{"id":324,"date":"2026-06-08T16:12:45","date_gmt":"2026-06-08T19:12:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/?page_id=324"},"modified":"2026-09-12T17:36:32","modified_gmt":"2026-09-12T20:36:32","slug":"referencias","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/referencias-bibliograficas\/referencias\/","title":{"rendered":"Refer\u00eancias"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-136\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/REFERENCIAS-BIBLIOGRAFICAS-300x18.png\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"35\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/REFERENCIAS-BIBLIOGRAFICAS-300x18.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/REFERENCIAS-BIBLIOGRAFICAS-1024x62.png 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/REFERENCIAS-BIBLIOGRAFICAS-768x46.png 768w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/REFERENCIAS-BIBLIOGRAFICAS-1536x92.png 1536w, https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/REFERENCIAS-BIBLIOGRAFICAS.png 1778w\" sizes=\"auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><br \/>\n<\/strong><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000080;\">Para instigar<\/span> <\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre as in\u00fameras p\u00e9rolas recolhidas no trabalho de pesquisa da Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias, destacamos algumas para uma pequena interven\u00e7\u00e3o em forma de coment\u00e1rio acerca de algumas passagens cruciais em Freud, Lacan e Miller que remetem ao tema da nossa Jornada. Entregamos a primeira delas, para instigar outras elabora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Cassandra Dias<br \/>\n<\/strong>Coordenadora da Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias<\/em>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-bottom-width:3px;border-color:var(--wpex-accent-alt);\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Rosemarie Mooneyhan<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud, em \u2018Recomenda\u00e7\u00f5es ao m\u00e9dicos que praticam a psican\u00e1lise\u2019 (1912) nos presenteia com uma cita\u00e7\u00e3o brilhante e atual: \u201cO m\u00e9dico deve ser opaco para o analisando, e, tal como um espelho, n\u00e3o mostrar sen\u00e3o o que lhe \u00e9 mostrado.\u201d \u00b9 Nesse texto, ele oferece regras t\u00e9cnicas, baseadas em sua trajet\u00f3ria de longos anos de experi\u00eancia. Especificamente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cita\u00e7\u00e3o destacada, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que o analista evite oferecer ao analisante sugest\u00f5es ou respostas que venham tamponar as constru\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio analisante. \u00c9 importante que o analista sustente uma presen\u00e7a com a escuta atenta aos ditos e forma\u00e7\u00f5es do analisante. \u201cSer opaco\u201d, n\u00e3o significa estar ausente, e sim, uma maneira de se abster de ocupar o lugar de saber sobre o<em> falasser, <\/em>sustentando o lugar de objeto <em>a<\/em> causa do desejo, para que o mesmo possa produzir algo de singular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A recomenda\u00e7\u00e3o de Freud de que o analista seja \u201copaco\u201d e funcione como um espelho adquire um relevo particular ao pensarmos a quest\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o. Ao n\u00e3o oferecermos um saber pronto ao analisante, o analista evita que a interpreta\u00e7\u00e3o se degrade em sugest\u00e3o ou em imposi\u00e7\u00e3o de sentido. Essa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 decisiva sobretudo diante do del\u00edrio, tal como Freud o aborda no caso Schreber: \u201co que consideramos produto da doen\u00e7a, a forma\u00e7\u00e3o delirante, \u00e9 na realidade tentativa de cura, reconstru\u00e7\u00e3o.\u201d \u00b2 Se o analista abandona a opacidade e se coloca como aquele que sabe, corre o risco de entrar na l\u00f3gica delirante, seja confirmando-a, seja combatendo-a, em ambos os casos, dando consist\u00eancia. A opacidade recomendada por Freud, ao contr\u00e1rio, sustenta um lugar onde a palavra do analisante pode se desdobrar sem ser capturada, permitindo que a interpreta\u00e7\u00e3o incida n\u00e3o como explica\u00e7\u00e3o, mas como corte, deslocamento ou pontua\u00e7\u00e3o. A interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o visa revelar um sentido oculto, mas operar sobre o gozo.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<br \/>\n1.FREUD, Sigmund. (1912) Recomenda\u00e7\u00f5es ao m\u00e9dico que pratica a psican\u00e1lise. Obras completas, volume 10: Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia: (\u201cO caso Schreber\u201d) artigos sobre t\u00e9cnica e outros textos (1911-1913). Tradu\u00e7\u00e3o Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. Ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016. P. 159<br \/>\n2. FREUD, Sigmund. (1912) Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paranoia (dementia paranoides) relatado em autobiografia. Obras completas, volume 10: Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia: (\u201cO caso Schreber\u201d) artigos sobre t\u00e9cnica e outros textos (1911-1913). Tradu\u00e7\u00e3o Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. Ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016. P. 94<\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; css=&#8221;&#8221;][vc_empty_space][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<blockquote><p><em>\u201cOs sonhos e os del\u00edrios surgem de uma mesma fonte \u2013 do que \u00e9 reprimido. Poder\u00edamos dizer que os sonhos s\u00e3o os del\u00edrios fisiol\u00f3gicos das pessoas normais.\u201d (p. 61)<br \/>\n<\/em>FREUD, S. \u2018Gradiva\u2019 de Jensen e outros trabalhos. Volume IX (1906-1908), Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas de Sigmund Freud. Dire\u00e7\u00e3o da Ed. Brasileira: Jayme Salom\u00e3o. Imago Editora, RJ, 1996.<\/p><\/blockquote>\n<h5><em><strong>J\u00falio Garcia<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Pela Comiss\u00e3o de refer\u00eancias <\/em><\/h5>\n<p>O que \u00e9 a realidade? Normalmente opomos a realidade da vida acordada \u00e0 ilus\u00e3o do sonho, mas nem tudo tem de ser assim, como o monge que sonha ser uma borboleta e, ao acordar, se pergunta se era um homem que sonhou ser borboleta, ou \u00e9 uma borboleta sonhando ser homem. O incr\u00edvel dessa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 sua aparente irrefutabilidade. Mas Freud nos permite \u00a0ir para al\u00e9m dessa oposi\u00e7\u00e3o entre falso e verdadeiro, demonstrando como as ilus\u00f5es, os erros e as mentiras podem contar alguma verdade sobre o sujeito.<\/p>\n<p>\u00c9 o mesmo com o del\u00edrio, n\u00e3o \u00e9 simplesmente \u00edndice do falseamento da realidade ou de uma doen\u00e7a mental, mas coloca a c\u00e9u aberto a verdade dura do ser falante: a realidade de cada um s\u00f3 pode ser experimentada por meio de uma inven\u00e7\u00e3o feita a partir dos significantes mestres contingentes e singulares. A vida que cada um encontra \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o dessas conting\u00eancias, e a an\u00e1lise \u00e9 o espa\u00e7o em que podemos alargar um pouco essa interpreta\u00e7\u00e3o, encontrar novas ou revisar as antigas. A interpreta\u00e7\u00e3o do psicanalista visa atuar justamente a\u00ed, para al\u00e9m do verdadeiro e do falso; seu fiador s\u00e3o seus efeitos. \u00c9 um pouco como os poetas, n\u00e3o? N\u00e3o est\u00e3o preocupados se seus textos s\u00e3o falsos ou verdadeiros, mas nos efeito que podem produzir em quem os l\u00ea.<\/p>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_tta_accordion title_tag=&#8221;h1&#8243; section_title_tag=&#8221;h3&#8243; style=&#8221;modern&#8221; active_section=&#8221;-999&#8243; collapsible_all=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;FREUD&#8221; tab_id=&#8221;1781893270011-2ac8ccda-2974&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Comunica\u00e7\u00e3o Preliminar [1893]. In: BREUER, J; FREUD, S. <strong>Estudos sobre a histeria.<\/strong> Edi\u00e7\u00e3o standard das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. v. II. Rio de Janeiro: Imago, 1974. p. 41-59.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. II Casos cl\u00ednicos (5) Fra\u00fclein Elizabeth von R [1893-1895]. In: BREUER, J; FREUD, S. <strong>Estudos sobre a histeria.<\/strong> Edi\u00e7\u00e3o standard das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. v. II. Rio de Janeiro: Imago, 1974. p. 184-231.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. A psicoterapia da histeria [1893-1895]. In: BREUER, J; FREUD, S. <strong>Estudos sobre a histeria<\/strong>. Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. v. II. Rio de Janeiro: Imago, 1974. p. 309-367.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Carta 52 [1896]. In: ______. <strong>A correspond\u00eancia completa de Sigmund Freud para Wilhelm Fliess<\/strong>. Editado por J. M. Masson. Rio de Janeiro: Imago, 1986. p. 208-216.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Etiologia da histeria [1896]. In: ______. <strong>Edi\u00e7\u00e3o standard das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/strong>. v. III. Rio de Janeiro: Imago, 1974. p. 215-249.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. <strong>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos [1900]<\/strong>. In: ______. Obras completas. v. IV. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 13-678.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Sobre os sonhos (1901). In: ______. <strong>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos (II) e Sobre os sonhos (1900-1901).<\/strong> Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud. v. V. Tradu\u00e7\u00e3o de Jayme Salom\u00e3o. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 651-699.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. <strong>Psicopatologia da vida cotidiana<\/strong> [1901]<strong>.<\/strong> In: ______. Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud. v. VI. Tradu\u00e7\u00e3o de Jayme Salom\u00e3o. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 13-279.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. O m\u00e9todo psicanal\u00edtico freudiano (1904[1905]). In: ______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2019. p. 51-61.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. An\u00e1lise fragment\u00e1ria de uma histeria [1905]. In: ______. <strong>Tr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade, an\u00e1lise fragment\u00e1ria de uma histeria (\u201cO caso Dora\u201d) e outros textos (1901-1905). <\/strong>Obras completas. v. VI. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016. p.173-320.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Sobre a psicoterapia [1905]. In: ______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017. p. 63-77.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. \u2018Gradiva\u2019 de Jensen e outros trabalhos [1907]<strong>.<\/strong> In: ______. <strong>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas de Sigmund Freud<\/strong>. v. IX (1906-1908). Tradu\u00e7\u00e3o de Jayme Salom\u00e3o. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 19-85.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Cinco li\u00e7\u00f5es de psican\u00e1lise [1910]. In: ______. <strong>Cinco li\u00e7\u00f5es de psican\u00e1lise, Leonardo da Vinci e outros trabalhos (1910).<\/strong> Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud, v. XI. Tradu\u00e7\u00e3o de Jayme Salom\u00e3o. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 17-66.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Sobre psican\u00e1lise &#8220;selvagem&#8221; [1910]. In: _______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017. p. 81-91.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paranoia (dementia paranoides) relatado em autobiografia [1911]. In: ______. <strong>Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia: (\u201cO caso Schreber\u201d): artigos sobre t\u00e9cnica e outros textos (1911-1913). <\/strong>Obras completas. v. X. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016. p. 21-86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. O uso da interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos na psican\u00e1lise [1911]. In: ______. <strong>Observa\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia (\u201cO caso Schreber\u201d): artigos sobre t\u00e9cnica e outros textos (19 11-1913).<\/strong> Obras completas. v. X: Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016. p. 122-132.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. A din\u00e2mica da transfer\u00eancia [1912]<strong>.<\/strong>\u00a0 In: ______. <strong>Artigos sobre a t\u00e9cnica (1911-1915 [1914])<\/strong>. Edi\u00e7\u00e3o Standard das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud, v. XII. Rio de Janeiro: Imago, 1976. p. 131-143.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Recomenda\u00e7\u00f5es ao m\u00e9dico que pratica a psican\u00e1lise [1912]. In: ______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017. p.93-106.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Sobre o in\u00edcio do tratamento [1913]. In: ______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017. p.121-149.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 hist\u00f3ria do movimento psicanal\u00edtico [1914]. In: ______. T<strong>otem e tabu, contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria do movimento psicanal\u00edtico e outros textos (1912-1914).<\/strong> Obras completas. v. XI. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 245-327.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Recordar, repetir e elaborar [1914]. In: ______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017. p.151-164.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Observa\u00e7\u00f5es sobre o amor transferencial [1914]. In: ______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017. p.165-182.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. A Repress\u00e3o [1915]. In: <strong>______. Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo: ensaios de metapsicologia e outros textos (1914-1916)<\/strong>. <strong>Obras completas. <\/strong>v. XII<strong>.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 82-98.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Artigos sobre a metapsicologia [1915]. In: ______. <strong>Edi\u00e7\u00e3o Standard das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/strong>. v. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1974. p. 123-245.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. <strong>Confer\u00eancias introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise [1916-1917]<\/strong>. In:______. Obras completas. v. XIII. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1.\u00a0 ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 14-613.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Al\u00e9m do princ\u00edpio de prazer [1920]. In: _____. <strong>Hist\u00f3ria de uma neurose infantil (\u201cO homem dos lobos\u201d): al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer e outros textos (1917-1920).\u00a0 Obras completas. <\/strong>v. XIV. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 161-239.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Psicologia das massas e an\u00e1lise do eu [1921]. In: ______. <strong>Cultura, sociedade e religi\u00e3o. O mal-estar na cultura e outros escritos.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Maria Rita Salzano Moraes. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020. p.137-232.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. O Eu e o Id [1923]. In: ______. <strong>O eu e o id, \u201cautobiografia\u201d e outros textos (1923-1925). Obras completas. v. XVI<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 13-74.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Neurose e Psicose [1924]. In: ______. <strong>O eu e o id, \u201cautobiografia\u201d e outros textos (1923-1925). Obras completas. v. XVI<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011. p.176-183.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. A perda da realidade na neurose e na psicose [1924]. In: ______. <strong>O eu e o id, \u201cautobiografia\u201d e outros textos (1923-1925). Obras completas. v. XVI<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011. p.214-221.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. O problema econ\u00f4mico do masoquismo [1924]. In: ______. <strong>Neurose, psicose e pervers\u00e3o.<\/strong>\u00a0 Tradu\u00e7\u00e3o de Maria Rita Salzano Moraes. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2024. p.287-304.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Autobiografia [1925]. In: ______. <strong>O eu e o id, \u201cautobiografia\u201d e outros textos (1923-1925). Obras completas. v. XVI<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011. p.75-167.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. (1925b). A nega\u00e7\u00e3o [1925]. In: ______. <strong>Neurose, psicose e pervers\u00e3o.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Maria Rita Salzano Moraes. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2024. p.305-314.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Inibi\u00e7\u00f5es, sintomas e ansiedade (1926 [1925]). In: ______. <strong>Um estudo autobiogr\u00e1fico inibi\u00e7\u00f5es, sintomas e ansiedade, a quest\u00e3o da an\u00e1lise leiga e outros trabalhos.<\/strong> Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud. v. XX. Rio de Janeiro: Imago, 1976. p. 95-201.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. (1926) A quest\u00e3o da an\u00e1lise leiga: conversas com um interlocutor imparcial [1926]. In: ______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017. p. 205-289.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. <strong>O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o [1929]<\/strong>. Edi\u00e7\u00e3o standard das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud, v. XXI. Rio de Janeiro: Imago, 1974. p. 75-254.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Por que a guerra? [1933]. In: ______.<strong> O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o, novas confer\u00eancias introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise e outros textos (1930-1936)<\/strong>. Obras completas. v. XVIII. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011. p.417-435.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. An\u00e1lise finita e infinita [1937]. In: ______. <strong>Fundamentos da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Tradu\u00e7\u00e3o de Claudia Dornbusch. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017. p.361-364.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Constru\u00e7\u00f5es na an\u00e1lise [1937]. In: ______. <strong>Mois\u00e9s e o monote\u00edsmo, Comp\u00eandio de psican\u00e1lise e outros textos (1937-1939)<\/strong>. <strong>Obras completas. <\/strong>v. XIX<strong>. <\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 327-344.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. Mois\u00e9s e o monote\u00edsmo [1937]. In: ______. <strong>Mois\u00e9s e o monote\u00edsmo, Comp\u00eandio de psican\u00e1lise e outros textos (1937-1939)<\/strong>. <strong>Obras completas. <\/strong>v. XIX<strong>. <\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011. p-13-188.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREUD, Sigmund. (1940) Comp\u00eandio de psican\u00e1lise [1940]. In: ______. <strong>Mois\u00e9s e o monote\u00edsmo, Comp\u00eandio de psican\u00e1lise e outros textos (1937-1939)<\/strong>. <strong>Obras completas. <\/strong>v. XIX<strong>. <\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 189-273.<\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_accordion][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-bottom-width:3px;border-color:var(--wpex-accent-alt);\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<em><strong>Liana Feldman<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&#8220;Com a oferta, criei a demanda&#8221;, diz Lacan ao concluir o item 7 do texto <em>A dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder<\/em>, nos Escritos. Com a oferta de falar, o sujeito demanda a cura, o conhecimento da psican\u00e1lise, &#8220;mas ele sabe muito bem que isso seriam apenas palavras&#8221;. P. 623<\/p>\n<p>Lacan se op\u00f5e \u00e0s inser\u00e7\u00f5es de sentido numa an\u00e1lise. N\u00e3o atender\u00e1 \u00e0 essa demanda imagin\u00e1ria curativa. Prescinde da tradi\u00e7\u00e3o da psicologia com os jogos de palavras e protocolos, e sugere que a escuta do analista seja para-al\u00e9m do discurso, podendo ouvir o indiz\u00edvel. A interpreta\u00e7\u00e3o reside nisso que surge sem-sentido, apontando com o corte o n\u00facleo do gozo, em vez de dissertar supostas elucida\u00e7\u00f5es a respeito do sujeito.<\/p>\n<p>Assim, Lacan difere o caminho de ouvir e de auscultar. Essa ausculta que tenta traduzir, com base no imagin\u00e1rio do analista, somente d\u00e1 for\u00e7a ao eu do analisante, e no que confirmamos em nossa pr\u00e1tica atual, tamb\u00e9m ao sintoma. Para explicar a escuta do indiz\u00edvel, ele sintetiza: &#8220;o que escuto \u00e9 por ouvir&#8221;, P. 622. E logo em seguida lan\u00e7a: &#8220;ouvir n\u00e3o me for\u00e7a a compreender.&#8221; P. 623.<\/p>\n<p>A frase soa enigm\u00e1tica. \u00c9 uma redu\u00e7\u00e3o que se faz aforismo, e Lacan explica: o que se ouve \u00e9 um discurso, mesmo que seja uma interjei\u00e7\u00e3o ou qualquer outra parte com efeitos de sintaxe numa l\u00edngua determinada. Dessa maneira, as sutilezas s\u00e3o ouvidas numa an\u00e1lise, ainda que indiz\u00edveis ou incompreendidas. Um barulho da l\u00edngua, um ponto de real.<\/p>\n<p>Lacan acrescenta que, se compreende algo, tem a certeza de estar enganado. Por qu\u00ea? Como ele se afasta da interpreta\u00e7\u00e3o enquanto tradu\u00e7\u00e3o ou sentido, prescindindo do imagin\u00e1rio do analista, abre o campo da escuta para o que ressoa do real. O para-al\u00e9m do discurso que aproxima o sujeito da verdade e provoca as nossas reflex\u00f5es: &#8220;ser\u00e1 esse o procedimento da an\u00e1lise, um progresso da verdade?&#8221; P. 622. Uma an\u00e1lise que preserva o indiz\u00edvel.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h6><strong style=\"color: #092744; font-size: 1em;\">REFER\u00caNCIAS<br \/>\n<\/strong>LACAN, Jacques. A dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder [1958]. In: ______. <strong>Escritos<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. 1. ed. Rio de Janeiro: Schwarcz, 2020. p. 591-652.<\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<blockquote><p>\u201c<em>A interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 submetida \u00e0 prova de uma verdade que se decida por um sim ou n\u00e3o, mas desencadeia a verdade como tal. S\u00f3 \u00e9 verdadeira na medida em que \u00e9 verdadeiramente seguida<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><strong>\u00a0<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Socorro Soares<\/strong><\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o ao t\u00edtulo do Semin\u00e1rio <em>De um discurso que n\u00e3o fosse semblante, <\/em>Lacan o decomp\u00f5e iniciando por \u201c<em>De um discurso\u201d <\/em>passando em seguida ao \u201c<em>Semblante\u201d<\/em>, sobre o qual enfatiza n\u00e3o ser semblante de discurso por n\u00e3o submeter um significado \u00e0 prova do sim e do n\u00e3o. Exato nessa se\u00e7\u00e3o encontra-se a cita\u00e7\u00e3o supramencionada. Principiarei pela passagem que a precede: \u201c<em>Se a experi\u00eancia anal\u00edtica acha-se implicada, <\/em>[&#8230;]<em>\u00e9 justamente por preservar a contund\u00eancia da enuncia\u00e7\u00e3o do or\u00e1culo e, eu diria ainda, porque a interpreta\u00e7\u00e3o<\/em>[&#8230;] <em>ela s\u00f3 \u00e9 verdadeira por suas consequ\u00eancias, tal como o or\u00e1culo.<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o, sendo a interpreta\u00e7\u00e3o tal qual enuncia\u00e7\u00e3o do or\u00e1culo, \u00e9 aproxim\u00e1-los pela via do enigma, do meio-dizer, sobre o que Lacan enfatiza: \u201cn\u00e3o revela nem oculta: (\u2026) ele faz signo\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Retomemos a cita\u00e7\u00e3o, decompondo-a. Se \u201c<em>A interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 submetida \u00e0 prova de uma verdade que decida por um sim ou n\u00e3o, mas desencadeia a verdade como tal.\u201d,<\/em> sai do campo do falso ou verdadeiro para seguir num <em>entre <\/em>que n\u00e3o se encerra ao rigor bin\u00e1rio, de um ou do outro, mas subverte-o e prossegue pelo enigm\u00e1tico imposs\u00edvel de uma <em>verdade toda, <\/em>a verdade mentirosa. \u201c<em>S\u00f3 \u00e9 verdadeira na medida em que \u00e9 verdadeiramente seguida.<\/em>\u201d, anuncia efeitos, efeitos de verdade e, se efeitos, ent\u00e3o, \u00e9 verdadeira por ter consequ\u00eancias, tal qual a enuncia\u00e7\u00e3o oracular, <em>a posteriori<\/em> e alheia de sentido. Um meio-dizer \u00e0quilo do inacabado&#8230; resta a cada um o que pode inventar&#8230;<em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201c\u00c9 ser inventado<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>hora ap\u00f3s hora e nunca ficar pronta nossa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>edi\u00e7\u00e3o convincente\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LACAN, Jacques.\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o ao t\u00edtulo deste semin\u00e1rio.\u00a0<strong>O Semin\u00e1rio livro 18: de um discurso que n\u00e3o fosse semblante (1971).\u00a0\u00a0<\/strong>In. ________; texto estabelecido por Jacques Alain Miller; vers\u00e3o final Nora Pessoa Gon\u00e7alves; prepara\u00e7\u00e3o de texto Andr\u00e9 Telles; tradu\u00e7\u00e3o<strong>\u00a0<\/strong>Vera Ribeiro. 1\u00ba ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. p.13<br \/>\n[2] Ibid.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>LACAN, J. \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 edi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de um primeiro volume dos Escritos\u201d.\u00a0<em>In<\/em>:\u00a0<strong>Outros Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003, p. 555.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <strong>ANDRADE, Carlos Drummond de.<\/strong> <em>Corpo<\/em>. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 63.<\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_tta_accordion title_tag=&#8221;h1&#8243; section_title_tag=&#8221;h3&#8243; style=&#8221;modern&#8221; active_section=&#8221;-999&#8243; collapsible_all=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;LACAN&#8221; tab_id=&#8221;1782827273559-24bbf659-1697&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]LACAN, Jacques. Carta a Francis Ponge, 11 de dezembro de 1972. <strong>La Cause du d\u00e9sir<\/strong>, Paris, n. 106, p. 14, jun. 2020.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Rumo a um significante novo. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211; Revista Brasileira e Internacional de Psican\u00e1lise<\/strong>, n\u00ba 22, ago.\u00a0 S\u00e3o Paulo, 1998. P. 5-16<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Confer\u00eancia em Genebra sobre o sintoma. In:\u00a0<strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>\u00a0\u2013 <strong>Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/strong>, n\u00ba 23 S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Eolia, 1998. P. 6 -16.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Vers un signifiant nouveau. <em>In<\/em>:\u00a0<strong>Ornicar?<\/strong><em>.<\/em>\u00a0n\u00ba. 17, 1979. P. 7\u201324.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. O triunfo da religi\u00e3o. In: <strong>O triunfo da religi\u00e3o: precedido de Discurso aos cat\u00f3licos.<\/strong> Rio de Janeiro: Zahar, 2005.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Transfer\u00eancia para Saint-Denis? Lacan a favor de Vincennes! <em>In<\/em>: <strong>Correio: Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/strong>, n. 65, abr. 2010.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Confer\u00eancias e entrevistas em universidades norte-americanas. Yale University, 1975. <strong>Silicet<\/strong>, Paris, n. 6\/7, p. 35, 1976.<\/p>\n<p>LACAN, Jaques. Fun\u00e7\u00e3o e campo da fala [1953]. <em>In<\/em>: ______. <strong>Escritos<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. 1\u00aa ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 238-324.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Variantes do tratamento-padr\u00e3o [1955]. <em>In<\/em>: _______. <strong>Escritos. <\/strong>\u00a0Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. P. 325-364.<\/p>\n<p>LACAN, Jaques. A inst\u00e2ncia da letra no inconsciente ou a raz\u00e3o desde Freud. <em>In<\/em>: ______. <strong>Escritos<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. 1\u00aa ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 496-536.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. A dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios do seu poder [1958]. <em>In<\/em>: _______. <strong>Escritos. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. P. 591\u2013652.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Subvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano (1960). <em>In<\/em>: _______. <strong>Escritos. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. P. 807-842.<\/p>\n<p>LACAN, Jaques. Posi\u00e7\u00e3o do inconsciente. <em>In<\/em>: ______. <strong>Escritos<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. 1\u00aa ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 843-864.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Lituraterra. <em>In<\/em>: ______. <strong>Outros Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. P. 15-25.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. \u201cTalvez em Vincennes&#8230;\u201d. <em>In<\/em>: ______. \u00a0<strong>Outros Escritos<\/strong><em>. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. P. 316 &#8211; 318.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o das psicoses: A significa\u00e7\u00e3o do del\u00edrio [1955]. In: ______. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 3: As psicoses [1955-1956]<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1985. p. 09 &#8211; 69.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Tem\u00e1tica e estrutura do fen\u00f4meno psic\u00f3tico: O fen\u00f4meno do psic\u00f3tico e seu mecanismo [1956]. In: ______.\u00a0 <strong>O Semin\u00e1rio, livro 3: As psicoses [1955-1956]<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1985. p.71-181.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Do significante e do significado: Met\u00e1fora e meton\u00edmia (I) \u201cAs gerbe n\u2019\u00e9tait point avare, ni haineuse\u201d [1956].\u00a0 In: ______.\u00a0 <strong>O Semin\u00e1rio, livro 3: As psicoses [1955-1956]<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1985. p.183-277<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Introdu\u00e7\u00e3o: Explica\u00e7\u00e3o fundamental [1958]. In: ______.\u00a0 <strong>O Semin\u00e1rio, livro 6: O desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o [1958-1959]<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 2016. p.09-51.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques:\u00a0 Sobre um sonho analisado por Ella Sharpe: A mensagem da tossezinha [1959]. In: ______.\u00a0 <strong>O Semin\u00e1rio, livro 6: O desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o [1958-1959]<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 2016. p.149-251.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques: Conclus\u00e3o e Abertura: Rumo \u00e0 sublima\u00e7\u00e3o [1959]. In: ______. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 6: O desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o [1958-1959]<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 2016. p.501-520.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Da interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0 transfer\u00eancia.\u00a0<strong>O Semin\u00e1rio livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise [1964].\u00a0 <\/strong>In. ________; texto estabelecido por Jacques Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o M. D. Magno. 2\u00ba ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. P. 237-254.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Babaquice da verdade (1967). <em>In:______. <\/em><strong>O Semin\u00e1rio: livro 15, o ato psicanal\u00edtico.<\/strong> Rio de Janeiro: Zahar, 2025. P. 27-44.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques.\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o ao t\u00edtulo deste semin\u00e1rio. <em>In<\/em>: ________. <strong>O Semin\u00e1rio livro 18: de um discurso que n\u00e3o fosse semblante [1971].\u00a0 <\/strong>Texto estabelecido por Jacques Alain Miller; vers\u00e3o final Nora Pessoa Gon\u00e7alves; prepara\u00e7\u00e3o de texto Andr\u00e9 Telles; tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. 1\u00ba ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. P. 9-21<\/p>\n<p>LACAN, Jaques.<strong>\u00a0<\/strong>Li\u00e7\u00f5es sobre <em>lituraterra.<\/em> I<em>n:<\/em> ________. <strong>O Semin\u00e1rio livro 18: de um discurso que n\u00e3o fosse semblante (1971).\u00a0 <\/strong>Texto estabelecido por Jacques Alain Miller; vers\u00e3o final Nora Pessoa Gon\u00e7alves; prepara\u00e7\u00e3o de texto Andr\u00e9 Telles; tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. 1\u00ba ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. P. 105-119.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. No campo do Uniano. <em>In:<\/em> ________. <strong>O semin\u00e1rio, livro 19: \u2026 ou pior [1971-1972].<\/strong> Texto estabelecido por Jacques Alain Miller; Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2012. p. 121-131.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda<\/strong> [1972-1973]. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>LACAN, Jacques. A fun\u00e7\u00e3o do inscrito. <strong>O Semin\u00e1rio Livro 20: Mais, ainda [1972-1973]<\/strong>. In. ________; texto estabelecido por Jacques Alain Miller; vers\u00e3o brasileira de m. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. p. 32-43.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Li\u00e7\u00e3o de 11 de fevereiro de 1975. O semin\u00e1rio, livro 22: R.S.I. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. <em>In:<\/em> <strong>Ornicar?,<\/strong> Paris, n. 4, 1975. P. 95-96.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <strong>O semin\u00e1rio, livro 23: Le sinthome<\/strong>. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Paris: Seuil, 2005.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Do uso l\u00f3gico do sinthoma ou Freud com Joyce. <em>In: _______.<\/em> <strong>O Semin\u00e1rio: livro 23: O sinthoma <\/strong><strong>[1975-1976]<\/strong><strong>. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. P. 11-26.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques.\u00a0Do inconsciente ao real. <em>In:<\/em> ________. <strong>O semin\u00e1rio livro 23: O Sinthoma [1975-1976]<\/strong>. Texto estabelecido por Jacques Alain Miller; Trad. S\u00e9rgio Laia. Rio de Janeiro; revis\u00e3o Andr\u00e9 Telles. 1\u00aa ed. Zahar, 2007. p 125-138.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Li\u00e7\u00e3o IV de 11 jan. 1977. <em>In:<\/em> ________. <strong>Le S\u00e9minaire livre 24: L&#8217;insu que sait de l&#8217;une-b\u00e9vue s&#8217;aile \u00e0 mourre [1976-1977]<\/strong>. Texto in\u00e9dito.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. Prefacio a la edici\u00f3n inglesa del Seminario XI [1976]. <strong>Escuela de la Orientaci\u00f3n Lacaniana &#8211; EOL<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/entrelibroseol.com\/entretextos\/politicos\/lacan-jacques_prefacio-a-la-edicion-inglesa-del-seminario.pdf\">https:\/\/entrelibroseol.com\/entretextos\/politicos\/lacan-jacques_prefacio-a-la-edicion-inglesa-del-seminario.pdf<\/a>&gt; Acessado em: 10\/06\/2026.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_accordion][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-bottom-width:3px;border-color:var(--wpex-accent-alt);\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<em><strong>Marcella Ribeiro<\/strong><\/em><\/p>\n<blockquote><p>\u201c\u00c9 porque o analista est\u00e1 presente e dirige a constru\u00e7\u00e3o que o inconsciente adquire sentido e se interpreta.\u201d<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Uma psican\u00e1lise tem estrutura de fic\u00e7\u00e3o. In: ______. <strong>Aposta no passe<\/strong>: seguido de 15 testemunhos de Analistas da Escola, membros da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Organiza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Ana Lydia Santiago. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2018, p 101.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em <em>Uma psican\u00e1lise tem estrutura de fic\u00e7\u00e3o, <\/em>Miller afirma: \u201c\u00c9 porque o analista est\u00e1 presente e dirige a constru\u00e7\u00e3o que o inconsciente adquire sentido e se interpreta.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Assim, recoloca em evid\u00eancia a fun\u00e7\u00e3o do analista na constitui\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia anal\u00edtica. Sua formula\u00e7\u00e3o remete \u00e0 regra fundamental da associa\u00e7\u00e3o livre, pela qual o sujeito \u00e9 convidado a dizer tudo o que lhe ocorre, permitindo que sua fala encontre espa\u00e7o para se articular e produzir uma trama com efeitos de verdade. Miller tamb\u00e9m retoma uma formula\u00e7\u00e3o de Lacan, em <em>Fun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem em psican\u00e1lise, <\/em>segundo a qual o analista, em seu ato, ocupa o lugar de \u201csenhor da verdade\u201d, na medida em que suas interven\u00e7\u00f5es fazem a verdade variar.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse percurso que Miller introduz a distin\u00e7\u00e3o entre o inconsciente transferencial e o real. O primeiro \u00e9 efeito da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, constitu\u00eddo pela transfer\u00eancia e pass\u00edvel de interpreta\u00e7\u00e3o. O segundo escancara um ponto irredut\u00edvel ao sentido e opaco \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a e a dire\u00e7\u00e3o do analista encontram resson\u00e2ncia no dito: \u201cO inconsciente real \u00e9 o lugar do gozo opaco ao sentido, e em que se pode, <em>pela fic\u00e7\u00e3o,<\/em> come\u00e7ar a torn\u00e1-lo falador.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. Se, de um lado, sustenta-se a constru\u00e7\u00e3o da fic\u00e7\u00e3o anal\u00edtica e recolhe seus efeitos, de outro, \u00e9 por meio de seu ato que opera diante daquilo que escapa ao sentido, sem pretender reduzi-lo \u00e0 significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><sup> MILLER, Jacques-Alain. Uma psican\u00e1lise tem estrutura de fic\u00e7\u00e3o. In: __________. <strong>Aposta no passe: <\/strong>seguido de 15 testemunhos de Analistas da Escola, membros da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Organiza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Ana Lydia Santiago. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2018. P. 101<br \/>\n<\/sup><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><sup> MILLER, Jacques-Alain. Uma psican\u00e1lise tem estrutura de fic\u00e7\u00e3o. In: __________. <strong>Aposta no passe: <\/strong>seguido de 15 testemunhos de Analistas da Escola, membros da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Organiza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Ana Lydia Santiago. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2018. P. 101<\/sup><\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<blockquote><p><em>O psicanalista l\u00ea, mas n\u00e3o nos astros, n\u00e3o nas linhas da m\u00e3o, nem nas borras de caf\u00e9, nem em bolas de cristal; ele l\u00ea no que se diz.<\/em><\/p>\n<p>MILLER, 2010, p. 68.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Eliene Rodrigues<\/strong><\/p>\n<p>Um dizer \u00e9 da ordem de um acontecimento<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> (LACAN,1973), do que n\u00e3o se encadeia no discurso, do que escapa \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o. Quando a fala coloca em jogo um dizer, esvazia a suposi\u00e7\u00e3o de sentido, como destaca Lacan em seu \u00faltimo ensino. \u00c9 nesta perspectiva que Miller define a vertente da interpreta\u00e7\u00e3o como <em>\u201c<\/em>um for\u00e7amento por onde um psicanalista pode fazer soar outra coisa que o sentido\u201d (MILLER, 2010, p. 183), o que acontece quando desembara\u00e7a o dito para afirmar o dizer.<\/p>\n<p>Em <em>O semin\u00e1rio, livro 25: o momento de concluir<\/em>, Lacan afirma que o analisante diz mais al\u00e9m do que quer dizer. Ao ler \u201co que est\u00e1 a\u00ed\u201d no mais al\u00e9m, o analista opera um corte naquilo em que n\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7ao de dizer. \u00a0(LACAN, 1977-1978, in\u00e9dito). Isto \u00e9, \u201co que quer dizer\u201d est\u00e1 do lado do desejo, do inconsciente; enquanto o \u201co que est\u00e1 a\u00ed\u201d remete \u00e0 falha do saber, ao real, imposs\u00edvel de acessar. A interpreta\u00e7\u00e3o, enquanto ato de leitura, separa o \u201cdizer\u201d que ex-siste ao dito, evoca o gozo, produzindo, ao mesmo tempo, um corte e uma escrita. Neste espa\u00e7o singular, uma nova satisfa\u00e7\u00e3o pode surgir: \u201cO real como imposs\u00edvel n\u00e3o diz respeito ao que n\u00e3o acontece, mas \u00e0quilo que, ao se materializar, se escreve. \u00c9 o dito estranhamente novo que reescreve uma vida\u201d. (VIEIRA, 2024). \u00a0\u00c9 \u00a0nisso que se aposta em uma an\u00e1lise.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong style=\"color: #092744; font-size: 1em;\">REFER\u00caNCIAS<br \/>\n<\/strong>VIEIRA, M. A. Fazer an\u00e1lise do f\u00fatil ao fato.\u00a0 <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, S\u00e3o Paulo, EBP. n. 40. P.21-17, 2024.<br \/>\nLACAN, Jacques. <em>Les non-dupes errent<\/em> (1973-1974): s\u00e9ance du 18 d\u00e9cembre 1973. Paris: [s.n.]. In\u00e9dito.<br \/>\nLACAN, Jacques. O semin\u00e1rio, livro 25: <em>o momento de concluir<\/em> (1977-1978). In\u00e9dito.\u00a0 Li\u00e7\u00e3o de 20 de dezembro de 1977.<br \/>\nMILLER, Jacques-Alain. A palavra que fere. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 56\/57, p. 68, jul. 2010.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>N\u00e3o \u00e9 um acontecimento superficial (suforlant), n\u00e3o \u00e9 um momento do conhecer. [&#8230;] \u00c9 alguma coisa que est\u00e1 no corte. Nisso que nos determina enquanto n\u00e3o \u00e9 de jeito nenhum isto que se cr\u00ea.<\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_tta_accordion title_tag=&#8221;h1&#8243; section_title_tag=&#8221;h3&#8243; style=&#8221;modern&#8221; active_section=&#8221;-999&#8243; collapsible_all=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;MILLER&#8221; tab_id=&#8221;1786728678356-5b38fe20-693d&#8221;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]MILLER, Jacques-Allain. A psicose. In: I.Estrutura ( S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor ltda, 1997. p. 59-75.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. O significante In: I.Estrutura ( S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor ltda, 1997. p. 76-93.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>MILLER, Jacques-Alain. <strong>O osso de uma an\u00e1lise<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2015.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Uma psican\u00e1lise tem estrutura de fic\u00e7\u00e3o. In: ______. <strong>Aposta no passe<\/strong>: seguido de 15 testemunhos de Analistas da Escola, membros da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Organiza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Ana Lydia Santiago. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2018.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <strong>A f\u00e1brica de psicanalistas<\/strong>. Organiza\u00e7\u00e3o de Ana L\u00eddia Santiago. Rio de Janeiro: Contra-Capa, 2025.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. O escrito na fala. <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online<\/strong>, S\u00e3o Paulo, n. 8, jul. 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/nranterior\/numero8\/texto1.html\">Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Artigo<\/a>. Acesso em: 03.07.2026.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <strong>Percurso de Lacan<\/strong>: uma introdu\u00e7\u00e3o. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Efeito do retorno \u00e0 psicose ordin\u00e1ria. <strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana Online, nova s\u00e9rie<\/strong>, ano 1, v. 3, p. 1-30, nov. 2010. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_3\/efeito_do_retorno_psicose_ordinaria.pdf\">www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_3\/efeito_do_retorno_psicose_ordinaria.pdf<\/a>. Acesso em: 7 de jun. 2026.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. A palavra que fere. <strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/strong>, n. 56\/57. S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, julho de 2010. Pp. 67-70.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. A psicose. In: I Estrutura (S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 59-75.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. O significante In: I Estrutura (S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 76-93.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. Um caso cl\u00ednico de neurose obsessiva. In: I Estrutura (S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 94-111.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. Psican\u00e1lise e psiquiatria. In: I Estrutura (S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 121-137.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. Discurso do m\u00e9todo psicanal\u00edtico. In: III O m\u00e9todo psicanal\u00edtico (Curitiba, 1987). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 220-284.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. Respostas e quest\u00f5es em aberto. In: III O m\u00e9todo psicanal\u00edtico (Curitiba, 1987). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 268-284.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. A derris\u00e3o da epop\u00e9ia. In: V O desejo de Jacques Lacan (Salvador, 1991). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 387- 417.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain.\u00a0 A Escola de Lacan. In: VII Os paradoxos do psicanalista (S\u00e3o Paulo, 1992 &#8211; Rio de Janeiro e Salvador, 1994). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 523-550.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. XXIII Transferencia e interpretaci\u00f3n. In: <strong>Respuestas de lo real<\/strong>. Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s,2024. p. 391-409.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. XXIII Consistencia e Inconsistencia. In: <strong>Respuestas de lo real<\/strong>. Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s,2024. p. 139-153.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. O inconsciente e o corpo falante. In: <strong>O osso de uma an\u00e1lise. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 2015. p. 115-138.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>1, 2, 3, 4<\/strong>. <strong>Tomo 1: <\/strong>los cursos psicoanal\u00edticos de Jacques-Alain Miller. 1. ed. Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2021. p. 87.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. A inven\u00e7\u00e3o do del\u00edrio. <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana On-Line<\/strong>, n. 5, jan. 2009. (Confer\u00eancia proferida em Buenos Aires em 1995). Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/JAMDelir.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/JAMDelir.pdf<\/a>. Acesso em: 7 jul. 2023.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. A palavra que fere. <strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/strong>, n. 56\/57. S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, julho de 2010. Pp. 67-70.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>Aposta no passe: seguido de 15 testemunhos de Analistas da Escola, membros da EBP<\/strong>. Organiza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Ana Lydia Santiago. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2018, p. 110. (Cole\u00e7\u00e3o Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n. 14).<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Cl\u00ednica ir\u00f4nica. In: _________. <strong>Matemas I<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>Como terminam as an\u00e1lises: paradoxos do passe<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 2023. p. 97.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>El nacimiento del campo freudiano<\/strong>. Entrevista concedida em junho de 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gAVcOuaUyYM\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gAVcOuaUyYM<\/a>. Acesso em: 11 de junho de 2003.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Introduction \u00e0 l&#8217;\u00e9rotique du temps. <strong>La Cause freudienne<\/strong>, Paris, n. 56, p. 78, 2004.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. L&#8217;interpr\u00e9tation \u00e0 l&#8217;envers. <strong>La Cause freudienne<\/strong>, Paris, n. 32, p. 13, jan. 1996.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>Los signos del goce<\/strong>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010. p. 342-343.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. O mon\u00f3logo da aparola. <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online<\/strong>, nova s\u00e9rie, S\u00e3o Paulo, ano 3, n. 9, nov. 2012.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>Perspectiva dos Escritos e Outros escritos de Lacan<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 76-87.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>Todo el mundo es loco<\/strong>. 1. ed. 2. reimp. Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2023. cap. XII, p. 219-227; cap. XIII, p. 233-246.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. A psicose. In: I Estrutura (S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 59-75.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. O significante In: I Estrutura (S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 76-93.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. Um caso cl\u00ednico de neurose obsessiva. In: I Estrutura (S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 94-111.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. Psican\u00e1lise e psiquiatria. In: I Estrutura (S\u00e3o Paulo, 1981). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 121-137.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. Discurso do m\u00e9todo psicanal\u00edtico. In: III O m\u00e9todo psicanal\u00edtico (Curitiba, 1987). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 220-284.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. Respostas e quest\u00f5es em aberto. In: III O m\u00e9todo psicanal\u00edtico (Curitiba, 1987). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 268-284.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. A derris\u00e3o da epop\u00e9ia. In: V O desejo de Jacques Lacan (Salvador, 1991). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 387- 417.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain.\u00a0 A Escola de Lacan. In: VII Os paradoxos do psicanalista (S\u00e3o Paulo, 1992 &#8211; Rio de Janeiro e Salvador, 1994). <strong>Lacan Elucidado: Palestras no Brasil. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 1997. p. 523-550.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. XXIII Transferencia e interpretaci\u00f3n. In: <strong>Respuestas de lo real<\/strong>. Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s,2024. p. 391-409.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. XXIII Consistencia e Inconsistencia. In: <strong>Respuestas de lo real<\/strong>. Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s,2024. p. 139-153.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. O inconsciente e o corpo falante. In: <strong>O osso de uma an\u00e1lise. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 2015. p. 115-138.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Allain. La l\u00f3gica como preparaci\u00f3n para a psicoan\u00e1lisis. In: <strong>Donc: La l\u00f3gica de la cura. <\/strong>Ciudad Aut\u00f3noma de Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2020. p.25-45.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. A interpreta\u00e7\u00e3o ao avesso. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana. S\u00e3o Paulo: Eolia, n. 15, 1996.\u00a0 P. 96-99<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <em>Uma fantasia<\/em>. Confer\u00eancia de Jacques-Alain Miller em Comandatuba. IV Congresso-AMP &#8211; Comandatuba 2004. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/2012.congresoamp.com\/pt\/template.php?file=Textos\/Conferencia-de-Jacques-Alain-Miller-en-Comandatuba.html\">https:\/\/2012.congresoamp.com\/pt\/template.php?file=Textos\/Conferencia-de-Jacques-Alain-Miller-en-Comandatuba.html<\/a>&gt; Acessado em 08\/07\/2026<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. A inven\u00e7\u00e3o do del\u00edrio. In: Op\u00e7\u00e3o lacaniana on line , n\u00ba 05. <em>Tradu\u00e7\u00e3o: <\/em>Marcia Mello de Lima. In: MILLER, Jacques-Alain et al. El saber delirante. \u00a0Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2002. Dispon\u00edel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/JAMDelir.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/JAMDelir.pdf<\/a>&gt; Acessado em 05\/07\/2026.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain.. <em>Pe\u00e7as Soltas. <\/em>Sexta sess\u00e3o do curso VI de J.-A. Miller. Tradu\u00e7\u00e3o de Elza de Freitas, 2006.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Efeito do retorno \u00e0 psicose ordin\u00e1ria. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on line, Ano 1, n\u00ba 3, novembro de 2010. P. 01-30. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_3\/efeito_do_retorno_psicose_ordinaria.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_3\/efeito_do_retorno_psicose_ordinaria.pdf<\/a>&gt;. Acessado em 05\/07\/2026.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain.\u00a0Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan:\u00a0entre desejo e gozo. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. O ser e o Um (curso 2010-2011). Paris: In\u00e9dito; vers\u00f5es estabelecidas pela AMP.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. O mon\u00f3logo da aparola. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em>, nova s\u00e9rie, S\u00e3o Paulo, ano 3, n. 9, nov. 2012.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Um real para o s\u00e9culo XXI. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n. 63, jun. 2012.\u00a0 [9]ldem.<\/p>\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio 6: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie,\u00a0 Ano 5, n\u00ba 14, julho 2014.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Todo el mundo es loco. Bieno Aires: Paid\u00f3s, 2015. P 307<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Ler um sintoma. Tradu\u00e7\u00e3o Terezinha N. Meirelles do Prado. <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n \u00ba70, junho de 2015. Pp 13-22. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/OP.-70-MILLER-Jacques-Alain.-Ler-um-sinthoma.pdf\">https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/OP.-70<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/rj\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/OP.-70-MILLER-Jacques-Alain.-Ler-um-sinthoma.pdf\">MILLER-Jacques-Alain.-Ler-um-sinthoma.pdf<\/a> &gt;. Acessado em 05\/07\/2026.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Interpretar a crian\u00e7a. Tradu\u00e7\u00e3o Terezinha N. Meirelles do Prado. <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n \u00ba 72, mar\u00e7o de 2016. Pp 13-19.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Interpretar a crian\u00e7a. Tradu\u00e7\u00e3o Terezinha N. Meirelles do Prado. <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana<\/em>, n \u00ba 72, mar\u00e7o de 2016. Pp 13-19.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <em>Aposta no passe: seguido de 15 testemunhos de Analistas da Escola, membros da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>. Organiza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Ana Lydia Santiago. Rio de janeiro: Contra Capa, 2018.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_accordion][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-bottom-width:3px;border-color:var(--wpex-accent-alt);\"><\/div>[\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]\n<h3><span style=\"color: #000080;\"><strong>Para instigar<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>\u201cE se em algum momento Lacan p\u00f4de dizer que todo mundo delira \u2014 e, ent\u00e3o, poder\u00edamos pensar que a neurose forma parte da psicose e que somos todos psic\u00f3ticos \u00e0 maneira kleiniana \u2014, minha resposta \u00e9 que Lacan o diz com fins ir\u00f4nicos.\u201d (Brodsky, 2011, p.41)<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ana Carolina Amorim da Paz<\/em><\/strong><br \/>\n<em>Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias\u00a0<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A cita\u00e7\u00e3o acima, de Graciela Brodsky em seu livro Loucuras Discretas (2011), pode ser compreendida aqui como uma provoca\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e um convite \u00e0 cautela cl\u00ednica. Ela nos direciona a uma importante reflex\u00e3o acerca da distin\u00e7\u00e3o entre o uso estrutural do conceito de psicose em Lacan e seu aforismo \u201ctodo mundo delira\u201d.<\/p>\n<p>Se todos n\u00f3s deliramos \u00e9 porque a realidade humana n\u00e3o \u00e9 um fato objetivo de acesso direto, transparente e universalmente compartilhada. Ela \u00e9 mediada pela linguagem, pelos significantes da cultura, pela rela\u00e7\u00e3o com o Outro e constru\u00edda intersubjetivamente. Cada um, a sua maneira, produz uma interpreta\u00e7\u00e3o singular da sua experi\u00eancia no mundo. Aqui, a t\u00f4nica n\u00e3o \u00e9 afirmar que todos tem uma estrutura psic\u00f3tica, ou que todos possuem uma dimens\u00e3o, mecanismos ou modos de funcionamento psic\u00f3tico. Muito menos que haja um est\u00e1gio pr\u00e9-psicose ou tr\u00e2nsito entre as estruturas. Trata-se de uma provoca\u00e7\u00e3o ir\u00f4nica para ressaltar que a rela\u00e7\u00e3o com a realidade \u00e9, para todos, atravessada pela linguagem e possui uma dimens\u00e3o ficcional, sem apagar a diferen\u00e7a estrutural.<\/p>\n<p>Tal aforismo \u00e9 orientador justamente por precipitar um deslocamento na maneira tradicional de compreender determinados fen\u00f4menos cl\u00ednicos e a distin\u00e7\u00e3o estrutural. Por meio dele, Brodsky insiste na perspectiva estrutural e ressalta a necessidade da aten\u00e7\u00e3o a pequenos \u00edndices e modos singulares de funcionamento que permite uma distin\u00e7\u00e3o entre neurose e psicose na dire\u00e7\u00e3o do tratamento. Por interm\u00e9dio da no\u00e7\u00e3o de psicoses ordin\u00e1rias podemos pensar situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas nas quais a estrutura aparece de forma mais discreta, a partir da rela\u00e7\u00e3o com o corpo, com o Outro, com os v\u00ednculos sociais ou por determinadas solu\u00e7\u00f5es singulares encontradas pelo sujeito para tornar poss\u00edvel sua exist\u00eancia no mundo.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong style=\"color: #092744; font-size: 1em;\">REFER\u00caNCIAS<br \/>\n<\/strong><strong>BRODSKY, Graciela. Loucuras discretas: um semin\u00e1rio sobre as chamadas psicoses ordin\u00e1rias. Belo Horizonte: Scriptum, 2011.<\/strong><\/h6>\n[\/vc_column_text][vc_empty_space][vc_tta_accordion title_tag=&#8221;h1&#8243; section_title_tag=&#8221;h3&#8243; style=&#8221;modern&#8221; active_section=&#8221;-999&#8243; collapsible_all=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;GRACIELA BRODSKY&#8221; tab_id=&#8221;1784883506016-44285f16-95e0&#8243;][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]BRODSKY, Graciela. <strong>Loucuras discretas: um semin\u00e1rio sobre as chamadas psicoses ordin\u00e1rias. <\/strong>Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2011.<\/p>\n<p>______. Um campo de investiga\u00e7\u00e3o para casos raros. In: ______. <strong>Loucuras discretas: um semin\u00e1rio sobre as chamadas psicoses ordin\u00e1rias. <\/strong>Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2011. (p 11-29)<\/p>\n<p>______. Perspectivas do \u00faltimo ensino de Lacan. In: ______. <strong>Loucuras discretas: um semin\u00e1rio sobre as chamadas psicoses ordin\u00e1rias. <\/strong>Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2011. (p 51-69)<\/p>\n<p>______. <strong>Los psicoanalistas y el deseo de ense\u00f1ar. <\/strong>Ciudad de Buenos Aires: Grama Ediciones, 2024.<\/p>\n<p>______. <strong>O suporte corporal. <\/strong>Transcri\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Paula Nathalie Nocquet; revis\u00e3o de Diego Cervelin e Paula Lermen. [S. l.: s. n.], 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sul\/o-suporte-corporal\/\">https:\/\/ebp.org.br\/sul\/o-suporte-corporal\/<\/a>. Acesso em: 20 jul. 2026.<\/p>\n<p>______. O homem, a mulher e a l\u00f3gica. <strong>Latusa: revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP-Rio)<\/strong>, Rio de Janeiro, n. 13, p. 171-192, 2008.<\/p>\n<p>______. Dizer n\u00e3o. <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: revista brasileira internacional de psican\u00e1lise<\/strong>, S\u00e3o Paulo, n. 1, p. 87-90, mar. 2010.<\/p>\n<p>______. Primeiro testemunho de Graciela Brodsky. In: CONGRESSO MUNDIAL DE PSICAN\u00c1LISE DA AMP, 8., 2013, Rio de Janeiro. <strong>A ordem simb\u00f3lica no s\u00e9culo XXI: colet\u00e2nea de textos do VIII Congresso Mundial de Psican\u00e1lise \u2013 AMP. <\/strong>Rio de Janeiro: Subversos, 2013.<\/p>\n<p>______. A loucura nossa de cada dia. <strong>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online<\/strong>, S\u00e3o Paulo, ano 4, n. 12, nov. 2013. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_12\/a_loucura_nossa_cada_dia.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_12\/a_loucura_nossa_cada_dia.pdf<\/a>.<\/p>\n<p>______ et al. O desejo de ensinar: mesa-redonda com Graciela Brodsky, In\u00e9s Sotelo, Fabi\u00e1n Naparstek e Silvia Pino; coordena\u00e7\u00e3o de Alejandra Breglia. <strong>Cyth\u00e8re: revista da Rede Universit\u00e1ria Americana<\/strong>, [S. l.], n. 7, set. 2025. p. 2-18.<\/p>\n<p>______. <strong>Short story: os princ\u00edpios do ato anal\u00edtico. <\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Avellar Ribeiro. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2004.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_accordion][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] [\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] Para instigar Dentre as in\u00fameras p\u00e9rolas recolhidas no trabalho de pesquisa da Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias, destacamos algumas para uma pequena interven\u00e7\u00e3o em forma de coment\u00e1rio acerca de algumas passagens cruciais em Freud, Lacan e Miller que remetem ao tema da nossa Jornada. Entregamos a primeira delas, para instigar outras elabora\u00e7\u00f5es. Cassandra Dias&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":135,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-324","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=324"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":554,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/324\/revisions\/554"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/135"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}