{"id":2597,"date":"2021-09-20T08:50:28","date_gmt":"2021-09-20T11:50:28","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=2597"},"modified":"2021-09-20T08:50:28","modified_gmt":"2021-09-20T11:50:28","slug":"preparatorias-i-jornada-secao-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/preparatorias-i-jornada-secao-nordeste\/","title":{"rendered":"Preparat\u00f3rias I Jornada Se\u00e7\u00e3o Nordeste"},"content":{"rendered":"<h6>V\u00e2nia M\u00aa Gomes Ferreira<\/h6>\n<p>Participando de mais uma conversa\u00e7\u00e3o preparat\u00f3ria para a primeira Jornada da Se\u00e7\u00e3o Nordeste, me deparei com quest\u00f5es suscitadas a partir do texto de Cristiane Alberti e comentadas pelas colegas Cleide Pereira e Eliane Baptista<\/p>\n<p>O t\u00edtulo do argumento de Alberti <em>\u2013 A mulher n\u00e3o existe \u2013 <\/em>reproduzindo uma m\u00e1xima lacaniana, embora j\u00e1 bastante trabalhado por n\u00f3s, n\u00e3o deixa de nos impactar.<\/p>\n<p>O neo-feminismo contempor\u00e2neo, um dos eixos trazidos por Eliane, me faz pensar na imagem das mulheres afeg\u00e3s apelando para existirem, expondo suas faltas para se situarem como sujeitos diante do extremismo faloc\u00eantrico. A mulher n\u00e3o existe, mas as mulheres existem&#8230; Como atualizar as f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o, dando um valor atual, inclusive para n\u00e3o se limitar a um binarismo que impe\u00e7a a inser\u00e7\u00e3o labir\u00edntica das quest\u00f5es de g\u00eanero e seus desdobramentos?<\/p>\n<p>Na discuss\u00e3o, em algum momento, apareceu a quest\u00e3o do amor. Se A mulher n\u00e3o existe, o amor existe. O amor existe enquanto resposta a essa falta do Outro S\u023a. Pois \u00e9 dirigindo-se para a falta que o sujeito consegue amar. O interessante \u00e9 que na esfera da sexua\u00e7\u00e3o o S\u023a est\u00e1 do lado feminino. Quem se dirige para o significante da falta do Outro \u00e9 a mulher. Como ent\u00e3o, faz o homem para amar? Que opera\u00e7\u00e3o se far\u00e1 necess\u00e1rio para o homem entrar no campo do amor?<\/p>\n<p>Lembremos que o lado masculino, nas f\u00f3rmulas, se dirige ao lado feminino, ou seja, vai ao encontro da mulher via <em>objeto a,<\/em> cujo modo de gozo se d\u00e1 pelo fetichismo. Portanto, que caminhos fazem aqueles localizados no lado masculino para se inserir no campo do amor?<\/p>\n<p>E ainda, sobre o amor de transfer\u00eancia, outro ponto tocado na conversa\u00e7\u00e3o, fiquei com a seguinte quest\u00e3o: Um sujeito quando entra em an\u00e1lise, seja ele homem ou mulher, se instala necessariamente no lado feminino, uma vez que foi (pelo pr\u00f3prio dispositivo) acionado o afeto do amor? E como ocorreria essa passagem do todo f\u00e1lico para o n\u00e3o- todo f\u00e1lico?<\/p>\n<p>Enfim, quais as consequ\u00eancias e desdobramentos do amor (e do amor de transfer\u00eancia), enquanto localizado no lado feminino nas f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o? E que valor cl\u00ednico teria o amor de transfer\u00eancia visto sob o prisma da \u00e1lgebra da sexua\u00e7\u00e3o lacaniana?<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o perguntas que me provocam e que me fazem seguir acompanhando os estudos preparat\u00f3rios para as nossas jornadas&#8230; Sigamos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00e2nia M\u00aa Gomes Ferreira Participando de mais uma conversa\u00e7\u00e3o preparat\u00f3ria para a primeira Jornada da Se\u00e7\u00e3o Nordeste, me deparei com quest\u00f5es suscitadas a partir do texto de Cristiane Alberti e comentadas pelas colegas Cleide Pereira e Eliane Baptista O t\u00edtulo do argumento de Alberti \u2013 A mulher n\u00e3o existe \u2013 reproduzindo uma m\u00e1xima lacaniana, embora&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-2597","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-litoraneo","category-ressonancias","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2597\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2597"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=2597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}