{"id":484,"date":"2026-08-14T14:57:25","date_gmt":"2026-08-14T17:57:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/?page_id=484"},"modified":"2026-08-25T14:46:51","modified_gmt":"2026-08-25T17:46:51","slug":"natal","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/natal\/","title":{"rendered":"NATAL"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-485\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nome_natal-300x20.png\" alt=\"\" width=\"517\" height=\"35\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nome_natal-300x20.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nome_natal.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/><\/p>\n<h5><\/h5>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\"><strong>Teria o pequeno pr\u00edncipe comido ginga com tapioca e tomado banho na redinha?<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos aproximamos do nosso encontro na VI Jornada da Se\u00e7\u00e3o Nordeste da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, que esse ano acontece em Natal, no Rio Grande do Norte. Nessas praias banhadas pelo rio Potengi, vamos poder conversar sobre o t\u00edtulo da nossa jornada \u201cDel\u00edrio e interpreta\u00e7\u00e3o\u201d. Ent\u00e3o, para aquecermos os motores e animarmos para esse encontro, por que n\u00e3o conhecer os cart\u00f5es-postais que participam da lenda delirante local sobre a passagem de Antoine de Saint-Exup\u00e9ry, autor d\u2019<em>O Pequeno Pr\u00edncipe<\/em>, e a marca indel\u00e9vel que a cidade deixou sobre esse homem e que aparece na sua obra?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 30, Natal foi um dos pontos de aterrissagem dos avi\u00f5es do correio postal franc\u00eas. Nessa mesma \u00e9poca, Antoine de Saint-Exup\u00e9ry foi piloto dessa mesma companhia e trabalhou fazendo trajetos por toda a Am\u00e9rica do Sul. Essa experi\u00eancia ficou eternizada\u00a0 nas imagens e cen\u00e1rios que foram utilizados na sua obra <em>O Pequeno Pr\u00edncipe<\/em>. O p\u00f4r-do-sol visto nas dunas da praia de Genipabu n\u00e3o seria o mesmo visto dezenas de vezes no planeta do pequeno pr\u00edncipe? As dunas e fal\u00e9sias das praias de Tabatinga e Pirangi n\u00e3o d\u00e3o o mesmo contorno como o deserto ar\u00e1bico em que o aviador cai? A estrela cadente e os astros celestes n\u00e3o ressoam os signos da cidade como o forte dos reis magos? O baob\u00e1 encrustado no cora\u00e7\u00e3o da cidade parece tr\u00e1gico como o citado no livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma discuss\u00e3o se essa passagem \u00e9 fact\u00edvel ou n\u00e3o; n\u00e3o h\u00e1 documentos comprobat\u00f3rios da passagem de Antoine, e o nexo entre os elementos da cidade e os elementos da hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade, os mesmos podem ser encontrados em tantos outros lugares pelos quais o escritor passou em suas viagens. O que sustenta esse del\u00edrio local, al\u00e9m da forte impress\u00e3o que esses lugares t\u00e3o belos deixam em quem os visita, s\u00e3o as cr\u00f4nicas e relatos de pessoas que se lembram de um tal piloto chamado Antoine, que costumava frequentar um restaurante na Ribeira dedicado aos pilotos franceses e marinheiros africanos de passagem pela cidade. De Exupery temos uma \u00fanica linha em um di\u00e1rio p\u00f3stumo: \u201cDakar \u00e9 bem feia, mas o resto da linha, uma maravilha\u201d. O resto da linha come\u00e7ava em Natal!<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>J\u00falio Garcia<\/strong><\/em><\/h5>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;2&#8243; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<p style=\"text-align: justify;\">Natal \u00e9 terra do povo potiguar que, em l\u00edngua ind\u00edgena, significa comedor de camar\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresenta em sua hist\u00f3ria algumas peculiaridades: nasceu no dia 25 de dezembro, em meados do s\u00e9culo XVI e foi fruto de disputa de interesses entre l\u00ednguas distintas: portugueses, franceses e holandeses. Por um breve per\u00edodo, foi chamada de Nova Amsterd\u00e3, quando se deu a ocupa\u00e7\u00e3o holandesa. Acrescentou-se a esse encontro de l\u00ednguas estranhas a presen\u00e7a dos ind\u00edgenas, que aqui habitavam, e de africanos trazidos pelo regime da escravid\u00e3o. E n\u00e3o esque\u00e7amos da presen\u00e7a dos americanos e aliados, que aqui estiveram durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensemos: como conciliar, o barulho dessas l\u00ednguas? Que interpreta\u00e7\u00e3o podemos dar a esse encontro? H\u00e1, no interior e exterior desta cidade, sinais dessas l\u00ednguas, que em sua cultura se apresentam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio a essa diversidade, as dan\u00e7as que embalam os potiguares s\u00e3o distintas: H\u00e1 um Carnaval fora de \u00e9poca, Carnatal, que consegue abrigar ritmos diversos em sua programa\u00e7\u00e3o e arrasta natalenses e pessoas de diversos locais do pa\u00eds para a folia. Registramos tamb\u00e9m um antigo bloco carnavalesco que se chama &#8221; bloco dos c\u00e3o\u201d, na praia da Redinha que comp\u00f5e com atra\u00e7\u00f5es variadas a programa\u00e7\u00e3o de um carnaval multicultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conta ainda com um tradicional festival de quadrilhas que remonta as nossas ra\u00edzes, unindo agricultura e a alegria da colheita do milho. Homenageando os Santos (Jo\u00e3o e Pedro) celebramos a fartura e a preserva\u00e7\u00e3o de nossas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em sua origem l\u00ednguas distintas, Natal parece, em alguns momentos, guardar, reter aquelas marcas que no encontro do corpo com a linguagem interpretam um gozo que fica e determina o que se segue preservando em meio a essa diversidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As dan\u00e7as que embalam os potiguares s\u00e3o distintas e parece convidar o corpo para se fazer vivo: Forr\u00f3, xote, bai\u00e3o, reggae, arrocha, dentre outros. A dan\u00e7a do boi de reis tamb\u00e9m conhecida como bumba meu boi, mistura o teatro popular portugu\u00eas e as culturas ind\u00edgena e africana, contando a hist\u00f3ria do roubo, morte e ressurei\u00e7\u00e3o de um boi. Conta a lenda, que um vaqueiro escravizado, chamado pai Francisco, para satisfazer os desejos da sua esposa escrava gr\u00e1vida, Catirina, que queria comer a l\u00edngua do animal, sacrifica o boi mais bonito do rebanho. O dono da fazenda enfurecido persegue ao casal para mata-los. O drama se resolve quando curandeiros e o padre s\u00e3o chamados para intervir e conseguem a ressurei\u00e7\u00e3o do boi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destacamos que viveu em Natal C\u00e2mara Cascudo, mestre que em seu legado, pesquisou sobre o folclore. Pensemos neste campo como uma das tentativas do homem buscar nomear e interpretar aquilo que atravessa a sua vida, envolvendo a origem, o amor, o \u00f3dio, a morte e demais acontecimentos que afetando ao falasser, o p\u00f5e a tecer interpreta\u00e7\u00f5es sobre o que o habita e o constitui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Natal, com seus encantos e hist\u00f3rias nos convida a fazermos barulho e interpret\u00e1-lo.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Ana Aparecida Rocha<\/strong><\/em><\/h5>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;2&#8243; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]Natal,\u00a0 a nossa querida &#8220;Cidade do Sol&#8221;, tamb\u00e9m ganhou fama mundial como a cidade com o ar mais puro das Am\u00e9ricas. Por sua posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, est\u00e1 localizada na pontinha\u00a0 do continente, os ventos sopram do mar e afastam o ar polu\u00eddo. Essa circula\u00e7\u00e3o natural do vento traz\u00a0 uma brisa suave e constante, que torna o clima um convite para voc\u00ea vir e sentir tamb\u00e9m o \u201cclima\u201d\u00a0 nossa VI Jornada.<\/p>\n<p>Mais do que paisagens lindas e muita hist\u00f3ria, nossa capital te convida a viver momentos inesquec\u00edveis: seja dando uma boa caminhada \u00e0 beira-mar, se aventurando em passeios emocionantes (cuidado com a emo\u00e7\u00e3o!) ou saboreando o melhor da nossa gastronomia (estaremos bem perto dos restaurantes gostosos!).<\/p>\n<p>Apresentamos agora alguns dos nossos pontos de interesse:<\/p>\n<p><strong>Morro do Careca<\/strong><\/p>\n<p>Nossa Jornada acontecer\u00e1 num hotel na linda Praia de Ponta Negra, bem de cara com esta\u00a0 bela duna dourada cuja vegeta\u00e7\u00e3o nativa que a rodeia faz lembrar uma careca. Nas proximidades do Morro do Careca, as \u00e1guas s\u00e3o calmas e perfeitas para um banho de mar numa temperatura super agrad\u00e1vel. Que tal se juntar a n\u00f3s e dar um mergulho inesquec\u00edvel por l\u00e1?<\/p>\n<p><strong>Forte dos Reis Magos<\/strong><\/p>\n<p>Para ficar mais perto da nossa hist\u00f3ria passada, que tal tirar um tempinho para conhecer o Forte dos Reis Magos?\u00a0 Ber\u00e7o de Natal,\u00a0 ele come\u00e7ou a ser desenhado no dia de Reis (6 de janeiro de 1598) e, por isso, ganhou esse nome. A funda\u00e7\u00e3o oficial da nossa cidade aconteceu um ano depois, em um dia de Natal, em 25 de dezembro de 1599. Para chegar at\u00e9 l\u00e1, o caminho j\u00e1 \u00e9 um presente: voc\u00ea que est\u00e1 em Ponta Negra pode ir pela Via Costeira, curtindo um visual lindo \u00e0 beira-mar. O acesso ao Forte \u00e9 feito por por uma passarela na foz do Rio Potengi. L\u00e1 dentro, al\u00e9m de mergulhar nas nossas ra\u00edzes, voc\u00ea vai se encantar com uma das vistas mais bonitas da cidade: o abra\u00e7o do Rio Potengi com o mar e a imponente Ponte Newton Navarro.<\/p>\n<p><strong>Complexo Cultural da Rampa <\/strong><\/p>\n<p>O Complexo Cultural Rampa \u2014 ou carinhosamente Museu da Rampa \u2014 \u00e9 um daqueles cantinhos m\u00e1gicos em Natal que guardam nossa hist\u00f3ria \u00e0s margens do Rio Potengi, bem ali em Santos Reis. Mais do que um ponto tur\u00edstico, ele \u00e9 o cen\u00e1rio perfeito para contemplar um dos entardeceres mais bonitos da nossa capital, com uma vista privilegiada da Ponte Newton Navarro. O espa\u00e7o, que na Segunda Guerra Mundial acolhia hidroavi\u00f5es e deu a Natal o t\u00edtulo de &#8220;Trampolim da Vit\u00f3ria&#8221;, hoje re\u00fane o Complexo que inclui o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador e o Gr\u00eamio da Rampa em um ambiente vivo, cheio de eventos, exposi\u00e7\u00f5es, cursos e oficinas. \u00c9 um convite para passear pelo tempo, mergulhando em fotos, mem\u00f3rias e objetos militares de uma \u00e9poca em que nossa cidade foi o cora\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gico do mundo.<\/p>\n<p><strong>Museu C\u00e2mara Cascudo<\/strong><\/p>\n<p>Mais do que o maior museu do Rio Grande do Norte, o Museu C\u00e2mara Cascudo (MCC) \u00e9 um espa\u00e7o vivo de encontro e descobertas. Carinhoso guardi\u00e3o da nossa hist\u00f3ria, ele fica do bairro Tirol, e pertence \u00e0 Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Al\u00e9m de guardar pe\u00e7as preciosas, o museu interage com a comunidade, despertando a curiosidade de quem chega,\u00a0 compartilhando conhecimento com todo mundo.<\/p>\n<p><strong>Parque Dom Nivaldo Monte<\/strong><\/p>\n<p>O Parque da Cidade \u00e9 uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o dentro da cidade. Ele preserva 154 hectares de dunas, Mata Atl\u00e2ntica e Caatinga, sendo o habitat de mais de 370 esp\u00e9cies de plantas e animais \u2014 como a rara Orqu\u00eddea Catleia. Inaugurado em 2008, o espa\u00e7o homenageia um grande amante da natureza e traz a assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer, que projetou uma torre de 45 metros e no seu topo tem uma estrutura arrojada que lembra um olho humano.\u00a0 O famoso &#8220;olho&#8221; de Niemeyer garante uma das vistas panor\u00e2micas mais bonitas do Natal.\u00a0\u00a0 \u00c9 um bom espa\u00e7o\u00a0 para voc\u00ea caminhar por trilhas pavimentadas (s\u00e3o 6,5 km!) e, se tiver disposi\u00e7\u00e3o\u2026praticar esportes.<\/p>\n<p>Ainda d\u00e1 tempo de se inscrever em nossa jornada e desfrutar de nossos encantos.<\/p>\n<h5><em><strong>Juliana Castro<\/strong><\/em><\/h5>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;2&#8243; css=&#8221;&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<h1><span style=\"color: #000000;\"><strong>Natal em cena<\/strong><\/span><\/h1>\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><em><strong>Fotos: Glauber Dantas<\/strong><\/em><\/span><\/h3>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_masonry_media_grid item=&#8221;masonryMedia_SlideWithTitleAndCaption&#8221; css=&#8221;&#8221; initial_loading_animation=&#8221;fadeIn&#8221; grid_id=&#8221;vc_gid:1787679895783-021c5a6d-83a7-6&#8243; include=&#8221;515,519,529,530,520,521,522,523,524,525,526&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] Teria o pequeno pr\u00edncipe comido ginga com tapioca e tomado banho na redinha? 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