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Quem somos

A Escola, sendo consequente com a proposição de Lacan, é o lugar onde a formação dos psicanalistas leva em conta o real que está aí em jogo. Esse é o fundamento básico que justifica a sua existência, ou seja, ser um lugar que possa acolher os psicanalistas, suas dúvidas, seus impasses teóricos e clínicos – a causa que move cada um em direção à sua formação. Ela zela pela garantia dessa formação, pelo desejo de saber e pelo tripé análise, supervisão e ensino, colocando em questão um fundamento psicanalítico crucial, a transferência de trabalho e, na sua esteira, o desejo de Escola.

A Escola não sobreviveria se estivesse desconectada do seu entorno, da lógica, do funcionamento e até mesmo dos limites determinados pelo modo contemporâneo de viver. Esse modo, que é regido por três “discursos”, conforme Lacan os estabelece – quais sejam, o discurso do mestre, o do capitalismo e o discurso universitário –, contando com a aliança que eles fazem com a ciência, impõe uma dinâmica nos laços sociais que mais se aproxima dos modos de gozo dos sujeitos do que da lógica do desejo. São modos de gozo que, às vezes, podem ser degradantes e segregativos para os sujeitos de nosso tempo. “Que cada um possa tomar a palavra”, assim se delineia a democracia na Escola, mas que essa palavra não seja sem consequências subjetivas para quem fala.

A Escola, não ignorando os impasses de sua época, pode, entretanto, se orientar por uma política própria. Uma política de formação que inclua isso que seus analistas vão recolhendo em suas práticas, seja através da Psicanálise pura ou aplicada. Seus dispositivos, como o Passe, os Cartéis, os Seminários, etc, estão voltados para a contingência do encontro com um desejo inédito. Eles recolhem e apostam que esse encontro produza consequências de transmissão e ensino na comunidade analítica.

Pretender manter viva a Orientação Lacaniana é a experiência de Escola. Nela, não é apenas um fato, mas antes, um fato desejável que não todos pensem da mesma maneira. A Escola, diante disso, cuida para que essa tensão entre o um e o múltiplo seja mantida da boa forma. É essa diretriz que nos foi dada pela Associação Mundial de Psicanálise (AMP) e é de acordo com ela que nossa Seção caminha.

Se a solidão dos modos de gozo dos sujeitos prepondera no estilo da época, isso não impede que a Escola faça aí um contraponto, dando abrigo, por um lado, às consequências que podem ser extraídas da prática de seus membros e propondo, por outro, uma garantia ética à formação teórica de analistas. A Escola precisa estar no ponto onde, na formação de seus analistas, a aquisição de saber se encontra com os aspectos de mutação subjetiva, ou seja, um saber que toca na castração.

De forma sucinta, as diversas atividades que compõem o trabalho de Escola na Nossa Seção são:

  • A Orientação Lacaniana que, como o nome diz, é a atividade que visa reunir os membros da AMP em torno da orientação Una de pesquisa nas Escolas do Campo Freudiano.
  • O Passe na Escola, que consiste em uma série de conversações e comentários sobre o dispositivo do passe, a partir dos textos de orientação da Escola, e testemunhos já publicados, assim como de apresentações de testemunhos dos Analistas de Escola (AEs) em exercício.
  • O Ensino dos Analistas Membros de Escola (AMEs) que trabalha as questões cruciais da psicanálise da Orientação Lacaniana, a política lacaniana do Campo Freudiano, a estrutura e os dispositivos da Escola fundada por Lacan e alguns temas que constituem o saber textual da psicanálise.
  • Os cartéis que formam parte desse dispositivo privilegiado por Lacan na aquisição de saber, por meio de uma pesquisa própria e singular de cada um de seus integrantes, além de uma série de atividades relacionadas a esse tema, que a Diretoria de Cartéis realiza. Além disso, a Diretoria de Cartéis da EBP-SC também se incumbe de realizar atividades de Intercâmbio com a “cidade” e outras áreas de conhecimento. Ela desenvolve uma importante atividade que se chama “Ação Lacaniana”, evento que produz a discussão sobre problemas sociais cruciais, indo aonde há um impasse social na “cidade”.
  • As diversas atividades e eventos organizados pela Diretoria de Biblioteca, tais como, “Ateliês de Leitura” e “Noites de Biblioteca”, que se ocupam de lançamentos de livros e de ideias, debates e conversas entre membros da comunidade analítica e de outros saberes que se conectam com a psicanálise.
  • Os seminários por conta e risco de cada membro de Escola.
  • E a atividade que trata do tema da supervisão através de reuniões de trabalho e de discussão dessa prática;
Eneida Medeiros Santos
Diretora Geral

ADMINISTRAÇÃO

A administração das Seções da EBP é de responsabilidade da sua Diretoria, auxiliada por comissões e em correspondência ao Conselho da Seção e à Assembléia Geral.

CONSELHO DELIBERATIVO

O Conselho Deliberativo é o órgão consultivo e decisório da Seção, sendo composto por 06 (seis) membros , nos seguintes moldes:

a) três membros da Escola, filiados à Seção, eleitos, por candidatura, pela Assembléia Geral;

b) três membros da Escola, filiados à Seção, indicados pelo Conselho daquela

Conselho Deliberativo (2017-2018):

Louise Amaral Lhullier – Presidente
Maria Teresa Wendhausen – Secretária
Luís Francisco Espindola Camargo
Leonardo Scofield
Cleudes Slongo
Iordan Gurgel

Para o período de 2017-2018 as diretorias e o conselho fiscal estão distribuídos da seguinte forma:

Diretora Geral: Eneida Medeiros Santos
Diretora Adjunta: Liège Goulart
Diretora Secretária/Tesoureira: Leonardo Scofield
Diretora de Intercâmbio e Cartéis: Cinthia Ramos Busato
Diretor de Biblioteca: Louise Lhullier
Conselho Fiscal: Cleudes Maria SlongoLuis Francisco Camargo, e Oscar Reymundo.