Eixo 1 – A tela da fantasia
Nesse eixo, interrogamos a relação entre reminiscências e a construção da cena traumática; o caráter traumático da sexualidade; os dois tempos do trauma; a estrutura da fantasia; a diferença entre fantasia; ficção e delírio; a ausência da fantasia no autismo; o declínio da fantasia como mediação diante do real, entre outras perspectivas que trarão para o debate a função da fantasia como uma via de tratamento ao real do trauma.
Eixo 2 – O horizonte do ato
Nesse eixo, a pergunta norteadora que lançamos é: podemos separar trauma e violência? Em que medida a ideologia da supressão do sujeito, segundo Lacan, favorece a escalada das soluções em que o objeto não está vestido com a roupagem do fantasma? A perspectiva do ato se coloca como sendo uma resposta do sujeito diante do rateio da fantasia. Cabe, aqui, pensar as adicções e toxicomanias, o acting out, feminicídios e segregação, challengers digitais, cancelamentos e bullyings, os quais apontam para o horizonte da pulsão de morte e da passagem ao ato em sua articulação com a violência, entre tantas dimensões em que o ato se coloca em nossa época.
Eixo 3 – Analista trauma
Esse eixo pretende tocar a especificidade do trabalho do psicanalista e sua relação com o trauma – como não perder de vista a dimensão do trou frente às inúmeras demandas pela restituição do sentido que proliferam na época atual? Qual a relação entre a posição do analista e a dimensão da perda? Quais as incidências do analista trauma na prática daqueles que exercem a psicanálise? Abrimos espaço para recolher o manejo frente às síndromes da época atual: estresse pós-traumático; pânico; crises de ansiedade; burnout; psicoses extraordinárias e ordinárias, entre outras manifestações do traumático. Como ir além da injeção de sentido, rastreando o caminho pulsional?