{"id":2134,"date":"2021-03-24T11:25:00","date_gmt":"2021-03-24T14:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/ba\/?p=2134"},"modified":"2021-03-24T11:25:00","modified_gmt":"2021-03-24T14:25:00","slug":"agente-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/agente-16\/","title":{"rendered":"Agente 16"},"content":{"rendered":"<div class=\"capa-filmes\">\n<div class=\"texts-filmes\">\n<h3 class=\"n-mb\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2099 size-medium\" src=\"https:\/\/www.ebp.org.br\/ba\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/capa_agente002-1-219x300.jpg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"300\" \/><\/h3>\n<h3 class=\"n-mb\">AUTOR<\/h3>\n<p>V\u00e1rios autores<\/p>\n<h3 class=\"n-mb\">N\u00daMERO \/ EDI\u00c7\u00c3O<\/h3>\n<p>#15<\/p>\n<h3 class=\"n-mb\">ANO<\/h3>\n<p>2016<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr \/>\n<h3 class=\"n-mb\">SOBRE O LIVRO<\/h3>\n<p>A jovem Marie Bashkirtseff ilustra nossa capa. Marie, nascida na Ucr\u00e2nia em 1858, teve a maior parte da sua obra destru\u00edda pelo nazismo e morreu de tuberculose aos 25 anos. Aos treze anos, mudou-se para Nice e come\u00e7ou a escrever seu di\u00e1rio. Atrav\u00e9s dos dezesseis volumes que o comp\u00f5em, podemos ler o ardente desejo de ser lida. Guy de Maupassant o fez e manteve com ela, a virgem eslava, longa correspond\u00eancia. \u201cEstou numa idade\u201d, disse ela que tudo amava, \u201cem que at\u00e9 a morte pode ser prazerosa.\u201d A pintura A reuni\u00e3o, que reproduzimos, pode ser vista no Mus\u00e9e d\u2019Orsay e revela o extraordin\u00e1rio encontro de crian\u00e7as com o saber de um adolescente nas ruas.<\/p>\n<p>O tema que comanda a organiza\u00e7\u00e3o desse n\u00famero 16 da Revista Agente \u00e9 a adolesc\u00eancia. Com ele, homenageamos os adolescentes que d\u00e3o testemunho do \u2018mal de la jeunesse\u2019 nomeado por Lacan e que Carlo Vigan\u00f3 aborda no artigo sobre a crise de identidade que honra este n\u00famero.<\/p>\n<p>Resgatamos duas confer\u00eancias memor\u00e1veis de Guy Briole durante as XX Jornadas da EBP-Bahia, ocorridas em 2015, sobre a impossibilidade de teorizar a adolesc\u00eancia e a tend\u00eancia de se construir para ela um supereu sob medida para melhor enquadr\u00e1-la. Briole ensina que n\u00e3o s\u00f3 o adolescente \u00e9 sempre de sua \u00e9poca, sen\u00e3o que at\u00e9 antecipa o porvir.<\/p>\n<p>Mais cinco colegas de outros mares tomam a palavra. Domenico Cosenza elucida a inicia\u00e7\u00e3o sexual na adolesc\u00eancia na \u00e9poca do Outro que n\u00e3o existe. Dos tempos do Sturm und Drang e a intensidade rom\u00e2ntica at\u00e9 o hedonismo morno contempor\u00e2neo, Cosenza aponta a dificuldade em confrontar a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual sem o recurso ao v\u00e9u fantasm\u00e1tico. Gustavo Stiglitz aborda a experi\u00eancia adolescente e seus outros, sentados no banco dos r\u00e9us. Resposta singular ao real da puberdade, o autor se det\u00e9m no cotidiano para extrair os divinos detalhes tal como hoje se apresentam. Bernard Seynhaeve, numa breve entrevista, situa a ang\u00fastia adolescente tal como se experimentava em tempos de ideais tir\u00e2nicos e atualiza as novas solu\u00e7\u00f5es que os jovens hoje inventam frente ao desabamento do nome do pai. Beatriz Udenio parte de material cl\u00ednico na neurose obsessiva para aproximarmos das novas figuras do Outro nas redes sociais. Susana Brignoni aborda a rela\u00e7\u00e3o entre o saber e o corpo a partir do que denomina autoer\u00f3ticas do saber no mundo virtual.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m cinco colegas da casa se fazem presentes neste n\u00famero. Marcela Antelo aborda a maldi\u00e7\u00e3o do sexo sob a forma do diabo no corpo experimentado na puberdade. F\u00e1tima Sarmento parte de Gide para dissecar as dificuldades que a sa\u00edda da adolesc\u00eancia apresenta e os recursos de que o jovem pode dispor. Benardino Horne se serve do conceito de muta\u00e7\u00e3o para abordar o gozo de al\u00edngua, a acelera\u00e7\u00e3o temporal e a puls\u00e3o esc\u00f3pica para pensar a adolesc\u00eancia de hoje. Luiz Felipe Monteiro analisa a qualidade interpretante da experi\u00eancia sonora na adolesc\u00eancia quando o ru\u00eddo do rock se inclui na constru\u00e7\u00e3o fantasm\u00e1tica. Anal\u00edcea Calmon parte do escrito \u201cA significa\u00e7\u00e3o do falo\u201d para situar as escolhas adolescentes dentro da l\u00f3gica f\u00e1lica e diferenciar os diversos impasses que na adolesc\u00eancia se apresentam. Dois breves coment\u00e1rios de dois curtas-metragens encerram o n\u00famero, aportados pelo N\u00facleo de Psican\u00e1lise e Audiovisual do IPB.<\/p>\n<p>Esperamos que a experi\u00eancia de leitura anunciada nestas breves linhas cause o desejo de nela perseverar. Obrigado aos nossos leitores.<\/p>\n<p>Marcela Antelo<\/p>\n<h3 class=\"n-mb\">\u00cdNDICE<\/h3>\n<p>XX Jornadas EBP-BAHIA (2015)<br \/>\nAdolesc\u00eancia e adolescente: o imposs\u00edvel do desejo, Guy Briole<br \/>\nO diabo no corpo, Marcela Antelo<\/p>\n<p>Convidados estrangeiros<br \/>\nJacques Lacan e a crise de identidade, Carlo Vigan\u00f2<br \/>\nInicia\u00e7\u00e3o na adolesc\u00eancia. Entre mito e estrutura, Domenico Cosenza<br \/>\nAs ang\u00fastias do adolescente de ontem e de hoje, Bernard Seynhaeve<br \/>\nA experi\u00eancia da adolesc\u00eancia, Gustavo Stiglitz<br \/>\nAutoer\u00f3tica do saber nas adolesc\u00eancias, Susana Brignoni<br \/>\nUm novo outro, Beatriz Udenio<\/p>\n<p>A gente<br \/>\nAs dificuldades na sa\u00edda da adolesc\u00eancia, F\u00e1tima Sarmento<br \/>\nMuta\u00e7\u00f5es na puberdade, Bernardino Horne<br \/>\nA gente se vinga no rock, Luiz Felipe Monteiro<br \/>\nA significa\u00e7\u00e3o do falo e os impasses na adolesc\u00eancia, Anal\u00edcea Calmon<\/p>\n<p>Bordas<br \/>\nN\u00facleo de Psican\u00e1lise e Audiovisual<br \/>\nApresenta\u00e7\u00f5es de autores<br \/>\nNormas de Publica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AUTOR V\u00e1rios autores N\u00daMERO \/ EDI\u00c7\u00c3O #15 ANO 2016 SOBRE O LIVRO A jovem Marie Bashkirtseff ilustra nossa capa. Marie, nascida na Ucr\u00e2nia em 1858, teve a maior parte da sua obra destru\u00edda pelo nazismo e morreu de tuberculose aos 25 anos. Aos treze anos, mudou-se para Nice e come\u00e7ou a escrever seu di\u00e1rio. Atrav\u00e9s&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-2134","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agente","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2134\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2134"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/ba\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=2134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}