{"id":2501,"date":"2021-08-19T09:30:10","date_gmt":"2021-08-19T12:30:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/?p=2501"},"modified":"2021-08-19T09:30:10","modified_gmt":"2021-08-19T12:30:10","slug":"o-que-e-um-cartel-para-responder-nao-vale-colar1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/o-que-e-um-cartel-para-responder-nao-vale-colar1\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 um cartel? Para responder, n\u00e3o vale colar![1]"},"content":{"rendered":"<h6>Cleide Pereira Monteiro<\/h6>\n<blockquote><p>\u201cEsta vida \u00e9 uma viagem pena eu estar s\u00f3 de passagem.\u201d<br \/>\n(Leminski)<\/p><\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2561\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/boletim_04_cartel-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"491\" \/>Inicialmente, gostaria de agradecer \u00e0 Diretora de Cart\u00e9is e Interc\u00e2mbios da EBP &#8211; Se\u00e7\u00e3o Nordeste, Claudia Formiga, pelo convite e por ter se colocado a trabalho desde o momento de intitular esta nossa conversa de hoje. Um t\u00edtulo feito a v\u00e1rias m\u00e3os.<\/p>\n<p>A primeira formula\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo\u00a0 \u2013 \u201cVoc\u00ea sabe o que \u00e9 um cartel? N\u00e3o vale colar!\u201d \u2013 inspirou-se em um momento vivido em um cartel sobre Psican\u00e1lise e Negritude, no qual exer\u00e7o a fun\u00e7\u00e3o de <em>Mais-Um<\/em>. O cachorro de uma cartelizante come\u00e7ou a latir e ela, como tentativa de faz\u00ea-lo parar, diz: \u201cUlisses, pare! Voc\u00ea sabe o que \u00e9 um cartel?\u201d Em um segundo momento, na solid\u00e3o que esta fun\u00e7\u00e3o de <em>Mais-um<\/em> convoca \u2013 em um cartel profundamente atravessado pelas quest\u00f5es das experi\u00eancias de vida de cada cartelizante, mulheres marcadas pelo significante negro\/negra \u2013 as resson\u00e2ncias em mim precipitam uma formula\u00e7\u00e3o (\u201cn\u00e3o vale colar\u201d) que teve o alcance de um dizer do qual recolhi frutos para reflex\u00e3o desta fala dirigida ao trabalho dos cartelizantes (e interessados no cartel), a partir do endere\u00e7amento \u00e0 EBP atrav\u00e9s da Se\u00e7\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 um cartel? <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias formas de seguir com esta provoca\u00e7\u00e3o, inclusive recorrendo aos textos de base, o que n\u00e3o ser\u00e1 o caso, pois o tempo assim n\u00e3o permite. Apenas lembrar que Lacan, em A<em> psiquiatria inglesa e a guerra <\/em>(1947), inspira-se nas li\u00e7\u00f5es que extrai de Bion ao fazer uso no p\u00f3s-guerra da experi\u00eancia dos pequenos grupos sem chefe; mas ser\u00e1 s\u00f3 quase 20 anos depois, em seu <em>Ato de funda\u00e7\u00e3o<\/em> (1964), da Escola Freudiana de Paris, que o cartel surge como <em>o <\/em>meio para execu\u00e7\u00e3o de um trabalho que restaure a l\u00e2mina cortante da verdade freudiana<sup>2<\/sup>, como diz \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Voltemos a 1980, ao <em>D\u2019\u00c9<\/em><em>colage<\/em><em><sup>3<\/sup><\/em>. Naquele momento de descolagem e <em>decolage<\/em> de sua Escola, Lacan era \u201co\u00a0 homem coberto de cartas\u201d (e n\u00e3o de mulheres) \u00e0s voltas com a aposta na dissolu\u00e7\u00e3o cuja consequ\u00eancia seria um novo modo de entrada a partir de um la\u00e7o social in\u00e9dito. Ele d\u00e1 partida \u00e0 Causa Freudiana e para tal restaura o cartel como o \u00f3rg\u00e3o de base da Escola, propondo aprimorar os princ\u00edpios b\u00e1sicos de seu funcionamento a partir de algumas condi\u00e7\u00f5es. Nunca \u00e9 demais retom\u00e1-las. Ele dir\u00e1 que quatro se escolhem para empreender um trabalho que deve ter um produto pr\u00f3prio a cada um, n\u00e3o sendo, portanto, coletivo; a conjun\u00e7\u00e3o destes que se juntam em torno de um tema comum se d\u00e1 em torno do Mais-um, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 velar pelos efeitos internos advindos dessa empreitada, provocando nela a elabora\u00e7\u00e3o; ap\u00f3s um tempo de trabalho, que deve durar dois anos no m\u00e1ximo, deve-se fazer a permuta\u00e7\u00e3o, evitando, assim, o efeito de cola. Por fim, lembra que o esperado desta experi\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o progresso, mas uma exposi\u00e7\u00e3o a c\u00e9u aberto dos resultados e das crises de trabalho.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s algumas d\u00e9cadas, atravessadas muitas quest\u00f5es institucionais, inclusive a proposi\u00e7\u00e3o do passe, continuamos a falar de cartel e a insistir com essa modalidade de trabalho que nem sempre acontece em c\u00e9u sereno. Mas, afinal, como lembra Bernardino Horne<sup>4<\/sup>, \u201cn\u00e3o h\u00e1 cartel sem crise\u201d; resvalar para um grupo de estudo n\u00e3o \u00e9 tarefa dif\u00edcil. Quando assim acontece, o cartel deixa de fazer buracos na cabe\u00e7a dos cartelizantes e perde sua pot\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o de saber. Vira uma corrida de \u201cqual ser\u00e1 o pr\u00f3ximo texto\u201d, ou &#8220;este aqui \u00e9 interessante&#8221;. Mas interessante de qual perspectiva?<\/p>\n<p>Longe de uma l\u00f3gica de grupo ancorada em um l\u00edder ou didata que porta o saber, o cartel, como diz Miller<sup>5<\/sup>, \u201c\u00e9 uma m\u00e1quina de guerra contra o didata e sua cambada\u201d. O cartel, como uma \u201cm\u00e1quina antididata\u201d, para usar uma express\u00e3o de Miller, gira o didata de cabe\u00e7a para baixo, colocando todos em p\u00e9 de igualdade, sem <em>gradus<\/em> ou hierarquia, por\u00e9m, n\u00e3o sem a diferen\u00e7a de cada um.<\/p>\n<p>N\u00e3o recuar diante das crises, introduzir uma certa dose de coragem \u2013 \u201cvirtude que acompanha o ato anal\u00edtico\u201d, como lembra Horne<sup>6<\/sup>\u00a0 \u2013 permite sair da aliena\u00e7\u00e3o ao mestre e do horror ao saber, dando um passo rumo ao ato de tomar a palavra e despertar para a implica\u00e7\u00e3o de um trabalho na\/de Escola.<\/p>\n<p>O que nos leva a um fato contundente: o cartel \u00e9 um dispositivo de trabalho impens\u00e1vel fora da Escola<sup>7<\/sup>. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Lacan faz do cartel o instrumento vivo de uma experi\u00eancia sustentada na transfer\u00eancia de trabalho. O cartel nos ensina que a psican\u00e1lise n\u00e3o se transmite de um sujeito a outro, sen\u00e3o pelos caminhos de uma transfer\u00eancia de trabalho que cada um faz \u00e0 Escola como destinat\u00e1ria de sua produ\u00e7\u00e3o. Assim, o cartel \u00e9 ancorado, de um lado, no interesse por um tema de investiga\u00e7\u00e3o que se singulariza, e, do outro, no la\u00e7o com a Escola. Esta \u00faltima \u00e9 endere\u00e7o de quem a ela se dirige, mas, para se manter, depende do compromisso de cada um com o trabalho desejante. Uma coisa n\u00e3o vai sem a outra.<\/p>\n<p>Bassols<sup>8<\/sup> diz que o cartel \u00e9 uma forma bonita de receber as pessoas. Ele nos prop\u00f5e que \u201co \u00fanico meio para que se entreabra [essa porta] \u00e9 chamar do interior\u201d. Ent\u00e3o, s\u00f3 se faz do cartel uma porta quando se entra a partir de uma quest\u00e3o singular, de um ponto de ex\u00edlio que tem o desafio de subverter a l\u00f3gica grupal a partir da acolhida dada ao real em jogo na experi\u00eancia com a reuni\u00e3o de solid\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesta perspectiva interrogo: como um cartel pode se orientar por uma pol\u00edtica antigrupal e anti-identificat\u00f3ria? Como fazer do cartel um coletivo \u00e0 altura da posi\u00e7\u00e3o analisante que leve em conta uma pol\u00edtica da enuncia\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 coletiva?<\/p>\n<p><strong>Para responder, n\u00e3<\/strong><strong>o vale colar! <\/strong><\/p>\n<p>Em <em>O Banquete dos analistas<\/em>, Miller afirma que \u201co cartel \u00e9 uma microssociedade\u201d, acrescentando que \u00e9 \u201cuma dessas solu\u00e7\u00f5es invis\u00edveis que Lacan inventou e situou no princ\u00edpio desse novo tipo de sociedade anal\u00edtica, que fosse capaz de prescindir do Pai com a condi\u00e7\u00e3o de servir-se dele\u201d<sup>9<\/sup>.<\/p>\n<p>Nesta propositura, o Mais-um n\u00e3o ser\u00e1 tanto uma pessoa, mas um lugar de estrutura. Esse ponto nos parece fundamental: o cartel mostra que servir-se do lugar estrutural do Nome do Pai, do <em>ao menos um<\/em>, \u00e9 o que permite prescindir dele.<\/p>\n<p>&#8220;Sirvam-se do Nome-do-Pai&#8221; \u00e9 o que profere o banquete dos analistas proposto por Miller. Nesse banquete, o uso do cartel como ferramenta que se serve desse lugar de estrutura \u00e9 um convite a um tipo de trabalho que n\u00e3o deve nada ou deve o menos poss\u00edvel a um pai morto. N\u00e3o h\u00e1, pois, como ficar de bra\u00e7os cruzados enquanto o outro que est\u00e1 ao lado trabalha. Cada um comprometido com sua condi\u00e7\u00e3o de trabalhador decidido incita o outro a trabalhar.<\/p>\n<p>Lugar de trabalhadores solit\u00e1rios, por\u00e9m acompanhados uns com os outros, o cartel n\u00e3o \u00e9 um conjunto fechado fundado na exce\u00e7\u00e3o que define a regra de \u201ctodos iguais\u201d. N\u00e3o \u00e9 a\u00ed nessa l\u00f3gica masculina, tal como Lacan a concebe em suas f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o, que devemos conceber uma experi\u00eancia de cartel. \u00c9 fundamental tomarmos a exce\u00e7\u00e3o desde um conjunto aberto que acolha a imprevisibilidade e a inven\u00e7\u00e3o. Do lugar de extimidade (est\u00e1 dentro da s\u00e9rie e fora), o <em>Mais-Um<\/em> se orienta pelo furo e dele faz uso. Desde essa posi\u00e7\u00e3o nem sempre confort\u00e1vel, visto que \u00e9 aquele que estranha a intimidade do \u201ctodos em casa\u201d, o <em>Mais-<\/em><em>Um<\/em> coloca em xeque as identifica\u00e7\u00f5es que muitas vezes se d\u00e3o a partir de um ponto de idealiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir dessas reflex\u00f5es do <em>Mais-<\/em><em>Um<\/em> como instrumento de uso, podemos dizer com Tarrab<sup>10<\/sup> que, para p\u00f4r em ato uma pol\u00edtica da enuncia\u00e7\u00e3o que oriente o cartel, h\u00e1 que ter uma teoria da extimidade que possa ser aplic\u00e1vel ao grupo anal\u00edtico, para que este n\u00e3o se torne consistente.<\/p>\n<p>O desafio \u00e9 fazer dos impasses, das inquieta\u00e7\u00f5es e perturba\u00e7\u00f5es a express\u00e3o do heterog\u00eaneo que assegura e n\u00e3o paralisa o trabalho. Desconsistir o grupo \u00e9 fazer valer a aposta no efeito de forma\u00e7\u00e3o que um cartel pode promover.<\/p>\n<p>Deixo ent\u00e3o com voc\u00eas a quest\u00e3o sempre aberta \u2013 o que \u00e9 um cartel \u2013 pois esta s\u00f3 se responde na experi\u00eancia onde cada um joga com suas cartas, sabendo que n\u00e3o vale colar a resposta. Invente uma a cada vez, a cada experi\u00eancia, pois, o cartel, ao estilo de um haicai, \u00e9 um tasco de escrita onde se est\u00e1 s\u00f3 de passagem.<\/p>\n<p><span class=\"wpex-responsive-media\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"ACHA-SE CARTEL - O que \u00e9 um cartel? Para responder, n\u00e3o vale colar! O Cartel na Escola de Lacan\" width=\"980\" height=\"551\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4sF_pm9INuE?feature=oembed\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong><sup>1<\/sup><\/strong>\u00a0Trabalho apresentado na atividade \u201cAcha-se cartel\u201d, da Diretoria de Cart\u00e9is e Interc\u00e2mbio da Se\u00e7\u00e3o Nordeste, realizada em 03\/06\/21.<\/h6>\n<h6><sup>2<\/sup> Lacan, J., \u201cAto de funda\u00e7\u00e3o (1964) \u201d. <em>Outros escritos<\/em>, Jorge Zahar Ed., Rio de Janeiro, 2003, p. 235-236.<\/h6>\n<h6><em><sup>3<\/sup><\/em> Texto publicado no Manual de cart\u00e9is. Belo Horizonte: EBP-MG, Livraria e Editora Scriptum, 2010.<\/h6>\n<h6><sup>4<\/sup> Horne, B., \u201cSobre a crise no cartel: h\u00e1 cartel sem crise?\u201d In: Brown. N. I (<em>org<\/em>). <em>Cartel, novas leituras<\/em>. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, 2021, p. 104.<\/h6>\n<h6><sup>5<\/sup> Miller, J.-A., \u201cO cartel no centro de uma Escola de psican\u00e1lise\u201d. In: Brown. N. I (org). <em>Cartel, novas leituras<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2021, p. 23.<\/h6>\n<h6><sup>6<\/sup> <em>Ibidem<\/em>,\u00a0 p. 105<\/h6>\n<h6><sup>7<\/sup> Bassols, M., \u201cA porta do cartel\u201d.\u00a0 In: Brown. N. I (<em>org<\/em>). <em>Cartel, novas leituras<\/em>. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, 2021, p. 50.<\/h6>\n<h6><sup>8<\/sup> <em>Ibidem. <\/em><\/h6>\n<h6><sup>9<\/sup> Miller, J.-A., \u201cEl Nombre del Padre o como valerse de \u00e9l\u201d. <em>El banquete de los analistas<\/em>, Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2011, p. 142.<\/h6>\n<h6><sup>10<\/sup> Tarrab, M., \u201cO cartel e a pol\u00edtica lacaniana\u201d.\u00a0 In: Brown. N. I (org). <em>Cartel, novas leituras<\/em>. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, 2021, p. 241.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleide Pereira Monteiro \u201cEsta vida \u00e9 uma viagem pena eu estar s\u00f3 de passagem.\u201d (Leminski) Inicialmente, gostaria de agradecer \u00e0 Diretora de Cart\u00e9is e Interc\u00e2mbios da EBP &#8211; Se\u00e7\u00e3o Nordeste, Claudia Formiga, pelo convite e por ter se colocado a trabalho desde o momento de intitular esta nossa conversa de hoje. 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