{"id":679,"date":"2025-10-02T16:16:38","date_gmt":"2025-10-02T19:16:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2025\/?page_id=679"},"modified":"2025-10-20T16:25:12","modified_gmt":"2025-10-20T19:25:12","slug":"referencias-bibliograficas-eixo-3","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2025\/referencias-bibliograficas-eixo-3\/","title":{"rendered":"Eixo 3"},"content":{"rendered":"<h3><strong>&#8220;Analista trauma&#8221;<\/strong><\/h3>\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">Sigmund Freud<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p>\u201cNas neuroses traum\u00e1ticas, a causa atuante da doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 o dano f\u00edsico insignificante, mas o afeto do susto \u2212 o trauma ps\u00edquico\u201d (p. 43)<\/p>\n<p>FREUD, S. Sobre o mecanismo ps\u00edquico dos fen\u00f4menos hist\u00e9ricos: Comunica\u00e7\u00e3o Preliminar<strong>.<\/strong> In.: FREUD, S. <strong>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud<\/strong>. Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDe fato, poder-se-ia dizer que, no caso das neuroses de guerra, em contraste com as neuroses traum\u00e1ticas puras e de modo semelhante \u00e0s neuroses de transfer\u00eancia, o que \u00e9 temido \u00e9, n\u00e3o obstante, um inimigo interno\u201d (p. 263)<\/p>\n<p>FREUD, S. A psican\u00e1lise e as neuroses de guerra. In.: FREUD, S. <strong>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud<\/strong>. Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/p>\n<p>\u201cSuperestimei a frequ\u00eancia desses acontecimentos (ali\u00e1s, imposs\u00edveis de p\u00f4r em d\u00favida), ainda mais que, naquele tempo, n\u00e3o era capaz de estabelecer, com seguran\u00e7a, a distin\u00e7\u00e3o entre as ilus\u00f5es de mem\u00f3ria dos hist\u00e9ricos sobre sua inf\u00e2ncia e os vest\u00edgios de eventos reais\u201d (p. 357-359)<\/p>\n<p>FREUD, S. Carta 69, 21 de setembro de 1897. In.: FREUD, S. <strong>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud.<\/strong> Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDescrevemos como \u2018traum\u00e1ticas\u2019 quaisquer excita\u00e7\u00f5es provindas de fora que sejam suficientemente poderosas para atravessar o escudo protetor. Parece-me que o conceito de trauma implica, necessariamente, uma conex\u00e3o desse tipo com uma ruptura numa barreira, sob outros aspectos, eficaz contra os est\u00edmulos\u201d (p. 45)<\/p>\n<p>FREUD, S. Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer. In.: <strong>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. <\/strong>Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Jacques Lacan<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u201c\u00c9 o desejo do analista que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, opera na psican\u00e1lise, e esse desejo n\u00e3o baliza uma pr\u00e1tica na qual se busca convencer algu\u00e9m a fazer tratamento, muito menos visando colocar o sujeito na norma, sendo de fato \u2018paciente\u2019 e n\u00e3o gerando inc\u00f4modo naqueles que tratam. Isso seria fazer da psican\u00e1lise uma terapia, um exerc\u00edcio de poder\u201d (p. 868)<\/p>\n<p>LACAN, J. Do \u201cTrieb\u201d de Freud e do desejo do analista (1964). In: <strong>Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">Jacques-Alain Miller<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p>\u201cO discurso anal\u00edtico n\u00e3o reconhece outra norma al\u00e9m da norma singular que se depreende de um sujeito isolado como tal da sociedade. \u00c9 preciso escolher: o sujeito ou a sociedade\u201d (p. 32)<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan.<\/strong> Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO ato anal\u00edtico consiste em autorizar o fazer do sujeito. (\u2026) o ato anal\u00edtico \u00e9 liberar a associa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a palavra, liber\u00e1-la do que a limita, para que ela se desenvolva numa rota livre. Constatamos, ent\u00e3o, que a palavra em rota livre faz voltar as lembran\u00e7as, ela remete o passado ao presente, e que desenha, a partir da\u00ed um futuro\u201d (p. 34-35)<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <strong>Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan.<\/strong> Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>\u00c9ric Laurent<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cO horror \u00e9 \u00abtraumatismo\u00bb, no sentido cl\u00ednico, na medida em que temos que lidar com mortes, feridas que deixaram sequelas f\u00edsicas e ps\u00edquicas, mas tamb\u00e9m na medida em que ele cria um buraco no discurso comum. Quer seja no n\u00edvel coletivo ou no n\u00edvel singular, encontramos a impot\u00eancia do discurso em ler o acontecimento. \u00c9 essa impot\u00eancia comum que o <em>post-traumatic stress disorder<\/em>, do <em>DSM V<\/em> tenta reduzir a um fundamento biol\u00f3gico, universal, transcultural\u201d<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9. <strong>O trauma<\/strong>, <strong>generalizado e singular.<\/strong> Dispon\u00edvel em &lt;&lt;: <a href=\"http:\/\/www.encontrocampofreudiano.org.br\/2014\/02\/o-trauma-generalizado-e-singular_9241.html\">http:\/\/www.encontrocampofreudiano.org.br\/2014\/02\/o-trauma-generalizado-e-singular_9241.html<\/a>&gt;&gt;. Acessado em 2 out 2025.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEla (a psican\u00e1lise) considera que, no acidente mais contingente, a restitui\u00e7\u00e3o da trama do sentido, da inscri\u00e7\u00e3o do trauma na particularidade inconsciente do sujeito, fantasma e sintoma, \u00e9 curativa. Nessa perspectiva, o psicanalista \u00e9 um doador de sentido. Ele trata se fazendo de uma esp\u00e9cie de \u2018her\u00f3i hermen\u00eautico\u2019 (singular) da comunidade de discursos da qual ele procede\u201d (p. 25)<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9.<strong> O trauma ao avesso. <\/strong>Pap\u00e9is de Psican\u00e1lise, vol. 1, n. 1, p.21-28, abr.\/2004.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>J\u00e9sus Santiago<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>\u201cNesse sentido, um tratamento apenas se torna um tratamento psicanal\u00edtico quando se mostra perme\u00e1vel a um dizer que tende a se particularizar em fun\u00e7\u00e3o das incid\u00eancias do real do gozo de um sujeito. (&#8230;) isso quer dizer que a base essencial da dire\u00e7\u00e3o do tratamento imp\u00f5e-se pela prioridade que um analista confere ao que \u00e9 particular, n\u00e3o ao geral ou ao universal do caso cl\u00ednico\u201d\u00a0 (p. 11-12)<\/p>\n<p>SANTIAGO, J. A querela atual do sintoma: realismo l\u00f3gico da psican\u00e1lise em face do nominalismo contempor\u00e2neo. In.: <strong>Curinga<\/strong> n. 24. Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 Minas Gerais, 2007.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Marcus Andr\u00e9 Vieira<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0\u201c\u00c9 exatamente o fato de o sujeito apresentar-se como esmagado pelo evento que parece carimb\u00e1-lo como traum\u00e1tico\u201d (p. 510)<\/p>\n<p>VIEIRA, M. O trauma subjetivo. <strong>Psico (PUC-RS) Vol.39. <\/strong>2008 Dispon\u00edvel em : &lt;&lt;.<a href=\"http:\/\/revistaseletronicas.pucrs.br\/revistapsico\/ojs\/index.php\/\">http:\/\/revistaseletronicas.pucrs.br\/revistapsico\/ojs\/index.php\/<\/a>revistapsico\/article\/view\/2045\/3842&gt;&gt; Acessado em 2 out 2025.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO trauma pelo avesso \u00e9 a aposta no fator subjetivo como elemento chave no processo, que, j\u00e1 entendemos, n\u00e3o est\u00e1 escrito no evento, aparecendo, sobretudo como enigma, hiato, ruptura que perturba as explica\u00e7\u00f5es e sentidos coletivos e universais e que ter\u00e1, a duras penas, de ser constru\u00eddo.\u201d p.511.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA partir do dispositivo anal\u00edtico, ele [o trauma] passa a poder encontrar um lugar no relato.\u201d p.511.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Objeto e desejo em tempos de superexposi\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><strong>. <\/strong>\u00c1gora: Estudos em Teoria Psicanal\u00edtica, Rio de Janeiro, v. 8, n. 1,jan.\/jun. 2005.<\/p>\n<p>\u201cO que se perdeu \u00e9 sempre imposs\u00edvel de se esgotar com uma nomea\u00e7\u00e3o\u201d. p.30.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Coordena\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Carlos Lapenda Figueiroa<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Eliene Rodrigues de Lima, Erick Leonardo Pereira, Jos\u00e9 Ronaldo de Paulo, Liana Feldman, Marina Vasconcelos, Romero Ouriques<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Analista trauma&#8221; Sigmund Freud \u201cNas neuroses traum\u00e1ticas, a causa atuante da doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 o dano f\u00edsico insignificante, mas o afeto do susto \u2212 o trauma ps\u00edquico\u201d (p. 43) FREUD, S. Sobre o mecanismo ps\u00edquico dos fen\u00f4menos hist\u00e9ricos: Comunica\u00e7\u00e3o Preliminar. In.: FREUD, S. Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. 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