{"id":2507,"date":"2021-08-19T09:31:49","date_gmt":"2021-08-19T12:31:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=2507"},"modified":"2021-08-19T09:31:49","modified_gmt":"2021-08-19T12:31:49","slug":"um-novo-amor-no-laco-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/um-novo-amor-no-laco-familiar\/","title":{"rendered":"Um novo amor no la\u00e7o familiar?"},"content":{"rendered":"<h6>TELENGO TENGO &#8211; N\u00facleo de Pesquisa de Psican\u00e1lise com Crian\u00e7as e Adolescentes &#8211; Rio Grande do Norte<br \/>\nJuliana Ribeiro Lima<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2557\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim_04_nucleo002-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"563\" \/><\/p>\n<p>Lembro que, em 2017, o tema do VIII ENAPOL<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, foi sobre os \u201cAssuntos de Fam\u00edlia\u201d, momento em que trabalhamos o que havia de novo ou mudado nestes \u201cassuntos\u201d.<\/p>\n<p>Naquela ocasi\u00e3o, jogamos luz sobre as m\u00faltiplas configura\u00e7\u00f5es familiares, com sua diversidade nas formas do conjugo e nas formas de procria\u00e7\u00e3o, que revelavam n\u00e3o haver qualquer atrelamento obrigat\u00f3rio entre gesta\u00e7\u00e3o e filia\u00e7\u00e3o e, menos ainda, a exig\u00eancia de um casamento, ficando exposto o car\u00e1ter de fic\u00e7\u00e3o desta jun\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es: casamento-procria\u00e7\u00e3o-fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, os ensinamentos de Lacan sobre as fun\u00e7\u00f5es, materna e paterna, sem as confundirmos com os pais, biol\u00f3gicos ou adotivos, assumiram o primeiro plano, de tal forma que, hoje, podemos falar mais abertamente acerca das <em>parentalidades<\/em>, deixando claro que a verdade sobre o parentesco naquilo que chamamos la\u00e7o familiar, toca o \u201cpacto significante\u201d.<\/p>\n<p>Em 1969, em seu texto \u201cNota sobre a crian\u00e7a\u201d Lacan situa a fun\u00e7\u00e3o da m\u00e3e como um interesse particularizado pela crian\u00e7a e do lado da fun\u00e7\u00e3o do pai, sua sustenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o an\u00f4nima e encarnada da Lei no desejo. E mais que isso. Lacan sublinha na fam\u00edlia sua dimens\u00e3o de transmiss\u00e3o. A fun\u00e7\u00e3o de res\u00edduo que sustenta e ao mesmo tempo mant\u00e9m a fam\u00edlia conjugal na evolu\u00e7\u00e3o de sociedades, enfatiza o irredut\u00edvel de uma transmiss\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o subjetiva.<\/p>\n<p>Como podemos articular estas fun\u00e7\u00f5es t\u00e3o fundamentais da fam\u00edlia \u00e0s quest\u00f5es do amor?<\/p>\n<p><strong><em>Amar \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Comecemos pelo <em>infans <\/em>que, no processo de se tornar sujeito, se rejubila com a pr\u00f3pria imagem, sob o pano de fundo de uma separa\u00e7\u00e3o. Algo se perde ali. Lacan chama isto que fica fora da imagem refletida no espelho de objeto\u00a0<em>a.<\/em><\/p>\n<p>Trata-se de uma perda de libido pr\u00f3pria desta defasagem do que idealizamos e o que encontramos para a hora do dia. No caso dos filhos, herdeiros da marca narc\u00edsica, a defasagem se revela na diferen\u00e7a do que se espera deles (de acordo com a medida ideal de cada pai e de cada m\u00e3e) e o que estes (os filhos) cumprem. Tal defasagem possibilita a instaura\u00e7\u00e3o do desejo que rompe com o sonho de uma unidade, da ilus\u00e3o de uma complementariedade. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel uma satisfa\u00e7\u00e3o completa.<\/p>\n<p>Mais al\u00e9m do amor narc\u00edsico, Lacan articula a demanda de amor \u00e0 possibilidade de dar o objeto enquanto faltante. A m\u00e1xima lacaniana que afirma que \u201camar \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> tem, em sua base, essa imposs\u00edvel completude e se alimenta do objeto enquanto perdido.<\/p>\n<p><strong><em>S\u00f3 o amor permite ao gozo condescender ao desejo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante quando discutimos o que \u00e9 da ordem das estruturas elementares do parentesco, \u00e9 que num mundo de linguagem, h\u00e1 ao menos um, que n\u00e3o poder\u00e1 ser escolhido para ser o parceiro na cama ou no casamento. \u00c9 proibido segundo a lei do incesto.<\/p>\n<p>Com Lacan, colocando o acento na \u00faltima frase da \u201cSubvers\u00e3o do Sujeito&#8230;\u201d: <em>\u201c<\/em>A castra\u00e7\u00e3o significa que o gozo deve ser recusado, para poder ser atingido na escala invertida da Lei do Desejo<em>\u201d<\/em>. Nota-se que aqui a castra\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 referida diretamente ao falo, mas ao gozo. Castra\u00e7\u00e3o como recusa do gozo, nos relembra Miller (2017), e Lei do Desejo como essa opera\u00e7\u00e3o que faz passar o gozo real para baixo da barra, um gozo \u201crecusado em certo plano, para ser alcan\u00e7ado ao n\u00edvel da lei\u201d. Trata-se do processo do recalcamento, cujo resultado \u00e9 precisamente o sintoma.<\/p>\n<p>Na medida que o gozo \u00e9 barrado, mas n\u00e3o de todo, abre-se uma nova via que n\u00e3o a de um empuxo ao gozar mort\u00edfero. A fun\u00e7\u00e3o do Nome-do-Pai estaria a\u00ed. Um interdito que torna poss\u00edvel a recusa, mas tamb\u00e9m a possibilidade.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que se coloca \u00e9 que hoje a fam\u00edlia se v\u00ea a deriva, efeito da queda da posi\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o, que anteriormente era encarnada pelo pai. H\u00e1 uma fragiliza\u00e7\u00e3o do valor f\u00e1lico e a palavra ficou sem for\u00e7a. Neste vazio de referenciais insurge uma nova ordem de ferro, cujo imperativo \u00e9 Goze! Goze de todo e ainda mais&#8230; e mais!<\/p>\n<p>O la\u00e7o amoroso cai aprisionado no gozo do Um sozinho hiperbolicamente alimentado pelos f\u00e1rmacos e redes sociais. H\u00e1 um proliferar de experi\u00eancias degradantes de devasta\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia, \u00e1vidas por um gozo absoluto, que insurge relutante em conceder qualquer peda\u00e7o que seja, carentes de um ponto de basta, submetidos \u00e0 Lei simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>Neste campo, pr\u00f3prio do enla\u00e7amento entre amor e castra\u00e7\u00e3o, o que vemos \u00e9 que as crian\u00e7as, muitas vezes, n\u00e3o tem acesso \u00e0 lei simb\u00f3lica, mediada pela fun\u00e7\u00e3o do Nome-do-Pai. \u00c9 a pr\u00f3pria linguagem, no encontro traum\u00e1tico da l\u00edngua sobre o corpo, que passa a operar como limite ao gozo maci\u00e7o. O universal da lei paterna sofre o efeito de pluraliza\u00e7\u00e3o, convidando-nos a acompanhar a inven\u00e7\u00e3o desse limite ao gozo, na singularidade de cada caso.<\/p>\n<p><strong><em>O malentendido consumado<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em 1980, Lacan escreve um texto que Jacques-Alain Miller intitulou de \u201cO mal-entendido\u201d. L\u00e1 ele nos apresenta a cena exemplar de dois parl\u00eatres, que falam l\u00ednguas diferentes, mas num encontro contingente, fazem amor e acabam por reproduzir um novo corpo falante. Deste \u201cmal-entendido consumado\u201d, a crian\u00e7a ser\u00e1 herdeira. Um mal-entendido que transmitido \u00e0 crian\u00e7a, porta seu ponto opaco e inomin\u00e1vel, pr\u00f3prio desta despropor\u00e7\u00e3o, da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>O real do gozo se imprime assim, desde a origem da crian\u00e7a, como um ponto que toca o gozo dos ascendentes e que resta operante, mesmo fora do campo discursivo.<\/p>\n<p>A partir de um encontro contingencial, o impl\u00edcito e sem sentido, pr\u00f3prio ao real comparece. Trata-se de um gozo Outro, onde reside o segredo de toda fam\u00edlia, o segredo do casal.<\/p>\n<p>Portanto, se de um lado temos em conta a articula\u00e7\u00e3o significante da novela familiar, tamb\u00e9m se faz necess\u00e1rio interrogar esse ponto heteros em sua forma singular do gozo no ser falante.<\/p>\n<p>\u00c9 nesta conjuntura, desencontrada, onde a crian\u00e7a enla\u00e7a sua origem e constr\u00f3i seu aparato de gozo.<\/p>\n<p>Como analistas que trabalhamos com crian\u00e7as, nos interessa a l\u00edngua singular de cada fam\u00edlia, interrogando se l\u00e1, onde o gozo se imp\u00f5e, existe tamb\u00e9m uma rede significante capaz de contribuir para a constru\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Ficamos atentos \u00e0 possibilidade, de fazer valer, pela linguagem, enredos da novela familiar que permitam \u00e0 crian\u00e7a alicer\u00e7ar sua fic\u00e7\u00e3o de origem, a partir de algum dito que a singularize, possibilitando-lhe situar o traum\u00e1tico que est\u00e1 no impacto do significante com seu corpo. Acompanhamos as crian\u00e7as e suas fam\u00edlias em seu percurso para lidar com o que n\u00e3o tem sentido e escapa \u00e0 significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante do imposs\u00edvel de dizer, efeito do buraco do traumatismo inerente \u00e0 origem do falasser, estamos prevenidos da inexist\u00eancia de uma hist\u00f3ria natural e sustentamos a constru\u00e7\u00e3o do mito libidinal singular de cada um, partindo de lal\u00edngua.<\/p>\n<p>Ainda que lal\u00edngua materna n\u00e3o comunique, uma vez que n\u00e3o estamos no registro discursivo, ela, nos ensina Lacan, se \u201cmoterializa\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Um feliz neologismo que aponta como a palavra faz marca no corpo, um acontecimento de corpo que produz gozo.<\/p>\n<p>O que temos encontrado na cl\u00ednica de nosso tempo, \u00e9 que diante de um prec\u00e1rio enodamento simb\u00f3lico, muitas crian\u00e7as viram presas f\u00e1ceis dos jarg\u00f5es pseudo-cient\u00edficos, tais como o TDAH, TEA ou TOD, dentre outros, al\u00e9m da medicaliza\u00e7\u00e3o desenfreada, que calam a crian\u00e7a e reduzem seu saber a nada, al\u00e9m de eliminar a capacidade da fam\u00edlia de interpretar seu mal estar. A crian\u00e7a objetalizada revela que a fun\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia de velar o gozo, refre\u00e1-lo est\u00e1 em maus len\u00e7\u00f3is.<\/p>\n<p>Vemos, no seio da fam\u00edlia, uma forte dificuldade na interpreta\u00e7\u00e3o da tagarelice de lal\u00edngua. \u00c9 bem verdade que ningu\u00e9m tem um c\u00f3digo para sua decifra\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o estar\u00edamos, justamente a\u00ed, no campo do amor? Um amor mais digno? Provar o imposs\u00edvel, atrav\u00e9s do encontro contingente?<\/p>\n<p>\u00c9 nessa dimens\u00e3o insensata de poder sustentar o campo do pr\u00f3prio imposs\u00edvel mesmo, tal seria um ato de amor?<\/p>\n<p>Quanto a an\u00e1lise com crian\u00e7as, provamos do imposs\u00edvel por meio do amor de transfer\u00eancia, no ponto que tange o v\u00e9u que deve modular o gozo, fazer o gozo condescender ao desejo, mas tamb\u00e9m somos orientados, desde Lacan, por esta cl\u00ednica do real que implica o imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Indagamos-nos qual interven\u00e7\u00e3o se faz poss\u00edvel quando toda uma fam\u00edlia est\u00e1 atuando sob o imperativo do Um que n\u00e3o faz la\u00e7o. Como se vai do Um da itera\u00e7\u00e3o de um gozo solit\u00e1rio para o Outro da repeti\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Come\u00e7amos pela aposta de creditar \u00e0 crian\u00e7a seu lugar de sujeito de pleno direito e nos fazermos parceiros capazes de registrar e autenticar quando o S1 faz apelo a um S2, quando se abre espa\u00e7o para equivocar aquilo que era pura intera\u00e7\u00e3o de Um fechado em si mesmo.<\/p>\n<p>A cl\u00ednica com crian\u00e7as nos tempos de hoje acaba por revelar que a vers\u00e3o do mito ed\u00edpico tem seus limites. A crian\u00e7a-falo, que pode se servir do Nome-do Pai, a partir da opera\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora paterna, \u00e9 apenas parte do universo infantil. N\u00e3o \u00e9 sempre que encontramos um amor digno para fomentar o campo da fantasia.<\/p>\n<p>Na aus\u00eancia do v\u00e9u do amor revela-se o que est\u00e1 no fundamento de todo falasser como estrutural. Somos todos, na origem, um objeto resto, objeto a.<\/p>\n<p>Lacan nos sinaliza isso de forma a iluminar a cl\u00ednica. Em suas palavras: \u201cO objeto a \u00e9 o que s\u00e3o todos voc\u00eas, na medida em que aqui est\u00e3o enfileirados- abortos do que foi, para aqueles que os engendraram, causa do desejo. E \u00e9 a\u00ed que voc\u00eas t\u00eam que se orientar, a psican\u00e1lise ensina isto.\u201d<\/p>\n<p>Ponto de real inelimin\u00e1vel, efeito do mal-entendido inerente \u00e0 linguagem. Este n\u00e3o interpret\u00e1vel que toca o imposs\u00edvel de dizer da n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual est\u00e1 sempre vivo na an\u00e1lise, ainda que, paradoxalmente, como analistas, afiancemos as fic\u00e7\u00f5es que poder\u00e3o abrir espa\u00e7os para o saber inconsciente.<\/p>\n<p>Buscamos acolher os ditos, os malditos e n\u00e3o ditos que marcaram o sujeito e, tamb\u00e9m, atentar para os momentos em que a crian\u00e7a teve que se haver com o hetero do real do gozo, desde sua posi\u00e7\u00e3o de objeto.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><u>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/u><\/h6>\n<ol>\n<li>\n<h6>Bassols, M. Lacan XXI, Revista Fapol on-line, volume 2. 2016. Dispon\u00edvel no site www.lacan 21.com. Acesso em 25\/11\/2016.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Espinel, M. F. C. (2021). La\u00e7os Familiares\u201d? In: http:\/\/x-enapol.org\/pt\/portfolio-items\/lacos-familiares\/?portfolioCats=26<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Fuentes, M. J. S. Lacan XXI, Revista Fapol on-line, volume 2. As fic\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia e o gozo \u00f3rf\u00e3o. 2016. Dispon\u00edvel no site www.lacan 21.com. Acesso em 25\/11\/2016.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Lacan, Jacques. . (1999[1957-58]) Semin\u00e1rio, Livro 5: As forma\u00e7\u00f5es do Inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Lacan, Jacques. Semin\u00e1rio, Livro 17: O avesso da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Zahar, 1992, p. 170.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Lacan, Jacques. (1998) Nota sobre a crian\u00e7a In: Outros Escritos Rio de Janeiro: Zahar, 1992, p. 369.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Lacan, Jacques. O malentendido. In Op\u00e7\u00e3o lacaniana. Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, n. 72. S\u00e3o paulo: Edi\u00e7\u00f5es E\u00f3lia, mar\u00e7o de 2016, p.10.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Miller, Jacques-Alain. &#8220;Crian\u00e7as Violentas&#8221; Interven\u00e7\u00e3o de encerramento da 4\u00aa Jornada do Instituto da Crian\u00e7a- Universidade popular Jacques Lacan, 2017.<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Lacan, Jacques. (1960 b)\u00a0<em>Subvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo<\/em>no inconsciente freudiano. In: Escritos, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor<\/h6>\n<\/li>\n<li>\n<h6>Lacan, Jacques. Confer\u00eancia em Genebra sobre o sintoma. In Op\u00e7\u00e3o lacaniana. Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, n. 23. S\u00e3o paulo: Edi\u00e7\u00f5es E\u00f3lia, dezembro de 1998, p.10.<\/h6>\n<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Encontro Americano de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana ocorrido em 2017 em Buenos Aires.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> M\u00e1xima trazida por Lacan pela primeira vez em 1957 no Semin\u00e1rio 5, As Forma\u00e7\u00f5es do Inconsciente e repetido v\u00e1rias vezes ao longo de sua obra.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Na &#8220;Confer\u00eancia de Genebra sobre o sintoma&#8221; (1998) Lacan condensa as palavras francesas <em>mot<\/em> e <em>mat\u00e9rialisme<\/em>,\u00a0 que quer dizer palavra e materialismo, respectivamente.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TELENGO TENGO &#8211; N\u00facleo de Pesquisa de Psican\u00e1lise com Crian\u00e7as e Adolescentes &#8211; Rio Grande do Norte Juliana Ribeiro Lima Lembro que, em 2017, o tema do VIII ENAPOL[1], foi sobre os \u201cAssuntos de Fam\u00edlia\u201d, momento em que trabalhamos o que havia de novo ou mudado nestes \u201cassuntos\u201d. 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