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Seminários

Seminário de Orientação Lacaniana:

Coordenação pelo Conselho da Seção Rio: Maria Silvia Garcia Fernandes Hanna (Presidente), Ondina Rodrigues Machado (Secretária), Heloisa Caldas, Marcia Zucchi, Paula Borsoi, Rodrigo Lyra de Carvalho.

Vivemos um estado de atenção, onde a civilização em seus vários aspectos se mostra inquietante e turbulenta. Uma série de acontecimentos no Brasil e no mundo vem oferecendo a oportunidade para que a psicanálise e os psicanalistas tomem a palavra, estudem e digam algo sobre a ameaça que paira sobre a dignidade de cada sujeito, começando por nós mesmos. O laço social e suas formas de regulação se encontram questionados pelo surgimento de um discurso de ódio que se multiplica, sem que tenhamos conseguido encontrar um modo de amortecê-lo. As ferramentas da psicanálise ajudam a fazer uma leitura, sem um saber prévio, que permita aprender algo sobre tais mudanças, nas quais a palavra vem perdendo seu peso e sua força. Percebemos que há um real que se impõe, pois “os processos segregativos são impossíveis de serem regulados se não se consegue uma subjetivação possível sobre sua causa” (Ventura, O. “Las raices del odio”, in: Fórum de Milão).

Nesse caldo de discussão, em que a Escola se mantém viva e palpitante, o Conselho da Seção Rio decidiu propor três encontros no primeiro semestre para o Seminário de Orientação Lacaniana. Ódio, Cólera e Indignação são as paixões trabalhadas por Freud e Lacan e também recolhidas, segundo o argumento do Enapol, “da civilização, mais precisamente do campo das relações políticas e sociais em que nos inserimos hoje”. Deste modo, propomos extrair dos textos escolhidos as consequências dessa situação contemporânea sobre a clínica e a política, abordando a incidência do psicanalista e da psicanálise no mundo. Apresentaremos três textos para elaborar os temas do ódio, da cólera e da indignação:

  1. Ódio – Seminário sobre a transferência negativa – J-A Miller
  2. Cólera – Comment se revolter – J-A Miller (em francês, na biblioteca)
  3. Indignação – O retorno da blasfêmia – OL  online 16 março 2015

Desde já, convidamos  todos a participar do debate, com o desejo de termos um ótimo semestre de trabalho.

Esperamos todos lá.

Paula Borsoi – Presidente do Conselho Seção Rio

Cinema e Psicanálise

Coordenação: Stella Jimenez e Ana Martha Wilson Maia

Neste ano, trabalharemos o tema As paixões do ser: Amor, ódio e ignorância.

Com este tema, daremos continuidade ao que vínhamos trabalhando: A subversão nos tempos atuais, subversão de costumes e de paradigmas, que acabou sendo atropelada por uma eclosão, também muito atual, das paixões mais primárias.


Passe: o sonho e as paixões

Coordenação: Ana Lucia Lutterbach Holck

Nosso seminário pretende privilegiar o momento que se segue ao primeiro testemunho do passe e busca explorar dois aspectos da análise: o sonho e as paixões. Qual foi o papel do sonho para aquele AE? Ainda se interpretam os sonhos? Ainda podemos dizer, com Freud, que o sonho é a estrada régia para o inconsciente? Sobre as paixões: como estas se apresentaram na análise? Qual a relação entre as paixões e os gozos? Qual o destino dado às paixões em uma análise? Esperamos que o debate em torno dessas questões conte não só com as contribuições dos convidados, mas com a participação de todos  os colegas que, partindo dos diferentes momentos de suas análises, desejarem entrar conosco nessa conversa.


Seminário Clínico: sonho e tempo

Coordenação: Marcus André Vieira e Romildo do Rêgo Barros

Vamos nos apoiar em fragmentos de análise envolvendo a interpretação dos sonhos para abordar o modo muito particular da presença do tempo no dispositivo analítico e de seu uso por parte do analista. Duas hipóteses nos nortearão: “O inconsciente tem existência temporal e não espacial” e “O real do sonho é o tempo”.


Conversas sobre o inconsciente e a formação do analista

Coordenação: Cartel formado por Andréa Reis Santos, Glória Maron, Maria do Rosário Collier do Rêgo Barros e Paula Borsoi.

Essa atividade é coordenada por um cartel formado por participantes de diferentes instâncias da Seção Rio e do ICP-RJ (diretoria da Seção e do ICP, comissão de ensino, e coordenação do Projeto Clínica), que se reuniram para pensar questões em torno da formação do analista e do papel que o inconsciente, quando não é lido como coisa morta, desempenha nela. A bússola que orienta o trabalho do cartel aponta para perguntas sobre a especificidade do ensino e da transmissão que são próprias à psicanálise de orientação lacaniana: Como fazer operar um saber que “descompleta”, que inclui o furo, para dar lugar à formação que convém ao analista? Como articular o ensino que se faz no Instituto com o saber que se transmite na Escola, levando em conta a complexidade dessa relação paradoxal entre a solidão do sinthoma e os laços que sustentam estas duas instituições? Nossa aposta é que estas e outras questões façam parte dos encontros que pretendemos fazer funcionar como um “esforço de conversação”, encontros que incluam a participação ativa dos colegas presentes e que sejam ocasião para um debate animado e produtivo.