{"id":5660321,"date":"2022-09-14T07:45:07","date_gmt":"2022-09-14T10:45:07","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/?page_id=5660321"},"modified":"2022-09-14T07:49:17","modified_gmt":"2022-09-14T10:49:17","slug":"referencias-eixo-3-o-analista-na-diversidade-dos-sintomas-da-epoca-primeira-entrega","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/bibliografia\/referencias-eixo-3-o-analista-na-diversidade-dos-sintomas-da-epoca-primeira-entrega\/","title":{"rendered":"Refer\u00eancias Eixo 3: O analista na diversidade dos sintomas da \u00e9poca &#8211; primeira entrega"},"content":{"rendered":"[vc_row][vc_column]<div class=\"norebro-text-sc \" \n\tid=\"norebro-custom-69e8ba7bbaede\" \n\t \n\t>\n\n\t<h3><strong>Refer\u00eancias Eixo 3:<\/strong><strong> O analista na diversidade dos sintomas da \u00e9poca &#8211; primeira entrega<\/strong><\/h3>\n<h5><strong>Colaboradores: Carlange, \u00c9der, Nelson<\/strong><\/h5>\n<p><strong>FREUD<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u201c&#8230;Um sintoma \u00e9 um sinal e um substituto de uma satisfa\u00e7\u00e3o instintual que permaneceu em estado jacente; \u00e9 uma consequ\u00eancia do processo de repress\u00e3o&#8230;\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sigmund Freud, <strong>Inibi\u00e7\u00e3o, Sintoma e Ansiedade<\/strong> (1926). In: Obras Completas de S. Freud. Edi\u00e7\u00e3o Standard brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996, p.95.<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cA forma\u00e7\u00e3o de sintomas, portanto, de fato p\u00f5e termo \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de perigo. Ela tem dois aspectos; um, oculto da vis\u00e3o, acarreta a altera\u00e7\u00e3o no id em virtude da qual o ego \u00e9 afastado de perigo; o outro, apresentado abertamente, revela o que foi criado em lugar do processo instintual que foi afetado \u2013 a saber, a forma\u00e7\u00e3o substitutiva.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sigmund Freud, <strong>Inibi\u00e7\u00e3o, Sintoma e Ansiedade<\/strong> (1926). In: Obras Completas de S. Freud. Edi\u00e7\u00e3o Standard brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996, p.143.<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c\u00c9 tempo de nos ocuparmos com a ess\u00eancia dessa cultura, cujo valor de felicidade \u00e9 colocado em d\u00favida.\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sigmund Freud, <strong>O Mal-Estar na Cultura<\/strong> (1930). In: Cultura, sociedade, religi\u00e3o: O mal-estar na cultura e outros escritos. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020. p. 337<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c&#8230;O desenvolvimento da cultura parece-nos um processo singular que se desenrola sobre a humanidade, processo no qual muitas coisas nos d\u00e3o certa impress\u00e3o de familiaridade. Esse processo n\u00f3s podemos caracterizar pelas modifica\u00e7\u00f5es que ele empreende nas conhecidas disposi\u00e7\u00f5es pulsionais humanas, cuja satisfa\u00e7\u00e3o n\u00e3o deixa de ser a tarefa econ\u00f4mica de nossa vida. Algumas dessas puls\u00f5es s\u00e3o absorvidas de tal maneira que em seu lugar surge alguma coisa que, em um indiv\u00edduo isolado [<em>beim Einzelindividuum<\/em>], descreve como uma particularidade do car\u00e1ter.\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sigmund Freud, <strong>O Mal-Estar na Cultura<\/strong> (1930). In: Cultura, sociedade, religi\u00e3o: O mal-estar na cultura e outros escritos. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020. p. 346<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c&#8230;De alguma forma o medo se esconde por tr\u00e1s de todos os sintomas, mas ora reclama ruidosamente a consci\u00eancia toda para si, ora esconde-se t\u00e3o perfeitamente que somos obrigados a falar de medo inconsciente ou \u2013 se quisermos ter uma consci\u00eancia moral mais puramente psicol\u00f3gica, j\u00e1 que o medo \u00e9, antes de tudo, apenas uma sensa\u00e7\u00e3o [<em>Empfindung<\/em>] \u2013 de possibilidades de medo&#8230;\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sigmund Freud, <strong>O Mal-Estar na Cultura<\/strong> (1930). In: Cultura, sociedade, religi\u00e3o: O mal-estar na cultura e outros escritos. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020. p. 392<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>LACAN<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u201cQuer se pretenda agente de cura, de forma\u00e7\u00e3o ou de sondagem, a psican\u00e1lise disp\u00f5es de apenas um meio: a fala do paciente. A evid\u00eancia desse fato n\u00e3o justifica que se o negligencie. Ora, toda fala pede uma resposta. Mostraremos que n\u00e3o h\u00e1 fala sem resposta, mesmo que depare apenas com o sil\u00eancio, desde que ela tenha um ouvinte, e que \u00e9 esse o cerne de sua fun\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos<\/strong>. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. \u00a0p.248 &#8211; 249<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c\u00c9 no nome do pai que se deve reconhecer o suporte da fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que, desde o limiar dos tempos hist\u00f3ricos, identifica sua pessoa com a imagem da lei. Essa concep\u00e7\u00e3o nos permite estabelecer uma distin\u00e7\u00e3o clara, na an\u00e1lise de um caso, entre os efeitos inconscientes dessa fun\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es narc\u00edsicas, ou entre eles e as rela\u00e7\u00f5es reais que o sujeito mant\u00e9m com a imagem e a a\u00e7\u00e3o da pessoa que a encarna, da\u00ed resultando um modo de compreens\u00e3o que ir\u00e1 repercutir na pr\u00f3pria condu\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos.<\/strong> Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 279-280<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cO que ensinamos o sujeito a reconhecer como seu inconsciente \u00e9 sua hist\u00f3ria \u2013 ou seja, n\u00f3s o ajudamos a perfazer a historiciza\u00e7\u00e3o atual dos fatos que j\u00e1 determinaram em sua exist\u00eancia um certo n\u00famero de reviravoltas hist\u00f3ricas\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos.<\/strong> Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 263 .<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cO que est\u00e1 em jogo numa psican\u00e1lise \u00e9 o advento, no sujeito, do pouco de realidade que esse desejo sustenta nele em rela\u00e7\u00e3o aos conflitos simb\u00f3licos e \u00e0s fixa\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias, como meio de harmoniza\u00e7\u00e3o destes, e nossa via \u00e9 a experi\u00eancia intersubjetiva em que esse desejo se faz reconhecer\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos<\/strong>. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. \u00a0p.281<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c O Sintoma \u201c\u00e9 uma fala em plena atividade, pois inclui o discurso do outro no segredo de seu c\u00f3digo\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos<\/strong>. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 282<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cO eu do homem moderno adquiriu sua forma, como indicamos em outro ponto, no impasse dial\u00e9tico da bela alma que n\u00e3o reconhece a pr\u00f3pria raz\u00e3o de seu ser na desordem que ela denuncia no mundo\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos.<\/strong> Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 283<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cPara que a mensagem do analista responda \u00e0 interroga\u00e7\u00e3o profunda do sujeito, \u00e9 preciso, de fato, que o sujeito a escute como a resposta que lhe \u00e9 particular\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos.<\/strong> Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 292<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cPara liberar a fala do sujeito, n\u00f3s o introduzimos na linguagem de seu desejo, isto \u00e9, na linguagem primeira em que, para-al\u00e9m do que ele nos diz de si, ele j\u00e1 nos fala \u00e0 sua revelia, e prontamente o introduzimos nos s\u00edmbolos do sintoma\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos<\/strong>. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. \u00a0p.294<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cA forma pela qual se exprime a linguagem define, por si s\u00f3, a subjetividade\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos.<\/strong> Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 299<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cA fun\u00e7\u00e3o da linguagem n\u00e3o \u00e9 informar, mas evocar. O que busco na fala \u00e9 a resposta do outro. O que me constitui como sujeito \u00e9 minha pergunta\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Escritos<\/strong>. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998. \u00a0P.301<\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;Hay algo cuya incidencia quisiera indicar. Porque se trata del sesgo de un momento que es aquel que vimos en la historia. Hay una historia, aunque no sea forzosamente la que se cree, lo que vivimos es muy precisamente esto: que curiosamente la p\u00e9rdida, la p\u00e9rdida de lo que se soportar\u00eda en la dimensi\u00f3n del amor, si es efectivamente no la que yo digo \u2014yo no puedo decirla\u2014\u201c<em>a<\/em> ese Nombre del Padre se sustituye una funci\u00f3n que no es otra cosa que la del \u201cnombrar para\u201d [<em>nommer \u00e1<\/em>]. Ser nombrado para algo, he aqu\u00ed lo que despunta en un orden que se ve efectivamente sustituir al Nombre del Padre. Salvo que aqu\u00ed, la madre generalmente basta por si sola para designar su proyecto, para efectuar su trazado, para indicar su camino.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Les Non-Dupes Errent ou Les Noms Du P\u00e8re <\/strong>(1973-74). Clase de 19 de mar\u00e7o de 1974. In\u00e9dito.<\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;Es bien extra\u00f1o que aqu\u00ed lo social tome un predominio de nudo, y que literalmente produzca la trama de tantas existencias; \u00e9l detenta ese poder del \u201cnombrar para\u201d al punto de que despu\u00e9s de todo, se restituye con ello un orden, un orden que es de hierro [&#8230;]&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Les Non-Dupes Errent ou Les Noms Du P\u00e8re <\/strong>(1973-74). Clase de 19 de mar\u00e7o de 1974. In\u00e9dito.<\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;Kant rechaz\u00f3 como de antemano de nuestra \u00e9tica, a saber, que nada de lo que padezcamos puede de ninguna manera dirigirnos hacia nuestro bien; esto es algo que hay que entender no se sabe c\u00f3mo, como un pr\u00f3dromo, me atrevo a decir, y por eso escrib\u00ed una vez Kant con Sade, como un pr\u00f3dromo de lo que constituye efectivamente nuestra pasi\u00f3n: que ya no tenemos ninguna especie de idea de lo que, para nosotros, trazar\u00eda el camino del bien.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques Lacan. <strong>Les Non-Dupes Errent ou Les Noms Du P\u00e8re <\/strong>(1973-74). Clase de 19 de mar\u00e7o de 1974. In\u00e9dito.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>MILLER<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;Para que haya s\u00edntoma en el sentido freudiano, sin duda es necesario que haya sentido en juego.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques-Alain Miller. <strong>Ler um sintoma<\/strong>. In: Lacan XXI, Revista FAPOL On-Line, 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/\">http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;En nuestra pr\u00e1ctica asistimos entonces a la confrontaci\u00f3n del sujeto con los restos sintom\u00e1ticos. Pasamos por supuesto por el momento del desciframiento de la verdad del s\u00edntoma, pero llegamos a los restos sintom\u00e1ticos y all\u00ed no decimos <em>stop<\/em>. El analista no dice stop y el analizante no dice <em>stop<\/em>. El an\u00e1lisis en ese periodo, est\u00e1 hecho de la confrontaci\u00f3n directa del sujeto con lo que Freud llamaba los restos sintom\u00e1ticos y a los que nosotros damos otro estatuto muy diferente. Bajo el nombre de restos sintom\u00e1ticos Freud choc\u00f3 con lo real del s\u00edntoma, con lo que en el s\u00edntoma, es fuera de sentido.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques-Alain Miller. <strong>Ler um sintoma<\/strong>. In: Lacan XXI, Revista FAPOL On-Line, 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/\">http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;Leer un s\u00edntoma [&#8230;] consiste en privar al s\u00edntoma de sentido. Por ello Lacan sustituye al aparato de interpretar de Freud &#8211; que Lacan mismo hab\u00eda formalizado, clarificado, es decir, el ternario ed\u00edpico -, por un ternario que no produce sentido, el de lo Real, lo Simb\u00f3lico y lo Imaginario. Pero al desplazar la interpretaci\u00f3n del marco ed\u00edpico hacia al marco borromeo, el funcionamiento mismo de la interpretaci\u00f3n cambia, y pasa de la escucha del sentido a la lectura del fuera de sentido.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques-Alain Miller. <strong>Ler um sintoma<\/strong>. In: Lacan XXI, Revista FAPOL On-Line, 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/\">http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;La adicci\u00f3n es la ra\u00edz del s\u00edntoma que est\u00e1 hecho de la reiteraci\u00f3n inextinguible del mismo Uno. [&#8230;] Es en este sentido que Lacan pudo decir que un s\u00edntoma es un etc\u00e9tera. Es decir, el retorno del mismo acontecimiento.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques-Alain Miller. <strong>Ler um sintoma<\/strong>. In: Lacan XXI, Revista FAPOL On-Line, 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/\">http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;O que \u00e9 o dejeto? O termo tem muitas resson\u00e2ncias para aqueles que, mesmo que rapidamente, percorrem o ensino de Lacan. \u00c9 o que \u00e9 rejeitado e especialmente rejeitado ao cabo de uma opera\u00e7\u00e3o onde s\u00f3 se ret\u00e9m o ouro, a subst\u00e2ncia preciosa a que ela leva. O dejeto \u00e9 o que os alquimistas chamavam de caput mortuum. \u00c9 o que cai, \u00e9 o que tomba quando por outro lado algo se eleva. \u00c9 o que se evacua, ou que se faz desaparecer enquanto que o ideal resplandece.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques-Alain Miller. <strong>A salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos<\/strong>. In: Revista Correio, Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n.67, 2010.<\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;A experi\u00eancia\u00a0 demonstra o poder das forma\u00e7\u00f5es coletivas e\u00a0 a fraqueza, a fragilidade, a\u00a0 debilidade\u00a0 do psicanalista quando ele quer se inserir diretamente.\u00a0 O discurso do mestre procede exclusivamente pela identifica\u00e7\u00e3o significante. \u00c9 por a\u00ed, nesse sentido, que ele interdita a fantasia, como estipula expressamente a linha inferior do esquema do discurso do mestre tal como tra\u00e7ado por Lacan. A identifica\u00e7\u00e3o reina sem divis\u00e3o.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques-Alain Miller. <strong>A salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos<\/strong>. In: Revista Correio, Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n.67, 2010.<\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;O analista s\u00f3 tem que se inserir no la\u00e7o social que prescreve o discurso do mestre [&#8230;]&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques-Alain Miller. <strong>A salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos<\/strong>. In: Revista Correio, Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n.67, 2010.<\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;[&#8230;] o discurso do mestre cr\u00ea na sa\u00fade mental. Esse ideal \u00e9 proibido ao analista que oferece uma via in\u00e9dita, mais prec\u00e1ria e, no entanto, mais segura: a salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos.&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Jacques-Alain. <strong>A salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos<\/strong>. In: Revista Correio, Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n.67, 2010.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>AUTORES DO CAMPO FREUDIANO<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u201cA ang\u00fastia leva a \u201crefazer o todo\u201d em uma situa\u00e7\u00e3o na qual o sujeito n\u00e3o cr\u00ea mais no significante um. O esfor\u00e7o para tornar o Outro todo repousa sobre o insuport\u00e1vel de uma aus\u00eancia de garantias do gozo. Assistimos ent\u00e3o a um duplo movimento. De um lado, apelos \u201cpopulista\u201d para refazer o todo. De outro lado, tentativas de reencontrar o gozo por interm\u00e9dio de um acesso em curto-circuito.\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0\u00c9ric Laurent<\/strong>, A Sociedade do Sintoma a psican\u00e1lise, hoje. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 2007, p.169<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c&#8230;Trata-se, sobretudo, de suportar a inconsist\u00eancia do Outro, sua aus\u00eancia de garantia, sem ceder ao imperativo de gozo do supereu. O importante n\u00e3o \u00e9 o aparente al\u00edvio do sujeito, mas o peso de sua rela\u00e7\u00e3o com o gozo. Quando o sujeito est\u00e1 aliviado dos deveres da cren\u00e7a, como gozar sem que isso seja sua \u00fanica obriga\u00e7\u00e3o? O psicanalista deve permanecer at\u00f3pico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 corrente principal da civiliza\u00e7\u00e3o que o arrasta&#8230;\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00c9ric Laurent,<\/strong> A Sociedade do Sintoma a psican\u00e1lise, hoje. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 2007, p.171<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cNo que diz respeito ao gozo, o psicanalista deve reenviar o sujeito \u00e0 sua particularidade\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00c9ric Laurent,<\/strong> A Sociedade do Sintoma a psican\u00e1lise, hoje. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 2007, p.172<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c&#8230;Podemos dizer que o grande movimento da civiliza\u00e7\u00e3o, seu hedonismo em massa, faz desaparecer a particularidade do sintoma. A vis\u00e3o hedonista do mundo apoia seu imp\u00e9rio no acesso ao gozo \u2018para todos\u2019\u201d. &#8230;\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00c9ric Laurent<\/strong>, A Sociedade do Sintoma a psican\u00e1lise, hoje. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 2007, p.173<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cO psicanalista se orienta pelo real do sintoma, sempre parcial, \u2018peda\u00e7o se real\u2019. Trata-se de um saber que se apresenta sob uma forma que sup\u00f5e a travessia da ang\u00fastia.\u201d &#8230;\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00c9ric Laurent,<\/strong> A Sociedade do Sintoma a psican\u00e1lise, hoje. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 2007, p.174<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c&#8230;O sintoma \u00e9 o ponto imposs\u00edvel de ser incorporado ao mundo em que o sujeito funciona. Ele se apresenta inicialmente como infort\u00fanio, como imposs\u00edvel e na conting\u00eancia das origens de cada um desses sintomas&#8230;\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00c9ric Laurent,<\/strong> A Sociedade do Sintoma a psican\u00e1lise, hoje. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 2007, p.174<\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;Baseado no sintoma hist\u00e9rico, Freud reconhece a via na qual se imp\u00f5e o inc\u00f4modo do corpo que vem, pelas palavras, recortar mais uma vez, marcar as vias pelas quais o gozo adv\u00e9m. O que constitui o eixo em torno do qual gira a constitui\u00e7\u00e3o do sintoma hist\u00e9rico \u00e9 o amor ao pai. Trata-se do que faz com que o corpo hist\u00e9rico esteja sempre prestes a se desfazer, o que faz dele a ferramenta[3], segundo a express\u00e3o de Lacan. \u00c9 precisamente isso que est\u00e1 em quest\u00e3o em nossa \u00e9poca. Por isso, precisamos conceber o sintoma n\u00e3o com base na cren\u00e7a no Nome-do-Pai, mas baseado na efetividade da pr\u00e1tica psicanal\u00edtica. Essa pr\u00e1tica obt\u00e9m, atrav\u00e9s do seu manejo da verdade, alguma coisa que toca o real\u2026 A partir do simb\u00f3lico, alguma coisa ressoa no corpo, e faz com que o sintoma responda. O que se colocar\u00e1 para n\u00f3s como quest\u00e3o \u00e9 como \u201cfalam os corpos\u201d [&#8230;]&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n<p>LAURENT, \u00c9ric. <strong>Falar com seu sintoma, falar com seu corpo.<\/strong> In: Argumento para o VI ENAPOL, 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/enapol.com\/vi\/pt\/portfolio-items\/falar-com-seu-sintoma-falar-com-seu-corpo\/\">http:\/\/enapol.com\/vi\/pt\/portfolio-items\/falar-com-seu-sintoma-falar-com-seu-corpo\/<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n<p>FREUD, S: Inibi\u00e7\u00e3o, Sintoma e Ansiedade (1926). In: Obras Completas de S. Freud. Edi\u00e7\u00e3o Standard brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996<\/p>\n<p>FREUD, S. Cultura, sociedade, religi\u00e3o: O mal-estar na cultura e outros escritos. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2020.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <strong>Escritos<\/strong>. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1998<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <strong>Les Non-Dupes Errent ou Les Noms Du P\u00e8re <\/strong>(1973-74). Clase de 19 de mar\u00e7o de 1974. In\u00e9dito.<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9ric: A sociedade do sintoma a psican\u00e1lise, hoje. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria, 2007<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9ric. <strong>Falar com seu sintoma, falar com seu corpo.<\/strong> In: Argumento para o VI ENAPOL, 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/enapol.com\/vi\/pt\/portfolio-items\/falar-com-seu-sintoma-falar-com-seu-corpo\/\">http:\/\/enapol.com\/vi\/pt\/portfolio-items\/falar-com-seu-sintoma-falar-com-seu-corpo\/<\/a><\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <strong>A salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos<\/strong>. In: Revista Correio, Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n.67, 2010.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <strong>Ler um sintoma<\/strong>. In: Lacan XXI, Revista FAPOL On-Line, 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/\">http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2016\/04\/16\/leer-un-sintoma\/<\/a><\/p>\n\t\n<\/div>[\/vc_column][\/vc_row]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":5660319,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-5660321","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5660321","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5660321"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5660321\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5660327,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5660321\/revisions\/5660327"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/5660319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/nordeste\/jornadas\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5660321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}