{"id":57509,"date":"2023-08-01T07:25:19","date_gmt":"2023-08-01T10:25:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2023\/?page_id=57509"},"modified":"2023-10-25T19:54:13","modified_gmt":"2023-10-25T22:54:13","slug":"bibliografia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2023\/bibliografia\/","title":{"rendered":"Bibliografia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column]<div id=\"ultimate-heading-836869daf84e125c4\" class=\"uvc-heading ult-adjust-bottom-margin ultimate-heading-836869daf84e125c4 uvc-5023  uvc-heading-default-font-sizes\" data-hspacer=\"line_only\"  data-halign=\"left\" style=\"text-align:left\"><div class=\"uvc-main-heading ult-responsive\"  data-ultimate-target='.uvc-heading.ultimate-heading-836869daf84e125c4 h2'  data-responsive-json-new='{\"font-size\":\"\",\"line-height\":\"\"}' ><h2 style=\"--font-weight:theme;\">Bibliografia<\/h2><\/div><div class=\"uvc-heading-spacer line_only\" style=\"topheight:1px;\"><span class=\"uvc-headings-line\" style=\"border-style:solid;border-bottom-width:1px;border-color:#8e0c0f;width:50px;\"><\/span><\/div><\/div>[vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h5>Comiss\u00e3o de refer\u00eancias: Bibiana Poggi (coordenadora), Cynthia Medeiros, Juliana Teixeira, K\u00e9sia Ramos, Roberta Gusm\u00e3o, Suele Conde e Zaeth Nascimento.<\/h5>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>III Jornada da Se\u00e7\u00e3o Nordeste<\/strong><\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>\u201cCada um em seu mundo: todos delirantes?\u201d<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>O tema da III Jornada da Se\u00e7\u00e3o NE <strong>\u201cCada um em seu mundo: todos delirantes?\u201d <\/strong>animou a comiss\u00e3o de refer\u00eancias a criar la\u00e7os de trabalho para se dedicar \u00e0 pesquisa das refer\u00eancias epist\u00eamicas em Freud, Lacan e autores do Campo Freudiano, que aqui ser\u00e3o publicadas.<\/p>\n<p>Tomamos, como primeiro passo, indagar os conceitos fundamentais propostos pelo argumento da Jornada para, em seguida, destacar as refer\u00eancias que orientar\u00e3o as investiga\u00e7\u00f5es de cada um.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h2><\/h2>\n<h2><span style=\"color: #993300;\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS &#8211; 1\u00aa Remessa<\/strong><\/span><\/h2>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">EIXO 1:<\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Como situar a no\u00e7\u00e3o de acontecimento de corpo \u00e0 luz do conceito de del\u00edrio generalizado?<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p>&#8220;A concep\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica da perturba\u00e7\u00e3o psicog\u00eanica da vis\u00e3o inaugura uma teoriza\u00e7\u00e3o mais expl\u00edcita do primeiro dualismo pulsional, o qual \u00e9 explicitado \u00e0 luz do conflito ps\u00edquico inerente ao impasse hist\u00e9rico&#8221;<\/p>\n<p>\u201cNa perturba\u00e7\u00e3o psicog\u00eanica da vis\u00e3o provocada pelo recalque da puls\u00e3o escopof\u00edlica, por exemplo, o que se coloca \u00e9 uma esp\u00e9cie de a\u00e7\u00e3o punitiva que perturba a rela\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o com o ego. J\u00e1 que o indiv\u00edduo se serviu da vis\u00e3o de forma indevida, \u00e9 apropriado que ela n\u00e3o enxergue mais nada\u201d<\/p>\n<p><strong>Freud, S. (1910). A concep\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica da perturba\u00e7\u00e3o psicog\u00eanica da vis\u00e3o. In<\/strong><strong>. Freud, S. Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, Vol. XI<\/strong>\u00a0<strong>, p. 202.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201cDeixemos o sintoma no que ele \u00e9: um acontecimento de corpo, ligado a que: a gente o tem, a gente tem ares de, a gente areja a partir do a gente o tem. Isso pode at\u00e9 ser cantado, e Joyce n\u00e3o se priva de faz\u00ea-lo<strong><em>\u201d<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n<p>\u201cFoi para n\u00e3o perd\u00ea-lo, esse pulo de sentido (<em>bond du sens<\/em>), que enunciei agora que \u00e9 preciso sustentar que o homem tem um corpo, isto \u00e9, que fala com seu corpo, ou, em outras palavras, que \u00e9 falasser por natureza\u201d.<\/p>\n<p><strong>Lacan, J. <\/strong><strong>\u201cJoyce, o Sintoma\u201d. In Outros escritos, Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 562 &#8211; 565.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso diferenciar o sintoma como forma\u00e7\u00e3o do inconsciente, decifr\u00e1vel e revelador do desejo inconsciente, do sinthoma acontecimento de corpo, que sobressai do registro de um gozo indecifr\u00e1vel, \u201cgozo opaco, por excluir o sentido\u201d<\/p>\n<p><strong>Lacan, J. \u201cJoyce, o Sintoma\u201d. In Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 566.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201c(&#8230;) torno a f\u00f3rmula todo mundo \u00e9 louco um princ\u00edpio, que afirma ser radical a inadequa\u00e7\u00e3o do real e do mental e que, do real, s\u00f3 se pode dizer falso, s\u00f3 se pode mentir.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A. (2008-2009) \u201cCoisas de fineza em psican\u00e1lise\u201d &#8211; Orienta\u00e7\u00e3o lacaniana III, 11. Semin\u00e1rio in\u00e9dito, aula de 12\/11\/2008.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p>&#8220;(&#8230;) o corpo, como corpo falante, muda de registro. O que \u00e9 o corpo falante? Ah, \u00e9 um mist\u00e9rio, disse Lacan um dia. Esse dito de Lacan deve ser ainda mais mantido pelo fato de que mist\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 matema, \u00e9 at\u00e9 mesmo o oposto. Em Descartes, o que faz mist\u00e9rio, mas permanece indubit\u00e1vel, \u00e9 a uni\u00e3o da alma com o corpo (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;(&#8230;) Na distin\u00e7\u00e3o entre o corpo e a carne, o corpo se mostra apto para figurar, como superf\u00edcie de inscri\u00e7\u00e3o, o lugar do Outro do significante. Para n\u00f3s, o mist\u00e9rio cartesiano da uni\u00e3o psicossom\u00e1tica se desloca. O que faz mist\u00e9rio, mas permanece indubit\u00e1vel, \u00e9 o que resulta do dom\u00ednio do simb\u00f3lico sobre o corpo. Para diz\u00ea-lo em termos cartesianos: o mist\u00e9rio \u00e9 sobretudo o da uni\u00e3o da fala com o corpo. Por esse fato de experi\u00eancia, pode-se dizer que ele \u00e9 do registro do real.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO falasser tem de se haver com seu corpo como imagin\u00e1rio, assim como tem de se haver com o simb\u00f3lico. O terceiro termo, o real, \u00e9 o complexo ou o implexo dos dois outros. Trata-se do corpo falante com seus dois gozos, gozo da fala e gozo do corpo: um leva ao escabelo, o outro sustenta o sinthoma.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A.<\/strong><strong> O inconsciente e o corpo falante. Confer\u00eancia pronunciada por ocasi\u00e3o do encerramento do IX Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP), em 17 de abril de 2014, apresentando o tema de seu X Congresso.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u201cLer um sintoma visa o choque inicial, visa reduzir o sintoma \u00e0 sua f\u00f3rmula inicial, isto \u00e9, ao encontro material de um significante com o corpo, quer dizer, ao choque puro da linguagem sobre o corpo&#8221;.<\/p>\n<p>[\u00c9] \u201cvisar, \u2018para al\u00e9m\u2019 da fixidez do gozo, a opacidade do real\u201d.<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A. Ler um sintoma. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, S\u00e3o Paulo, n. 70, 2005, p. 21.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h3><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">EIXO 2:<\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Pela via do sinthoma, como podemos ler a rela\u00e7\u00e3o do <em>falasser<\/em> com o mundo? <\/strong><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se da falta, o <em>sin<\/em>, e \u00e9 uma vantagem que meu <em>sinthome<\/em> comece com ele. Em ingl\u00eas, quer dizer pecado, a falta primordial. Da\u00ed a necessidade de que n\u00e3o cesse a falha que sempre aumenta, exceto ao sofrer o <em>cessa <\/em>da castra\u00e7\u00e3o como poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p><strong>Lacan, J. (1975-76). O Semin\u00e1rio. Livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: J. Zahar Editor, 2007, p.14.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>2.<\/p>\n<p>\u201cIsso na medida em que, no sujeito que se sustenta no falasser, que \u00e9 o que designo como inconsciente, h\u00e1 a capacidade de conjugar a fala e o que concerne a um certo gozo, aquele dito do falo,\u00a0 experimentado como parasit\u00e1rio, devido a essa pr\u00f3pria fala, devido ao falasser\u201d<\/p>\n<p><strong>Lacan, J. (1975-76)<em>. <\/em>O Semin\u00e1rio. Livro 23: o sinthoma.\u00a0 Rio de Janeiro:\u00a0 J. Zahar Editor, 2007, p. 55.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3.<\/p>\n<p>\u201cAnalisar o <em>falasser <\/em>\u00e9 o que j\u00e1 fazemos; resta-nos saber diz\u00ea-lo. Aprendemos a diz\u00ea-lo, por exemplo, quando falamos do sintoma como um <em>sinthoma. <\/em>A\u00ed est\u00e1 uma palavra, um conceito que \u00e9 da \u00e9poca do <em>falasser. <\/em>Ele traduz um deslocamento do conceito de sintoma, do inconsciente ao <em>falasser. <\/em>Como voc\u00eas sabem, o sintoma como forma\u00e7\u00e3o do inconsciente estruturado como uma linguagem \u00e9 uma met\u00e1fora, um efeito de sentido induzido pela substitui\u00e7\u00e3o de um significante por outro. Em contrapartida, o <em>sinthoma <\/em>de um <em>falasser<\/em> \u00e9 um acontecimento de corpo, uma emerg\u00eancia de gozo. O corpo em quest\u00e3o, ali\u00e1s, nada diz que \u00e9 o de voc\u00eas. Voc\u00ea pode ser o sintoma de outro corpo desde que voc\u00ea seja uma mulher. H\u00e1 histeria quando h\u00e1 um sintoma de sintoma, quando voc\u00ea faz sintoma <em>do <\/em>sintoma de um outro, ou seja, um sintoma em segundo grau. O sintoma do <em>falasser<\/em> resta, sem d\u00favida, a ser esclarecido em sua rela\u00e7\u00e3o com os tipos cl\u00ednicos \u2013 apenas evoco, sobre os rastros de Lacan, o que acontece na histeria\u201d.<\/p>\n<p><strong>Miller, J.A. (2016). Apresenta\u00e7\u00e3o do tema do X Congresso da AMP, no Rio, em 2016. O inconsciente e o corpo falante. Rio de Janeiro: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, p. 26-27.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>4.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, este n\u00e3o \u00e9 um acr\u00e9scimo feito por Lacan ao situar Joyce como desabonado do inconsciente. Dizer que Joyce \u00e9 desabonado do inconsciente \u00e9 a mesma coisa que dizer que ele \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o do sinthoma. Ele \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o do que h\u00e1 de singular em cada indiv\u00edduo. E, eventualmente, esse sinthoma \u00e9 t\u00e3o singular a Joyce, que n\u00e3o chega a comunicar. Foi nesse sentido que Joyce o inspirou, uma vez que ele d\u00e1, diz Lacan, o aparelho, a ess\u00eancia, a abstra\u00e7\u00e3o do sinthoma. Isso passa por uma aboli\u00e7\u00e3o do s\u00edmbolo e do sintoma no primeiro sentido. H\u00e1 algo radical <em>em a cada um seu sintoma<\/em> que se afasta de toda simpatia, de toda liga\u00e7\u00e3o comunicacional, de toda generalidade, e que convida a apreender cada um como Um absoluto, isto \u00e9, separado\u201d.<\/p>\n<p><strong>Miller, J.A. (2010). Perspectivas do Semin\u00e1rio 23 de Lacan. O Sinthoma. Rio de Janeiro:\u00a0 J. Zahar Editor, p. 141.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>5.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNessa perspectiva, podemos acompanhar o que Lacan prop\u00f5e no <em>Semin\u00e1rio <\/em>25 \u2018O Momento de Concluir\u00b4, como sendo o imagin\u00e1rio a possibilidade de abordarmos o real. Sendo o simb\u00f3lico inadequado ao real, resta-nos, na hi\u00e2ncia que permanece entre imagin\u00e1rio e real, imagin\u00e1-lo. Ele diz que h\u00e1 uma inibi\u00e7\u00e3o em enfrentar essa hi\u00e2ncia, por\u00e9m&#8230;\u00b4Se n\u00e3o vamos em dire\u00e7\u00e3o a essa dist\u00e2ncia entre o imagin\u00e1rio e o real, ficamos sem recurso&#8230;<\/p>\n<p>Ou seja, resta-nos tecer o real a partir de pequenos peda\u00e7os, fiapos, pe\u00e7as soltas que constituem o <em>falasser <\/em>e determinam um gozo fora do sentido\u201d.<\/p>\n<p><strong>Silva, R. F. (2016). Resposta ao coment\u00e1rio&#8230; Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, S\u00e3o Paulo, n. 74, 2016, p. 38.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h3><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><u>EIXO 3:<\/u><\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>O que est\u00e1 em jogo na pol\u00edtica lacaniana se nos referirmos a ela como acontecimento de corpo?<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1.<\/p>\n<p>\u201cA causa anal\u00edtica \u00e9 indissoci\u00e1vel de sua dimens\u00e3o pol\u00edtica, negar o inconsciente e sua marca singular tem um efeito desumanizante, a descoberta freudiana eleva o humano \u00e0 dignidade do sujeito.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Miller-Rose, \u00c8. \u201cT\u00e3o dif\u00edcil quanto raro\u201d. In Miller, J-A.; Alberti, C. (Org.) Lacan redivivus. Rio de Janeiro: Zahar, 2022, p. 360.<\/strong><\/p>\n<p>2.<\/p>\n<p>\u201cLa primera historia, la historia de los tr\u00eas prisioneiros, no es uma historia clinica, es uma historia pol\u00edtica.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A. Los usos del lapso. Los cursos psicoanal\u00edticos. Buenos Aires: Ed. Paid\u00f3s, 2004, p. 415.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3.<\/p>\n<p>\u201cSe disse que escuchar es una pol\u00edtica, un medio de dominaci\u00f3n, ya nada m\u00e1s comum, incluso cuando se interpreta lo que se escucha, cuando lo que se disse se interpreta como significando outra cosa, significando m\u00e1s, significando algo que est\u00e1 dejado de lado.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J-A. Todo mundo es loco. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2015, p. 333.<\/strong><\/p>\n<p>4.<\/p>\n<p>\u201cEs la pol\u00edtica lacaniana: aguardo, es decir observo, no fuerzo las cosas, siguen su curso. Pero no espero nada, as\u00ed no me decepcionar\u00e9. Es la grand f\u00f3rmula de la pol\u00edtica lacaniana.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A. El ultim\u00edssimo Lacan. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013, p.93.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>5.<\/p>\n<p>\u201cSe pensarmos no Nome-do-Pai a partir do <em>Witz<\/em>, veremos, ao contr\u00e1rio, que ele vai ao encontro do sujeito e de sua inven\u00e7\u00e3o. Sobre esse modo de entender o Nome-do-Pai, Lacan havia formulado em outro lugar a ideia de uma pol\u00edtica do <em>Witz<\/em>. Com efeito, o <em>Witz <\/em>pode suportar muito ou pouco uma pol\u00edtica.\u201d<\/p>\n<p><strong>Miller, J.-A. Perspectivas do Semin\u00e1rio 5 de Lacan. Rio de Janeiro: Zorge Zahar, 1999, p. 40. <\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong>6.<\/p>\n<p>\u201cDecifrar, portanto, o Outro que \u00e9 o Outro simb\u00f3lico; enquanto efeito da l\u00edngua. Podemos dizer que se trata de um dever de saber. \u00c9 a primeira rela\u00e7\u00e3o que o analista tem com a pol\u00edtica.\u201d<\/p>\n<p><strong>Brousse, M-.H. O Inconsciente \u00e9 a Pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2018, p. 18.<\/strong><\/p>\n<p>7.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 indiv\u00edduo numa an\u00e1lise, n\u00e3o \u00e9 a pol\u00edtica do indiv\u00edduo \u00e9 a pol\u00edtica do sujeito que interessa numa an\u00e1lise\u201d.<\/p>\n<p><strong>Brousse, M-.H. O Inconsciente \u00e9 a Pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2018, p. 28.<\/strong><\/p>\n<p>8.<\/p>\n<p>\u201cOs analistas n\u00e3o t\u00eam li\u00e7\u00f5es a dar aos cidad\u00e3os. Ou melhor, n\u00e3o h\u00e1 nada que os autorizaria a ter uma opini\u00e3o mais esclarecida que a dos economistas, dos pol\u00edticos, dos cidad\u00e3os de um modo geral. Por outro lado, enquanto analistas eles t\u00eam que ter uma pol\u00edtica da psican\u00e1lise. Em primeiro lugar, eles devem tomar partido, t\u00eam de se engajar e, em segundo, fazer com que a psican\u00e1lise seja poss\u00edvel e continue sendo. (&#8230;). Sua tarefa fundamental \u00e9 a de elaborar uma pol\u00edtica para a psican\u00e1lise, a partir de seus pr\u00f3prios fundamentos.\u201d<\/p>\n<p><strong>Brousse, M-.H. O Inconsciente \u00e9 a Pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2018<\/strong>,<strong> p.55-56.<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;pink&#8221;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><b>Cada um em seu mundo: todos delirantes?\u201d\u00a0<\/b><\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"font-weight: 400; color: #993300;\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas &#8211; 2\u00aa Remessa<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aproxima-se a <\/span><b>III Jornada da Se\u00e7\u00e3o Nordeste<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2014 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cada um em seu mundo: todos delirantes? <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta publica\u00e7\u00e3o, a Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias apresenta a continuidade de sua pesquisa acerca das bibliografias relacionadas aos tr\u00eas eixos tem\u00e1ticos, colaborando com a investiga\u00e7\u00e3o de cada um.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Boa leitura!<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><b>Eixo 1: Como situar a no\u00e7\u00e3o de acontecimento de corpo \u00e0 luz da no\u00e7\u00e3o de del\u00edrio generalizado?\u00a0<\/b><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 preciso diferenciar o sintoma como forma\u00e7\u00e3o do inconsciente, decifr\u00e1vel e revelador do desejo inconsciente, do sinthoma acontecimento de corpo, que sobressai do registro de um gozo indecifr\u00e1vel, \u2018gozo opaco, por excluir o sentido\u2019\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Lacan, J. (1976). Joyce, o Sintoma. In: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 566.\u00a0<\/b><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO homem est\u00e1 capturado pela imagem de seu corpo. Este ponto explica muitas coisas e, em primeiro lugar, o privil\u00e9gio que t\u00eam dita imagem para ele. Seu mundo, se \u00e9 que esta palavra tem algum sentido, seu <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Umwelt<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, o que o rodeia, ele o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">corpo-reifica, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">o faz coisa \u00e0 imagem de seu corpo. N\u00e3o tem a menor ideia, certamente, do que acontece neste corpo. Como sobrevive um corpo? N\u00e3o sei se isto chama a aten\u00e7\u00e3o de voc\u00eas, nem que seja um pouco \u2014 se voc\u00eas se t\u00eam um arranh\u00e3o, pois bem, isso se conserta. \u00c9 t\u00e3o surpreendente, nem mais nem menos, quanto o fato de que a lagartixa que perde seu rabo o reconstitui. \u00c9 exatamente da mesma ordem\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Lacan, J. (1975). Confer\u00eancia em Genebra sobre o Sintoma. S\u00e3o Paulo: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n. 23, dez. 1998, p. 3.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDigo que o saber afeta o corpo do ser que s\u00f3\u0301 se torna ser pelas palavras, isso por fragmentar seu gozo, por recortar este corpo atrav\u00e9s delas ate\u0301 produzir as aparas com que fa\u00e7o o (a), a ser lido objeto pequeno a (\u2026) ou ainda, a (a)causa prim\u00e1ria de seu desejo\u201d<\/span><\/p>\n<p><b>Lacan J. (1971-72). Ou pior. In: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. <\/b><b>548<\/b><b>.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSi bien la escucha es cada vez m\u00e1s popular, hoy en d\u00eda la interpretaci\u00f3n lo es mucho menos. Es el sentido del positivismo de nuestra \u00e9poca wokista: &#8216;Soy lo que digo y punto, ninguna otra cosa&#8217;. Se trata aqu\u00ed, evidentemente, de un peligro mortal para el psicoan\u00e1lisis. En una conversaci\u00f3n en la librer\u00eda Mollat de Bordeaux, el oto\u00f1o pasado, Jacques-Alain Miller observaba que el mejor obst\u00e1culo ante dicho positivismo era la existencia de cierto real, aquel que Lacan llamaba &#8216;la astilla en la carne&#8217; en su texto &#8216;Juventud de Gide&#8217;. En efecto, aunque podamos jugar a ignorar, o inclusive a borrar el texto del inconsciente, no podemos hacer lo mismo con el goce al que el inconsciente responde. Al estar alojada en el cuerpo, y no en la memoria, una astilla no se deja olvidar, ya que no cesar\u00e1 de atormentar hasta que no sea extra\u00edda\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Hellebois, P. La astilla en la carne de Gide (2023). Virtualia, Revista Digital de La EOL. A\u00f1o XVII, Mayo. n. 42.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEnt\u00e3o o sintoma \u00e9 o acontecimento que vem afetar aquele corpo, que vem afetar o escabelo e vem mostrar sua trama, sua l\u00f3gica. \u00c9 nesse sentido que Lacan fala de Joyce dizendo que ele &#8216;\u00e9 sintomato-logia&#8217; [<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">symptomato-logie<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">]; de fato, na sua escrita e na sua vida, ele atualiza a l\u00f3gica do sintoma, &#8216;contornando a sua reserva&#8217; de escabelo, ao mesmo tempo que o torna um pedestal.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse sintoma \u00e9 o fundamento de uma nova cl\u00ednica, que \u00e9 a dos efeitos corporais da linguagem \u2013 efeitos produzidos na consist\u00eancia imagin\u00e1ria do corpo, em sua trama simb\u00f3lica, em suas epifanias reais. Esses sintomas, que chamamos de novos, devem ser constru\u00eddos no tratamento como um acontecimento de corpo de gozo, que s\u00e3o os \u00fanicos acontecimentos verdadeiros da vida, na vida de um homem\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Roy, D. (2021). O que chamamos de \u201cAcontecimento de Corpo\u201d?. Dispon\u00edvel em: &lt;&lt;<\/b><a href=\"https:\/\/clipp.org.br\/atualidades-psicanaliticas-33\/\"><b>https:\/\/clipp.org.br\/atualidades-psicanaliticas-33\/<\/b><\/a><b>&gt;&gt; Acessado em 17 out 2023.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPensar no del\u00edrio generalizado implica partir do UM. O Outro n\u00e3o existe. O S2 abre, ent\u00e3o, um discurso sempre delirante, pois fala \u2018do que n\u00e3o h\u00e1\u2019, da inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, de uma significante pura exist\u00eancia; um sem-sentido original. As consequ\u00eancias s\u00e3o cruciais. Trata-se de um giro de 180 graus. O sentido do tratamento n\u00e3o \u00e9 mais o sentido que vai do Simb\u00f3lico na dire\u00e7\u00e3o do Imagin\u00e1rio, mas parte do Sem-sentido que se orienta do Simb\u00f3lico ao Real. Lacan pode, assim, formular que \u2018todo mundo \u00e9 louco, ou seja, delirante\u2019\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>Horne, B. (2017). O UM e a Foraclus\u00e3o Generalizada \u2013Boletim n<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2070<\/span><b>04 da XXII Jornada EBP-BAHIA, set. 2017\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h3><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><b>Eixo 2: Pela via do sinthoma, como podemos ler a rela\u00e7\u00e3o do <\/b><b><i>falasser <\/i><\/b><b>com o mundo?\u00a0<\/b><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA distin\u00e7\u00e3o n\u00edtida entre neurose e psicose, contudo, \u00e9 enfraquecida pela circunst\u00e2ncia de que tamb\u00e9m na neurose n\u00e3o faltam tentativas de substituir uma realidade desagrad\u00e1vel por outra que esteja mais de acordo com os desejos do indiv\u00edduo. Isso \u00e9 possibilitado pela exist\u00eancia de um <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">mundo de fantasia, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">de um dom\u00ednio que ficou separado do mundo externo real na \u00e9poca da introdu\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio de realidade\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Freud (1924). A perda da realidade na neurose e na psicose. In S. Freud, Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 2006, Vol XIX, p. 208.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o haver equival\u00eancia \u00e9 a \u00fanica coisa, o \u00fanico reduto no qual se suporta o que chamamos de rela\u00e7\u00e3o sexual no falasser, no ser humano\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Lacan, J. (1975-76). O Semin\u00e1rio Livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 98.<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPelo fato mesmo de que o corpo \u00e9 falante, da\u00ed decorre que ele se encontra em dificuldade com seu gozo: este lhe \u00e9 opaco, apresenta-se sempre como um excesso. No ser humano, ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">falasser<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, o gozo \u00e9 sempre como um sintoma do corpo, como um real: n\u00e3o est\u00e1 tudo bem\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Miller, J. A. (2022). Coment\u00e1rio sobre a terceira. In: Lacan, J.; Miller, J-A. A terceira; Teoria de lal\u00edngua. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 70.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA teoria do gozo deve ser, ela tamb\u00e9m, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">desedipianizada<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Segundo ela, o que nos \u00e9 dado como gozo n\u00e3o conv\u00e9m \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual. \u00c9 nisso que o gozo faz sinthoma. O <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sinthoma de Lacan \u00e9 o sintoma, simplesmente generalizado. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o sintoma, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 puls\u00e3o sexual total. Isso constitui sintoma, mas um sintoma irremedi\u00e1vel. Por isso, ao longo dessa s\u00e9rie de gozo substitutiva, ocorre uma meton\u00edmia. As maravilhosas transforma\u00e7\u00f5es da libido que Freud p\u00f4de detalhar encontram aqui o seu lugar: simplesmente, elas n\u00e3o terminam, n\u00e3o se fecham numa totalidade unit\u00e1ria. Nesse sentido, se lhe retiramos sua refer\u00eancia origin\u00e1ria, o gozo est\u00e1 por toda a parte no significante: h\u00e1 um gozo da fala que faz parte no significante: h\u00e1 um gozo da fala que faz parte da meton\u00edmia dos gozos substitutivos; h\u00e1 um gozo do saber; h\u00e1 um gozo do proibido. H\u00e1 tamb\u00e9m um gozo de pensamento, assim como h\u00e1 o gozo do corpo. (\u2026) n\u00e3o h\u00e1 nada que entre na esfera do interesse do falasser no qual n\u00e3o possa identificar um gozo. Parafraseando Leibniz, poder\u00edamos dizer: nada \u00e9 sem gozo\u201d<\/span><\/p>\n<p><b>Miller, J-A. (2011). Perspectivas dos Escritos e Outros Escritos de Lacan: entre desejo e gozo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, p. 212-213.<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO sinthoma desloca a refer\u00eancia \u00e0 linguagem para <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">lal\u00edngua <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e a consequ\u00eancia desse deslocamento \u00e9 que Lacan passa a ocupar-se menos dos efeitos de sentido. A cis\u00e3o entre <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">lal\u00edngua <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e a linguagem separa o efeito de sentido do afeto. O sinthoma \u00e9 um acontecimento de corpo que permite experimentar a presen\u00e7a de um gozo que exclui o sentido. Essas coordenadas ressignificam uma concep\u00e7\u00e3o: que a psican\u00e1lise servia somente para que o afeto fosse submetido a um efeito de sentido. Funda-se, assim, uma pr\u00e1tica orientada pelo real que se inscreve no que Miller chamou de uma teoria do incur\u00e1vel ao reconfigurar o estatuto cl\u00e1ssico o sintoma\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Zack, O. (2018). Scilicet: As psicoses ordin\u00e1rias e as outras \u2014 sob transfer\u00eancia. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, p. 338<\/b><b>.<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><b>Eixo 3: \u201cO que est\u00e1 em jogo na pol\u00edtica lacaniana se nos referirmos a ela como acontecimento de corpo?\u201d\u00a0<\/b><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSe Freud escreveu em algum lugar, que \u2018a anatomia \u00e9 o destino\u2019 h\u00e1 a\u00ed talvez um momento onde, quando se voltar a uma s\u00e3 percep\u00e7\u00e3o do que Freud nos descobria, se dir\u00e1 n\u00e3o digo mesmo a \u2018pol\u00edtica \u00e9 o inconsciente\u2019, mas simplesmente, o inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica!\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Lacan, J. (1966-67). Semin\u00e1rio: Livro 14: A l\u00f3gica da fantasia. Recife, 2008, p. 350.<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO analista \u00e9 ainda menos livre naquilo que domina a estrat\u00e9gia e a t\u00e1tica, ou seja, em sua pol\u00edtica, onde ele faria melhor situando-se em sua falta-a-ser do que em seu ser\u201d<\/span><\/p>\n<p><b>Lacan, J. (1958). A dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios do seu poder. In:<\/b> <b>Escritos.<\/b> <b>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 596.<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu n\u00e3o quero dizer que o pol\u00edtico \u00e9 o psicanalista. Plat\u00e3o, precisamente com o pol\u00edtico, come\u00e7a a fazer uma ci\u00eancia da pol\u00edtica, e Deus sabe onde isso nos levou depois. Mas para <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3crates, o b<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">m pol\u00edtico \u00e9 o psicana<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">l<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">is<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">t<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">a\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Lacan, J. (<\/b><b>1954 \u2013 1955). <\/b><b>O semin\u00e1rio Livro 2: o eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psicanalise. <\/b><b>Rio de Janeiro: Zahar Editor, <\/b><b>1985, p. 31.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA defini\u00e7\u00e3o do inconsciente pela pol\u00edtica tem ra\u00edzes profundas no ensino de Lacan.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u2018O inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u2019 \u00e9 um desenvolvimento de \u2018O inconsciente \u00e9 o discurso<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">do Outro\u2019. Essa rela\u00e7\u00e3o com o Outro, intr\u00ednseca ao inconsciente, \u00e9 o que anima<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">desde o in\u00edcio o ensino de Lacan. \u00c9 a mesma coisa quando estabelece que o Outro<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 dividido e n\u00e3o existe como Um. \u2018O inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u2019 radicaliza a defini\u00e7\u00e3o<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Witz<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, do chiste como processo social que tem seu reconhecimento e sua<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">satisfa\u00e7\u00e3o no Outro, enquanto comunidade unificada no instante de rir. A an\u00e1lise<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">freudiana do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Witz<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> justifica o fato de Lacan articular o sujeito do inconsciente a um<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Outro, e qualificar o inconsciente como transindividual. \u00c9 poss\u00edvel passar de \u2018o<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">inconsciente \u00e9 transindividual\u2019 para \u2018o inconsciente \u00e9 pol\u00edtico\u2019, desde que fique claro<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">que esse Outro \u00e9 dividido, que ele n\u00e3o existe como Um\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Miller, J-A (2011). Intui\u00e7\u00f5es milanesas. Op\u00e7\u00e3o lacaniana online. Nova s\u00e9rie. ano<\/b> <b>2, n. 5, jul, p. 6-7. Dispon\u00edvel em: &lt;&lt;<\/b><a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_5\/Intui%C3%A7%C3%B5es_milanesas.pdf\"><b>http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_5\/Intui\u00e7\u00f5es_milanesas.pdf<\/b><\/a><b>&gt;&gt;. Acessado em 17 out 2023.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTomei como ponto de partida uma proposi\u00e7\u00e3o de Lacan retirada do seu Semin\u00e1rio \u2018A l\u00f3gica da fantasia\u2019, que encontrei um pouco antes da minha sa\u00edda em uma esp\u00e9cie de psicopatologia da vida pol\u00edtica que acaba de ser publicada aqui. Eis a proposi\u00e7\u00e3o: \u2018N\u00e3o digo \u2018a pol\u00edtica \u00e9 o inconsciente\u2019, mas simplesmente \u2018o inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u2019\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Miller, J-A. (2011). Intui\u00e7\u00f5es milanesas. Op\u00e7\u00e3o lacaniana online. Nova s\u00e9rie.<\/b> <b>ano 2, n. 5, jul, p. 2. Dispon\u00edvel em: &lt;&lt;<\/b><a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_5\/Intui%C3%A7%C3%B5es_milanesas.pdf\"><b>http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_5\/Intui\u00e7\u00f5es_milanesas.pdf<\/b><\/a><b>&gt;&gt;. Acessado em 17 out 2023.\u00a0<\/b><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_separator color=&#8221;pink&#8221;][vc_empty_space][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><b>Cada um em seu mundo: todos delirantes?\u201d\u00a0<\/b><\/span><\/h3>\n<h3><span style=\"font-weight: 400; color: #993300;\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas &#8211; 3\u00aa Remessa<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a publica\u00e7\u00e3o da terceira remessa bibliogr\u00e1fica, chega-se ao momento final do trabalho desta comiss\u00e3o. Trabalho que levou seus integrantes a se debru\u00e7arem sobre t\u00edtulos de autores do Campo Freudiano, a fim de destacar indica\u00e7\u00f5es e cita\u00e7\u00f5es com o intuito de auxiliar na pesquisa e produ\u00e7\u00f5es dos textos, em torno da tem\u00e1tica proposta para a III Jornada da Se\u00e7\u00e3o NE \u2013 Cada um no seu mundo, todos delirantes?<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h3><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><b>Eixo 1: Como situar a no\u00e7\u00e3o de acontecimento de corpo \u00e0 luz da no\u00e7\u00e3o de del\u00edrio generalizado?\u00a0<\/b><\/span><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNo processo de uma an\u00e1lise, podemos constatar na cl\u00ednica que o corpo surge em suas tr\u00eas dimens\u00f5es: imagin\u00e1ria, simb\u00f3lica e real. Sigmund Freud ressalta a import\u00e2ncia de o analista se atentar para como o corpo se apresenta durante a sess\u00e3o. Freud ouviu a &#8220;participa\u00e7\u00e3o na conversa&#8221; que as pernas de sua paciente, Elizabeth Von R, tiveram durante a sess\u00e3o (Freud, 1893-1895\/1996, p. 173). Suas pernas do\u00edam e, segundo ele, a dor despertada persistia enquanto a paciente estivesse sob a influ\u00eancia da lembran\u00e7a traum\u00e1tica. Lacan refor\u00e7a esse ensinamento ao dizer que &#8220;as dores que reaparecem, que se acentuam, que se tornam mais ou menos intoler\u00e1veis durante a pr\u00f3pria sess\u00e3o, fazem parte do discurso do sujeito [&#8230;]&#8221; (Lacan, 1957-1958\/1999, p. 337).<\/span><\/p>\n<p><strong>FREUD, S. (1996). Estudos sobre a Histeria. In S. Freud. Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud (Vol. 2). Rio de Janeiro: Imago. (Obra original publicada em 1893-1895)<\/strong><\/p>\n<p><strong>LACAN, J. (1999). O Semin\u00e1rio. Livro 5: As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, (Obra original publicada em 1957-1958).\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA express\u00e3o \u201cacontecimento de corpo\u201d como definidor do sintoma encontra-se no texto que Lacan propiciou para as Atas do Simp\u00f3sio Joyce em 1975, sob o t\u00edtulo de \u201cJoyce o sintoma\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDeixemos o sintoma no que ele \u00e9: um acontecimento de corpo, ligado a que: a gente o tem, a gente tem ares de, a gente areja a partir do a gente o tem. Isso pode at\u00e9 ser cantado, e Joyce n\u00e3o se priva de faz\u00ea-lo\u201d (Lacan, 2003, p. 565).<\/span><\/p>\n<p><strong>LACAN J., Outros escritos, Rio de Janeiro: Zahar, 2003.<\/strong><\/p>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201dO alargamento do conceito de del\u00edrio das reformula\u00e7\u00f5es de Lacan sobre a linguagem, o gozo e o corpo est\u00e3o presentes no artigo de Pascale Fari, no qual a linguagem como dist\u00farbio do real explica o del\u00edrio generalizado.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong>FARI, P. Lal\u00edngua. In: MACHADO, O.; RIBEIRO, V. A. (Org.). Scilicet: o real no s\u00e9culo XXI. Belo Horizonte: Scriptum\/Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2014.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">4.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando dizemos \u201ccorpo vivo\u201d, descartamos este corpo simbolizado, assim como o corpoimagem. Nem imagin\u00e1rio, nem simb\u00f3lico, mas vivo, eis o corpo que \u00e9 afetado pelo gozo. Nada cria obst\u00e1culo ao fato de situarmos o gozo como uma afeta\u00e7\u00e3o do corpo, e a quest\u00e3o \u00e9 a de dar sentido a este adjetivo que n\u00e3o podemos elidir, \u201cvivo\u201d, que tem para n\u00f3s, evidentemente, bem menos precis\u00e3o do que o adjetivo imagin\u00e1rio ou o adjetivo simb\u00f3lico.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong>MILLER, JA. (2000[2004]) \u201cBiologia Lacaniana e acontecimento de corpo\u201d S\u00e3o Paulo, Op\u00e7\u00e3o Lacaniana n 41, p.18\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">5.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO sintoma opera de modo selvagem. O que n\u00e3o cessa de se escrever no sintoma resulta disso [&#8230;] a repeti\u00e7\u00e3o do sintoma \u00e9 esse algo do qual acabo de dizer que de modo selvagem \u00e9 escrita\u201d (LACAN, 1974-1975). \u201cO selvagem remete ao gozo do acontecimento de corpo, \u00e9 um gozo contingente que se escreve recortando-se de lal\u00edngua e, al\u00e9m disso, \u00e9 um gozo sem Outro\u201d p.33<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEsse \u00e9 o acontecimento de corpo que se produz no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">troumatisme<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: a inscri\u00e7\u00e3o da letra e de sua borda, que instaura a compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o do sintoma e a escrita selvagem do sintoma. Essa inscri\u00e7\u00e3o, essa marca que se repete, \u00e9 um acontecimento de corpo\u201d p. 35<\/span><\/p>\n<p><strong>ALVARES BAYON, P. Tr\u00eas vers\u00f5es do Um e acontecimento de corpo. Curinga 53-54. p. 33 e 35<\/strong><\/p>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">6.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO aforismo \u201cTodo mundo \u00e9 louco\u201d n\u00e3o diz respeito a todos os seres da Terra, mas unicamente aos seres falantes que obedecem como podem ao c\u00f3digo da linguagem e que est\u00e3o imersos em um discurso que cria la\u00e7o social [&#8230;]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A loucura constitui assim uma defesa universal e estrutural do ser falante contra o real. Ela se apoia no Outro, mesmo se ela se instala diferentemente em cada estrutura.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0CAROZ,G.\u00a0O grau zero da loucura. Dispon\u00edvel em: &lt;&lt;<a href=\"https:\/\/congresamp2024.world\/pt-br\/o-grau-zero-da-loucura\/\">https:\/\/congresamp2024.world\/pt-br\/o-grau-zero-da-loucura\/<\/a><\/strong><\/p>\n<h3><\/h3>\n<hr \/>\n<h3><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><b>Eixo 2: Pela via do sinthoma, como podemos ler a rela\u00e7\u00e3o do <\/b><b><i>Falasser<\/i><\/b><b> com o mundo?\u00a0<\/b><\/span><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 no simb\u00f3lico, na medida em que \u00e9 lal\u00edngua que o suporta, que o saber inscrito de lal\u00edngua &#8211; que, falando propriamente, constitui o inconsciente &#8211; se elabora, ganha do sintoma. Isso n\u00e3o impede que o c\u00edrculo marcado com o S n\u00e3o corresponda a algo desse saber que jamais ser\u00e1 reduzido. Isto \u00e9, a saber, a Urverdr\u00e4ngt de Freud, ou seja, o que, do inconsciente, nunca ser\u00e1 interpretado\u201d.<\/span><\/p>\n<p><strong>Lacan, J. (2022). A Terceira: Teoria de Lal\u00edngua. Rio de Janeiro: Zahar, p. 55.<\/strong><\/p>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cChamo aqui de esquizofr\u00eanico o sujeito que n\u00e3o evitaria o real. E o falasser [parl\u00e9tre] \u201cpara quem o simb\u00f3lico n\u00e3o serve para evitar o real, porque esse simb\u00f3lico \u00e9, ele mesmo, real. Se n\u00e3o h\u00e1 discurso que n\u00e3o seja de semblante, h\u00e1 um del\u00edrio que \u00e9 do real, e trata-se do del\u00edrio do esquizofr\u00e9nico. E da\u00ed que se pode construir o universal do del\u00edrio\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Miller, J. A (1996), Matemas I: Cl\u00ednica Ir\u00f4nica, Jorge Zahar Ed: Rio de Janeiro, p. 192.<\/strong><\/p>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cLer um sintoma [&#8230;] consiste em privar o sintoma de sentido. \u00c9 inclusive por isso que no aparelho de interpretar de Freud \u2013 que o pr\u00f3prio Lacan havia formalizado, havia clarificado, isto \u00e9, o tern\u00e1rio edipiano \u2013 Lacan substituiu por um tern\u00e1rio que n\u00e3o faz sentido, o do Real, do Simb\u00f3lico e do Imagin\u00e1rio. Mas ao deslocar a interpreta\u00e7\u00e3o do enquadre edipiano para o enquadre borromeano, \u00e9 o pr\u00f3prio funcionamento da interpreta\u00e7\u00e3o que muda e passa da escuta do sentido \u00e0 leitura do fora de sentido\u201d.<\/span><\/p>\n<p><strong>Miller, J. A. (2023). Ler um sintoma. <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2023\/ler-um-sintoma\/\">https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2023\/ler-um-sintoma\/<\/a><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">4<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">.\u201cDado que o recha\u00e7o do gozo se produz em todos os casos, a quest\u00e3o \u00e9: o que domestica o gozo? A resposta \u00e9 o sinthoma; \u00e9 ele que realiza essa conten\u00e7\u00e3o, que domestica o gozo. Por isso a fun\u00e7\u00e3o do pai \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do sinthoma, axioma do \u00faltimo ensino de Lacan, no qual o que importa n\u00e3o \u00e9 tanto o Nome-do-Pai, mas o que domestica o gozo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><strong>Graciela Brodsky (2012), A loucura nossa de cada dia.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">5.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA amplia\u00e7\u00e3o do conceito de psicose n\u00e3o se confunde com a generaliza\u00e7\u00e3o da nossa loucura ordin\u00e1ria [&#8230;] Levando-se em conta essa distin\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podemos deduzir do aforismo \u201ctodo mundo \u00e9 louco\u201d nenhuma patologiza\u00e7\u00e3o ou despatologiza\u00e7\u00e3o generalizada. Mas podemos extrair do mesmo duas proposi\u00e7\u00f5es: a primeira afirma que todo discurso normativo \u00e9 delirante, incluindo o que se apoia no Nome-do-Pai; a segunda, que se deduz da primeira, afirma que todo falasser inventa \u00e0 sua maneira uma forma singular e \u00fanica de dar consist\u00eancia ao que n\u00e3o tem consist\u00eancia e de remendar o que se apresenta como o verdadeiro furo, S(\u023a)\u201d.<\/span><\/p>\n<p><strong>Alvarenga, E. (2023). \u201cDiagnosticar e Despatologizar\u201d. <a href=\"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/textos\/eixo-2-diagnosticar-e-despatologizar\/\">https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/textos\/eixo-2-diagnosticar-e-despatologizar\/<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h3><\/h3>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Eixo 3: \u201cO que est\u00e1 em jogo na pol\u00edtica lacaniana se nos referirmos a ela como acontecimento de corpo?\u201d<\/span><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1.El mensaje de Freud qued\u00f3 pues como um extra\u00f1o memento que \u00e9l leg\u00f3 a la posteridade, a quienes tomaban el relevo de su descubimiento y de su pr\u00e1ctica, para que se sepa que seguimos enlazados a la religi\u00f3n, que hay algo de la religi\u00f3n que no cesa de escribirse. C\u00f3mo desconorcelo hoy, cuando la creencia religiosa ba\u00f1a la politica de m\u00faltiples maneras?<\/span><\/p>\n<p><strong>MILLER, J-A. In.: Um esfuerzo de poesia. 2016, p. 264<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201dO sujeito est\u00e1 primeiramente dividido pelo fato de falar, pelo fato de falar a algu\u00e9m, e esse direcionamento j\u00e1 faz com que a multid\u00e3o se apresse a escolher um chefe. \u00c9 por isto que \u00e9 err\u00f4neo opor o social e o indiv\u00edduo. O indiv\u00edduo n\u00e3o se op\u00f5e \u00e0 multid\u00e3o, mas, porque o sujeito est\u00e1 dividido, procura na massa uma solu\u00e7\u00e3o para a sua divis\u00e3o. Por esta raz\u00e3o, a massa \u00e9 a pior aliena\u00e7\u00e3o que encontra, mas \u00e9 ele pr\u00f3prio, porque fala, quem produz a multid\u00e3o onde se aliena. \u00c9 porque est\u00e1 alienado ao que ignora em sua pr\u00f3pria fala que o sujeito cria uma multid\u00e3o que come\u00e7a por dois. A oposi\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo e do pol\u00edtico \u00e9 ainda um efeito de sua aliena\u00e7\u00e3o, o apoliticismo como oposi\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo ao social \u00e9 a consequ\u00eancia derradeira da aliena\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong>POMMIER, G. In.: Freud Apol\u00edtico?1989, p. 21<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201dO indiv\u00edduo n\u00e3o \u00e9 opon\u00edvel ao pol\u00edtico originalmente, pois j\u00e1 \u00e9 o resultado de um processo; \u00e9 contempor\u00e2neo da massa.\u00a0 Tal ponto de vista significa que h\u00e1 algo antes do indiv\u00edduo e da massa, que conv\u00e9m considerar como um par indissol\u00favel. Esse par implica o lugar virtual do ideal do chefe, ocupado praticamente por quem quer que seja. O que o grupo deve preservar para que os indiv\u00edduos que o constituem mantenham sua consist\u00eancia \u00e9, sen\u00e3o o chefe, pelo menos o ideal do Eu. Assim, uma na\u00e7\u00e3o pode manter sua coes\u00e3o gra\u00e7as a um de seus escritores, \u00e0 sua religi\u00e3o, a suas refer\u00eancias culturais em geral. Quando esse ideal do Eu \u00e9 destru\u00eddo em diversas circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas, um povo sem d\u00favida atinge a maior mis\u00e9ria que possa imaginar.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong>POMMIER, G. In.: Freud Apol\u00edtico?1989, p. 22-23<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_column_text] Comiss\u00e3o de refer\u00eancias: Bibiana Poggi (coordenadora), Cynthia Medeiros, Juliana Teixeira, K\u00e9sia Ramos, Roberta Gusm\u00e3o, Suele Conde e Zaeth Nascimento. 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