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Atividades

 1. Noites de biblioteca

Ao abordar a formação do analista da Escola, na Proposição de 9 de outubro de 1967[1], Lacan afirma explicitamente que ainda que nada saiba do saber suposto, “isso não autoriza o psicanalista, de modo algum, a se dar por satisfeito com saber que nada sabe, pois o que se trata é do que ele tem de saber”[2]. Assim ele reduz à ignorância sobre o saber suposto aquilo que caracteriza como “a insistência de Freud em nos recomendar que abordemos cada novo caso como se não tivéssemos aprendido coisa alguma com sua primeiras decifrações”[3].

Nossas Noites de Biblioteca são animadas pelo emprenho em reafirmar que a psicanálise deve sua consistência aos textos de Freud, mas também que ela se alimenta de textos “de Shakespeare a Lewis Carrol”, de Platão a Lévi-Strauss e a Cantor, e que são esses os caminhos do saber textual a serem percorridos por seus praticantes.

A biblioteca se ocupa desse “pé” da formação do analista: a leitura dos textos que consistem aquilo que um analista não pode ignorar. Para tanto, organiza essas noites de lançamentos de livros e de ideias, de debates e de conversas, para as quais são convidados membros da nossa comunidade analítica e também aqueles que, desde outros saberes, se interessam pelas conexões possíveis com a psicanálise e pelo debate com seus praticantes.

Responsáveis:

  • Louise Lhullier (coordenadora)
  • Edson Mohr (bibliotecário)
  • Gustavo Ramos

Cronograma 2018:

  • Março: 7
  • Maio: 2
  • Setembro: 5
  • Novembro: 7

2. Ateliê de leitura dos textos freudianos

Em agosto de 2017, considerando que a volta a Freud é sempre fundamental para a formação do analista, inauguramos um Ateliê de leitura dos textos freudianos. O retorno a Freud sempre nos entusiasma, pois, a cada vez o encontro tem algo de uma novidade, na medida em que os desafios do presente e as inquietações com o futuro vão mudando. A leitura nunca é igual, já que é atravessada pelos acontecimentos que marcam nossa experiência.

Na contramão das práticas e discursos que visam ao apagamento dos sintomas e do mal-estar, Freud, desde os primeiros momentos da invenção da psicanálise, se mostrou muito interessado por estabelecer conexões com outras instâncias da cultura intimamente relacionadas às práticas discursivas e linguageiras, por assim dizer. Foi assim que ele recorreu às elaborações da antropologia, da religião, do direito, das artes – com atenção especial para os textos literários, fábulas e mitos. No Ateliê de Leitura de Textos Freudianos, desejamos manter essa abertura e desdobrá-la através da conversação com pessoas oriundas de outros espaços de atuação.

Responsáveis:

  • Louise Lhullier (coordenadora)
  • Diego Cervelin
  • Juliana do Rego Silva

Cronograma 2018:

  • Março: 08 e 22
  • Abril: 05 e 19
  • Maio: 03, 17 e 31
  • Junho: 14 e 28
  • Agosto: 09 e 23
  • Setembro: 06 e 20
  • Outubro: 11 e 25
  • Novembro: 29

 


[1] Lacan, J. Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In : Outros Escritos. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2003, (p.248-264 )
[2] Id., p. 254.
[3] Id.