analisante, na experi\u00eancia anal\u00edtica, apresenta, de um lado, o desejo e suas variantes, e do outro, o gozo com sua fixa\u00e7\u00e3o. Entre eles, h\u00e1 um abismo, e cada falasser, h\u00e1 de contorn\u00e1-lo a seu modo. Estaria a\u00ed uma via do amor? Indagamos ainda se h\u00e1 entre eles, algumas vezes, um entrela\u00e7amento.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. Freud, S. <strong>Os arruinados pelo \u00eaxito<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o sob a dire\u00e7\u00e3o de Jayme Salom\u00e3o. Rio de Janeiro: Imago, 1972. Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, v. 14, p. 357-374. (Trabalho original publicado em 1916).<\/h6>\n<h6>FREUD, S. <strong>An\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel<\/strong>. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 225-274. (Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud, v. 23) (Texto originalmente publicado em 1937).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. A dire\u00e7\u00e3o da cura e os princ\u00edpios de seu poder. (1958). <em>In<\/em>: LACAN, J. <strong>Escritos<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1998. p. 591-652.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro 8: <strong>a transfer\u00eancia<\/strong> (1960-1961). <em>Tradu\u00e7\u00e3o<\/em> de Dulce Duque Estrada. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1992.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro 10: <strong>a ang\u00fastia<\/strong> (1962-1963). Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2005.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. O semin\u00e1rio, livro 20: <strong>mais, ainda<\/strong> (1972-1973). Tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. <strong>Logicas de la vida amorosa<\/strong>. Buenos Aires: Ediciones Manantial, 1991.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. <strong>Elementos de biologia lacaniana<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o e estabelecimento do texto de Yolanda Vilela. Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2000.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. La invenci\u00f3n del partenaire. <strong>14.\u00b0 \u00e9pisode de la s\u00e9rie Hist\u00f3ria de&#8230; psychanalyse<\/strong>, <em>diffus\u00e9e sur France Culture, le 16 juin 2005<\/em>. \u00c9cole de la Cause Freudienne, 2005. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.causefreudienne.net\/linvention-du-partenaire\/\">http:\/\/www.causefreudienne.net\/linvention-du-partenaire\/<\/a>. Acesso em: 14 abr. 2021.<\/h6>\n<h6>RACKI, G. Nuevos poros del amor. Primer argumento del X ENAPOL, 2021. <strong>Jornadas y Eventos<\/strong>. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.eol-laplata.org\/template.php?sec=Jornadas-y-eventos&amp;file=Jornadas-y-eventos\/Hacia-el-X-ENAPOL\/gabriel-racki.html. Acesso em: 14 abr. 2021.<\/h6>\n<h6>SCHEINKESTEL, A. Fixa\u00e7\u00e3o, repeti\u00e7\u00e3o, reitera\u00e7\u00e3o. SCILICET. <strong>O corpo falante<\/strong>: sobre o inconsciente no s\u00e9culo XXI. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2016.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rosane da Fonte O tema de hoje, Amor, desejo e gozo, convoca-nos a falar de encontros. 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