{"id":538,"date":"2024-08-13T05:00:11","date_gmt":"2024-08-13T08:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2024\/?page_id=538"},"modified":"2024-08-13T05:00:11","modified_gmt":"2024-08-13T08:00:11","slug":"eixo-1-as-coisas-do-amor","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2024\/a-jornada\/referencias-bibliograficas\/eixo-1-as-coisas-do-amor\/","title":{"rendered":"Eixo 1 \u2013 \u201cAs coisas do amor\u201d"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"color: #808000;\"><strong>Cita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/span><\/h2>\n<h3><span style=\"color: #808000;\"><strong>Sigmund Freud<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o (1930) <\/strong>Obras Completas, v. XVIII<strong>:<\/strong>\u00a0S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014.<\/p>\n<p>\u201cEstou falando, claro, daquela orienta\u00e7\u00e3o de vida que tem o amor como centro, que espera toda satisfa\u00e7\u00e3o do amar e ser amado.\u201d p.26.<\/p>\n<p>\u201cAfirmamos que a descoberta de que o amor sexual (genital) proporciona ao indiv\u00edduo as mais fortes viv\u00eancias de satisfa\u00e7\u00e3o, d\u00e1-lhe realmente o prot\u00f3tipo de toda felicidade, deve t\u00ea-lo feito 41\/286 continuar a busca da satisfa\u00e7\u00e3o vital no terreno das rela\u00e7\u00f5es sexuais, colocando o erotismo genital no centro da vida.\u201d p.41-42.<\/p>\n<p><strong>Feminilidade (1933)<\/strong>. Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<em>,\u00a0<\/em>v.XXII. Rio de Janeiro: Imago, 1996.<\/p>\n<p>\u201cO marido da mulher, inicialmente herdado, por ela, do pai, ap\u00f3s algum tempo se torna tamb\u00e9m o herdeiro da m\u00e3e. Assim, facilmente pode acontecer que a segunda metade da vida da mulher venha a ser preenchida pela luta contra seu marido, do mesmo modo como a primeira metade, mais breve, fora preenchida pela rebeli\u00e3o contra a m\u00e3e. Quando essa rea\u00e7\u00e3o foi esgotada no decurso da vida, um segundo casamento pode facilmente vir a ser muito mais satisfat\u00f3rio.\u201d p.133.<\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #808000;\">\u00a0<strong>Jacques Lacan<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/strong>. Jacques Lacan: texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 o amor permite ao gozo condescender ao desejo\u201d. p.197.<\/p>\n<p>\u201cA mulher revela-se superior no campo do gozo, uma vez que seu v\u00ednculo com o n\u00f3 do desejo \u00e9 bem mais frouxo\u201d. p.202.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O Semin\u00e1rio, livro 16:<\/strong>\u00a0<strong>de um Outro ao outro<\/strong>. Jacques Lacan: texto estabelecido por Jacques-Alain Miller\u00a0 Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2008.<\/p>\n<p>\u201cEm todo caso, o amor cort\u00eas, ou pelo menos o que nos resta dele, \u00e9 uma homenagem prestada pela poesia a seu princ\u00edpio, isto \u00e9, ao desejo sexual. Em outras palavras, ainda que esteja dito no texto de Freud que, fora de t\u00e9cnicas especiais, o amor s\u00f3 \u00e9 acess\u00edvel sob a condi\u00e7\u00e3o de sempre permanecer estritamente narc\u00edsico, o amor cort\u00eas \u00e9 a tentativa de ultrapassar isso.\u201d p. 225.<\/p>\n<p>\u201cFreud falou muito do amor, com a dist\u00e2ncia que convinha. N\u00e3o \u00e9 por isso ter subido \u00e0 cabe\u00e7a dos que o seguiram que n\u00e3o temos que recolocar as coisas no n\u00edvel de que ele as fez partir. No n\u00edvel do amor, ele distinguiu a rela\u00e7\u00e3o anal\u00edtica e a rela\u00e7\u00e3o narc\u00edsica.\u201d p. 293.<\/p>\n<p><strong>O Semin\u00e1rio, livro 17:\u00a0O Avesso da Psican\u00e1lise.<\/strong> Jacques Lacan: texto estabelecido por Jacques-Alain Miller<strong>\u00a0<\/strong>\u00a0Rio de Janeiro: Zahar, 1992.<\/p>\n<p>\u201cO que \u00e9 o amor \u00e0 verdade? \u00c9 uma coisa que zomba da falta a ser da verdade. Essa falta a ser, poder\u00edamos cham\u00e1-la de outra maneira &#8211; uma falta de esquecimento, que se nos recorda nas forma\u00e7\u00f5es do inconsciente.\u201d p.49.<\/p>\n<p>\u201cO amor \u00e0 verdade \u00e9 o amor a essa fragilidade cujo v\u00e9u n\u00f3s levantamos, \u00e9 o amor ao que a verdade esconde, e que se chama castra\u00e7\u00e3o.\u201d p.49.<\/p>\n<p>\u201cComo j\u00e1 disse, o amor \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem, ou seja, aquilo que poderia reparar essa fraqueza original.\u201d p.49.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O Semin\u00e1rio, Livro 19:&#8230; ou pior.<\/strong> Jacques Lacan: texto estabelecido por Jacques-Alain Miller<strong>. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2012.<\/p>\n<p>\u201cDo amor, fala-se na an\u00e1lise. Isso se deve, \u00e9 claro, \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do analista.\u201d p. 19.<\/p>\n<p>\u201cQue da inconsist\u00eancia dos antigos ditos do amor caiba \u00e0 an\u00e1lise a tarefa de fazer a cr\u00edtica, isso \u00e9 o que resulta da pr\u00f3pria ideia do in- consciente, no que ele se revela como saber.\u201d p.233.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O Semin\u00e1rio: livro 20: Mais, ainda.<\/strong> Jacques Lacan: texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. 2\u00aa ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1985.<\/p>\n<p>\u201cO que vem em supl\u00eancia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual, \u00e9 precisamente o amor.\u201d p. 62.<\/p>\n<p>\u201cDa primeira vez que lhes falei, enunciei que o gozo do Outro, que eu disse simbolizado pelo corpo, n\u00e3o \u00e9 signo de amor\u201d. p.54.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 mesmo em rela\u00e7\u00e3o ao para-esser que devemos articular o que vem em supl\u00eancia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual enquanto inexistente. \u00c9 claro que, em tudo que disto se aproxima, a linguagem s\u00f3 faz manifestar sua insufici\u00eancia\u201d. p.62.<\/p>\n<p>\u201cAli\u00e1s, poderia tocar qualquer um, n\u00e3o \u00e9? ao perceber que o amor, se \u00e9 verdade que ele tem rela\u00e7\u00e3o com o Um, n\u00e3o faz ningu\u00e9m sair de si mesmo\u201d. [&#8230;] todo mundo sente, sentiu, que o problema \u00e9 de como \u00e9 que pode haver um amor por outro\u201d. p.65.<\/p>\n<p>\u201cUm sujeito, como tal, n\u00e3o tem grande coisa a fazer com o gozo. Mas, por outro lado, seu signo \u00e9 suscept\u00edvel de provocar o desejo. A\u00ed est\u00e1 a mola do amor\u201d. p.69.<\/p>\n<p>\u201cFazer o amor, como o nome o indica, \u00e9 poesia.\u201d p.98.<\/p>\n<p>\u201cDito de outro modo, o de que se trata \u00e9 de o amor ser imposs\u00edvel, e a rela\u00e7\u00e3o sexual se abismar no n\u00e3o-senso, o que n\u00e3o diminui em nada o interesse que devemos ter pelo Outro\u201d. p.118.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O Semin\u00e1rio, Livro 23:\u00a0O Sinthoma<\/strong>. Jacques Lacan: texto estabelecido por Jacques-Alain Miller.). Rio de Janeiro: Zahar, 2007.<\/p>\n<p>\u201cO amor-pr\u00f3prio \u00e9 o princ\u00edpio da imagina\u00e7\u00e3o. O falasser adora seu corpo, porque cr\u00ea que o tem.\u201d p.64.<\/p>\n<p>\u201cE por que n\u00e3o? \u00c9 preciso efetivamente explicar o amor. Explic\u00e1-lo como um tipo de loucura \u00e9 a primeira coisa que aparece.\u201d p.72.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 com isso que o homem faz amor. No final das contas, ele faz amor com seu inconsciente, e mais nada. Quanto ao que fantasia a mulher, se \u00e9 mesmo isso que nos foi apresentado pelo filme, \u00e9 alguma coisa que, de todo modo, impede o encontro.\u201d p.123.<\/p>\n<p>\u201cO n\u00f3 bo \u00e9 apenas a tradu\u00e7\u00e3o do que me foi lembrado ainda ontem \u00e0 noite: que o amor e, ainda por cima, o amor que podemos qualificar de eterno, se endere\u00e7a ao pai, em nome disso, de ele ser o portador da castra\u00e7\u00e3o.\u201d p. 146-147.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Outros Escritos<\/strong>. Jorge Zahar Ed., Rio de Janeiro, 2003.<\/p>\n<p>O aturdito, 1972<\/p>\n<p>\u201cDizer que uma mulher n\u00e3o \u00e9 toda \u00e9 o que nos indica o mito por ela ser a \u00fanica a ser ultrapassada por seu gozo, o gozo que se produz pelo coito. p.467.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 tamb\u00e9m por isso que \u00e9 como \u00fanica que ela quer ser reconhecida pela outra parte: isso \u00e9 mais do que sabido\u201d. p.467.<\/p>\n<p>\u201cChamemos heterossexual, por defini\u00e7\u00e3o, aquele que ama as mulheres, qualquer que seja seu sexo pr\u00f3prio\u201d. p.467.<\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #808000;\"><strong>Jacques-Alain Miller<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Entrevista realizada por Hanna Waar com Jacques- Alain Miller. Publicado em <em>Correio<\/em> com a autoriza\u00e7\u00e3o de Jacques- Alain Miller. <strong><em>Correio<\/em>. Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/strong>, n. 71. S\u00e3o Paulo, 2012.<\/p>\n<p>\u201cAmar verdadeiramente algu\u00e9m \u00e9 acreditar que, ao am\u00e1-lo, se alcan\u00e7ar\u00e1 uma verdade sobre si. Ama-se aquele ou aquela que conserva a resposta, ou uma resposta, \u00e0 nossa quest\u00e3o \u201cQuem sou eu?\u201d. p.9.<\/p>\n[&#8230;]. \u201cPara amar, \u00e9 necess\u00e1rio confessar sua falta e reconhecer que se tem necessidade do outro, que ele lhe falta. Os que creem ser completos sozinhos, ou querem ser, n\u00e3o sabem amar, e, \u00e0s vezes, o constatam dolorosamente. Manipulam, mexem os pauzinhos, mas do amor n\u00e3o conhecem nem o risco nem as del\u00edcias\u201d. p.10.<\/p>\n[&#8230;]. \u201cS\u00f3 se ama verdadeiramente a partir de uma posi\u00e7\u00e3o feminina. Amar feminiza. \u00c9 por isso que o amor \u00e9 sempre um pouco c\u00f4mico em um homem, por\u00e9m, se ele se deixa intimidar pelo rid\u00edculo, \u00e9 que, na realidade, n\u00e3o est\u00e1 seguro de sua virilidade\u201d. p.10.<\/p>\n[&#8230;]. \u201cA forma feminina do amor, por\u00e9m, \u00e9, de prefer\u00eancia, mais erot\u00f4mana que fetichista: elas querem ser amadas, e o interesse, o amor que algu\u00e9m lhes manifesta, ou que elas sup\u00f5em no outro, \u00e9 sempre uma condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para desencadear seu amor ou, pelo menos, seu consentimento. O fen\u00f4meno \u00e9 a base da corte masculina\u201d. p.13<\/p>\n[&#8230;]. \u201cO que faz obje\u00e7\u00e3o \u00e0 solu\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica \u00e9 que o di\u00e1logo de um sexo ao outro \u00e9 imposs\u00edvel, suspirava Lacan. Os amantes est\u00e3o, de fato, condenados a aprender indefinidamente a l\u00edngua do outro, tateando, buscando as chaves, sempre revog\u00e1veis. O amor \u00e9 um labirinto de mal-entendidos onde a sa\u00edda n\u00e3o existe\u201d.p.15<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #333300;\"><strong>Revista<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Lacan XXI <\/strong>&#8211; Revista da FAPOL- Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana. vol.10, maio de 2021.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise \u00e9 uma cura por amor- Bernardino Horne<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o amor que permite a instala\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia, e \u00e9 ela, a transfer\u00eancia, que est\u00e1 no in\u00edcio da psican\u00e1lise. Tamb\u00e9m \u00e9 o amor que permite a a\u00e7\u00e3o no campo da economia da psican\u00e1lise e o segredo da sua vertente \u201ccura\u201d, na medida em que \u00e9 ele que permite mutar o gozo em amor e desejo. No real buscamos o novo no amor\u201d. p.17<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cita\u00e7\u00f5es Sigmund Freud O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o (1930) Obras Completas, v. 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